julho 04, 2020

RISSOIS DE CAMARÃO DA MINHA MÃE

Rissóis de camarão da minha mãe

Em casa da minha mãe, uns dos meus pratos de eleição eram os rissóis de camarão com arroz de manteiga e azeitonas por cima.

Ainda agora as minhas papilas gustativas reagem, ao pensar nesses maravilhosos rissóis quentinhos que a minha mãe fazia com a ajuda da Sra. Emília, porteira do prédio, e que ia lá a casa ajudar a moldar. Podiam ser memórias deturpadas e romantizadas pelo tempo, mas não. Experimentei fazer a mesma receita e são de facto muito bons.

A minha mãe sempre trabalhou fora e por isso as horas do dia corriam iguais às minhas. No entanto, por características de personalidade e também pela época em que viveu, o uso que fazia do tempo livre era mais dentro de casa do que fora, para além de não haver esta loucura de solicitações exteriores e que, se não tivermos atenção, nos enchem a vida de coisa nenhuma.

Não gostava especialmente de cozinhar e muito menos do trabalho de casa, a que nunca teve de se dedicar. Mas tudo o que cozinhava era bom, por ser perfeccionista (ela dizia ‘perfeitinha’) e dedicada.

As saudades (e os arrependimentos) agora são mais do que muitas, e vejo-me a ser igual em tantas coisas...talvez por isso me sinta mais perto, quando faço os pratos que acompanharam a óptima infância que tive!

Ingredientes para 30 rissóis

Para a massa:

  • 1 chav. leite
  • 1 chav.  água
  • 2 c sopa de margarina
  • 1 casca de limão bio (só a parte amarela)
  • sal q.b.
  • 2 chav. farinha sem fermento

Para o recheio:

  • 2 c sopa de cebola picada 
  • 2 c sopa de manteiga
  • 2 c sopa de farinha sem fermento
  • 1/4 chav. líquido de cozer os camarões
  • 1/4 chav. leite
  • 1 c sopa polpa de tomate
  • 20 camarões com casca
  • 1 c sopa de salsa picada 
  • 2 gemas (uso ovos bio)
  • pimenta e noz moscada 
  • Pingos de limão

Para a fritura:

  • 2 ovos (uso bio)
  • pão ralado
  • óleo

1ª parte: Cozer os camarões - pode fazer-se de véspera

Cozem-se os camarões em água com sal, só mesmo a cobrir os camarões. Retiram-se passados uns 3 min a partir do momento em que começa a fervura, descascam-se  e reservam-se. As cascas e as cabeças juntam-se à água de cozer os camarões,  pisam-se bem para extrair os sucos com o auxílio de uma escumadeira, e vai a reduzir um pouco — não muito, porque senão fica salgada. Filtra-se o líquido por um passador de rede e reserva-se.  O líquido que sobra serve para fazer um risotto de camarão. Guardam-se separadamente os camarões cozidos e o líquido da sua cozedura no frigorífico.

2ª parte: Fazer a massa
Para a massa, leva-se um tacho ao lume com o leite e a água, a margarina, a casca de limão e o sal. Logo que levanta fervura, retira-se o tacho do lume,
rejeita-se a casca do limão e deita-se a farinha de uma só vez. Mexe-se com uma colher de pau e leva-se de novo a lume baixo, mexendo sempre. Deixa-se cozer a massa até formar bola e aparecer no fundo do tacho uma película escura - uns 3 min.  Retira-se do lume e sobre a pedra da mesa trabalha-se a massa até arrefecer. Envolve-se em película transparente já em forma achatada de resctângulo e deixa-se descansar uns 20 min. A receita da massa de rissóis do livro base da Bimby é muito boa também se substituirmos metade da água por leite.

3ª parte: Fazer o recheio
Pica-se a cebola e aloura-se na manteiga. Polvilha-se com a farinha, deixa-se cozer um pouco sem alourar e deita-se a polpa de tomate, e o leite e o líquido de cozer os camarões alternadamente. Vai -se mexendo ao lume até obter um creme grossinho. Retira-se o creme do lume, deixa-se arrefecer um pouco e juntam-se alguns camarões picados, a salsa e as gemas. Tempera-se com pimenta, noz-moscada e  umas gotas de limão. Deixa-se arrefecer. Não leva sal porque contém o líquido de cozer os camarões que já é salgado. Deve-se, no entanto, provar.

4ª parte: Montagem e fritura
Estende-se a massa em forma de rectângulo numa espessura fina e dispõem-se montinhos espaçados do recheio escolhido em metade da massa. Os camarões são agora colocados sobre cada montinho de recheio, garantindo que cada rissol leva um camarão. Dobra-se a massa e corta-se em meia-lua, com um copo
(fiz com copo com diametro de 8 cm) ou com um corta-massas.
Passam-se os rissóis por ovo batido e pão ralado.
Fritam-se em óleo bem quente, para não rebentarem.

De uma forma clássica, acompanham-se com arroz de tomate ou arroz de grelos e uma salada verde.
Em minha casa eram servidos com arroz de manteiga. No final, punha sempre umas azeitonas sobre o arroz. Era e é um dos meus pratos preferidos!

Tips:

A massa pode ser feita com manteiga, mas é mais fácil de trabalhar se for com margarina.

Os rissóis podem congelar-se antes da fritura.


Ana

junho 19, 2020

ESPETADINHAS DE FRANGO COM MOLHO TZATZIKI



Espetadinhas de frango com molho tzatziki
O calor vai aumentar, apetecendo-me mais uns petiscos e menos comida de tacho. Assim, aproveitei para fazer umas espetadinhas de frango com este molho grego de iogurte e pepino.

Ficam muito saborosas e o molho faz toda a diferença, cortando o doce do pimento e dando-lhe uma frescura óptima.

Ingredientes para 10 espetadas grandes
  • 780 grs frango do campo cortado em cubos
  • 2 pimentos vermelhos grandes cortados em bocados
  • 1 cebola roxa grande cortada em gomos
  • 3 courgettes pequenas às rodelas não muito finas
Marinada
  • 1/4 chav Azeite marinada + 2 c sopa para os vegetais + para pincelar as espetadas
  • 3 c sopa sumo de limão
  • 1 c sopa vinagre de vinho tinto
  • 3 dentes alho picadinho
  • 2,5 c chá orégãos secos
  • 1,5 c chá mangericão seco
  • 0,5 c chá tomilho seco
  • 0,5 chá coentros picados
  • Sal e pimenta q.b.
Molho Tzatziki
  • 1 chav yogurte grego natural espesso
  • 280 grs pepino sem casca nem sementes e ralado
  • 1,5 c sopa raminhos de aneto fresco picados
  • 1 dente alho ralado
  • 1 c sopa azeite
  • 1 c sopa sumo de limão
  • Sal ou flor de sal e pimenta
Colocar o frango na marinada, misturada previamente, dentro dum saco de plástico no frigorífico 45 min a 2 horas.

Temperar os vegetais com as 2 c sopa de azeite, 0,5 c chá órégãos, 0,5 c chá mangericão e sal.

Meia hora antes de grelhar as espetadas, colocar os espetos de madeira de molho, para que não queimem.

Aquecer o grelhador, formar as espetadas alternando o frango com a cebola, o pimento e a courgette e pincelar com um pouco de azeite. Como quis fazer espetadas pequeninas, parti os paus ao meio e deu para 20 espetadas.

Colocar as espetadas no grelhador e ir rodando até estar grelhadas, uns 10 min.

Para o molho tzatziki, pelar o pepino se não for biológico, remover as sementes, cortar aos bocadinhos e colocar num processador. Drenar o excesso de líquido que se formou. Juntar ao yogurt os restantes ingredientes e colocar no frio até à hora de servir.

Depois , é só colocar numa travessa e acompanhar com o molho de yogurte e arroz solto se preferir uma refeição com mais substância.

Ana

maio 24, 2020

SALADA DE MASSA E FAVAS



Salada de massa e favas
A seguir à entradinha de pepino, fiz uma salada de massa e favas que ficou muito boa. Continuo entusiasmada com as saladas da Robyn Martin.

Tinha umas favas para fazer à portuguesa, mas como era muito mais pesado para este calor, aproveitei para as incluir numa salada. Parece estranha a combinação da massa com as favas, mas o que é verdade é que resulta bem.

Ingredientes
  • 250 de macarrão integral cozido conforme instruções do pacote
  • 1 c sopa de azeite
  • 2 chávenas de favas cozidas 5 min em água e sal e às quais retirei a pele
  • 6 fatias de presunto (como não tinha usei umas tiras de bacon de perú que fritei sem gordura numa frigideira anti-aderente, primeiro, mas fica melhor com o presunto).
  • 1 c sopa de salva fresca picada (tb pode usar 1 c chá da mesma, mas seca.
  • Molho de vinagreta a gosto
  • Lascas de parmesão
  • azeitonas pretas
Depois de cozida a massa, envolvi-a no azeite enquanto quente e reservei na taça que ia servir.
Depois, foi só adicionar os restantes ingredientes e colocar por cima as lascas de parmesão e as azeitonas.

No almoço do dia seguinte, ainda estava  muito boa.

Ana

SALADA DE PEPINO

Salada de pepino
Desta vez como entrada, fiz uma saladinha de pepino com molho de iogurte. A receita é também da Robyn Martin e remonta a 1998.

Ingredientes
  • 1 pepino biológico (para se poder manter a casca)
  • 1 dente de aho picado
  • sumo de limão
  • 1/2 chav iogurte natural sem açúcar
  • 1 c sopa rama de funcho picada ou 1 c chá funcho seco
  • Sal e pimenta preta
Lavei bem o pepino, abri-o ao meio no sentido longitudinal e retirai a sementes com a ajuda de uma colher.
Depois foi só fatiá-lo com uma mandolina e reservar.

Fiz o molho de iogurte com o funcho e o alho, temperei com o sal e a pimenta e uns pingos de limão e envolvi no pepino.

That's it!

Simples, pouco calórico e refrescante, para este dia de Maio, com muito calor e em casa!

Ana

maio 22, 2020

LOAF DE ABÓBORA, COURGETTE E NOZES PARA UM PIC-NIC

imagem da receita original

Loaf de abóbora, courgette e nozes para um pic-nic
 
Estamos em tempos de pic-nic! boa solução para nos encontrarmos, mantendo as distâncias regulamentares  (covid time).

Percorrendo os meus livros e revistas antigas, vi uma receita de pão de abóbora  muito simples e que me apeteceu logo experimentar para levar para o pic-nic de domingo.

Tinha assado uns legumes para o almoço, que incluia abóbora e courgette, entre outros, e que aproveitei para fazer este pão ou, melhor dizendo, este bolo para pic-nic ou chá - tem mais a consistência de um bolo húmido.

Esta receita é adaptada da original da Robyn Martin em 1998 (Pumpkin Bread), e ficou tão boa, que decidi publicar.

Ingredientes
  • 3/4 cháv açúcar amarelo (a receita original leva uma chávena de açúcar branco)
  • 1 c chá de sal
  • 1/2 c chá noz moscada ralada
  • 1/2 c chá canela em pó
  • 1 1/2 chav farinha T55
  • 1 1/2 c chá fermento em pó
  • 1/2 chávena de óleo de girassol
  • 2 ovos biológicos
  • 1/2 chav água
  • 1/2 chav butternut squash (abóbora em forma de pera) assada reduzida a puré
  • 1/2 chav courgette assada reduzida a puré (a receita original não leva courgette, só 1 chav de abóbora cozida)
  • 1/2 chav nozes pecan cortadas grosseiramente mais 4 inteiras para pôr por cima
  • 1 c sobremesa compota de abóbora(opcional)
* Os legumes tinham sido assados no forno com um pouco de sal e pimenta, azeite, tomilho e alecrim para acompanhar um frango.

Misturei a farinha com o fermento, o acúcar, o sal e as especiarias e reservei.
Numa tijela à parte misturei os purés de legumes com o óleo, a água e os ovos um a um.
No final, envolvi as nozes pecan num pouco de farinha e misturei na massa.

Foi ao forno pré-aquecido a 180º durante uma hora aproximadamente. Espetar um palito, se sair seco, está cozido. Deixei arrefecer uns 5 min dentro da forma e, depois de desenformar, arrefeceu totalmente sobre grelha.
Quando frio, pincelei com  compota de abóbora ligeiramente aquecida e diluida numa colherinha de café de água. Só quando estiver completamente frio se deve cortar.

O cheirinho da canela e da noz moscada juntamente com a abóbora enche logo a casa mal o bolo começa a ficar cozido.
Fica uma delícia com manteiga ou com umas natas batidas, acompanhado de um chá ou mesmo sem nada! muito guloso! As nozes dão-lhe um crunch fantástico! não omitir.

A minha filha M., que ia sair, pediu uma fatia que levou à pressa para o quarto, onde foi acabar de se arranjar.
Voltou, passados uns minutos, à cozinha:
-  a sério, mãe? deixe-me tirar mais uma...e eu que estou em dieta...

Eu também, que estou a tentar controlar os açúcares, comi 3 fatias barradas com manteiga magra, magra não sei bem para quê! enfim... serve para descansar a consciência, mais nada!

Partilhei logo com a minha filha F. que vive em Londres e que também gosta muito de cozinhar!

Ana

maio 13, 2020

SALADA DE POLVO DE VINAGRETA


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 



Salada de Polvo de Vinagreta
Com o que sobrou do polvo cozido do arroz de polvo, juntei-lhe um pouco de cebola roxa picada, uns cubinhos de pimento vermelho e tomate maduro, uma boa porção de coentros picados incluindo o caule, azeite, vinagre, sal e pimenta.

Não tem história, mas é uma óptima entrada que eu trtansformei em almoço juntando 2 ovos cozidos picados.
 
Ana

maio 12, 2020

PASSATA


Passata
A minha amiga Lou, co-bloguer aqui no Everyroot, fez uma passata com pasteurização caseira, que me ficou na memória. A passata é a polpa de tomate cozida, sem a pele, sementes, conservantes ou temperos. É um óptimo meio de conservar o tomate sem ocupar espaço no frigorífico.
Ontem fui fazer o mesmo.
Não sei como a Lou fez, mas aqui vai a minha proposta.

Ingredientes
  • 2 kg Tomate maduro 
  • 10 tomates-cereja
  • Folhas de mangericão para aromatizar
O tomate tem que ser de boa qualidade e maduro.
Se for tomate chucha, cortar o tomate na vertical e retirar as sementes; eu fiz com tomate de cacho, ao qual misturei uns tomates-cereja para aumentar o sabor. Retirei as graínhas cortando ao meio na horizontal e depois em quatro.

Coloquei o tomate numa panela e deixei o tomate a cozinhar durante uma meia hora em lume baixo, indo calcando com uma escumadeira.
De seguida, passei por um passe-vite (que reteve a pele do tomate) e algumas graínhas que tinham ficado e, como ficou muito líquido, levei um pouco mais de tempo ao lume a apurar. Se for com tomate chucha, vai produzir-se menos líquido.

Enquanto isso, esterilizei uns frascos de vidro com tampa metálica num tacho com água fervente durante uns 15 min. Retirei-os frascos e as tampas e deixei a secar com a boca virada para baixo sobre um pano limpo. Podem também ir ao forno a 100º a secar.

De seguida, coloquei umas folhinas de mangericão no fundo de cada frasco, verti por cima o sumo de tomate obtido, deixando uns 2 cm de espaço em cima.

Para fazer a pasteurização caseira e conseguir conservá-los durante um ano fora do frigorífico, coloquei os frascos bem fechados numa panela alta, com um pano por baixo e outro na vertical a separar os frascos para que nao batam uns nos outros, cobri com água e deixei a ferver meia hora (a água deve cobrir dois dedos acima dos frascos; ir vigiando e, se for necessário, juntar mais água quente).
Após esse tempo, ficaram a arrefecer dentro da panela. Quando frios, é só secar os frascos e guardá-los na despensa.

Esta passata pode utilizar-se em pizzas, wraps, para fazer tomatada juntando a uma refogado de azeite, etc.

Hoje vai sobre umas tortilhas com um pouco de pera abacate e mozzarela fresca por cima!
Ana

MARMELADA COM MARMELOS DE DURRÃES


Marmelada com marmelos de Durrães

Gosto muito do Minho, da sua gente, da paisagem, das praias, dos viras, das feiras e dos amigos que lá tenho.
No ano passado em Agosto, fui, como sempre, convidada a passar o dia em casa do meu amigo ZN. Depois de um pic-nic no rio, fomos até à quinta, onde pude apanhar marmelos fantásticos, que tombavam das árvores, a chamar por nós. Deu para encher vários sacos e mete-me dó cada um que cai e não se aproveita, mas é mesmo assim! Ainda em Moledo, fiz uma marmelada que levei para outro jantar de amigos (receita da Bimby)  e ainda deu para a MB trazer para Lisboa. Já de regresso, dei conta dos restantes marmelos, transformando-os em várias tijelas de marmelada.

Em Lisboa, segui uma receita de marmelada da Maria de Lourdes Modesto intitulada Marmelada Vermelha à Minha Moda.
A minha, vermelha não ficou, (a da Bimby fica), até é bem amarelinha, mas garanto que é muito boa. 
Assim, usei 5 marmelos de pele lisinha, lavei-os, escovei-os bem para retirar a penugem e coloquei em lume baixo com 3 copos de água, a cozer durante uns bons três quartos de hora.
Depois de verificar que estavam bem cozidos e macios, descasquei-os, retirei o coração, passei pelo passe-vite e pesei o puré de marmelo.
Coloquei o mesmo peso de açúcar junto com a água de cozer os marmelos (depois de coada numa mousseline fina) ao lume até atingir os 115ºC. De seguida, juntei o puré de marmelo e deixei ao lume, mexendo ocasionalmente até fazer ponto de estrada – mais ou menos 15 min ou, ao passar a colher de pau, o doce forma uma estrada num fundo.
Deitei em tacinhas de barro, recortei umas rodelas de papel vegetal que embebi em Turkish Raki - uma espécie de aguardente turca anisada que tinha lá em casa à falta de aguardente portuguesa -, e vedei o doce. Dá para 9 taças daquelas que se compram para fazer tigeladas.
A receita diz para esperarmos 2 meses antes de consumir, mas a Maria provou logo e não quis esperar.
Já  só há 8 taças!
Vou guardar algumas para a Filipa, quando vier no Natal!
  • 1kl marmelos depois de cozidos e desfeitos em puré
  • 1kl açúcar
  • 2,5 dl água de cozer os marmelos
Zé, este ano se for (nem quero pensar que não vou...),levo-te uma destas tijelas!

Ana

NB:  a receita da Bimby também é óptima e dá muito menos trabalho!

ESPARGUETE COM CAMARÃO RÁPIDO E SIMPLES


Esparguete com camarão rápido e simples
Indo à rua poucas vezes, mais porque me irrita toda a logística necessária de máscara, luvas, não toca, lava, põe o gel, tira os sapatos quando entra em casa, etc, vou usando ao máximo tudo o que tenho, adaptando os ingredientes, modificando receitas, etc.
Assim, fiz uma muito simples massa com uns camarões que tinha congelado.

Cozi a massa com água e sal de acordo com as indicações do pacote e reservei um meio copinho da água de cozedura.

Enquanto a massa cozia, aqueci um pouco de azeite numa frigideira, laminei dois alhos que deixei a ganhar uma corzinha sem deixar queimar e de seguida deitei lá para dentro os camarões descongelados que previamente parti ao meio no sentido do comprimento, retirei a tripa preta (aos que tinham), sequei em papel de cozinha e temperei com um pouco de sal e pimenta.

Acrecentei um golo de vinho branco e passado uns 3 minutos estavam prontos! Foi só verter sobre a massa quente e escorrida à qual juntei um pouquinho da água de cozedura. Salpiquei com uns coentros picados e voilà!

Um jantarinho rápido, simples e muito bom!
Desapareceu num ápice, acompanhado do mesmo vinho branco!
Ana

ARROZ DE POLVO



Arroz de polvo
Apetecia-me um risotto, mas não queria continuar o processo de engorda invernal, acentuado pela vida caseira que tenho tido desde Março. Assim, fiz um arroz de polvo muito sedutor.

Depois de arranjado pela peixeira e congelado, cozi o polvo num caldo aromático feito com uma cenoura, uma cebola, um alho francês, todos em pedaços, uma folha de louro, um ramo de salsa, sal e pimenta, durante uns 40 min (o tempo vai depender do tamanho do polvo), em lume baixinho e o tacho tapado (ou na panela de pressão uma meia hora) Deixei arrefecer, reservei a água da cozedura e cortei o polvo às rodelinhas. A água que se coloca na cozedura deve cobrir o polvo, não mais. No final, se houver muito líquido pode ficar ao lume a reduzir para concentrar o sabor.

Noutro tacho, aqueci umas três colheres de sopa de tomatada, que já tinha feito com um refogado de cebola, alho e azeite, ao qual juntei uns tomates e umas folhas de mangericão e orégãos frescos, sal e pimenta.

Depois, deitei umas 200 grs de  arroz (queria carolino mas como não tinha usei arroz para risotto). Deixei uns minutos ao lume mexndo sempre para não se pegar ao fundo, juntei meio copinho de vinho branco, mexi mais um pouco até não se ver o líquido e o álcool evaporar, e fui juntando a água quente de cozer o polvo (que temperei com sal), aos poucos e à medida que ia sendo absorvida pelo arroz.

Quando o arroz estava cozido mas al onda, não espapaçado, juntei uns coentros picados e parte do pouco do polvo às rodelinhas, que tinha reservado. Deixei o arroz sossegado em tacho tapado uns minutos, após os quais servi com uns pingos de limão.

Estava muito guloso e sem as calorias de um risotto, a ver se não saio desconfinamento só com grua, pela janela! Ao restante polvo, fiz um polvo de vinagreta, que a M. comeu ao lanche, sem pão, directo da tigelinha!

Ana

maio 10, 2020

RISOTTO BIANCO


Risotto bianco
Sempre que penso em fazer uma receita de uma determinada região ou país, gosto de pesquisar o que alguns bons cozinheiros daí originários propõem.
Assim, vi este video do Gennaro Contaldo que explica como fazer o risotto branco.
Fica de facto fantástico! a repetir!

Ingredientes
  • 1 cebola grande picada
  • 2 alhos picados
  • 4 paus de aipo picados
  • 2 c sopa de azeite
  • 70 grs de manteiga (eu usei 40 grs)
  • 1 c sopa de manteiga para o refogado
  • 70 cl de vinho branco seco (ou dry white vermouth ou dry martini), eu optei pelo vinho branco
  • 1,1 lt de caldo de galinha ou vegetal (usei de galinha feito em casa)
  • 400 grs arroz para risotto (Arbóreo ou Vialone Nano, por exemplo)
  • 115 grs de parmesão ralado na hora
Aqueci o azeite e a colher de sopa de manteiga num tacho, juntei o alho, a cebola e o aipo e deixei refogar em lume baixo durante uns 15 min em tacho tapado (fui mexendo e vigiando).
De seguida, juntei o arroz e aumentei o lume um pouco, mexendo sempre.
Juntei o vinho e continuei a mexer até o arroz ter absorvido todo o vinho.
Deitei um pouco de sal e fui adicionando, concha a concha, o caldo quente. À medida que o arroz ia aborvendo o caldo, deitava outra concha de caldo, e mexia mais um pouco.
Este processo demora uns 10 min.
Quando o arroz estava cozido al dente, retirei do lume, juntei a manteiga e o parmesão e dei-lhe outra volta com a colher de pau.
Deixei descansar com o tacho tapado 2 min. 
* Não omita este último passo.

Com o que sobrou do risotto, e já a pensar nisso quando optei por esta quantidade de arroz, fiz uns arancini romani ou supplì, depois conto como foi!

Nesta tarde de confinamento chovia, ventava  e eu satisfeita na cozinha, como sempre acontece quando os dias me dão plena justificação para ficar em casa!

Ana

MELANZANE PARMIGIANA

Melanzane Parmigiana
 
Este prato italiano de camadas de beringela, mozzarela e parmesão no forno fica fantástico.
É simples e cheio de vitaminas!
Ingredientes
  • 2 beringelas
  • 1 cebola
  • 1 alho
  • 3 ramos de orégãos frescos
  • 1 ramo com uns 5 pés de mangericão
  • 3 c sopa azeite
  • Sal e pimenta
  • 1 pacote de tomate aos bocados com 400 grs
  • 1 golo de vinho branco
  • parmesão ralado na hora
  • 3 c sopa pão ralado 
  • 1 Mozzarela fresca

Cortam-se as beringelas longitudinalmente em fatias de 1 cm de espessura, salpicam-se com um pouco de sal grosso e deixam-se a suar no sal uma meia hora, após a qual de passam por água, secam-se em papel de cozinha e grelham-se em frigideira anti-aderente ou sob o grill do forno. Reservam-se.

Coloca-se o azeite a aquecer num tacho, no qual se faz um refogado com a cebola e o alho picados.
Depois da cebola alourada, junta-se o tomate, e os orégãos picados e deixa-se cozinhar em lume brando com o tacho tapado uns 15 min.
Deita-se então um golo de vinho branco (é bom que possa ser um vinho de qualiade mediana ou aquele que vai acompanhar a refeição), o sal, a pimenta e o ramo de mangericão picado. Fica mais uns 5 minutos  e reserva-se.

Montagem
Num pyrex ou recipiente que vá ao forno com uns 30 cm*20 cm, coloca-se por ordem:
1º: tomatada
2º: parmesão ralado por cima
3ª: beringelas ligeiramente sobrepostas
4º: tomatada
5º: parmesão ralado por cima
6ª: beringelas ligeiramente sobrepostas
7º: tomatada
8º: parmesão ralado por cima
9º pão ralado
10º Mozzarela fresca aos bocados
No final, finaliza-se com um pouco de azeite por cima
Vai ao forno a 190º durante meia hora.
Na hora de servir, rala-se um pouco de parmesão por cima.

Fica um almoço muito guloso e cheio de sabor!

Ana

maio 04, 2020

WRAPS DE ABACATE, FRANGO E PIMENTOS VERMELHOS ASSADOS


Wraps de abacate, frango e pimentos vermelhos assados

Experimentei a fazer esta receita super simples e saudável, que vinha no site da Adidas.
É muito saborosa e um óptimo take away para quem, por exemplo, quiser levar o almoço de casa e não quiser utilizar a cozinha comum da empresa nesta altura, como é o meu caso.

Ingredientes para 4 wraps
  • 300 grs de frango aos cubos (eu só tinha picado e funcionou muito bem)
  • Sumo de 1 lima pequena
  • 1/2 c chá de red pepper flakes (já tinha tinha malaguetas vermelhas do tamanho de um dedo, às quais retirei as sementes, deixei secar  bem e depois piquei, guardando num frasco, mas podem comprar já feito)
  • sal qb
  • 4 tortillas de wrap  pequenas ~ 23 cm de diâmetro (pode fazer em casa ou comprar já feitas)
  • 2 dentes de alho prensado
  • 1 pera abacate
  • 1 pimento assado guardado em líquido (jarro ou caixa de plástico)
  • 1 c sopa de óleo de coco (se não tiver, use azeite)
Coloquei o frango a marinar no sumo de lima, alho e nos flocos de malagueta por uma hora, após a qual, saltei no óleo de coco, com uma pitada de sal e deixei reservado na própria frigideira.
Aqueci os wraps um a um noutra frigideira sem gordura e fui barrando com o abacate que fui esmagando com um garfo por cima, na hora. Nãoesmagar o abacate antes para não escurecer.
Juntei o pimento assado, já em tirinhas, ao frango, deixei aquecer um pouco e verti o recheio sobre o abacate.
Depois, foi só enrolar o crepe, esperar uns minutinhos e cortar ao meio.
Para o recheio não sair, dobrar primeiro os lados (se é que um círculo tem lados...) para dentro e depois começar a enrolar de baixo para cima. A dobra fica para baixo, enquanto se espera um pouco.
Comido na hora é melhor, porque o wrap está quentinho, mas é optimo frio e dá perfeitamente para embrulhar e levar! Os pimentos dão toda a vida a estes wraps, não omitir!
Ana
* os meus wraps foram feitos em casa, por isso a irregularidade da forma! foi a 1ª vez que fiz...

INVICTUS - BATIDO DE CACAU SAUDÁVEL

Batido de cacau
O confinamento devido ao Covid-19 trouxe algumas vantagens práticas cá em casa.
Início de ginástica com programa da Adidas (grátis) para compensar a falta de exercício e uma aposta numa alimentação mais saudável.
Este foi um dos batidos feito pela Maria que ficou muito bom.

Ingredientes para um batido grande ou dois batidos médios
  • 15 Framboesas (temos bio)
  • 15 Mirtilos (temos bio)
  • 1 banana média (uso da Madeira)
  • 1 mão cheia de espinafres frescos (costumo comprar da Vitacress que são melhores)
  • 31 mg de Whey Protein Fusion (1 colher medida que vem dentro do pacote da Prozis, tem cacau)
  • 1 c sopa rasa de sementes de linhaça moída (a escura é melhor)

Importante ter a fruta guardada no frigorífico e, na véspera, colocar uma banana no congelador já partida em rodelas (as rodelas facilitam o processo de processamento mais tarde).
Colocar todos os ingredientes num copo processador.
Como tem a banana congelada, para quem tem uma máquina tipo Bimby, dar uns 2/3 golpes de Turbo primeiro e depois bater mais ou menos uns 10 seg/ vel 5 até estar bem batido.
É óptimo para começar o dia! depois de um copo de água tépida ao acordar seguido de um duche!

O nome que a Maria deu à bebida não pode ser mais apropriado, para este tempo em que não nos podemos deixar vencer por este virus e isolamento!

Fica tão bom... açúcar para quê?

Ana

FOLHAS DE SALVA RECHEADAS



Folhas de salva recheadas
A Paula ofereceu-me um livro muito bonito sobre algumas casas na Tuscânia, Living in Tuscany de Barbara & René Stoeltie. Para além das imagens das villas e casas de campo extraordinárias, retive-me num aperitivo que Cristina Villoresi, proprietária da casa com o mesmo nome, nos oferece, como sendo aquele com que muitas vezes recebe os amigos: folhas de salva fritas e recheadas.
Consta que no séc. XIV, Gemma Donati, mulher de Dante, aqui se refugiou durante o exílio do poeta. Esta fortaleza do séc. XII, transformada em palácio de residência de verão durante o Renascimento, é um hotel rural desde há de 30 anos, Hotel Villa Villoresi, em Florença.
Mas voltando ao que nos interessa aqui, esta receita pareceu-me logo promissora!
Tanto a salva com as anchovas não são nada fáceis, ásperas ao início, mas de quem vale a pena ser amigo.
Fui ao mercado de Alvalade ter com a Fátima e trouxe umas folhas de salva para experimentar, dado que ia ter uns amigos na próxima semana para jantar cá em casa. Esta é a minha versão da receita, com um polme mais rico e um recheio menos adstringente. 

Ingredientes


Recheios (podem ser feitos de véspera)

  • 10/ 12 filetes de anchova (2 latinhas)
  • Leite para demolhar as enchovas
  • Requeijão esmagado com garfo
  • Puré de abóbora (abóbora-manteiga  assada no forno com azeite, sal e alecrim e desfeita com um garfo)
  • Tomatada (proporções: 6 tomates, 1 cebola, 2 dentes de alho, 1 fl de louro, azeite, sal, pimenta, fls frescas de manjericão, 1 golo de vinho, ao lume até se desfazer)
Retirei os filetes da latinha, deixei escorrer o óleo e demolhei-os num pouco de leite para retirar o excesso de sal durante 1/2 hora.
De seguida, no processador, triturei até obter uma pasta fina e macia.
Misturei:
1/3 da pasta de anchova com o requeijão;
1/3 da pasta de anchova com o puré de abóbora;
1/3 da pasta de anchova com a tomatada.

Polme
Fiz um polme misturando a farinha com o leite e os ovos e deixei repousar cerca de 1/2 hora.
  • 250 ml leite
  • 6 c sopa farinha sem fermento
  • 3 ovos
40 Folhas de salva grandes em número par
Óleo para fritar

Feitos os recheios, fiz o polme.
De seguida e enquanto o polme descansava, lavei as folhas de salva, enxuguei bem em papel de cozinha, barrei uma folha com uma das pastas e cobri com outra folha, pressionado um pouco para aderir bem (pincelei as bordas da folha com um pouco de clara de ovo ligeiramente batida para criar aderência. Repeti o processo com todas as folhas.
Aqueci bem o óleo na frigideira e, com cuidado, passei as folhas no polme. De seguida, fui colocando-as  numa escumadeira, e mergulhando no óleo quente, até terem adquirido um tom dourado de ambos os lados. Escorreram num papel de cozinha para absorver a gordura.
Deitei um pouco de sumo de limão por cima e servi de servi de imediato, na companhia de um copo de vinho branco bem fresco.
É de facto uma óptima entrada, um finger food crocante delicioso!
Alguns amigos, primeiro olharam de soslaio, mas aprovaram após a primeira dentada. 

Fácil, sem pretensões, só me falta ir passar uma temporada ao hotel e pedir as originais salvias alla buttera, neste simpático terraço, para  comparar com as minhas!
Ana

abril 27, 2020

SOPA DE BACALHAU FRESCO COM MASSINHAS


Sopa de bacalhau fresco
Mais uma sopa de peixe.
Tinha comprado um bacalhau fresco e um peixe-espada branco que pedi em filetes e para me guardar a espinha (a peixeira disse que era melhor que o preto, não percebi a diferença).
Após ter comido as postas do bacalhau de várias maneiras, sobrou a  cabeça ainda com uma boa posta agarrada que guardei, juntamente com a espinha do peixe-espada,  já a pensar na sopa de peixe.
Quanto mais cozinho, menos rigorosa sou com as quantidades (não falo de bolos nem doces onde a matemática é rainha), o que me significa que ganhei 'mão', mas nunca me posso considerar uma cozinheira profissional!

Voltemos à sopa:
Ficou tão boa, que vim já colocar a receita antes que me esqueça.

Ingredientes para cozer o peixe
  • 1 cabeça de peixe ainda com posta agarrada (neste caso bacalhau)
  • Espinhas de peixe-espada ou outro peixe qualquer (a gelatina que contêm engrossam naturalmente o caldo)
  • sal 
  • 1 folha de louro
  • 1 dente de alho
  • água q.b. para tapar o peixe
Legumes, ervas e temperos para a sopa
  • 2 cenouras às rodelas
  • 1 tomate aos pedaços
  • 1 pau pequeno de aipo às rodelas
  • 1 courgette pequena em cubos
  • 2 tiras de pimento vermelho em pedaços pequenos
  • 2 batatas pequenas
  • Uns pezinhos de salsa
  • Pimenta
  • Mão cheia de massinhas
  • Coentros no final
Deixei cozer o peixe e, depois de deixar arrefecer um pouco, retirei-o, desfiz em lascas e reservei.
Passei o caldo por um passador de rede fina, depois de ter deitado fora o alho e o louro.
Noutro tacho, aqueci umas 2 c sopa e azeite, no qual uma cebola pequena (tinha uma roxa) e um dente de alho , ambos picados.
Quando a cebola estava amolecida, juntei os legumes, a salsa e um pouco de pimenta moída e envolvi uns 2 min. Cobri com o caldo da cozedura do peixe que ainda estava quente, deixei levantar fervura, tapei o tacho e deixei cozer uns 15 min em lume brando (não foi preciso acrescentar mais sal).
Quando os legumes estavam cozidos, passei o caldo num processador (ou varinha mágica).
O caldo transformou-se num creme aveludado. Se ficar muito líquido, é deixar evaporar um pouco.
Nesse creme, deitei uma mão cheia de massinhas em forma de bagos (letras tb dá)  que ficaram a cozer. Fui mexendo sempre porque têm tendência a ir pegando ao fundo.Quando estavam cozidas, deitei o peixe em lascas e uma mão de coentros picados.
Como não tinha lanchado e eram 6h da tarde, antecipei o jantar e enchi uma tijela grande da sopa acompanhada de uma fatia de pão torrado!

Hoje já não janto!

* a imagem não é da minha sopa de peixe pq me esquci de tirar a fotografia, mas ficou igualzinha, só que com coentros por cima!

Ana

abril 25, 2020

NO MERCADO MAIS UMA VEZ










Lou

LEGUMES PRIMAVERA


                       Amendoeiras em flor, Algarve, Portugal


LEGUMES PRIMAVERA

Em tempos de Covid-19 e confinamento, vim buscar uma receita que estava pendente desde o ano passado, quando podíamos ir à rua sem ter que lavar as mãos antes, durante e depois...

Aqui vai:
Na Primavera e com este sol começa a apetecer-me uns pratos mais leves mas que ainda dêem algum conforto.

Assim, fui ao Estádio 1º de Maio, onde está o Vasco e a Ondina, pequenos produtores de legumes e frutas e levei para casa juntamente com uns tomates cherry, umas ervilhas frescas (já que estamos no tempo delas), e umas courgettes pequenas. para além de uns morangos deliciosos, tudo de produção biológica.

Cheguei a casa e com um copo de branco geladinho na bancada, comecei a preparar os ingredientes para a receita:

Ingredientes
  • 200 grs de tomate cherry cortados em 4 (enquanto o meu tomateiro não dá tomates, vou comprando)
  • 160 grs de ervilhas frescas
  • 200 grs de courgettes pequeninas (de preferência) cortadas com casca em fatias enviesadas com um dedo de espessura (fica mais bonito cortado assim)
  • 1 mozzarela fresca
  • 1 rodela de pesto (ver receita anterior)
Numa frigideira anti-aderente e em lume forte deitei todos os legumes e um meio copo de água. Tapei e deixar a cozer uns 10 min.

Terminado o tempo de cozedura, desliguei o lume e deitei a rodela de pesto que tinha já feito e congelado (ver receita de Pesto Presto) e envolvi bem nos legumes.

Torrei uma fatia de pão onde antes esfreguei um dente de alho, cobri com uma colherada dos legumes estufados e por cima um pouco da mozzarela fresca partida à mão, um fio de azeite e umas folhinhas de mangericão.

Peguei no prato e fui para a minha varandinha aproveitar o início do sol na companhia do meu gato e do
copo de vinho branco seco gelado que recomendo vivamente, do José Queimado: 

Fournier Paul Corneau da região de Pouilly Fume.

A música escolhida foi O primeiro beijo do Rui Veloso na versão da Valéria Carvalho (obrigada Carmicho!)

spotify:album:57ei0rKAxJUQVzAWkV6Ozb

Belo domingo, leve, leve...!

Ana

*receita baseada numa receita de mexilhões com legumes do J. Oliver