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março 10, 2024

BOLACHAS DE AVEIA INTEGRAIS AROMATIZADAS COM RASPA DE LIMÃO OU COM ALPERCES SECOS

Bolachas de aveia integrais aromatizadas com raspa de limão ou com alperces secos

 

Gosto muito das receitas da Rita Nascimento.

Tenho vários livros dela, mas desta vez segui uma receita do seu blog.

https://ladolcerita.net/receita/cookies-de-aveia-integrais/

Em casa, a recuperar de uma lombalgia mas já a poder mexer-me um pouco, fiz estas bolachinhas que são muito boas.

Ingredientes para 14 bolachinhas

– 120 gr flocos de aveia grossos
– 60 gr farinha integral
de trigo + 20 gr gérmen de trigo (não tinha gérmen de trigo, pelo que

   usei 80 grs da farinha
– 1 c
chá de fermento em pó para bolos
– 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
– 1 pitada de sal

– 100 gr manteiga com sal amolecida
– 120 gr açúcar amarelo

– 1 ovo tamanho L à temperatura ambiente (uso sempre Bio)

1 c chá de raspa de limão

2 c sopa alperces secos picadinhos

 

Numa tijela, comecei por misturar os secos (a aveia, a farinha, o fermento, o bicarbonato de sódio e o sal).

 

Retirei o tabuleiro de forno para fora e coloquei por cima uma folha de papel vegetal anti-aderente. Pré-aqueci o forno a 180º.

 

Noutra tijela misturei a manteiga com o açúcar com ajuda de uma colher de pau até obter uma pasta e incorporei o ovo.

 

Juntei a esta mistura os ingredientes secos, e envolvi só até estar tudo ligado. Não mexer demais.

 

Dividi a massa ao meio e numa metade juntei a raspa de limão e na outra os alperces secos.

 

Com a ajuda de uma colher de gelado fui deitando bolinhas de massa no tabuleiro, bem espaçadas porque alargam bastante. Como tenho um forno normal de 60cmx60cm, fiz as bolachas em duas fornadas. Estas bolachas ficam grandes. Se fizer mais pequeninas, diminua um pouco o tempo de cozedura.

 

Também podem usar uma colher normal, mas, neste caso, devem pesar-se as bolinhas para que fiquem todas do mesmo tamanho e tenham assim o mesmo tempo de cozedura.

 

Cozeram no forno pré-aquecido a 180ºC até estarem douradinhas. As minhas demoraram 12 min.

Elas saem moles ainda e endurecem cá fora. Retirei-as do forno com ajuda de uma espátula e deixei-as a arrefecer numa placa de rede.

 

Coloquei-as dentro de uma caixa de lata na despensa, para não amolecerem.

 

A RN propõe juntar às bolachinhas pepitas de chocolate de chocolate, frutos secos picados, sementes ou especiarias (com canela devem ficar óptimas também).

 

Ana

julho 20, 2022

TRIFFLE DE PÊSSEGOS DE VALE DE MACEIRA



Triffle de pêssegos

Adoro triffles ou, melhor dizendo, esta espécie de bolo/doce em várias camadas de três ingredientes, muito fácil de fazer, e que resulta na consistência leve de uma sobremesa.
 
Fazia-o deste modo a Leia, que trabalhava na casa dos pais do meu amigo DJ.
 
Lembro-me de o comer de madrugada, na casa da Quinta de Vale de Maceira —depois de uma noite de matraquilhos e música no Solar da Paz— na mesa da cozinha, em conversa demorada e lenta, acompanhada do cheiro dos pêssegos do pomar da casa e do despertar preguiçoso do sol.

Ingredientes
  • Leite de creme (faço a receita do livro base da Bimby, diminuindo o açúcar para 180 grs)
  • 1 pão de ló grande (de preferência feito em casa)
  • Pêssegos ou nectarinas sumarentas (~12 unidades)
  • licor de pêssego caseiro (opcional)
  • compota de pêssego (opcional)
Comecei por congelar o pão de ló (para depois cortar mais facilmente em fatias fininhas) e fatiar os pêssegos.
De seguida fiz o leite de creme, deitei numa taça e cobri com película aderente —mesmo em contacto com o creme, para que não ganhe crosta).
 
Numa tijela de vidro (fica mais bonito) colocam-se por camadas e por esta ordem:
  • pão de ló em fatias muito fininhas a cobrir o fundo, e que se pincelam com o licor de pêssego (opcional)
  • leite de creme suficiente para cobrir as fatias de pão de ló (faço a receita da Bimby)
  • pêssegos fatiados (a espessura varia com o gosto de cada um. Deixar as fatias mais bonitinhas para a cobertura)
Esta operação repete-se pelo menos 3 vezes até chegar ao cimo da taça, sendo a última camada de pêssegos. No final pode ser novamente pincelada com um pouco de compota de pêssego diluída em água.
 
Vai ao frigorífico para esfriar e é melhor comido no dia seguinte, quando os sabores se fundem.

A Leia fazia este triffle com os pêssegos da quinta e sem o licor nem a compota!

Repeti a receita recentemente, fazendo-a a preceito com o leite de creme e o pão de ló feitos em casa. 
 
Introduzi o licor que lhe dá alguma profundidade.
 
A minha filha Maria e o namorado Miguel gostaram muito. Estava de facto óptimo mas, para mim, o sabor mudou irremediavelmente. É escusado voltarmos às memórias do passado.
 
Agora é a Maria que faz para o Miguel! é muito bom!

Ana

março 18, 2022

DOCE DE LARANJA AMARGA - MARMALADE

Doce de Laranja Amarga - Marmalade 

Tenho um livro de cozinha de 1994, o CLEARLY DELICIOUS, que tem todas as técnicas para que um doce fique bem feito.

 

Experimentei sempre os vários doces de laranja, a que os ingleses chamam Marmalade e que não tem nada a ver com a nossa marmelada que vem da palavra ‘marmelo’.

 

Segundo o  https://study.com, Mary Stuart, Rainha da Escócia, sofria de enjoo. O seu médico preparou uma mistura açucarada de laranja para que se sentisse melhor e a marmelada nasceu. Nesta história, o nome marmelada veio de Marie est malade.

 

Se non è vero, è ben trovato!

 

Deixo duas receitas, uma que utiliza só laranjas amargas e outra com laranjas doces e uma pequena percentagem de laranjas amargas.

 

Ingredientes

  • 1 kg de laranjas de Sevilha (laranjas amargas)
  • 1 limão
  • 2,2 l água + 300 ml para demolhar a casca
  • Açúcar 

Começar por apanhar as laranjas em qualquer árvore do campo e lavá-las bem.

 

Retirar a cascas das laranjas e do limão com o cortador de cenouras de modo a que a casa fique bem fininha e sem a parte branca. Cortar em tiras fininhas. Pôr as cascas em 300 ml de água, numa panela de aço inoxidável (as cascas devem ficar cobertas com a água). Deixar a fervilhar mexendo de vez em quando durante 1 hora ou até as cascas estarem macias. Retirar e reservar as cascas e a água, em separado.

 

Cortar as laranjas e o limão em quartos, e retirar os caroços à fruta.

Colocar os caroços dentro de uma mousselina que se ata e pendura dentro da panela, onde se deitam os citrinos juntamente com os 2,2 l de água. Após levantar fervura, deixar a fervilhar, mexendo de vez em quando aproximadamente por 1 hora. Deve reduzir para 1/3. No final, juntar os 300 ml de água reservada e aquecida.

 

Deixar o preparado a escorrer para uma panela dentro de um jelly bag escaldado. Como não tinha, coloquei a escorrer dentro de uma mousselina. Para um doce bem transparente, deixar o sumo cair sem espremer o saco.

 

Medir a quantidade de sumo e pesar 450 grs de acúcar por cada 600 ml de sumo. Vai depender do tamanho das laranjas e do sumo que tenham. A mim deu-me 1,245 kg de sumo para 934 grs açúcar.

 

Aquecer o açúcar por 15 min na temperatura mais baixa do forno.

 

Deitar o sumo novamente na panela, juntar o açúcar aquecido e ir mexendo em lume baixo até o açúcar se ter dissolvido. Juntar as cascas dos citrinos e deixar ferver rapidamente, sem mexer por 10-12 min ou até o doce estar no ponto. Ir retirando a espuma que se forma para obter um doce mais limpo.

Atenção a este passo, porque o doce parece estar muito líquido, mas solidifica depois de frio. Eu deixei o meu um pouco mais de tempo do que o descrito e ficou um pouco sólido demais.

 

Colocar em frascos esterilizados ainda quentes, deixando arrefecer nos frascos virados ao contrário.

 

 

Este agri-doce contrasta bem sobre uma fatia de queijo curado e fica lindo!

Ana

agosto 22, 2021

TARTE DE PERINHAS DO MORELINHO E CREME DE AMÊNDOA

Tarte de peras e creme de amêndoa

Quem me quer ver contente, ponha-me debaixo de uma árvore a tentar apanhar fruta, para levar para a cozinha e pensar no que fazer!

Desta vez, foram as perinhas da minha amiga Bicha que, de tão duras (pêra rocha), passaram a chamar-se  pedrinhas. Não se conseguem comer cruas, mas cozinhadas ficam uma delícia!

Como tanto eu como as pêras gostamos muito de amêndoas, aventurei-me numa, um pouco trabalhosa mas fácil, tarte recheada com um creme de amêndoa e coberta das perinhas da Bicha.

A receita original tem o nome de Tarte Bourdaloue aux Poires e é do Zine de Pão.

Cozer as peras

  • 4 peras-rocha grandes
  • 500 ml água (usei 300 ml)
  • 150 grs açúcar branco
  • 1 vagem de baunilha (usei 1 c sobremesa de extracto de baunilha)
  • 1/2 c chá de grãos de pimenta Schizuan (usei pimenta preta)
  • 1 pau de canela
  • 1 estrela de anis (não tinha)
  • 1 limão

Numa panela ao lume, deixei derreter o açúcar na água e reservei.

Enquanto isso, descasquei as peras, que envolvi num pouco de sumo de limão para não escurecerem. Reservei.

Deitei então as especiarias e o extracto de baunilha na calda de açúcar, juntei as peras, o restante sumo de limão e levei a cozer em lume médio até as peras estarem macias, uns 15 min. Deixei arrefecer e reservei numa taça tapada com película aderente, de um dia para o outro no frigorífico, para apurar os sabores.

 

Massa quebrada (doce)

  • 200 grs farinha de trigo T55 sem fermento
  • 100 grs manteiga (fria em cubos)
  • 50 grs açúcar mascavado
  • 1/2 ovo (partir 1 ovo, misturar e reservar só metade)
  • 1 pitada de sal

Misturei os secos numa tijela.

Juntei a manteiga fria aos cubos e, com os dedos, misturei rapidamente nos secos, até obter uma areia. Este processo tem que ser rápido para não aquecer a manteiga.

Juntei o meio ovo e amassei até obter uma massa (sem a trabalhar em excesso), que reservei por 30 min no frigorífico, coberta de película aderente.

 

Creme de amêndoa (Frangipane)

  • 120 grs ovos (2 ovos Bio)
  • 120 grs manteiga sem sal (pomada)
  • 120 grs açúcar branco
  • 120 grs amêndoa ralada
  • 15 grs farinha de trigo T55 sem fermento

Misturei os secos, aos quais adicionei os ovos um a um, batendo a mistura entre cada adição. Envolvi na massa a manteiga em pomada com uma espátula de silicone,e reservei no frigorífico.

 

Preparação e Montagem

Liguei o forno a 180ºC (a receita refere 170ºC, dependendo do forno de cada um).

A receita pede uma forma de 20 cm com fundo amovível. Como não tinha, coloquei numa forma de 15 cm e, com a massa que sobrou, fiz mais 8 tartelettes. Para a tarte maior, coloquei um círculo de vegetal de cozinha untado com manteiga no fundo da tarteira. De seguida, estendi a massa com o rolo até obter uma espessura de 2-3 mm e forrei o fundo e os lados da forma com a massa. Para as tartelettes usei umas formas caneladas de silicone e não foi preciso colocar o vegetal, nem sequer untar com manteiga.

Cozi esta base primeiro, sem o recheio, coberta com vegetal e um peso em cima (podem ser feijões ou grão secos) durante 10 min. Deixei arrefecer.

Nesta altura fui tratar das peras. Retirei-as do líquido e laminei-as com uma espessura de  5 mm. Deixei a calda de açúcar reduzir ao lume até obter uma consistência de xarope, depois de frio.

Sobre a base das tartes já frias, deitei um fundo de creme de amêndoa e, por cima, as pêras laminadas. 

Pincelei com o xarope de açúcar e levei ao forno durante 30 min (pode ir de 20 min a 20 min, dependendo do seu forno). 

Hoje, acompanhei o café com uma tartelette. Como são bastantes doces, acho que ficam muito bem com um gelado de natas ou só com natas batidas a acompanhar.

Muito bom! amanhã vou levar as restantes para um jantarinho, para não ficar com estas bombitas em casa!

Ana.

maio 12, 2020

MARMELADA COM MARMELOS DE DURRÃES


Marmelada com marmelos de Durrães

Gosto muito do Minho, da sua gente, da paisagem, das praias, dos viras, das feiras e dos amigos que lá tenho.
No ano passado em Agosto, fui, como sempre, convidada a passar o dia em casa do meu amigo ZN. Depois de um pic-nic no rio, fomos até à quinta, onde pude apanhar marmelos fantásticos, que tombavam das árvores, a chamar por nós. Deu para encher vários sacos e mete-me dó cada um que cai e não se aproveita, mas é mesmo assim! Ainda em Moledo, fiz uma marmelada que levei para outro jantar de amigos (receita da Bimby)  e ainda deu para a MB trazer para Lisboa. Já de regresso, dei conta dos restantes marmelos, transformando-os em várias tijelas de marmelada.

Em Lisboa, segui uma receita de marmelada da Maria de Lourdes Modesto intitulada Marmelada Vermelha à Minha Moda.
A minha, vermelha não ficou, (a da Bimby fica), até é bem amarelinha, mas garanto que é muito boa. 
Assim, usei 5 marmelos de pele lisinha, lavei-os, escovei-os bem para retirar a penugem e coloquei em lume baixo com 3 copos de água, a cozer durante uns bons três quartos de hora.
Depois de verificar que estavam bem cozidos e macios, descasquei-os, retirei o coração, passei pelo passe-vite e pesei o puré de marmelo.
Coloquei o mesmo peso de açúcar junto com a água de cozer os marmelos (depois de coada numa mousseline fina) ao lume até atingir os 115ºC. De seguida, juntei o puré de marmelo e deixei ao lume, mexendo ocasionalmente até fazer ponto de estrada – mais ou menos 15 min ou, ao passar a colher de pau, o doce forma uma estrada num fundo.
Deitei em tacinhas de barro, recortei umas rodelas de papel vegetal que embebi em Turkish Raki - uma espécie de aguardente turca anisada que tinha lá em casa à falta de aguardente portuguesa -, e vedei o doce. Dá para 9 taças daquelas que se compram para fazer tigeladas.
A receita diz para esperarmos 2 meses antes de consumir, mas a Maria provou logo e não quis esperar.
Já  só há 8 taças!
Vou guardar algumas para a Filipa, quando vier no Natal!
  • 1kl marmelos depois de cozidos e desfeitos em puré
  • 1kl açúcar
  • 2,5 dl água de cozer os marmelos
Zé, este ano se for (nem quero pensar que não vou...),levo-te uma destas tijelas!

Ana

NB:  a receita da Bimby também é óptima e dá muito menos trabalho!

setembro 15, 2019

MARMELADA ORGINAL E DE MAÇÃ

                      Still life, óleo sobre tela, Falls Church, VA, colecção privada


Marmelada Original e de Maçã

Mais umas férias em Moledo com direito a idas à praia diárias (isto para quem diz que Moledo é sempre frio, as águas são geladas, etc), um tempo fantástico, passeios nos montes, jantares em casa de amigos, banhos no rio, viras, festas e muita leitura.

A dada altura, estando a precisar de comprar fruta, em vez de irmos ao vulgar supermercado, subimos a encosta para os lados de Perrinchão e divertimo-nos a apanhar maçãs das árvores que se encontram pelo caminho e são pertença de ninguém, amoras, ameixas e ainda uns cachinhos de uvas que pulavam a cerca - ensinaram-me que toda a fruta que, apesar de estar dentro de uma propriedade, espreita para fora, é do povo! :)

A acrescentar uns marmelos da quinta do Zé, havia matéria prima para várias compotas e marmeladas que nos vão alegrar o Inverno (se lá chegarem).

Como tínhamos um jantar em casa de amigos nessa noite e, de facto, a Bimby é uma grande auxiliar, resolvi fazer marmelada para levarmos; já em Lisboa, fiz marmelada de maçã com as ditas maçãzinhas de casca grossa e ácidas que apanhámos (a minha amiga M.B. não ficou muito fã quando as comeu cruas).


Ficou uma marmelada muito boa e a minha filha Maria está farta de ir à tacinha roubar talhadinhas!

Aqui vai a receita:

Marmelada de maçã
  • 1kl de maçãs (ácidas) sem casca e sem caroços
  • 750 grs de acúcar branco
  • 1 limão sem casca (retirar bem as partes brancas da casca que amargam) e sem caroços
  • 1 pau de canela 
Marmelada clássica
  • 800 grs de marmelos amarelos e de casca lisa sem casca e sem caroços
  • 800 grs de acúcar branco
  • 1 limão sem casca (retirar bem as partes brancas da casca que amargam) e sem caroços
  • 1 paus de canela

Coloque metade da fruta partidas aos quartos num processador juntamente com metade do açúcar  e triture muito bem até se transformar em puré (15 seg (maçãs) 30 seg (marmelos) / vel 9). Abra o processador e baixe o que ficou agarrado às paredes do copo. Reservar.
Repetir o procedimento com a outra metade da fruta e açúcar.

* A razão de se fazer em duas vezes é simplesmente porque não cabe tudo de uma vez só.

Juntar tudo no processador, acrescentar o limão partido e o pau de canela e levar ao lume durante uns 45 min (ir mexendo para não pegar ao fundo ou na bimby (30/ 45 min/ varoma/ lamina invertida/ vel 3). Colocar o cesto sobre a tampa em vez do copo medida por causa dos salpicos.

Depois é só despejar nas tijelas esterelizadas, deixar arrefecer e cobrir com uma folhinha de papel vegetal pincelada com aguardente (colar bem à superfície para não entrar ar).
Também costumo congelar e tiro as taças à medida que a gulodice chama ou algum resto de queijo da serra está a pedir.

Acrescentar umas nozes e aí está uma sobremesa de outorno e inverno. Calórico, sim, claro!

Ana.