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agosto 12, 2026

COXAS DE FRANGO COM VINHO DO PORTO E ALPERCES SECOS

  

 

Perninhas de frango com vinho do Porto e alperces secos

 

Esta receita teve como base uma que vi no site da Teleculinária. A original levava perninhas de frango e não tinha as courgettes.

É muito fácil de fazer e óptima.

 

Os alperces dão-lhe o toque doce e o vinho do Porto um sabor mais profundo, o que muda o que poderia ser um prato banal.

 

Ingredientes

  • 8 peitos ou coxas frango (com coxas é mais saboroso)
  • Sal e pimenta preta q.b.
  • 2 raminhos salsa picada (folhas e pés)
  • 3 dl Vinho do Porto ou Brandy
  • 40 gr banha
  • 2 c sopa azeite
  • 150 g alperces secos
  • 2 courgettes cortadas em rodelas com 1 cm de espessura 
  • 500 g batatinhas novas 

Para o frango

Lavei as coxas de frango, temperei com sal, e envolvi na salsa picada e o vinho do Porto, Ficou a marinar no frigorífico por 30 minutos.

 

Pré-aqueci o forno a 200ºC.

Barrei  um pyrex com a banha e o azeite, Coloquei as coxas por cima juntamente com a marinada e levei ao forno durante 30 minutos, regando de vez em quando com o próprio molho.

 

No final, juntei os alperces e as courgettes e ficou a assar mais 10 minutos.

 

Para as batatinhas

Lavei muito bem as batatinhas sem tirar a pele.

Piquei-as com um garfo, temperei-as com sal grosso e levei-as ao forno em simultâneo com o frango mas noutro pyrex a 200ºC durante 40 minutos, salpicando-as regularmente com água para não secarem demasiado.

 

A repetir certamente!

 

Ana

setembro 15, 2022

EMPADA DE FRANGO COM LEGUMES


 
Empada de Frango com Legumes

 

Chega a esta altura e já começo a ficar farta de calor e verão, principalmente porque passei as minhas férias no Alentejo e não no Minho como era costume, onde a temperatura é mais amena.

 

Chegada a Lisboa, voltei aos tachos e preparei uma empada de frango para nós e para o Miguel, que também vinha almoçar cá a casa.

 

Já tinha saudades da minha cozinha, do tempo perdido com os meus botões, enquanto os cheiros se vão espalhando pelo ar.

 

Esta é uma receita adaptada deste blog.

 

Ingredientes

 

          2 doses de massa quebrada (receita do livro base da Bimby)

          300 grs peito de frango desossado e sem pele

          1 c sopa de azeite

          1 cebola amarela média picada

          4 c sopa de manteiga sem sal

          4 c sopa de farinha T55

          1 cháv. de caldo de galinha (usei caseiro feito na Bimby)

          1/2 cháv. de leite gordo (usei meio-gordo)

          1/4 c chá de tomilho seco

          1/4 c chá de sálvia picada (substitui por Zaatar)

          1/4 c chá de pimenta preta

          3/4 c chá de sal

          340 grs legumes misturados em cubos (usei cenoura, aipo e ervilhas)

          1 gema de ovo para pincelar a tampa de massa antes de ir ao forno

 

Fazer a massa

Comecei por fazer a massa na Bimby, seguindo a receita original. De seguida, deitei a massa na bancada, formei uma bola que depois achatei, embrulhei em película aderente e  coloquei a descansar no frigorífico por uma hora. Fiz duas doses —uma para a base e outra para a tampa da tarte— que guardei em separado.

 

Preparação do Recheio

De seguida, cortei o peito de frango em pedacinhos de 2 cm aproximadamente.

 

Dei uma ligeira cozidela aos legumes (por 5 min) num pouco de água a ferver com sal, até lhes conseguir espetar um garfo, mas ainda os sentir durinhos e reservei.

 

Numa frigideira grande e funda aqueci o azeite e salteei o frango por uns 3 min. Reservei.

 

Na mesma frigideira, refoguei a cebola picada e a manteiga em lume médio para não deixar queimar a manteiga e até a cebola murchar. Polvilhei a farinha sobre as cebolas e deixei a cozinhar, mexendo sempre por mais uns minutos, sem deixar queimar a farinha.

 

Nesta altura pré-aqueci o forno a 180°C.

 

Juntei o caldo de galinha e o leite à frigideira e fui sempre mexendo com uma vara de arames, até a misturar engrossar e estar tudo bem incorporado. Deixar fervilhar um pouco.

 

Coloquei o frango de volta na frigideira juntamente com o tomilho, a salva (eu não tinha), o sal e a pimenta.

 

Por fim, adicionei os legumes misturados e deixei-os aquecer no molho, mexendo ocasionalmente, até que fervilhe. Retirei a frigideira do lume e reservei.

 

Cozedura prévia da base da massa

Retirei a massa do frigorífico e, com a ajuda de película aderente (ou de um pano próprio que uso para estender massas) e de um rolo da massa, estiquei-a rapidamente, para não aquecer muito e se tornar difícil de trabalhar. De seguida, forrei a base e os lados de uma tarteira com 23 cm de diâmetro (não é necessário untar a forma previamente, porque esta massa já tem muita gordura, desenformando-se muito bem). Piquei o fundo com um garfo e cobri com papel vegetal amachucado (para não se pegar à tarte); coloquei uma camada feijões crus por cima (para servirem de peso sobre a massa e esta não insuflar com a cozedura) e levei ao forno por 15 min.

 

Cozedura da tarte

Nessa altura, retirei do forno e deitei a mistura de frango e legumes na tarteira. Reservei.

 

Retirei a outra dose de massa do frigorífico, estendi-a de acordo com o mesmo processo e coloquei  sobre o recheio, fechando bem a tampa juntamente com os lados, toda a volta da tarte, para o recheio não sair.

 

Com a massa que sobrou, e com a ajuda de moldes, recortei uns enfeites com que enfeitei a tarte.

 

Pincelei com uma leve camada de gema diluída nuns pingos de água e, com uma faca bem afiada, dei um golpe em cruz no centro da tampa da massa, para o calor poder escapar ao cozer.

Este passo é essencial porque o recheio aumenta de volume.

 

Ficou no forno 30 min.


A receita opta por uma receita de massa semelhante, mas esta é tão boa e tão fácil de fazer que repito sempre. Acompanhei por uma salada de


A Maria e o Miguell gostaram muito! Eu também! 

Ainda deu para congelar às fatias e ir levando para o almoço no atelier, durante a semana.

Ana.

novembro 22, 2021

CROQUETES DE ESPINAFRES E QUEIJO

Croquetes de espinafres e queijo

Fomos ao supermercado e a minha filha M. insistiu em comprar uns croquetes de espinafres (que me recusei a pagar) porque já sabia que, além de não prestarem, iam fazer-lhe mal.

Mal cheguei a casa, decidi pôr mãos à obra e fazer eu uns croquetes de espinafres.

Vi uma receita que me pareceu boa, substituí o queijo emmental ralado por queijo flamengo, por ser o que tinha em casa, e fiz rapidamente os croquetes.

Fiz na bimby mas podem sempre ser feitos com outro processador de alimentos (123). Dá para congelar e servir como entrada ou como prato principal, acompanhados por uma boa salada verde, uns tomates cherry e um arroz solto.

Para o pão ralado
150 grs de sobras pão e 10 grs de mangericão ralados na bimby 5 seg/ vel 10 ou comprar pão ralado que já se vende aromatizado com salsa.

Ingredientes para 24 croquetes

  • 2 dentes de alho
  • 30 grs azeite
  • 300 grs  espinafres congelados
  • 400 grs leite
  • 60 grs farinha tipo 55 sem fermento
  • 1 c chá sal
  • pimenta preta qb
  • noz moscada q.b.
  • 50 grs de emmental ralado na bimby 5 seg/ vel 10 (usei flamengo em fatias que cortei bem fininho com uma faca)
  • 5 grs parmesão ralado 
  • 45 grs pão ralado
  • 2 ovos para panar
  • Farinha e mais pão ralado qb para panar

Comece por fazer o pão ralado, se não o comprar já feito, e reserve.
No copo da bimby, coloque o alho e o azeite, triture 3 seg/ vel 8 e depois refogue 3 min/ vel 120º/ Vel 1.
Junte os espinafres e salteie 3 min/ vel 120º/ vel 1.
Adicione o leite, a farinha, o sal, a pimenta e a noz moscada e vai a cozinhar mais 8 min/ 90º / Vel 2.
Agora é altura de envolver os queijos emmental e parmesão e os 45 grs de  pão ralado e cozinhar mais 3 min/ 90º/ Vel 2.

Retire a massa dos croquetes para uma tábua de cozinha, forme um rolo tipo salame, cubra com película aderente para a massa não criar uma carapaça e deixe arrefecer no frigorífico, para os croquetes serem mais facilmente moldáveis.

Entretanto, prepare um prato com farinha, outro com os ovos batidos e um terceiro com  o pão ralado que sobrou.

Quando a massa estiver fria, divida em 15 partes iguais e molde os croquetes, oleando as mãos um pouco com óleo para não pegarem. Passe por farinha, ovo e o pão ralado e reserve.

Se quiser fritar logo, prepare um prato com papel de cozinha, onde vai deitar os croquetes depois de fritos.
Aqueça o óleo a 180º, frite os croquetes e deixe-os a arrefecer no prato para que o papel absorva o excesso de óleo.

São uma delícia.

A Maria gostou muito destes mas disse que os da Padaria Portuguesa também são bons, mas menos cremosos. Vou ter que ir lá comprar um para provar...

Ana

setembro 12, 2021

BOLACHINHAS DE AVEIA, GENGIBRE E TÂMARAS

 Bolachinhas de aveia e tâmaras

- Mãe, davam-me jeito umas bolachinhas para levar para o lanche.

Lembrei-me que gostava das bolachinhas de gengibre do Ikea e pesquisei uma receita que não tivesse açúcar.
Assim, adaptei uma receita que vi no site Mady by Choices. Ficam muito boas e são extremamente saciantes. Enganam muito bem a fome a meio da manhã e só levam coisas boas!

Ingredientes

  • 220 grs farinha de aveia (triturei os flocos na Bimby)
  • 60 grs amêndoas cruas com pele
  • 150 grs tâmaras pesadas sem caroço
  • 3 c sopa óleo de coco em estado líquido
  • 80 ml de leite vegetal (usei de amêndoa)
  • 1 c sopa de canela em pó
  • 1  chá de gengibre em pó
  • 1 c chá de fermento para bolos

Colocam-se todos os ingredientes num processador e trituram-se até se obter uma pasta moldável.

Depois, molda-se a massa em formato de chouriço, envolve-se em película aderente e vai ao frigorífico durante 1 hora para endurecer um pouco.

Pré-aquece-se o forno a 180º.

Cortam-se 30 rodelinhas da massa e, com as mãos um pouco oleadas, fazem-se umas bolinhas que se achatam com a palma da mão. Por cima pode pôr-se uma amêndoa. Como não tinha mais amêndoas, fui aos amêndoins que tinham sobrado de fazer a manteiga (de amendoim, óbvio).

Colocam-se as bolachinhas sobre o tabuleiro do forno coberto por uma folha de papel vegetal de cozinha, nos suportes centrais, durante 10 min. Retiram-se de imediato e deixa-se arrefecer sobre uma rede.

TIP:
Também se pode esticar a massa entre duas folhas de papel vegetal, com um rolo da massa

e depois cortar com uma forminha própria. Fiz uns em forma de corações e ficam mais estaladiços do que os primeiros, porque a massa fica mais fininha.

Neste caso, guarde primeiro a massa no frigorífico em forma de bola achatada e depois corte com uma forminha própria. 

Se não gosta de gengibre, substitua por raspa de limão

Ana

SOPA DE QUINOA E ESPINAFRES

Para variar, esqueci-me de tirar fotografia, mas ficou igual a esta que retirei deste site www.mycolombianrecipes.com

Sopa de quinoa e espinafres

Tinha acabado a sopa de coentros e, como muitas vezes o meu jantar é só sopa, tenho sempre em casa, mesmo no Verão uma sopa, que até pode ser quente.

A Maria costuma pedir para eu comprar uns pacotes de legumes pré-preparados com quinoa ou couscous, para quando tem pressa (e tem sempre...) ter à mão para uma refeição rápida.
Desta vez experimentei fazer uma sopa com um desses pacotes (não estava com pressa, mas quis experimentar :))

Parece um pouco como sopa de feijão, fica muito saborosa!

Ingredientes

  • 1 cebola grande
  • 1 dente alho
  • 1 pacote de espinafres frescos
  • 1 c sopa coentros frescos
  • 2 rodelas grossas de chouriço
  • 1/2 pacote de quinoa, couve flor e  congelados (comprei no Continente)
  • 1 mão cheia de bróculos (pode também conter o talo cortado em rodelas finas)
  • 2 copos de água
  • 1 c sopa azeite
  • 1 c chá sal

Colocar todos os ingredientes menos o azeite e o sal na na panela ou na bimby  e deixar cozer (na bimby são 20 min/ 100º/ Vel 1).

Depois, retirar as rodelas de chouriço, deitar fora a pele envolvente e voltar a deitar no recipiente. Juntar o azeite e o sal e triturar ou com a varinha mágica (com o copo da 123 fica muito mais aveludado) ou na bimby 2 min/ vel 7 (ir subindo a velocidade aos poucos).

Fica muito boa! e acabei por  comer uma tijela ao lanche! :)

Ana

agosto 22, 2021

TARTE DE PERINHAS DO MORELINHO E CREME DE AMÊNDOA

Tarte de peras e creme de amêndoa

Quem me quer ver contente, ponha-me debaixo de uma árvore a tentar apanhar fruta, para levar para a cozinha e pensar no que fazer!

Desta vez, foram as perinhas da minha amiga Bicha que, de tão duras (pêra rocha), passaram a chamar-se  pedrinhas. Não se conseguem comer cruas, mas cozinhadas ficam uma delícia!

Como tanto eu como as pêras gostamos muito de amêndoas, aventurei-me numa, um pouco trabalhosa mas fácil, tarte recheada com um creme de amêndoa e coberta das perinhas da Bicha.

A receita original tem o nome de Tarte Bourdaloue aux Poires e é do Zine de Pão.

Cozer as peras

  • 4 peras-rocha grandes
  • 500 ml água (usei 300 ml)
  • 150 grs açúcar branco
  • 1 vagem de baunilha (usei 1 c sobremesa de extracto de baunilha)
  • 1/2 c chá de grãos de pimenta Schizuan (usei pimenta preta)
  • 1 pau de canela
  • 1 estrela de anis (não tinha)
  • 1 limão

Numa panela ao lume, deixei derreter o açúcar na água e reservei.

Enquanto isso, descasquei as peras, que envolvi num pouco de sumo de limão para não escurecerem. Reservei.

Deitei então as especiarias e o extracto de baunilha na calda de açúcar, juntei as peras, o restante sumo de limão e levei a cozer em lume médio até as peras estarem macias, uns 15 min. Deixei arrefecer e reservei numa taça tapada com película aderente, de um dia para o outro no frigorífico, para apurar os sabores.

 

Massa quebrada (doce)

  • 200 grs farinha de trigo T55 sem fermento
  • 100 grs manteiga (fria em cubos)
  • 50 grs açúcar mascavado
  • 1/2 ovo (partir 1 ovo, misturar e reservar só metade)
  • 1 pitada de sal

Misturei os secos numa tijela.

Juntei a manteiga fria aos cubos e, com os dedos, misturei rapidamente nos secos, até obter uma areia. Este processo tem que ser rápido para não aquecer a manteiga.

Juntei o meio ovo e amassei até obter uma massa (sem a trabalhar em excesso), que reservei por 30 min no frigorífico, coberta de película aderente.

 

Creme de amêndoa (Frangipane)

  • 120 grs ovos (2 ovos Bio)
  • 120 grs manteiga sem sal (pomada)
  • 120 grs açúcar branco
  • 120 grs amêndoa ralada
  • 15 grs farinha de trigo T55 sem fermento

Misturei os secos, aos quais adicionei os ovos um a um, batendo a mistura entre cada adição. Envolvi na massa a manteiga em pomada com uma espátula de silicone,e reservei no frigorífico.

 

Preparação e Montagem

Liguei o forno a 180ºC (a receita refere 170ºC, dependendo do forno de cada um).

A receita pede uma forma de 20 cm com fundo amovível. Como não tinha, coloquei numa forma de 15 cm e, com a massa que sobrou, fiz mais 8 tartelettes. Para a tarte maior, coloquei um círculo de vegetal de cozinha untado com manteiga no fundo da tarteira. De seguida, estendi a massa com o rolo até obter uma espessura de 2-3 mm e forrei o fundo e os lados da forma com a massa. Para as tartelettes usei umas formas caneladas de silicone e não foi preciso colocar o vegetal, nem sequer untar com manteiga.

Cozi esta base primeiro, sem o recheio, coberta com vegetal e um peso em cima (podem ser feijões ou grão secos) durante 10 min. Deixei arrefecer.

Nesta altura fui tratar das peras. Retirei-as do líquido e laminei-as com uma espessura de  5 mm. Deixei a calda de açúcar reduzir ao lume até obter uma consistência de xarope, depois de frio.

Sobre a base das tartes já frias, deitei um fundo de creme de amêndoa e, por cima, as pêras laminadas. 

Pincelei com o xarope de açúcar e levei ao forno durante 30 min (pode ir de 20 min a 20 min, dependendo do seu forno). 

Hoje, acompanhei o café com uma tartelette. Como são bastantes doces, acho que ficam muito bem com um gelado de natas ou só com natas batidas a acompanhar.

Muito bom! amanhã vou levar as restantes para um jantarinho, para não ficar com estas bombitas em casa!

Ana.

agosto 11, 2021

MAICENITAS ARGENTINAS ou ALFAJORES


Alfajores de maicena

A M., amiga da minha filha, ficou cá em casa uns dias. Vive em Londres mas é Argentina, daquele lugar mágico que é a Patagónia.

Lembrei-me de fazer uns bolinhos típicos argentinos, para que se sentisse bem, como na sua terra natal! 

Soube entretanto que a M. vive há tanto anos em Londres, que talvez essa já seja também a sua casa!  Devia ter feito um Victoria Sponge Cake?

Anyway,  penso que gostou dos bolinhos que levou para uma festa com amigos chilenos e argentinos! fiquei mesmo contente!

As maicenitas são umas bolachas feitas com uma massa tipo 'areias', recheadas com 'dulce de leche' e cobertas de lado com coco ralado.  Desfazem-se na boca devido à quantidade de manteiga que levam. Não se podem comer diariamente, mas esta era uma ocasião de festa.

Segui a receita de uma chef argentina que pesquisei na internet.

Bolachas (30 maicenitas com 5 cm de diâmetro)

  • 200 gr farinha de trigo T55 
  • 300 gr farinha de milho Maizena
  • 1/2 c chá bicabornato de sódio
  • 2 c chá fermento em pó para bolos tipo Royal
  • 150 gr açúcar em pó
  • 1 pitada de sal
  • 200 gr manteiga sem sal com consistência de pomada
  • 1 ovo + 3 gemas
  • 1 c chá extracto de baunilha ou as sementes de 1 vagem de baunilha
  • Raspa de 1 limão médio Bio (só a parte amarela)
  • Coco ralado q.b.

Numa tijela grande de vidro ou metálica, misturam-se os dois fermentos nas farinhas. Junta-se depois o açúcar e mexe-se bem. No final mistura-se o sal.
Com as mãos e dentro da tijela, mistura-se a manteiga com os secos, apertando, dando a volta, até a massa ganhar consistência e começar a despegar-se da tijela (adoro este trabalho!). Uso só uma mão para a outra ficar limpa e ir rodando a taça. Agora juntam-se o ovo e as gemas, continuando sempre a amassar com a mão.

Nesta altura liga-se o forno a 180º. 

Agora que a massa já forma uma bola, coloca-se sobre a bancada da cozinha. Fiz um rolo tipo salame que dividi em dois. Congelei metade, envolvida em duas folhas de película anti-aderente e reservei para outra altura. Depois, foi só colocar no frigorífico para descongelar e repetir o processo seguinte.

Para estender a massa com um rolo, eu coloco-a sobre um pano branco especial para esticar massas porque assim não se agarra à mesa, não sendo necessário polvilhar a bancada com farinha. Como o pano é grande, cubro também a massa com o pano e assim o rolo também não se agarra. 

Estende-se a massa com o rolo e com um cortador com 5 cm cortam-se pequenos círculos que se colocam no tabuleiro do forno previamente forrado com vegetal de cozinha ou, se não tiver, barrado e enfarinhado, para as bolachas não se pegarem ao fundo. Podem ficar ao lado umas das outras porque não aumentam de tamanho.

Se estiver muito calor e vir que a massa está muito mole e difícil de cortar, pode colocar por uns minutos no frigorífico.

Vão a forno médio, no tabuleiro a meio do forno, por 8 min.

Terminado o tempo, retiram-se as bolachinas com cuidado e com uma espátula, porque ainda estão moles, e deixam-se arrefecer sobre uma grelha.

Dulce de leche

  • 2 l leite gordo
  • 440 açúcar branco
  • 80 grs natas para bater
  • 2 gr bicabornato de sódio (1/2 c chá)

Numa panela com fundo espesso, colocam-se todos os ingredientes ao lume, com excepção do bicabornato de sódio.

Vai-se sempre mexendo até começar a ferver. Nessa altura baixa-se o lume para ficar só a borbulhar. Parece que nada acontece nas 1ªas 1H30 mas depois o creme começa a espessar. Nessa altura, juntar o bicabornato de sódio e continuar sempre a mexer até atingir um tom de caramelo clarinho. Demora mais outra hora, mais ou menos. Nuna pare de mexer e resista a pôr o lume muito alto. É bom para relaxar, pensar na vida, enquanto se ouve uma boa música. O creme deve ficar líquido, porque quando arrefece fica bem mais grosso.

Para verificar o ponto, deite uma colherinha de creme num prato e ponha num instante no frigorífico. Assim vertifica se fica com a consistência pretendida.

Agora é só deitar num frasco esterilizado.mais ou menos com 15 cm de altura e 10 de diâmetro  Guarda-se no frigorífico porque se mantém mais tempo.

O que sobra, se sobrar, é colocar sobre gelado de natas ou baunilha, ou um iogurte, como recheio de um bolo de chocolate, numa pavlova, em panquecas, recheio de bombons...Comer à colher é uma tentação!

Gosto sempre mais de fazer tudo 'from scratch', mas pode comprar-se já o dulce de leche feito.  É parecido com o leite condensado cozido mas mais leve.

Montagem
Depois de frias, e com cuidado porque são muito quebradiças, juntam-se duas a duas com o recheio do dulce de leche.  Se o dulce de leche estiver mais grosso porque está no frigorifíco, deixe aquecer primeiro cá fora ou coloque uns segundos no MW para que possa barrar as bolachas mais facilmente.

Num prato largo, deita-se um pouco de coco ralado. Passa-se o dulce de leche pelos lados das bolachas e rolam-se sobre o coco. 

E estão prontas a comer!

A M. diz que os seus amigos argentinos que estavam em Lisboa gostaram muito! Levei para um jantar  e foi aprovado. A Maria também gostou muito! Os 30 alfajores desapareceram em 2 dias! que bom que é cozinhar para família e amigos!

Para a próxima coloco mais recheio de dulce de leche que deve ficar com a mesma espessura das bolachas.

Ana

julho 20, 2021

GELADO DE IOGURTE, LIMÃO E MANGERICÃO COM AMÊNDOA TORRADA


Gelado de iogurte, limão e mangericão com amêndoa torrada

Queria fazer um gelado mas não tinha natas. Assim, vi uma receita que juntava iogurte com claras em castelo e decidi experimentar. Os restantes ingredientes foram adicionados para dar sabor ao gelado. Pode variar com o que quiser.

E ficou muito bom! suave e pouco doce! Coloquei em formas individuais. A repetir!

Ingredientes

  • 400 grs de iogurte grego natural
  • 4 claras em castelo
  • Sumo e raspa de 2 limões grandes bio
  • 4 c sopa mel
  • 10 fls mangericão fresco picadas
  • 1 pitada de sal
  • 2 c sopa amêndoa torrada triturada grosseiramente + on top

Misturar todos os restantes ingredientes com excepção das claras.

Bater as claras em castelo com uma pitada de sal e envolver na mistura anterior.

Colocar numa forma grande passada previamente por água, coberta com película anti-aderente e no congelador.

Se não tiver máquina de gelados, a meio do processo de congelação, quando já estiver um pouco sólido, retirar, colocar numa batedeira e bater bem para eliminar os cristais de gelo.

Depois voltar a colocar na forma ou em formas individuais no congelador.

É óptimo comido assim ou para acompanhar um bolo de chocolate, strudel ou crumble.

Hei-se experimentar a fazer com iogurte de baunilha e juntar umas bananas partidas em pedacinhos ou umas castanhas cozidas.

Ana

setembro 23, 2020

SOPA DE MELÃO E IOGURTE


 Sopa de melão e yogurt

Descobri esta receita no site do Pingo Doce e, por ser rápida de fazer e me parecer boa, decidi experimentar. Adaptei as quantidades.

Tem havido melão bom e, assim, comprei um com casca de carvalho que me pareceu estar no ponto. Os entendidos dizem que o melão está maduro com pressionado nos topos cede ligeiramente, cheira a melão e pesa mais, comparativamente com outros do mesmo tamanho (quanto mais maduro mais pesa). Não sei, mas segui estas instruções e o melão era bom.

Ingredientes

  • 1 kg polpa de melão que esteja bem maduro
  • 120 grs iogurte grego natural
  • 1 c. café sal
  • 1 c sobremesa vinho do Porto
  • 4 fatias finas de presunto (usei peito de frango fumado pq a minha filha M. não come porco)
  • qb pimenta preta
  • qb mangericão picado ou hortelã (usei mangericão)
  • qb pinhões tostados

Comece por saltear as fatias de presunto numa frigideira antiaderente, sem acrescentar qualquer gordura e até ficar crocante. Deixe a escorrer em papel absorvente.

Abra o melão ao meio, retire a casca e as pevides e parta em pedaços. Coloque na bimby (ou liquidificador) a processar.

Junte o iogurte, o sal e o vinho do Porto e bata bem a mistura. Reserve numa taça no frigorífico.

Na hora de servir, coloque a sopa bem fria em taças individuais e, por cima, o presunto cortado em bocadinhos, juntamente com a hortelã  ou o mangericão picados e os pinhões tostados.

Se for servir numa taça grande, coloque 3 tacinhas com o presunto, o mangericão/ hoertelã e os pinhões à parte, para cada um se poder servir.

Ana

setembro 10, 2020

SALADA DE ABRÓTEA COM MAIONESE CASEIRA

 

 Salada de abrótea com maionese caseira

O Sebastião G., sobrinho de uma amiga, gosta de ir para o mar! 

e apanha peixes, percebes, santolas e polvos!

Tem a enorme vantagem de fazer entregas em casa, sem custo adicional, no dia ou no dia seguinte ao da 'pescaria', a preços muito simpáticos e diferentes dos que se encontram no mercado.

Desta vez, entregou-me uma abrótea, peixe do género da pescada,  muito boa cozida simplesmente ou mascarada numa salada fria com legumes e maionese.

Numa refeição servi o peixe cozido e noutra fiz esta salada! sem grande história, mas que, devido à frescura dos ingredientes ficou óptima!

Ingredientes

  • Cenoura cozida às rodelas
  • Feijão verde cozido e partido em pedaços
  • Peixe cozido 
  • Maionese  caseira 

Numa tijela, envolver todos os ingredientes com a maionese e servir fria.

Entretanto, segui esta receita de maionese caseira feita na Bimby que resultou muito bem, sem stresses...desde que os ingredientes estejam todos à mesma temperatura ambiente.

TIP: faça esta salada fria acrescentando camarão cozido, ovo cozido e ervilhas para um resultado mais rico.

Ana

MAIONESE FEITA EM CASA

Maionese feita em casa

Não dá para acreditar mas nunca tinha feito maionese. Por preguiça, porque não controlava o resultado, sei lá, nunca tinha feito.

Como tenho a Bimby (não tenho varinha mágica em Lisboa), segui este processo e resultou bem à primeira.

Ingredientes

  • 1 ovo (uso sempre biológico)
  • sal fino e pimenta qb
  • 1 c sopa sumo de limão ou vinagre de vinho branco
  • 150 grs óleo + 150 grs azeite virgem extra suave ou 300 grs de óleo
Uma das regras de ouro para que a maionese não talhe é ter todos os ingredientes à temperatura ambiente.

Assim, após ter tirado o ovo e o limão do frigorífico com antecedência, coloquei o ovo, o sal, a pimenta e o sumo de limão/vinagre (usei limão) na Bimby e bati durante 10 seg. na Vel. 5.

Depois, com a tampa colocada e com o copo medida da Bimby cheio de água até meio para fazer peso, liguei na Vel 5 durante aproximadamente 1,50 min e, ao mesmo tempo, fui vertendo o óleo aos poucos para dentro do copo para emulsionar o ovo.

Usei óleo de amêndoim.

E pronto, temos maionese caseira em poucos minutos.

Esta maionese tem um prazo de validade reduzido por ser feita em casa, devendo ser guardada no frigorífico e consumida em 3 dias.

Ana.

setembro 05, 2020

SALADA DE MELANCIA E FETA

Salada de Melancia e feta

Esta salada, receita da minha amiga Margarida F., é prato recorrente de todas as primaveras/ verões e um sucesso entre os amigos.
 
Serve como refeição principal e ninguém acredita que não leva nenhum tempero. A cremosidade e o salgado do queijo e das azeitonas aliados à frescura e doce da melancia são o casamento perfeito, dando-lhe as sementes de girassol uma textura adicional.

Ingredientes
  • 1 melancia sem sementes
  • 2 embalagens de queijo Feta
  • 1/2 chávena de pipas (sementes de girassol) sem sal (eu substituo por pevides ou nozes)
  • 1/2 chávena de azeitonas pretas sem caroço
  • Folhas de mangericão para enfeitar
Cortar a melancia e o queijo em cubos pequenos.
 
Juntar as azeitonas e as pevides/ nozes/ pipas.
 
Colocar tudo numa taça e reservar no frigorífico.
 
Na hora de servir, enfeitar com umas folhas de manjericão.
 
Não leva qualquer tempero.
 
Pode ser uma entrada, mas aqui o grupo das meninas gosta como prato principal!
 
Ana

CROQUETES DE CARNE

Croquetes de carne

Croquetes são dos meus pratos  preferidos, assim como os rissóis.  A memória vem dos que a minha mãe fazia, com as sobras de carne estufada (normalmente ganso redondo) na panela de pressão, que servia com batatas fritas, outra das minhas boas lembranças de criança.

Olhando para outras receitas, experimentei estes da Clara de Sousa e o resultado é muito bom.  A mistura das várias carnes e o chouriço apuram-lhe o sabor.

Ingredientes

  • 2 cebolas
  • 4 dentes de alho grandes
  • 2 folhas de louro
  • 1 colher chá de cravinho em pó (ou 5 cravos de cabecinha)
  •  azeite q.b.
  • 1200 g carne de vaca (chambão bem limpo e cortado em pedaços grandes)
  • 600 g carne de porco (de bifanas) cortada em pedaços grandes
  • 600 g de entremeada com couratoem pedaços grandes
  • 125 grs de chouriço pequeno em rodelas e sem a pele
  • sal, pimenta e noz moscada q.b.
  • água q.b.
  • 200 ml de vinho branco
  • pimenta, noz moscada e sal q.b.

Molho Béchamel

  • 100 g de manteiga (a minha mãe usava margarina)
  • 150 g de farinha de trigo 
  • Caldo da cozedura da carne

Panar e fritar

  • Ovo batido
  • Pão ralado com salsa (há à venda os pacotinhos com esta mistura)

Na panela de pressão, faz-se um refogado com a cebola e os alhos picados, a folha de louro, o cravinho moído e o azeite.

Junta-se a carne e o chouriço e selam-se durante uns minutos, dando a volta para corarem todas por igual.  De seguida temperam-se de sal, pimenta e noz moscada, envolvendo bem. 

Junta-se o vinho e a água até quase cobrir a carne e cozinha durante 40 min (depois do pipo começar a rodar, baixa-se o lume para que deite só vapor). Tempo terminado, desliga-se o lume e, depois de já não sair vapor do pipo, abre-se a panela de pressão e retiram-se as carnes bem escorridas para uma taça, até arrefecerem. Limpam-se de gorduras e colocam-se num processador. Eu usei a Bimby e piquei até a carne ficar desfiada mas não moída. Reservei. 

 Fui agora tratar do molho: Descartei a folha de louro e, na Bimby (ou varinha mágica), triturei o líquido. Dá aproximadamente 1 lt. 

 Para fazer o molho béchamel, segui a receita da bimby mas com as quantidades indicadas. Também se pode fazer de forma tradicional,  derretendo a manteiga na panela em que cozeu a carne sem deixar queimar e de seguida juntar a farinha de uma só vez. Ir mexendo sempre enquanto a farinha coze até absorver a manteiga e depois, aos poucos, juntar o molho reservado, mexendo sempre muito bem para não criar grumos (se criar grumos triturar com a varinha mágica). Deixar ferver um pouco para engrossar bem e retirar do lume. 

Envolvi a carne desfiada ao béchamel ainda quente, deixe arrefecer e guardei no frigorífico tapadao com palpel film para não ganhar crosta.  Fiz a massa dos croquetes de véspera. Importante moldar os croquetes  só depois da massa estar fria no frigorífico.

 No dia seguinte, foi a tarefa de moldar os croquetes em bolinhas ou em cilindors. continuo a preferir as formas cilíndricas, apesar de darem um pouco mais de trabalho.

Fui retirando bolinhas de carne com a colher de gelado para ficarem todas do mesmo tamanho, que colquei sobre a bancada da cozinha, ligeiramente enfarinhadada. Com as mãos oleadas, formei bolinhas que depois, com ajuda da farinha, transformei em cilindros brancos.

Passei os croquetes por ovo batido e pão ralado e fui alinhando-os num tupperware com um pouco de pão ralado no fundo para congelarem sem pegarem ao fundo. após congelados, podem guardar-se num saquinho de plástico que ocupa menos espaço.

Retirei uns quantos para o almoço e fritei-os em óleo quente (190º), após o que os deixei a escorrer em papel de rolo de cozinha.

Quis reproduzir o almoço que a mãe me dava quando vinha a casa almoçar em miúda, no intervalo das aulas, enquanto via a série do Mister Ed, o cavalo que fala! e, assim, em vez de salada, acompanhei com um simples arroz de manteiga que decorei com umas azeitonas pretas por cima. 

Cada garfada envolve-se nas memórias de uma infância verdadeiramente feliz! Só agora percebo o quanto!

Ana