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março 18, 2024

TAPENADE DE AZEITONAS GALEGAS RETALHADAS EM CONSERVA


Azeitonas galegas retalhadas em conserva 

Vinte e cinco de Outubro, domingo, mais um fim de semana em Alcácer onde posso passear sem horas, pensar sem horas, perder-me pelo labirinto de ruas como esta formiga por entre as malhas da minha camisola. Uma paz, um tempo que dura e não se contam em minutos que passam a correr e dias que não existem, pois a corrida contra o tempo perdido de trabalho, no que há a fazer e não se fez, não pára. Lá longe, sou obrigada a fazer pouco e desviciar-me da acção.

Não é fácil e, por isso, quando deambulava e subia pelas curvas da colina fui olhando para várias oliveiras caregadinhas de azeitonas galegas, umas ainda verdes, outras já pretas, cobertas de um pó fino que lhes dá um ar de Natal nórdico.

Ao pé de um campo de oliveiras, junto ao Castelo, estava uma senhora a pendurar roupa. Abeirei-me e iniciei conversa sobre como preparar as azeitonas em casa para as tornar comestíveis.

- Olá bom dia! posso roubar umas azeitonas?
- Roube à vontade, olhe, elas caem no chão e não há quem as apanhe...
- E a senhora sabe como se preparam? experimentei agora uma e era amarga...
-Ah, não se podem comer assim! Primeiro tem que as retalhar, dá 3 golpes em volta...há quem faça uma cruz. Depois põe-nas em água e vai mudando a água todos os dias até vir limpa. É para elas sangrarem e largarem o azedo. Passado mais ou menos 1 mês já estão boas.  Então faz a conserva. Coloca-as num frasco com água, sal, orégãos, louro e deixa-as por uma semana. Depois, deita essa mistura fora e faz outra igual. Mais um mês a tomar gosto e fica pronta a comer.
- Obrigada! tenha um bom domingo!
- Para si também!

E foi assim! A mim demoraram 20 dias até a água sair transparente. Ainda fui ao café da Leninha e falei com a mãe, a Sra. D. Antonieta, que acrescentou gomos de laranja ou laranja e limão para dar sabor à conserva e para 'ter cuidado com elas porque tingem muito as mãos'. O pai tinha uma adega, elas em pequenas ajudavam na apanha e assistiam à feitura da conserva.

É destes saberes que o meu coração se enche e me afasta cada vez mais do bolício citadino, das compras, dos carros, da poluição, do Covid, etc, etc, etc.

Mal cheguei a Lisboa, puz mãos à obra. Ainda falei com a Ju que disse que se costumam ferver para acelerar o processo de lhes retirar o azedo...  Para já, fiz com me ensinaram. 

Agora, é só esperar, depois conto.

Ingredientes

  • Azeitona galega
  • Água
  • Sal grosso
  • Gomos de limão e laranja
  • Folha de Louro
  • Orégãos

Ficaram de excelente sabor mas muito moles. Fiz uma tapenade com elas! óptima/
Entretanto a minha amiga Chantal, que vive em Alcácer, deu-me outra receita e essas ficaram muito boas.
Nunca desistir!
Receita neste blog.

Ana

dezembro 25, 2020

BOMBONS RECHEADOS DE MORANGO, COCO E LIMA

Feliz Natal!!!!
A todos os povos, Feliz Natal!
Um Feliz Natal com menos julgamentos, mais alegria
e mais aceitação do que nos diferencia e, sobretudo, mais centrado no essencial, que é o Amor! 
 
Só o Amor nos faz sair de nós próprios e abrir ao outro, só o Amor perdoa,
só o Amor nos aproxima!



Bombons recheados de Morango, Coco e Lima

Assisti ao programa da Filipa Gomes no 24 Kitchen no qual apresentava estes bombons que me lembraram os Bounty que eu gosto muito. Decidi fazer para o Natal e resultaram muito bem. Fiz por partes e preparei o recheio com uns dias de antecedência. Tinha morangos desidratados que faço todos os anos com o desidratador, na altura em que aparecem, mais ou menos em Março. Quantidades adaptadas.

Recheio

  • 60 gr morangos desidratados secos
  • 100 gr côco ralado seco
  • 50 gr côco ralado fresco (comprei um pacote de coco fresco em cubos que ralei no processador)
  • 60 ml leite de côco
  • Raspa de 1 lima
  • Sumo de 1/2  lima
  • 8 c sopa geleia de agave (a receita dizia xarope mas, só encontrei geleia que funcionou muito bem)

Cobertura

  • 125 g manteiga de cacau
  • 7 c sopa geleia de agave (a receita original diz xarope de agave)
  • 7 c sopa bom cacau em pó

Comecei por forrar uma forma de bolo inglês com película aderente.

No processador triturei os morangos desidratados, deixando em granulado grosso. Juntei os restantes ingredientes e deitei esta mistura na forma, calcando bem. Cobri com a película aderente e coloquei no congelador de um dia para o outro. Pode ficar no mínimo 1/2 hora.

No dia de Natal, em banho-maria e lume baixinho derreti a manteiga de cacao. Este processo é muito rápido. Adicionei em seguida a geleia de agave e o cacau, misturando bem. Retirei do banho-maria e deixei arrefecer, tendo o cuidado de ir verificando a consistência, para o líquido não se transformar num creme grosso e de cor opaca.

quando a cobertura estava no ponto, retirei o recheio do congelador, retirei a película aderente e cortei, sobre uma tábua, rectângulos mais ou menos com 3 cm * 1,5 cm.

Fui mergulhando os bombons, um a um, no chocolate, com a ajuda de um garfo, que fui deixando a solidificar sobre papel vegetal próprio para bolos (vende-se em qq supermerdo, em rolo, ao pé da pelicula aderente).

Fui repetindo a operação e, desta segunda vez, salpicando o chocolate com os morangos desidratados, enquanto ainda não estavam secos, para que pudessem aderir bem à cobertura.

Guardei no frigorífico e formos tirando um a um, dois a dois...estes bombons são viciantes e não levam açúcar!!!!!!!

Enfim, é Natal, why not?

Ana

março 02, 2014

BLACK VELVET


Bolo de chocolate fingido

Uma das regras e garantia do sucesso dos bolos é o cumprimento integral da receita que vai das quantidades, à temperatura do forno, aos tempos de cozedura, etc.
Dito isto, fiz exactamente ao contrário e propuz-me alterar (o termo reinventar parece-me demasiado pretensioso) uma receita de bolo de beterraba e farinha de alfarroba.  Lendo várias receitas e ouvindo daqui e dali, resultou num bolo muito húmido e com uma profundidade de sabor semelhante aos brownies. Acrescentei as pepitas de chocolate, promovendo ainda mais a ideia de um bolo de chocolate. Mais saudável e menos calórico, a repetir!

Ingredientes
  • 175 gr farinha integral
  • 1 c chá fermento em pó
  • 75 gr. farinha de alfarroba
  • 250 gr de açúcar
  • 100 gr pepitas de chocolate ou choc semi-amargo partido aos bocadinhos
  • 200 gr de beterraba cozida, bem escorrida e seca em papel de cozinha, do mercadinho bio do Cpo Pequeno.
  • 3 ovos
  • 200 ml azeite extra virgem de acidez muito baixa (4º)
  • Raspa e sumo de 1 limão
  • 1 c chá óleo de coco (opcional)
Cozer a beterraba descascada, em água. Deixar arrefecer fora da água, escorrer bem  e enxugar em papel de cozinha para retirar o excesso da humidade e evitar que o bolo tenha um sabor excessivo a beterraba.
Ligar o forno a 180º.
Misturar os secos e as pepitas de chocolate numa tigela.
Num liquidificador ou processador de alimentos, misturar todos os ingredientes húmidos com a beterraba. Fica uma papa rosa e espessa.

Na tigela onde estão os secos, abrir um buraco no meio e deitar o creme rosa. Misturar bem e deitar a mistura numa forma de chaminé enfarinhada e barrada.
Vai ao forno durante uns 40 min. ou até o palito sair quase seco.

É um bolo rico, denso e muito bom acompanhado de umas natas batidas ou chantilly. Se se quiser acrescentar umas nozes partidas grosseiramente e rechear com lemon curd, fica ainda melhor! Nesses caso, dispensam-se as natas.
Como parece que voltou o inverno, foi mesmo o que me apeteceu nesta tarde de domingo ventosa.

Para a próxima, faço a mesma receita numa forma rectangular e adiciono as nozes. vão ser uns brownies perfeitos!

Ana


março 13, 2013

DOCES DA TERRA DO SOL

                                          Créditos da imagem: Iolanda Candeias

- São doces da Terra do Sol, disse a Sana.

A Sana ofereceu-nos (ao atelier) uns doces da sua terra de origem, da Masmoudi em Sfax, na Tunísia. Desde 1972 que a Madam Masmoudi e os seus filhos se dedicam a preservar o melhor da pastelaria tunisina. Do pistachio, passando pelo jasmim, pinhões, pasta de amêndoa e tantos outros, esta Patisserie Fine de Tunisie demonstra grande requinte nos sabores.

Obrigada Sana, a Tunísia está de parabéns!

Ana.