Mostrar mensagens com a etiqueta arroz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta arroz. Mostrar todas as mensagens

março 30, 2021

ARROZ DE GRELOS COM FILETES DE PEIXE-ESPADA

 


Arroz de grelos com filetes de peixe-espada

Gosto muito dos sábados de manhã e da minha volta no mercado, para ver o que a época tem para me oferecer. Desta vez o meu olhar centrou-se nos grelos e imediatamente num arroz de grelos para acompanhar os tradicionais filetes. Tendo encontrado um objectivo, dirigi-me  à banca de peixe da Teresa, comprei uns filetes de peixe-espada e umas puntillas (nao resisti), mais umas batatinhas novas e umas favas para outros preparos, e vim para casa.

A feitura deste arroz é simples, mas a minha mãe, e principalmente a minha avó que cozinhava mais, não a fariam com estes preceitos. Mas os conhecimentos vão evoluindo e o branquear dos grelos aqui é importante.

Este arroz fica uma delícia!

Ingredientes para 3 pessoas
  • 1/2 molho de grelos
  • 0,5 dl azeite
  • 1 cebola pequena picada
  • 2 dentes alho  picados
  • sal
  • 150 grs arroz carolino
  • água de cozer os grelos (3,5 vezes a quantidade do arroz)

Comecei por lavar os grelos, escorrê-los num passador e branqueá-los por 5 min em água a ferver com sal, para perderem um pouco do seu amargo.
De seguida, escorri os grelos novamente através do passador, passando-os por água fria, para manterem a bonita cor verde. Reservei a água da cozedura para cozer o arroz.

Coloquei os grelos bem escorridos numa taça e parti-os com uma tesoura, para depois se misturarem com o arroz de uma forma mais homogénea.

Passei para o refogado: Aqueci o azeite numa panela com fundo espesso, no qual deitei a cebola com uma pitada de sal, para permitir uma mais rápida saída dos líquidos. Sempre em lume baixo, e passados uns 10 min, deitei o alho. Não o coloco logo no início, porque queima facilmente.

Quando a cebola estava amarelinha e amolecida, deitei a água fervente em que os grelos cozeram (para medir a quantidade líquido, coloquei o arroz numa tacinha, para ver que volume ocupava e calculei 3,5 vezes essa quantidade de água). Sea água de cozer os grelos não chegar, acrecentar o necessário de água para perfazer as 3,5 vezes do arroz.

Quando a água levantou fervura, acrescentei o arroz, tapei o tacho e deixei em lume brando até o arroz estar quase cozido. 

Nessa altura, envolvi os grelos no arroz, temperei de sal e pimenta, e desliguei o lume.

Descansou 5 min, antes de ir para a mesa.

Fica um arroz cremoso, malandrinho, muito bom.

Quanto aos filetes,  deixei-os a marinar de véspera em sumo de limão. Quando o arroz estava quase pronto, retirei-os da marinada, enxuguei-os em papel aborvente, temperei-os de sal e pimenta, passei-os por farinha e por ovo ligeiramente batido e deitei-filetesos em óleo quente para fritarem.

Estava um dia sol e, na minha varandinha, juntamente com 'os meus botões' e um copo de vinho tinto, deixei a calma entrar, acompanhada pelo Yuri, o gato, que sempre me acompanha, principalmente, quando o cheirinho a peixe chama por ele. :)

Ana

março 29, 2021

MARY BERRY STIR-FRY CHICKEN


Mary Berry Stir-Fry Chicken
 
Gosto muito de ver os programas da Mary Berry. É uma mulher de armas que cozinha muito bem.
Comprei um livro de sobremesas há uns anos largos em Londres e sigo-a no Club Mary Berry.

Este prato principal é um dos preferidos do Paul, seu marido, e meu...:)
e alimenta uma família de 6 pessoas.
 
Ligeiramente picante, come-se bem quente mas, mesmo frio, é delicioso. Óptimo para um pic-nic.

Ingredientes
  • 150 grs arroz basmati
  • 4 c sopa azeite
  • 2 peitos de frango cortados em tirinhas
  • 1 c sopa mel
  • 1 cebola finamente picada
  • 1 courgette finamente picada
  • 1 pimento vermelho finamente picado
  • 2 paus de aipo finamente picados
  • 2 cm gengibre fresco sem pele e finamente picado
  • 2 dentes de alho esmagados
  • 1 c sopa pó de caril
  • 3 c sopa molho de soja
  • 1 c sopa sweet chilli sauce
  • sumo de 1/2 lima
  • sal e pimenta
  • 4 limas aos gomos para servir e salpicar com coentros
  • cajus  (a receita original não leva mas acho que ficam muito bem)

Preparar os legumes e reservar.

Cozer o arroz, reservar e deixar esfriar.
Eu faço a receita do arroz branco da Bimby que é cozido dentro do cesto. No copo coloca-se 800 grs de água com 1 c chá sal grosso e 50 ml azeite. Vai a cozer durante 17 min / temp 100º / Vel 4, mexendo com a espátula através do bocal duas vezes a meio da cozedura. Para não me esquecer dos tempos, costumo temporizar primeiro 6 min e mexo. Depois mais 5 min, mexo e no final mais 6 min. Retiro imediatamente e espalho num prato para esfriar mais rapidamente.

Enquanto o arroz coze, preparar os legumes e reservar.

 

Numa frigideira sem ser anti-aderente, aquecer o azeite, e colocar lá o frango temperado com sal e pimenta. Deitar o mel e fritar rápido, dando voltas ao frango até ficar dourado e brilhante. Isto demora uns 5 min. Não fritar demais. O mel permite que o frango adquira um tom dourado, sem ser necessário cozinhá-lo em demasia. Reservar.

 

·     Na mesma frigideira onde esteve o frango, e sem a limpar, juntar a cebola, a courgette, o pimento e o aipo. Fritar 10 min mexendo sempre em lume médio-baixo. Misturar o gengibre, o alho e o caril e fritar mais outro minuto.

      Fora do lume, juntar o arroz frio, o molho de soja e o molho de chilli e o sumo de lima.

Misturar bem e temperar com sal e pimenta.

 

Envolver o frango na mistura de arroz, deitar uns cajus e servir com os gomos de lima e os coentros picados por cima.


Vale a pena fazer: dá para 6 pessoas, é económico e super saboroso.

 

Ana

fevereiro 26, 2021

BOLACHINHAS CROCANTES DE ARROZ


   
Bolachinhas Crocantes de Arroz

Nunca mais vou deitar arroz fora. As bolachinhas crocantes de arroz que vi a Cátia Goarmon fazer, e que eu adaptei, são óptimas para se comerem simples ou com um pouco de salmão fumado por cima, queijo creme, etc.

Ingredientes 

  • 200 grs de arroz branco cozido (o meu era basmati  mas pode ser com qualquer um)
  • 200 ml leite (usei meio-gordo)
  • 50 grs de farinha (usei de espelta)
  • 1 c sopa manteiga magra com sal (tinha Matinal)
  • Parmesão ralado
  •  Cebolinho picado

As sobras de arroz que tinha pesavam 240 grs, por isso adaptei as quantidades dos restantes ingredientes.

Coloquei tudo na Bimby (pode ser outro processador qualquer ou copo do 123) e misturei uns 30 seg a alta velocidade, até ficar um creme branco, onde ainda se sentia alguma textura tipo areia.

Pré-aqueci o forno a 170º (a receita diz 180º mas depende dos fornos). Retirei o tabuleiro do forno e coloquei uma folha de papel vegetal para bolos por cima. Reservei.

Entretanto, coloquei a massa num saco de pasteleiro com uma abertura de 0,5 cm, (é muito líquida) e desenhei umas rodelinhas de aproximadamente 4 cm de diâmtetro, espaçadas uns 3 cm, sobre o vegetal que estava já sobreo  tabuleiro. 

Por cima, polvilhei com um pouco de parmesão ralado e um resto de cebolinho picado. A receita não diz mas ficam mais saborosas e bonitas. Fiz umas simples e outras com o topping, para experimentar.

Coloquei o tabuleiro nos apoios do forno um pouco acima do centro durante 30 min.

Depois, foi só retirar o vegetal para não continuar a cozinhar com o calor residual do tabuleiro, esperar uns minutos e, com uma espátula, tirar as bolachinhas.

Ficam muito crocantes e saborosas. Deu para 48 bolachinhas feitas em três vezes.

Gostei mais das com parmesão e cebolinho.

TIP:
O meu arroz foi feito com a receita do arroz branco da Bimby.
Não deixar tostar muito.

Estas bolachinhas têm que ser comidas no próprio dia, porque amolecem.

Ana

maio 12, 2020

ARROZ DE POLVO



Arroz de polvo
Apetecia-me um risotto, mas não queria continuar o processo de engorda invernal, acentuado pela vida caseira que tenho tido desde Março. Assim, fiz um arroz de polvo muito sedutor.

Depois de arranjado pela peixeira e congelado, cozi o polvo num caldo aromático feito com uma cenoura, uma cebola, um alho francês, todos em pedaços, uma folha de louro, um ramo de salsa, sal e pimenta, durante uns 40 min (o tempo vai depender do tamanho do polvo), em lume baixinho e o tacho tapado (ou na panela de pressão uma meia hora) Deixei arrefecer, reservei a água da cozedura e cortei o polvo às rodelinhas. A água que se coloca na cozedura deve cobrir o polvo, não mais. No final, se houver muito líquido pode ficar ao lume a reduzir para concentrar o sabor.

Noutro tacho, aqueci umas três colheres de sopa de tomatada, que já tinha feito com um refogado de cebola, alho e azeite, ao qual juntei uns tomates e umas folhas de mangericão e orégãos frescos, sal e pimenta.

Depois, deitei umas 200 grs de  arroz (queria carolino mas como não tinha usei arroz para risotto). Deixei uns minutos ao lume mexndo sempre para não se pegar ao fundo, juntei meio copinho de vinho branco, mexi mais um pouco até não se ver o líquido e o álcool evaporar, e fui juntando a água quente de cozer o polvo (que temperei com sal), aos poucos e à medida que ia sendo absorvida pelo arroz.

Quando o arroz estava cozido mas al onda, não espapaçado, juntei uns coentros picados e parte do pouco do polvo às rodelinhas, que tinha reservado. Deixei o arroz sossegado em tacho tapado uns minutos, após os quais servi com uns pingos de limão.

Estava muito guloso e sem as calorias de um risotto, a ver se não saio desconfinamento só com grua, pela janela! Ao restante polvo, fiz um polvo de vinagreta, que a M. comeu ao lanche, sem pão, directo da tigelinha!

Ana

novembro 02, 2019

ARROZ DE BERBIGÃO



Arroz de berbigão
Gosto  muito de ir aos sábados de manhã ao Mercado de Alvalade e à Teresa ver e escolher peixe para fazer para o almoço. Nesse dia havia berbigões óptimos, gordos. Peguei num kilo destes bivalves, num robalo de alto mar, nuns filetes de peixe-espada  e vim para casa toda contente. No caminho para o carro ainda passei no Isco ir buscar o pão de espelta, que tinha encomendado antes e ainda estava quente.

Chegando a casa,  coloquei logo os bichinhos de molho em água fria com sal no frigorífico, enquanto arrumava tudo o resto.

Passado mais ou menos uma hora, coloquei uma frigideira grande ao lume com tampa onde abri os berbigões.. À medida que vão abrindo, vou deitando fora as cascas e reservando os bichinhos numa tacinha.


No final, guardo a água que os berbigões deitaram, depois de coada através de uma musselina para não vir com a areia que ainda possa conter.

Esta é a primeira parte. Começa agora a preparação do arroz.

Pico na Bimby (também  se pode fazer à mão) uma cebola média, 2 dentes de alho e 80 ml de azeite (5 seg/ vel. 5). Baixo o que ficou agarrado com a espátula e se for preciso pico mais uns 2 seg.
Junto 1 tomate grande bem vermelho lavado com casca e sementes e pico novamente durante o mesmo tempo e velocidade anteriores.  A seguir deixo a refogar 10 min/ 100º/ vel 1.

Passo então esta tomatada para o tacho, deito o arroz carolino e deixo em lume muito brando a envolver um bocadinho.

Nesta altura a preparação pode parar e ser retomada 10min antes do almoço.

Junto de seguida uma colher de sopa de vinho branco, mexo durante mais um bocadinho e no fim   água de abrir os berbigões mais a que faltar (quente) para perfazer quase o triplo da quantidade de arroz, uma folha de louro, sal e pimenta. Tapo o tacho e deixo a magia acontecer até o arroz estar al dente. Nessa altura rectifico de sal (ainda deve conter líquido da cozedura), junto os berbigões e os coentros picados, tapo novamente e espero uns 3 min.

Ingredientes
  • 1 kilo de berbigão
  • 1 cebola média
  • 2 dentes de alho
  • 80 ml de azeite
  • 1 tomate maduro grande
  • 300 g de arroz carolino
  • 1 folha de louro
  • 1 c. sopa de vinho branco
  • 20 g de coentros frescos, só as folhas
  • Sal e pimenta-preta q.b.

Fica tão bom...No dia seguinte comi o  que sobrou mas não tem nada a ver. Este prato deve mesmo ser comido na hora!

O arroz foi à mesa acompanhado pelos filetes temperados com um bocadinho de limão depois de fritos e uma salada de espinafres!

Noutro dia, fiz um arroz de dourada com berbigão, aproveitando uns restos de dourada que tinha assado no forno com azeite, alho, vinho branco, folhas de louro, rodelas de limão, salsa, sal e pimenta.

Juntei o molho do assado da dourada à agua de abrir os berbigões e fui deitando no arroz até estar cozido. Depois juntei o peixe e os berbigões ao mesmo tempo. Fica uma refeição completa.

Ana

maio 23, 2018

ARROZ DE CORVINA


Plantação de arroz, Portugal, anos 60

Arroz de Corvina

Aos sábados de manhã gosto de manter o meu ritual de ir ao mercadinho biológico comprar fruta e legumes, seguir para o Mercado de Alvalade para me deliciar com o peixe da Teresa e as aves na D. Ana, ainda passo na banca do requeijão, dou um salto às azeitonas britadas, as minhas preferidas, e paro uma meia hora para tomar um café na pastelaria em frente e ler o que me estiver a interessar na altura.

Chegando à peixeira, estava a olhar para um rabo de garoupa a pensar fazer no forno com batatinhas, quando o senhor que tinha a senha antes de mim, disse:
- Quero aquele rabo de garoupa, por favor!
- Como vai fazer?, perguntou a Teresa
- É para um arrozinho!

Pronto, lá se tinha ido o meu almoço mas, por outro lado, a idéia do arroz de peixe iluminou-me e, não desistindo, pedi as 2 postas de corvina e o rabo que estavam ao lado, e fui para casa feliz da vida, a pensar num arroz malandrinho aromatizado com coentros. Como o rapaz da banca ao lado onde arranjei umas peras abacates me deu um ramo de coentros (esta coisa de dar um raminho de seja do que for, já não me acontecia há muito tempo e muito menos por iniciativa do vendedor...), foi só ir ao meu café e seguir para casa.

Ingredientes
  • água (~ 600 grs)
  • 3 tomates maduros
  • 1 cebola grande
  • 3 dentes de alho
  • 2 colheres de sopa de polpa de tomate
  •  sal e pimenta
  • 3 c sopa azeite
  • 3 postas de corvina ou garoupa
  • 250g de arroz carolino
  • 12 camarões grandes
  • 1 molho de coentros picados
Coloquei a água num tachinho a aquecer em lume brando enquanto preparava o resto.

Salpiquei o peixe com um pouco de sal grosso e reservei.

Num processador juntei o tomate, a cebola e os alhos e piquei 8 seg (vel 5 na Bimby).

Num tacho deitei o azeite e levei ao lume até aquecer bem. Verti a mistura anterior à qual adicionei a  polpa de tomate, o sal e a pimenta e deixei a cozinhar cerca de 10 minutos no tacho tapado.

De seguida, deitei a água reservada quente e assim que levantou fervura juntei as postas do peixe, as quais passei por água primeiro para retirar o sal que já tinha feito o seu trabalho.

Passados uns 10 minutos,  quando vi que o peixe estava cozido, retirei-o  para um prato para arrefecer.

Entretanto, juntei o arroz ao meu caldo aromático de cozer o peixe, tapei o tacho e deixei assim em lume brando uns 5 minutos. 

Nessa altura, quando estava a meio da cozedura, juntei os camarões inteiros (com casca e cabeça) e os coentros picados e deixei cozer fica mais outros 5 minutos aproximadamente. Fui vigiando e adicionando um pouco água quente quando via que estava a secar muito.

Enquanto esperava que o arroz cozesse e pensava na vida, fui desfazendo o peixe em lascas, deitando fora as espinhas e a pele. 

Ainda com algum caldo e com o arroz mesmo quase cozido (al onda), retirei os camarões que descasquei, aproveitando o líquido das cabeças, e por fim juntei os com o peixe e os sucos ao arroz.

Salpiquei com mais uns coentros picados e foi só sentar-me com uma copa de vinho branco gelado!

Uma delícia! 

Sempre bom servido de imediato.
Ana

fevereiro 06, 2013

O PERFUME DO COENTRO

                        image

                        image

                        image

                       Arroz de Coentros

Os coentros comprados nos mercados em molhos grandes, com folha pequena recortada, com alguma queimada da geada…não se comparam em nada aos das estufas.




O suave aroma que se liberta das suas folhas esmagadas com azeite e alho no almofariz vai perfumar os bagos gordos do arroz, a sopa e os caldos.
Foi o que aconteceu, depois da compra no Mercado de Estremoz de um enorme ramo de

                                                                     coentros dia sim dia sim
Creme de coentros, caldo de bacalhau com coentros e espinafres, arroz de coentros…e o resto congela-se para mais tarde.
  • 1 molhinho de coentros 
  • 2 dentes de alho
  • azeite qb
  • sal qb
  • 1 copo de água de arroz de bago gordo
  • 2 copos de água
Pica-se o alho e os coentros para o tacho e junta-se o azeite.
Com um almofariz. pisa-se tudo até formar uma pasta.É esta pasta que contêm todo o perfume dos óleos que o alho e os coentros libertam.
Junta-se o arroz e vai ao lume até estufar um bocadinho e embeber os bagos nos aromas da pasta.Usei arroz arbóreo para  risoto, porque era o único que tinha na despensa.
Junta-se a água já fervida, e coze durante cerca de 10m.

Lou