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março 20, 2026

COELHINHOS DE LEITE - PÁSCOA

 

Coelhinhos de leite - Páscoa

Comecei a testar novas receitas de coelhinhos de Páscoa!
Todos os anos os faço de forma diferente, - doces, salgados, com glacé por cima, vão variando.

Este ano experimentei e adaptei uma receita de duas raparigas norueguesas Karina e Mari @MatklubbenTrondheim.

No fundo, são pãezinhos de leite em forma de coelhinhos. Ficam muito bons abertos ao meio com compota, manteiga, queijo ou fiambre.
A massa é macia e densa.

A repetir noutras épocas do ano em forma de bolinhas com 97 grs de peso cada.

Ingredientes para 20 coelhinhos

  • 150 g de manteiga com sal cortada em cubos
  • 6 dl de leite meio-gordo
  •  1 kg de farinha de trigo T65
  •  1 ovo médio 
  • ¾ de colher de café de sal moído ou fino
  •  150 g de açúcar branco
  • 8 grs de fermento seco da Fermipan
  • Raspa de 1 limão grande
  •  1 ovo para pincelar
  • Passas para fazer os olhos (fazer bolinhas pequeninas com as passas. Uma passa grande dá para duas bolinhas - usei um cortante pequenino que tinha)
  • Fitas para o pescoço

Preparar a Massa

Parti a manteiga em cubos pequenos e deixei à temperatura ambiente.

Coloquei todos os outros ingredientes, com excepção da manteiga, na batedeira equipada com o gancho. Juntei só 5,5 dl de leite e fui adicionando o restante leite aos poucos, enquanto batia.

Ficou a amassar por 10 minutos em velocidade lenta.

De seguida, adicionei a manteiga, cubinho a cubinho, e deixei a amassar durante mais 10 minutos, até a massa ficar lisa e elástica.

Salpiquei a bancada com farinha e verti a massa. Lavei a tijela, salpiquei com um pouco de farinha e voltei a colocar a massa coberta com pelicula aderente (pode ser também com um pano lavado).

Ficou a levedar durante 2 horas até duplicar de volume.

O tempo de levedar depende da temperatura da casa. Se estiver a uns 22º, uma hora costuma ser suficiente. Se estiver mais frio, o tempo é mais longo e se estiver muito calor o tempo, claro, diminui. Se estiver muito calor, pode deixar a massa durante toda a noite no frigorífico (bem protegida com um plástico por cima do pano) e fazer os coelhinhos no dia seguinte de manhã. A longa fermentação contribui para um óptimo sabor da massa. Interessa é que esta duplique de volume.

Modelar os coelhinhos

Pesei a massa e deu 1940 grs.

Dividi a massa e moldei da seguinte forma:

Com ajuda de uma balança digital, cortei-a em 20 pedaços de 97 grs. Usei uma espátula de corte.
A massa deve ser cortada de forma rápida e sem a mexer muito.

 Depois cortei cada pedaço da seguinte forma:

• Corpo: bolinha com 40 g
• Cabeça: bolinha com 25 g
• Orelhas: cilindro com 25 g
• Rabo: bolinha com 7 g

Modelei e coloquei os coelhinhos já no tabuleiro de ir ao forno sobre o tapete de silicone e separados 5 cm porque ainda iam crescer. Deu para 4 tabuleiros.

Ficaram a levedar 45 minutos a uma temperatura de 22º

Pré-aqueci o forno a 220º.

Quando os coelhinhos estavam levedados, fiz um corte longitudinal na massa em forma de cilindro de modo a formar duas orelhas. Não corte completamente, deixe cerca de 1 cm na parte inferior para que as orelhas fiquem juntas.

Pincelei com ovo e inseri as passas para fazer os olhos.

Levei ao forno durante 10 minutos aproximadamente, até dourar.

Deixei arrefecer sobre uma grade e atei os lacinhos no pescoço.

Provei, dei a provar à minha filha Maria, ao Miguel e a uma amiga, e congelei os restantes para ter na mesa no domingo de Páscoa para o pequeno-almoço.

Sim, porque ainda é tempo de preparação para a Páscoa.

Ana

novembro 23, 2021

Pão integral e de centeio

 


Pão integral e de centeio
Fiz esta receita com base na do site King Arthur, no qual pesquiso tipos de farinhas, receitas, etc.
Para quem gosta de um pão com um sabor mais a noz ou avelã, este é o pão ideal.

Ingredientes

  • 3 chav (361g) de farinha integral
  • 1 3/4 chav (186g) de farinha de centeio
  • 1/4 chav (46g) de fécula de batata
  • 1/4 chav (28g) de leite em pó Nido
  • 2 colheres de sopa (25g) de açúcar demerara
  • 2 colheres de chá de fermento instantâneo Fermipan
  • 3 colheres de sopa (35g) de óleo de uva
  • 1 3/4 chav (397g) de água tépida
  • 2 1/4 colheres de chá (14g) de sal moído
  • 1 c sopa sementes de girassol

No total, coloquei 621 grs de farinhas (+ 28 grs) e 72 grs de água (-25 grs).

Misturei as farinhas numa tijela grande.

Fiz um buraco no meio, no qual coloquei o leite em pó, o açúcar, o fermento e o óleo. Mexi bem com uma colher metálica.

Juntei a água (se não conhece esta massa, vá adicionando a água aos poucos) e fui dando uns apertões até a massa ter absorvido toda a água.

Depois juntei o sal e repeti o processo. A massa fica pegajosa e rugosa.

Cubri a taça com uma película aderente (tb pode usar uma toca de banho - nova, claro!)  e deixei levedar 60 a 90 minutos, consoante a temperatura da sua casa. A minha estava a 22,4º e ficou 60 min.

Dei mais umas voltas à massa e deixei a levedar novamente 45 minutos, na mesma regra da temperatura referida anteriormente.

Dei mais umas voltas à massa e deixei a levedar novamente 30 minutos, na mesma regra da temperatura referida anteriormente.

A massa continua muito pegajosa e sem véu. Fiz a dobra, boleei, criei tensão, virei a massa sobre o banneton forrado com um pano e enfarinhado levemente e deixar a levedar novamente uns 30 min.

Perto do final do tempo de fermentação (tipo 10 min antes), pré-aqueci o forno a 200ºC e coloquei o tacho de ferro lá dentro.

Dei uns golpes no pão com uma lâmina, para ficar mais bonito.

Quando o forno alcançou a temperatura pretendida, retirei o tacho para fora, rapidamente coloquei um pouco de farinha no fundo (também pode colocar uma folha de papel vegetal), pincelei com água o pão, coloquei as sementes de girassol por cima e assei o pão por 30 minutos com a tampa colocada.

Retirei a tampa e deixei a assar por mais 5 a 10 minutos para alourar.

Para ver se estava bem cozido, bati com os nós dos dedos na base do pão. Saindo um som oco, é porque está bom. 

Deixei o pão a rrefecer sobre uma rede e depois foi só cortar às fatias e comer com manteiga, doce, queijo, o que se quiser.

Congelei as fatias que sobraram, que ficam óptimas depois torradinhas.

Ana

 

maio 05, 2021

MERENDINHAS DE QUEIJO E FIAMBRE

Merendinhas de queijo e fiambre

A nome da receita original é Enroladinho Delícia e é de Nanda Benitez, que eu costumo seguir.

Em Portugal, este tipo de massa recheada com queijo e fiambre chama-se Merendinha.
 

Esqueci-me de fotografar e só me lembrei já o almoço ia a meio. Entretanto, a Maria e o Yuri, o nosso gato, sem eu ver, comeram as restantes! :)

Mesmo assim, dá para ver (imaginar) como é. Ficam muito boas.


Ingredientes para 6 merendinhas

  • 200 grs farinha de trigo tipo T65 sem fermento
  • 8 grs açúcar orgânico
  • 2,3 grs fermento bio instantaneo seco (uso Fermipan)
  • 100 grs água
  • 20 grs azeite
  • 4 grs sal

Pôr a farinha numa tijela, deitar o açúcar e o fermento. Mistura com uma colher metálica.

Deita a água toda e mexe com a colher.

Junta o azeite e mexe com a mão, dando uns apertos  à massa (com cuidado), raspando as laterais da taça com a massa, rodando, apertando, rodando, e sempre assim, uns minutos. Tem que saber sentir a massa.

Depois junta o sal, qdo não tem já farinha solta e repete o processo de rodar, apertar, igual.

 

Descansa 1 hora no frigorifico (a 10º). Se estiver muito frio em casa, não precisa de colocar no frigorífico. Eu não coloquei. Tapei com uma película aderente e coloquei no MW, para não apanhar correntes de ar.


Como a massa é pouco hidratada, leveda durante mais tempo. A temperatura da massa deve estar a 22º-24º.

 

Passado este tempo, a massa está meio áspera. Dá um trabalho na massa sobre a bancada até esta ficar macia. Dobra, enrola, repete por  uns 2 min para dar activada na massa, boleia, cria tensão na bola e vai a descansar mais 1/2 no frigorifico.

 

Depois dá mais um trabalho na massa: abre a massa, dobra, enrola, repete o processo e descansa mais 1/2 h frigorifico.


Agora, estica com o rolo e faz a dobra tipo envelope, dobrando os quatro lados para dentro. Enrola numa bola, cria tensão e descansa mais 1/2 h no frigorifico

 

Agora vê o véu. Se está bom, pára de mexer na massa. Descansa mais 21 h no frigorifico em taça oleada.

 

Dia seguinte

Pesa a massa, estica a massa em rectângulo e divide em 6. Dá para bolinhas com 50 grs cada ~.

Depois dobra cada pedaço de massa sobre si própria na mão, faz bola e roda na bancada com a palma na mão em caixinha em cima do mesmo ponto, não deixando a bolinha capotar.

Tapa com pano e leveda mais 2 horas a 24º-25º. Se esquartejou muito a massa, deixa descansar mais tempo

 

Depois abre a massa com rolo da massa, vai levantando para não colar na mesa.

Barra com queijo-creme. Põe noz moscada por cima, e uma fatia dequeijo e outra de fiambre, ou presunto


Faz rolinho com tensão e põe no tabuleiro.

Guarda no armário a 26º/ 28º 1 hora.

 

Liga o forno a 200º.

Pincela os rolinhos com ovo inteiro.

Assa em 20 min. Vigiar o fundo, a ver se não está a queimar.

Ana

 

TIPS:

A Nanda Benitez dá cursos de pão e, como sabe do que fala, explica muito melhor e mais pormenorizadamente do que eu. Eu sou mesmo uma 'aprendiz de feiticeira', mas, seguindo à risca o seu processo, resultam muito bem.


Podem rechear-se, por exemplo, com mozzarela, tomate e orégãos, ou com nutella, para uma versão doce.

 

Ana.

maio 03, 2021

PÃO TIGRE


Pão tigre
Desta vez fui beber à Isabel Zibaia esta receita de pão tigre, que vem no seu blog e também no livro sobre pão que comprei.
Vale a pena fazer!

Ingredientes
  • 500 g de farinha de trigo T65
  • 300 ml de água tépida
  • 20 g de fermento fresco de padeiro
  • 20 g de manteiga sem sal, em pomada
  • 15 g de açúcar branco
  • 15 g de leite em pó (usei NIDO)
  • 7 g de sal fino ou sal grosso moído
Ingredientes para a cobertura
  • 75 g de farinha de arroz
  • 1 pitada de sal fino ou sal grosso moído
  • 10 g de açúcar amarelo
  • 15 ml de óleo de uva ou outro qq, menos de soja
  • 1/2 colher de chá de fermento seco de padeiro
  • 95 ml de água
Dissolver o fermento na água morna e esperar com o copo tapado uns 10 min.
 
Colocar os restantes ingredientes numa taça. Abrir um buraco no meio, deitar a água e mexer muito bem até toda a água ter sido absorvida.
 
Amassar durante 10 minutos. Formar uma bola com a massa. Tapar a taça e deixar levedar 1 hora (se a massa estiver a 24º) ou mais, ou menos, dependendo da temperatura da sua casa. Se a casa tiver mais quente, demora menos tempo; o contrário também se aplica. Se a casa estiver muito quente, tipo 35º, deixe levedar no frigorífico e verifique quando cresceu.
 
Findo o tempo e antes de trabalhar novamente a massa, preparar a cobertura. Numa taça colocar a farinha, o sal, o açúcar, o óleo e o fermento. Adicionar a água e mexer muito bem com uma vara de arames. Reservar.

Numa superfície fria, moldar 10 bolinhas com aproximadamente 85 g cada.
Colocar os pãezinhos num tabuleiro revestido com papel vegetal de cozinha (ou polvilhado com farinha). Tapar com um pano e deixar levedar durante 30 minutos se estiver a 22º-24º, fora de correntes de ar. Eu coloco dentro de um armário. Como já referi, tudo depende da temperatura da sua casa.

Aquecer o forno a 240º  (ou 230º com ventilação) passados 20 minutos da segunda fermentação, dependendo do tempo que o seu forno leva a aquecer.
 
Depois das bolinhas fermentadas, com os dedos, espalhar cuidadosamente a cobertura de arroz nos pães.

Levar ao forno pré-aquecido a 240ºC. Ao colocar o tabuleiro no forno, borrifar o fundo do forno com um pouco de água, fechar rapidamente a porta e baixar a temperatura para os 220ºC. Isto serve para criar vapor no forno e tornar a parte de cima estaladiça.

Deixar cozer durante 25 minutos ou até a crosta estar dourada.
 
A vantagem de usar a ventilação é que, mesmo que os pães não caibam num único tabuleiro
 
Ana

PÃEZINHOS DE LEITE



Pães de Leite

Agora que comecei a fazer pão em casa, não quero outra coisa.

Desta vez segui a receita de pãezinhos de leite da Clara de Sousa e ficaram muito bons.

A diferença para a receita original, foi que dei mais um tempo de fermentação e não coloquei a raspa da laranja, porque prefiro o sabor sem esse aroma.

Dá para 14 bolinhas com 70 grs cada, aproximadamente ou 20 bolinhas com 57 grs cada.

Ingredientes

  • 100 ml de leite
  • 1 saqueta de fermento seco de padeiro (11 g)
  • 600 g de farinha para bolos sem fermento ou T65
  • 100 g de açúcar branco
  • 100 g de manteiga sem sal derretida
  • 2 ovos Bio
  • raspa de 1 laranja pequena (não coloquei)
  • 1 c café sal (a receita diz uma pitada)
  • 50 a 100 ml água tépida
  • ovo batido ou manteiga derretida para pincelar (fiz com ovo batido)
  • açúcar q.b. para polvilhar (opcional, mas eu não coloquei)
  • 100 grs passas e sultanas (opcional)

Aqueça ligeiramente o leite. Misture o fermento e uma colher de chá de açúcar e deixe descansar uns 10 minutos, até espumar e crescer.

Na batedeira, coloque a farinha. Faça uma cova no meio e deite aí o fermento, o açúcar, a manteiga derretida, os ovos, (a raspa de laranja) e a pitada de sal. Bata com acessório misturador até obter uma massa compacta.

Sempre com a máquina a funcionar a velocidade média/baixa, vá juntando a água tépida a pouco e pouco até a massa ficar mais elástica, a colar-se ligeiramente aos dedos. Pode não ter necessidade de usar a água toda, mas eu usei toda.

Mude o acessório da máquina, para o gancho de amassar, e amasse durante uns 5 minutos, até ficar com uma massa fofa e bem ligada. Nesta altura deitei a mistura de passas e sultanas.

Unte uma taça com óleo (não usar manteiga porque esta vai incorporar-se na massa), coloque a bola de massa, tape com película aderente e uma pano por cima (ou uma toca de banho que tenha só para este efeito) e deixe levedar para o dobro, de preferência num local longe de correntes de ar, a 22º-24º. - eu ponho dentro do MW.

Retire a massa levedada para a bancada. Estique um pouco com o rolo da massa para retirar o ar e dobre tipo envelope, puxando os quatro lados para dentro. Depois enrole tipo croissant e boleie sobre a bancada, de modo a que a bola fique com alguma tensão, arrastando a bola na bancada sem a virar (esta etapa não vem na receita original).

Leveda mais uns 30 min (se a massa estiver a 24º) ou mais, ou menos, dependendo da temperatura da sua casa. Se a casa tiver mais quente, demora menos tempo; o contrário também se aplica. Se a casa estiver muito quente, tipo 35º, deixe levedar no frigorífico e verifique quando cresceu.

Nesta altura verificar o véu da massa. Estique um cantinho da massa entre os dedos e, se conseguir uma pelicula de massa muito fina sem quebrar, então a massa está pronta.

Faça bolinhas sem apertar a massa (entre 50 a 75 g de massa para cada pãozinho) e coloque-as, afastadas, num tabuleiro forrado com papel vegetal de cozinha. Cubra com um pano e deixe levedar novamente para o dobro, num local sem correntes de ar. Eu coloco dentro de um armário.

Depois de bem levedados, pincele os pãezinhos com a gema diluída num pouco de leite ou água. Polvilhe com açúcar (opcional, eu não coloquei açúcar)) e leve a forno pré-aquecido a 180ºC durante cerca de 12 minutos. Se usar dois tabuleiros em duas prateleiras do forno, mude-os de posição a meio do tempo, para os pãezinhos dourarem por igual.

Retire do forno e deixe arrefecer. Sirva mornos ou à temperatura ambiente.

Tenho-os guardado no congelador e comido um por dia, torrados, ao lanche. são muito bons!

Ana

abril 19, 2021

FOCACCIA


Focaccia
Nunca tinha feito focaccia.
Tive que escolher uma receita de entre as milhares que existem e sim, não sei porquê, depois de tanta pesquiza, escolhi uma da Donna Hay que não é italiana, mas cujas receitas resultam sempre muito bem.
Fiz metade da receita.

Ingredientes
  •  262,5 ml água (é mesmo assim, não é gralha)
  • 1/4 c chá fermento em pó para pão (Fermipan)
  • 1 c chá mel
  • 350 grs farinha sem fermento
  • 1/4 c sopa sal (6 grs)
  • 20 ml azeite + para olear a forma e para o acabamento da focaccia
Salmoura
  • 1/4 c chá de sal
  • 25 ml de água tépida
Topping
  • 75 grs uvas pretas doces sem grainha
  • 2 cebolas roxas às rodelas finas
  • 4 fls louro
  • 2 ramos alecrim
  • sal em flocos ou flor de sal
  • Casca de 1/2  limão em tiras fininhas

De véspera
Num copo, dissolvi o fermento e o mel na água, mexendo bem.
Numa tijela, misturei a farinha com o sal, e depois juntei a anterior mistura de fermento e o azeite. Misturei bem com uma espátula, raspando bem os lados da tijela com ajuda do raspador de massas.
Cubri com película aderente e deixei a levedar em local afastado de correntes de ar, à temperatura ambiente durante umas 12h-14h ou até duplicar de volume. A casa estava a uma temperatura de 18º.

No dia
No dia seguinte de manhã, oleei uma forma (pyrex ou metálica) com 20cmx15cmx4cm com azeite, verifiquei se a massa já estava bem crescidinha e deitei-a no tabuleiro.

Voltei a barrar com azeite por cima com algum cuidado (2 c sopa) e estiquei um pouco com os dedos para que cobrisse todos os cantos da forma.

Ficou novamente a levedar/fermentar, desta vez por 1/2 hora, do mesmo modo.

Com os dedos com azeite, pressionei a massa fazendo uns pequenos rebaixos (o polegar que é maior, resulta melhor), com afastamento entre eles de 3 cm.

Salmoura
Preparei a salmoura, misturando 1/4 c chá de sal com 25 ml de água tépida, misturando até dissolver o sal e barrei a massa com essa aguadilha, tendo o cuidado de pincelar também os rebaixos.

Mais outra fermentação de 45 min e, quando estava quase no fim da fermentação, pré-aqueci o forno a 220º (fan 210º).

Agora era altura de cozer a massa:

Enterrei um pouco as uvas na massa, coloquei as folhas de louro por cima, o alecrim, as cebolas e salpiquei com o sal.  Barrei com um pouco de azeite por cima e forno com ela.

Fica a cozer durante uns 25/30 min, a meio do forno, até a base estar tostada, algumas uvas rebentarem, dando uma bonita com roxa à massa, a cebola amolecida e o alecrim e o louro crocantes. 

Mudei a forma para os apoios laterais inferiores do forno, salpiquei com as tirinhas do limão, mais azeite e sal por cima, e assei mais uns 7 min.

Retirei do forno, barrei novamente com mais um pouco de azeite, e deixei arrefecer uns 5/10 min dentro da forma.

Nessa altura, retirei da forma e cortei em fatias grossas. Deve comer-se morna.

Caso queira guardar alguma focaccia que tenha sobrado, embrulhar, depois de fria, em papel vegetal de cozinha e fechar dentro de um saco de plástico. Antes de a reutilizar, tostar ou reaquecer antes de servir.

Se congelar, deixe primeiro descongelar totalmente no frigorífico e depois repita o processo de reaquecimento ou tostagem.

É mesmo muito boa, super gulosa! O azeite, que parece ser muito, dá o crocante especial à massa.

Ana

abril 13, 2021

PÃO DE ALMECE OU ATABEFE

Pão de almece ou atabefe

No Alentejo há um produto chamado almece ou atabefe, que não é mais do que o estado natural do requeijão. O requeijão forma-se quando se espreme o almce para retirar o soro coalhado.  Compra-se facilmente num Intermarché da zona.

Para este pão, usei o almece que contém os bocadinhos de requeijão e o soro. Para não ir mais líquido do que partes sólidas, bati primeiro o almece num processador e depois pesei as 200 grs.

Ingredientes

  • 4 chav far trigo tipo 65 (560 grs)
  • 1 c sopa fermento seco para pão (Fermipan)
  • 1/3 chav açúcar (70 grs)
  • 1/2 c sopa sal
  • 1/3 chav óleo (80 grs)
  • 1 ovo grande ligeiramente batido
  • 200 ml almece

Começar por misturar os secos numa tijela grande.
Abre uma cova no meio e deita o ovo batido, o óleo e o almece.

Com a mão ou com o gancho da batedeira, amassar bem. Com a mão uns 10 min e com a batedeira uns 5 min até a massa se agarrar ao gancho.

Coloca-se a massa numa bancada sem farinha, forma-se uma bola criando tensão, e vai a levedar novamente na tijela limpa, tapada com película aderente ou uma toca de banho reservada para o efeito, num ambiente a 24º-26º, dentro do MW por exemplo. Interessa que a massa não apanhe correntes de ar. 

Leveda por 1 hora ou mais, até dobrar de volume, dependendo da temperatura da casa. A mim levou 3 horas porque a casa estava a 15º. Pode levar a noite toda se colocado em saco de plástico fechado e coberto com um pano no frigorífico.

Depois, deita-se a massa novamente sobre a bancada e, com os dedos, tira-se o ar à massa, formando um rectângulo com espessura alta, tipo foccacia.

Dobra-se o rectângulo com os quatro lados para dentro tipo envelope, dá-se uma volta à massa, estica-se novamente com os dedos em rectângulo, verifica-se o véu com as mãos e, caso o véu esteja bem fininho, enrola-se tipo torta e deixa-se a levedar mais 1H00/ 1H30 nas mesmas condições já referidas anteriormente, numna taça limpa e um pouco oleada, para não pegar ao fundo. Pode levar mais tempo.

Entretanto, vamos vigiando a fermentação e, quando estiver quase, pré-aquece-se o forno a 200º, no qual se coloca um tacho de ferro fundido com tampa a aquecer.

Quando o forno atingir os 200º e massa estiver bem fermentada, retira-se o tacho do forno, salpica-se com farinha no fundo ou coloca-se papel vegetal de cozinha e deita-se o pão no tacho com a costura para baixo.

Com uma lâmina dá-se um golpe por cima, ou fazem-se os golpes que se pretenderem para uma apresentação mais bonita. Salpica-se o pão novamente com farinha, tapa-se o tacho e vai ao forno durante uns 30/ 35 mim.

Destapa-se o pão e deixa-se mais una 10 min sem tampa para dourar por cima.

Verifica-se se o pão está cozido, dando umas pancadinhas na base. Deve ter um som oco.

Ana.

abril 12, 2021

PEQUENOS FOLARES DE ESPECIARIAS E SULTANAS - HOT CROSS BUNS

 

Hot Cross Buns

Na Páscoa quis fazer ou um Folar ou estes Hot Cross Buns, que são uma versão inglesa dos nossos folares com um sabor mais intenso a especiarias.

Decidi por estes pequeninos folares e não me arrependi.

Segui uma receita de Jon Watts e ficaram muito bons.

Ingredientes para os buns

  • 300 ml leite
  • 50 g manteiga sem sal
  • 500 gr Strong bread flour 
  • 90 gr açúcar
  • 7 gr fermento de acção rápida ou fermento de pão normal diluído
  • 2 c chá Allspice
  • 1 c chá canela moída
  • 150 gr sultanas 
  •  2 laranjas, só a raspa
  •  1 ovo batido

Para a cruz

  • 75 g farinha sem fermento
  • 90 ml agua

Para o brilho

  • 80 g Golden syrup

Deite o leite e a manteiga numa panela e aqueça até a manteiga derreter. Retire do lume e deixe arrefecer um pouco. Dilua o fermento qdo o líquido estiver só tépido.

Numa tigela grande, adicione a farinha, o açúcar, a All-spice, a canela, as sultanas e as raspas das 2 laranjas. Misture até que esteja bem combinado.

Faça um buraco no centro e adicione o ovo batido, seguido da mistura de leite e manteiga. Use uma colher de metálica para juntar a massa e, em seguida, deite-a numa superfície limpa polvilhe a superfície com um pouco de farinha e amasse a massa por cerca de dez minutos até ficar lisa e elástica.

Unte levemente uma tigela grande com óleo e coloque a massa dentro. Cubra a tigela com película aderente e coloque-a num lugar quente até dobrar de tamanho. Isso pode levar entre 30 e 90 minutos, dependendo da temperatura ambiente.

Assim que dobrar de tamanho, retire a massa da tigela e amasse-a novamente por um minuto para tirar o ar. Pese a massa e divida-a em 12 porções iguais (devem ter cerca de 90 grs cada).

Enrole cada porção em forma de bola, criando alguma tensão e até formar uma superfície lisa.

Arrume os pães no tabuleiro do forno forrado com papel vegetal de cozinha, deixando espaço suficiente para que se expandam. Cubra o tabuleiro com película aderente e deixe as bolinhas a levedar em lugar sem correntes de ar  cerca de uma hora (pode ser mais) até que dobre de tamanho.

Pré-aqueça o forno a 200 ℃.

Para a cruz, faça uma pasta com a farinha e a água. Adicione a água aos poucos, mexendo até obter uma pasta grossa. Coloque-o num saco de confeitar e deixe a ganhar um pouco de consistência durante uns 30 min.  Quando a massa dobrar de tamanho, desenhe uma cruz sobre os buns, com a pasta de farinha reservada.

Asse os pães por 20-22 minutos, até que estejam dourados.

Quando estiverem dourados, tire o tabuleiro do forno e comece a preparar a calda. Aqueça a calda dourada numa panela e, em seguida, use um pincel para pincelar a calda dourada sobre os pãezinhos quentes.

Transfira os pães para uma grelha arrefecer completamente.

Ficam muito bons comidos no dia com manteiga ou, se os quiserem congelar individualmente, ficam óptimos abertos ao meio e torrados.

Uma delícia com um aroma e sabor a especiarias e óptima textura! Para o ano, faço o Folar.

 Ana

fevereiro 18, 2021

PÃEZINHOS DE IOGURTE



Ando muito entusiasmada a experimentar receitas de pão. Leio vários livros, vejo videos de youtube e começo agora a ter alguma consciência dos vários processos de pré-fermentos, fermentos, naturais, etc.
Mas ainda tenho um looooongo caminho a percorrer.
 
A Isabel dos Cinco Quartos de Laranja, colocou a receita destes pãezinhos no blog.
Nesse mesmo dia fui experimentar, de tão fáceis que são. 
Gostei muito e comi um ainda não era hora do lanche e mal arrefeceram.

Ingredientes
  • 250 g de farinha de trigo com fermento peneirada (usei Branca de Neve farinha para bolos super-fina)
  • 2 iogurtes naturais / 240 grs, ligeiramente amornado no MW.
  • 1 colher de chá mal cheia de sal fino/ 4 grs
Numa taça misturei a farinha com o iogurte, com ajuda de uma colher de pau e depois com a mão.  De seguida, adicionei o sal e voltei a misturar com a mão até estar tudo bem envolvido. Fica uma massa que se pega aos dedos.Tapei com película aderente e deixei a descansar 15 minutos.
 
Após esse tempo, deitei a massa na bancada salpicada com farinha. Polvilhei também a massa com um pouco de farinha. Fiz um rolo da massa, pesei-a com ajuda da balança digital e depois dividi em 6 porções iguais (mais ou menos 80 gra cada porção).

Com ajuda da mão, formei 6 bolinhas tal como está neste video de instagram da Isabel. Deixei descansar mais uns 15 min, enquanto pré-aquecia o forno a 200º. antes de irem para o forno, fiz um corte rápido com uma lâmina na superfície para ficarem mais bonitos. Se não tiverem uma lâmina, um X-Acto ou uma faca de serrilha também dá.

Também se podem levar a cozer numa frigideira antiaderente ao lume (pode
pincelá-la ligeiramente com um fio de azeite), deixando primeiro aquecer a frigideira e de seguida, colocar as bolinhas, achatando para cozinharem mais depressa durante 5 min de cada lado. Parecem pãzinhos do caco. Neste caso, não se dá o golpe em cima.

Quando saem do forno ou da frigideira, deixar arrefecer 5 min sobre uma grelha.
 
Se não os comer no dia, guarde no congelador.
 
São muito bons!
 
Ana

fevereiro 08, 2021

PÃEZINHOS DE REQUEIJÃO



Pãezinhos de requeijão

As fotografias não fazem juz ao que este pão é bom. Para quem gosta da textura dos pães de leite húmidos, densos, cheios de miolo maravilhoso, este pão é a receita ideal. Não é doce como o pão de leite, o que me agrada bastante. É simples de executar para uma aprendiz como eu e não fica a levedar de um dia para o outro. No mesmo dia, podemos ter este pãozinho para o lanche. A receita foi retirada das Receitas que Amo do Wesley.

Ingredientes

  • 10 grs de fermento seco de padeiro
  • 3 c sopa de açúcar branco
  • 2 c sopa de leite em pó
  • 1 c chá sal
  • 1 chav leite tépido (240 ml). Se o leite estiver quente, mata o fermento
  • 36 grs requeijão desfeito com um grafo, com textura de creme
  • 36 grs manteiga derretida
  • 1 ovo
  • 1 gema
  • 600 grs de farinha de trigo sem fermento

Numa tijela misturam-se todos os ingredientes secos.
De seguida, acrescenta-se o leite tépido e mexe-se.
Juntam-se à massa, o requeijão, a manteiga derretida (após ter arrefecido um pouco para não cozer os ovos), o ovo e a gema e mistura-se tudo bem novamente.
Agora, vai-se envolvendo a farinha peneirada aos poucos. Tudo depende da consistência da massa que não deve ficar nem muito mole, de modo a não se conseguir formar uma bola, nem muito dura.

Chegou a vez de se amassar sobre a bancada da cozinha onde se salpicou um pouco de farinha para não colar. Com a palma da mão, junto ao pulso, vá esticando a massa de cá para lá e depois dobra e roda 90º.
Repete o processo por uns 10 min. 

No final, forma uma bola com a dobra para baixo, arrasta na bancada e roda sem a levantar da bancada, para criar tensão na bola, oleia uma taça grande com um pouco de óleo ou azeite, tapa a taça com película anti-aderente e cobre com um pano. Reserva num local onde não hajam correntes de ar, pode ser dentro do MW.

Veja o video original que ajuda muito. Siga as quantidades em colheres porque em grs, há uma referência que está errada.

Fica a levedar mais ou menos 1 hora, dependendo da temperatura ambiente, até a massa duplicar de volume. Se a casa estiver a 21º, esse tempo deve ser suficiente. Como a minha casa está mais fria, demorou mais 1/2 hora.

Quando a massa estiver levedada, carrega-se na massa com a ponta dos dedos para retirar o ar, coloca-se sobre a bancada, dá-se mais umas voltas à massa e forma-se uma bolacha gorda e achatada com a dobra para baixo, que se divide em 8 partes iguais.

Este utensílio dá muito jeito para quem faz pão, quer seja para arrastar a bola na bancada para lhe dar tensão, ou para ajudar a amssar qdo está muito pegajosa, quer seja para a cortar rapidamente de um só golpe.

Pega-se em cada uma dessas partes e, esticam-se com os dedos e depois com o rolo da massa, e formam-se rectângulos pequeninos 15 cm x 10 cm aproximadamente, que se enrolam tipo torta no sentido longitudinal.

Esses rolinhos vão sendo colocados num tabuleiro de forno, coberto de papel vegetal de cozinha, com algum espaço entre eles e com a dobra para baixo. Ficam novamente a descansar e levedar mais ou menos 1/2 hora, dependendo da temperatura ambiente, até a massa crescer. Se  a casa estiver a 21º, esse tempo deve ser suficiente. Como a minha casa está mais fria, demorou mais 15 min.

Enquanto levedam, é altura de pré-aquecer o forno a 180º ou ventilado a 160º.

Agora pincela-se com gema de ovo, dá-se um golpe rápido e superficial ao meio longitudinalmente com uma lâmina ou uma faca de serrilha, para o pão depois abrir nessa zona e ficar mais bonito.

Vai ao forno pré-aquecido por uns 35 min. O teste para verificar se os pãezinhos estão bem cozidos, é levantar um e bater com os nós dos dedos na base do pão. Deve ouvir-se um som oco.

Cá em casa foi um sucesso.
Embrulhados em papel de alúminio, podem guardar-se no congelador. Torrados com manteiga ou doce, são espectaculares. Melhor emais densos do que os pãezinhos de leite!

Agora que comecei a fazer pão semanalmente, não quero outra coisa!

Ana

maio 22, 2020

LOAF DE ABÓBORA, COURGETTE E NOZES PARA UM PIC-NIC

imagem da receita original

Loaf de abóbora, courgette e nozes para um pic-nic
 
Estamos em tempos de pic-nic! boa solução para nos encontrarmos, mantendo as distâncias regulamentares  (covid time).

Percorrendo os meus livros e revistas antigas, vi uma receita de pão de abóbora  muito simples e que me apeteceu logo experimentar para levar para o pic-nic de domingo.

Tinha assado uns legumes para o almoço, que incluia abóbora e courgette, entre outros, e que aproveitei para fazer este pão ou, melhor dizendo, este bolo para pic-nic ou chá - tem mais a consistência de um bolo húmido.

Esta receita é adaptada da original da Robyn Martin em 1998 (Pumpkin Bread), e ficou tão boa, que decidi publicar.

Ingredientes
  • 3/4 cháv açúcar amarelo (a receita original leva uma chávena de açúcar branco)
  • 1 c chá de sal
  • 1/2 c chá noz moscada ralada
  • 1/2 c chá canela em pó
  • 1 1/2 chav farinha T55
  • 1 1/2 c chá fermento em pó
  • 1/2 chávena de óleo de girassol
  • 2 ovos biológicos
  • 1/2 chav água
  • 1/2 chav butternut squash (abóbora em forma de pera) assada reduzida a puré
  • 1/2 chav courgette assada reduzida a puré (a receita original não leva courgette, só 1 chav de abóbora cozida)
  • 1/2 chav nozes pecan cortadas grosseiramente mais 4 inteiras para pôr por cima
  • 1 c sobremesa compota de abóbora(opcional)
* Os legumes tinham sido assados no forno com um pouco de sal e pimenta, azeite, tomilho e alecrim para acompanhar um frango.

Misturei a farinha com o fermento, o acúcar, o sal e as especiarias e reservei.
Numa tijela à parte misturei os purés de legumes com o óleo, a água e os ovos um a um.
No final, envolvi as nozes pecan num pouco de farinha e misturei na massa.

Foi ao forno pré-aquecido a 180º durante uma hora aproximadamente. Espetar um palito, se sair seco, está cozido. Deixei arrefecer uns 5 min dentro da forma e, depois de desenformar, arrefeceu totalmente sobre grelha.
Quando frio, pincelei com  compota de abóbora ligeiramente aquecida e diluida numa colherinha de café de água. Só quando estiver completamente frio se deve cortar.

O cheirinho da canela e da noz moscada juntamente com a abóbora enche logo a casa mal o bolo começa a ficar cozido.
Fica uma delícia com manteiga ou com umas natas batidas, acompanhado de um chá ou mesmo sem nada! muito guloso! As nozes dão-lhe um crunch fantástico! não omitir.

A minha filha M., que ia sair, pediu uma fatia que levou à pressa para o quarto, onde foi acabar de se arranjar.
Voltou, passados uns minutos, à cozinha:
-  a sério, mãe? deixe-me tirar mais uma...e eu que estou em dieta...

Eu também, que estou a tentar controlar os açúcares, comi 3 fatias barradas com manteiga magra, magra não sei bem para quê! enfim... serve para descansar a consciência, mais nada!

Partilhei logo com a minha filha F. que vive em Londres e que também gosta muito de cozinhar!

Ana