
- 200 grs. amêndoas com pele
- 100 grs. açúcar
- 3 c sopa de água
- 1 c. sopa canela em pó (opcional)

Bolo de banana com pepitas de chocolate
Esta é uma receita retirada de um site chamado The Concious Plant Kitchen.
Adaptei os ingredientes com o que tinha.
Chamam lhe pão não sei porquê, porque é guloso e uma sobremesa óptima, principalmente se acompanharmos com a clássica bola de gelado de natas ou de baunilha, ou uma colher de sopa de natas batidas (ou chantilly).
Salpicado com uns pistaccios picados dá-lhe crocância e ainda fica mais bonito.
A repetir!
Ingredientes
Forre uma forma de bolo inglês de 23cm x 13cm com papel vegetal. Unte ligeiramente o papel e a forma com óleo em spray ou óleo de coco. Reserve.
Pré-aqueça o forno a 180°C Fan.
Numa tigela grande esmague as bananas com um garfo até quase não haver pedaços. Junte o iogurte, o óleo, o leite de amêndoa, o extrato de baunilha, o açúcar e o sal. Reserve.
Noutra tigela, misture a farinha, o cacau em pó, o fermento em pó, o bicarbonato de sódio e a canela.
Incorpore os ingredientes secos nos ingredientes húmidos e mexa até obter uma massa homogénea.
Adicione agora as pepitas de chocolate e misture bem.
Bata a áquafaba (ou as claras) em castelo e envolva na massa. A receita original não inclui este ingrediente, mas torna a massa mais leve.
Transfira a massa para a forma e leve ao forno durante 55 a 60 minutos.
Cubra a forma com papel de alumínio após 30 minutos para evitar que o pão de banana aloure demasiado depressa.
Introduza um palito no centro até ao fundo da forma para verificar se está pronto. Se sair limpo, retire a forma do forno.
Deixe arrefecer sobre uma rede durante 3 horas ou durante a noite antes de fatiar.
Decore com um fio de chocolate negro derretido e manteiga de amendoim fresca extra, se desejar.
Eu não o fiz e ficou muito bom.
Enjoy!
Ana
Quando fui a Londres ter com a minha filha F., esta mostrou-me um restaurante escondido numa rua secundária do agitado bairro de Soho, o POLPO, onde Russell Norman serve pratos típicos de Veneza.
Amante de cozinha italiana, apaixonada por Veneza (e pelo corto Maltese ), não cheguei a ir ao restaurante, mas comprei o livro que é lindo e com receitas muito boas e fáceis de se reproduzir, tais como este coelho à caçador.
Como nenhuma das minhas filhas come coelho e a mais nova ainda vive comigo, fiz uma versão com galinha.
Noutra altura fiz com coelho, mas só para mim, e ficou muito boa.
Ingredientes
Começar por colocar os pedaços de carne dentro de um saco de plástico com um pouco de farinha e envolver bem.
Num tacho de ferro, ou que possa ir ao forno, aquecer o azeite (bem quente) e selar a carne por todos os lados). Reservar.
No mesmo tacho, sem lavar, juntar as cenouras, o aipo, a cebola, o alho, o rosmaninho e o tomilho, sal e pimenta, e deixar a fervilhar até amolecer os legumes por uns 5 minutos.
Quando os legumes começarem a pegar ao fundo, juntar o vinho e deixar a borbulhar um pouco para evaporar todo o álcool, ficando só o sabor do vinho.
Juntar o tomate, a água, as azeitonas, e deixa a levantar fervura.
Junta-se agora a carne, e leva-se ao forno pré-aquecido a 180º durante 1,5 hora.
Uma 2ª opção será de colocar na slowcook, temperatura alta, durante 5 horas. A minha slowcook é da Silver Crest e só tem 3 temperaturas: coloco na média.
Servi num prato, com salsa picada por cima e umas fatias de pão torrado.
Fica também óptimo acompanhado por couscous ou arroz solto.
Ana

Adaptei este bolo de iogurte, do chef e chocolatier Jacques Torres, nascido na Argélia, criado no Sul de França e que vive neste momento em NY (curiosamente nascemos no mesmo dia e ano), para um bolo de requeijão com canela e calda de laranja.
Tinha um requeijão a expirar de prazo e uma calda de laranja que tinha sobrado da cozedura das orangettes. Foi um óptmo pretexto para fazer este bolo.
Muito prático porque não há claras em castelo e mede-se tudo em chávenas, tal como no tradicional bolo de iogurte. No meu caso, cada chávena mede 225 cc.
Ingredientes
Calda de laranja
Misturar e deixar fervilhar 1 chav sumo da laranja com ½ chav de açúcar durante 10 min. Deixar arrefecer. Deve obter-se uma consistência de xarope.
Pesar todos os ingredientes e reservar.
Pré-aquecer o forno a 180º.
Numa taça, e com ajuda dos dedos, misturar bem o açúcar com a raspa de laranja e juntar o requeijão.
Adicionar os ovos, um a um, batendo com a vara de arames entre cada adição.
Incorporar a farinha peneirada já misturada com o fermento e canela.
No final, misturar o óleo e o sumo de laranja. Como eu tinha ‘blood oranges’, foi as que coloquei. Dá uma cor mais escura e são muito doces. Podem usar-se laranjas normais.
Vai ao forno numa
forma de chaminé untada e enfarinhada. A minha tinha 18 cm de diâmetro medido
na base e 7,5 cm de altura.
No meu forno
ficou 45 minutos a 180º, no tabuleiro do meio.
Mal sai do forno, colocar a forma sobre uma grade, picar a superfície com um palito e verter umas boas colheres de sopa de calda por cima.
Deixar arrefecer um pouco até incorporar toda a calda e desenformar.
Este bolo é melhor no dia seguinte, quando todos os sabores tiveram tempo de se envolver.
Não dá trabalho nenhum a fazer e é mesmo muito bom.
Ana
Chutney de nêspera
Na nespereira que temos no pátio da casa de Alcácer, os frutos já vão dando um ar da sua graça.
Para além do licor de nêspera, cuja receita já partilhei, lembrei-me de fazer um chutney, inspirada pelo chutney de ananás que a minha filha Maria me trouxe de S. Miguel.
Baseei-me na receita de Eve Fox e resultou muito bem. Até quem não gostava de chutney, provou e rendeu-se.
Comecei por colocar todos os ingredientes em tacinhas separadas para não me esquecer de nenhum.
De seguida, deitei-os numa panela grande e levei a levantar fervura.
Cozinhei em lume brando até a misturar ficar macia e com uma boa cor, cerca de 1 a 1 1/2 horas, mexendo regularmente para evitar que o chutney se cole ou queime.
Enquanto isso, esterilizei os frasquinhos que iam receber o chutney.
Deitei o chutney quente nos frascos também ainda quentes, certificando-me que deixava um dedo de espaço livre em cada frasco. Fechei muito bem e coloquei-os durante 10 minutos em banho-maria fervente.
Retirei-os para uma bancada e deixe arrefecer num local sem correntes de ar durante a noite. Os frsquinhos devem ser guardados num local fresco e escuro por 9 meses.
Este chutney é um bom acompanhamento para carnes assadas, croquetes, hamburgueres, espetadas de carne, chamussas, caril, bolinhos de legumes e muito mais.
Ana
AZEITONAS GALEGAS
Em Alcácer, como em quase todo o Alentejo, as oliveiras vestem a paisagem de um verde seco, agora muito em uso na decoração das casas :). Calmo, discreto, dá gosto passear por entre os olivais, principalmente quando estão carregadinhas dos frutos pretos e verdes, consoante o seu grau de maturação.
Esta foi a segunda tentativa de tornar as lindas azeitonas num produto comestível. Já tinha tentado uma vez em que as retalhei, mas virou uma tapenade.
Desta vez, com a receita da Chantal, foi um sucesso! Happy Happy!
E ficaram mesmo boas!
Ingredientes
Lavei as azeitonas em água corrente.
Coloquei-as dentro de uma taça com água, tapei e conservei-as num local escuro durante uma semana, no meu caso na despensa, mudando a água diariamente.
Após esse tempo, em que as azeitonas perdem o amargo, fiz uma salmoura com água e sal numa percentagem de 1 lt de água para 60 grs de sal. A salmoura deve ser fervida e arrefecida.
Deitei as azeitonas em frascos esterilizados cobertas com a salmoura, os ramos de tomilho, a folha de louro, um dente de alho e umas tiras de limão e laranja. As azeitonas têm que estar completamente submersas no líquido para não haver criação de bolor por cima. Voltei a guardá-las na despensa com um rótulo com a data em que as fiz.
Este mês, após 4 meses de hibernação (apanhei-as no fim de Novembro), abri um dos frascos para ver se já estavam boas. E estavam mesmo!
Conservei-as no líquido.
Como somos poucos cá em casa, em vez de um frasco, coloquei em vários que vou abrindo à medida que preciso. O frasco já aberto guardo no frigorífico.
Ana
Here comes the sun, doo-doo-doo-doo
Little darlin', it's been a long, cold, lonely
winter
Here comes the sun
Little darlin', it feels like years since it's been here
Here comes the sun
Here comes the sun
And I say, it's alright
Nada melhor para receber este tempo de renascimento do que um prato do Médio Oriente, cheio de sol e especiarias, de um dos meus chefs preferidos, Yotam Ottolenghi, do qual tenho vários livros.
Todas as receitas que tenho experimentado dos seus livros ou site são fantásticas e muitas delas bastante fáceis.
Tinha já preparado os preserved Lemons e, para lhes dar uso, fui pesquisar uma receita num dos seus livros, desta vez o Simple; com o sol a anunciar a Primavera, esta é uma opção muito boa.
Em Portugal, os preserved lemons e o za’atar não são ingredientes que se tenham na despensa de todos os dias, a não ser que, como eu, gostem dos sabores do Médio Oriente. No entanto, o za’atar encontra-se facilmente no Corte Inglês, GoNatural ou Celeiro, ou mandando vir da Amazon e/ou na loja Ottolenghi
Fiz metade da receita e é para repetir, tão bom!
Ingredientes para 6 pessoas
Coloque a manteiga e 1 colher de sopa de azeitenuma frigideira bastante grande com tampa (a minha tinha um diâmetro de ~30 cm) e leve a lume médio-alto.
Assim que a manteiga começar a espumar,
acrescente o alho francês, ½
colher de chá de sal e bastante pimenta. Cozinhe por 3 minutos, mexendo sempre, até o alho francês ficar macio.
Adicione os cominhos, o
limão e o caldo de legumes e ferva rapidamente por 4–5 minutos, até que a maior
parte do caldo tenha evaporado. Junte os espinafres e
cozinhe por mais 1 minuto até
estes murcharem, depois reduza o lume para médio.
Use uma colher grande para fazer 6 cavidades na mistura e quebre um
ovo em cada espaço. Polvilhe os ovos com uma pitada de sal, espalhe o queijo
feta em volta dos ovos e tape a frigideira. Cozinhe por 4–5 minutos até que as
claras estejam cozidas, mas as gemas ainda líquidas (eu prefiro as gemas mais cozidas, pelo que
deixei mais uns minutos).
Quando tudo estiver pronto, misture o za’atar com a colher de sopa restante do azeite e pincele os ovos.
Sirva imediatamente, acompanhado de um bom vinho branco fresquinho e umas
fatias de bom pão torrado. Usei um de Rio Maior, porque gosto muito do sabor.
A
grande vantagem deste prato é que pode ser confeccionado com antecedência, até
ao ponto em que se abrem os ovos na mistura. Depois é tudo uma questão de
poucos minutos até ser servido.
Ana
Bolachas de aveia integrais aromatizadas com raspa de limão ou com alperces secos
Gosto muito das receitas da Rita Nascimento.
Tenho vários livros dela, mas desta vez segui uma receita do seu blog.
https://ladolcerita.net/receita/cookies-de-aveia-integrais/
Em casa, a recuperar de uma lombalgia mas já a poder mexer-me um pouco, fiz estas bolachinhas que são muito boas.
Ingredientes para 14 bolachinhas
–
120 gr flocos de aveia grossos
– 60 gr farinha integral de trigo + 20 gr gérmen de trigo (não tinha gérmen de trigo, pelo que
usei 80 grs da
farinha
– 1 c chá
de fermento em pó para bolos
– 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
– 1 pitada de sal
–
100 gr manteiga com sal amolecida
– 120 gr açúcar amarelo
–
1 ovo tamanho L à temperatura ambiente (uso
sempre Bio)
– 1 c chá de raspa de limão
– 2 c sopa alperces secos picadinhos
Numa tijela, comecei por misturar os secos (a aveia, a farinha, o fermento, o bicarbonato de sódio e o sal).
Retirei o tabuleiro de forno para fora e coloquei por cima uma folha de papel vegetal anti-aderente. Pré-aqueci o forno a 180º.
Noutra tijela misturei a manteiga com o açúcar com ajuda de uma colher de pau até obter uma pasta e incorporei o ovo.
Juntei a esta mistura os ingredientes secos, e envolvi só até estar tudo ligado. Não mexer demais.
Dividi a massa ao meio e numa metade juntei a raspa de limão e na outra os alperces secos.
Com a ajuda de uma colher de gelado fui deitando bolinhas
de massa no tabuleiro, bem espaçadas porque alargam bastante. Como tenho um
forno normal de 60cmx60cm, fiz as bolachas em duas fornadas. Estas bolachas ficam grandes. Se fizer mais pequeninas, diminua um pouco o tempo de cozedura.
Também podem usar uma colher normal, mas, neste caso, devem pesar-se as bolinhas para que fiquem todas do mesmo tamanho e tenham assim o mesmo tempo de cozedura.
Cozeram no forno pré-aquecido a 180ºC até estarem
douradinhas. As minhas demoraram 12 min.
Elas saem moles ainda e endurecem cá fora. Retirei-as do forno com ajuda de uma espátula e deixei-as a arrefecer numa placa de rede.
Coloquei-as dentro de uma caixa de lata na despensa, para não amolecerem.
A RN propõe juntar às bolachinhas pepitas de chocolate de chocolate, frutos secos picados, sementes ou especiarias (com canela devem ficar óptimas também).
Ana
A Primavera parece Verão, infelizmente! apetece-nos coisas frescas, leves, como se estivéssemos em Agosto. Assim, adaptando uma receita do Chef Pedro Sommer, fiz esta salada russa que fica muito boa.
Ingredientes
Maionese
Cozem-se separadamente em água com sal, as batatas, as cenouras e o nabo (partidos em pedaços de 2 cm) e as ervilhas.
Deixam-se arrefecer.
Para a maionese, coloquei na Bimby os ovos, a mostarda, o sal e a pimenta e misturei durante 10 seg à velocidade 5. De seguida, mantendo a mesma velocidade, fui vertendo o óleo em fio através da tampa com o copo medidor colocado - o óleo escorre para o copo e emulsiona a maionese. Quando pronta, envolvi a salsa picadinha e reservei no frigorífico.
Para a montagem, coloquei num pyrex todos os legumes, juntei o atum, escorrendo primeiro o líquido da lata, e envolvi bem na maionese.
Enfeitei com os ovinhos de cordorniz por cima.
Fresquinha, é uma delícia!
TIP: Aproveitei para marinar uns bifes de perú na maionese que sobrou, à qual juntei um pouco de harissa (que tinha trazido de Marrakech e que acrescenta um picante óptimo), uma folha de louro e dentes de alho laminados. Depois foi só grelhá-los e servir com uma salada verde.
Ana

Gosto cada vez mais de comida mediterrânica, especialmente a grega.
Pegando numa receita da Heidi Flett da Linen&Fork, e porque o calorzinho desta semana chama pelas saladas, fui para casa preparar este festim.
Em vez da rúcula, coloquei uma base da alface que o Sr. João Manso apanhou e me ofereceu no domingo.
Ficou muito boa e o molho de iogurte é indispensável, principalmente se usarmos um saboroso azeite como este que o a Lou e o marido me ofereceram.
Ingredientes
Molho de iogurte
Coloque o iogurte, o endro, o alho, o sumo de limão e o
azeite numa taça e mexa bem com um fouet para emulsionar a mistura. Tempere com
sal e pimenta. Reserve no frigorífico
Coloque a courgette, o alecrim e 1 c sopa de azeite numa tigela e misture bem.
Aqueça uma frigideira grande antiaderente em lume médio-alto. Cozinhe a courgette por uns minutos de cada lado ou até dourar. Reserve numa tijela quente e tapada para manter o calor.
Noutra tijela, misture bem o haloumi e 1 c sopa azeite. Na mesma frigideira quente onde cozinhou as courgettes, junte o haloumi e deixe tostar levemente por 1 minuto de cada lado ou até dourar.
Coloque a rúcula (alface, neste caso), a courgette e o haloumi numa travessa.
Tempere com pimenta.
Regue com o molho de iogurte e sirva imediatamente.
O molho de iogurte pode ser feito com antecedência e guardado no frigorífico até à hora de servir, por 1 dia. Como sobrou, vou usar como dip para as alcachofras que comprei.
Ana
Carpaccio de beterraba e cenoura com melaço de romã
Fui almoçar a casa da R. no Alentejo. O dia estava lindo e convidativo a um encontro entre amigos e a todos os que, apesar de serem conhecimentos recentes ou mesmo novos, rapidamente se tornaram próximos.
Fui recebida pela R. e pelo A. de uma forma calma, amiga, descontraída, como se nos conhecêssemos há muitos anos.
A casa, com pormenores em azul céu, emanava a mesma energia positiva e tranquila dos meus novos amigos. Todos os espaços, cheios de luz e onde a paisagem verde alentejana espreita pelas janelas, foram articulados de modo a acolherem, a tornarem-se lugares de memórias, de afectos construídos e partilhados pelas filhas, família e amigos — mais do que uma casa bonita, sente-se um ‘home feeling’, o início de um ninho familiar, onde as sucessivas gerações vão certamente viver óptimos momentos, enriquecendo-os com o seu cunho pessoal. Uma bênção, o espírito desta família.
O almoço foi servido no espaço exterior, peça central da casa e ideal para esta época do ano, cujo calor da terracota, me trouxe à memória Luis Barragán.
Centrando o olhar sobre a mesa, os queijinhos de entrada e os enchidos, acompanhados por fatias de pão alentejano e pelos óptimos vinhos biológicos Encosta das Perdizes, produzido pelo dono da casa, deram o primeiro tom à conversa, quebrando o gelo entre os que não se conheciam tão bem.
Seguiram-se uns ovos fantásticos com farinheira feitos pelo A., de um amarelo tal, que pareciam os girassóis de Van Gogh. Aquela cor só mesmo de ovos de galinhas super felizes e que se passeiam alegremente pelo campo a comer coisas boas! Cá para mim, têm uma alimentação melhor que a minha!
E depois, veio a feijoada, quentinha, servida como deve, dentro do recipiente onde foi feita, para não arrefecer!
Um pão-de-ló extraordinário, daqueles molhadinhos, trazido pela C., uma blättertorte da M. e umas bolachas com flor de sal postas na mesa pela T., cortados por umas uvas —contrabalanço ácido à enorme provocação de doces que surgiam diante de nós—, terminaram este banquete.
Mas voltando à razão deste post, ofereci-me para levar uma entrada para o almoço. Há muito tempo que queria experimentar fazer um carpaccio de beterraba e cenoura. Abrindo o frigorífico, o melaço de romã, que tinha guardado, olhava para mim. Pensei que a acidez e o doce da romã iriam muito bem com a beterraba. E assim foi.
Gostei da mistura dos sabores e não dá trabalho nenhum, desde que o melaço de romã seja feito antecipadamente.
Melaço de romã
Coloque todos os ingredientes no copo da Bimby e programe 40 min/Varoma/vel 2, sem o copo de medida na tampa. Se fizer num tacho, deixe todos os ingredientes a fervilhar durante uns 20 min em lume baixo/médio até atingir um ponto de compota.
Transfira para um pote de vidro esterilizado. O melaço engrossa quando arrefece. Manter no frigorífico.
O Lidl, no inverno, vende sumo de romã espremido na hora, o que facilita o trabalho de retirar os bagos à romã, triturá-los e filtrá-los para extrair o sumo.
Carpaccio para 6 pessoas
Com umas luvas calçadas e uma mandolina fatiei as beterrabas e reservei.
Seguidamente, depois ter lavado a mandolina, fatiei a cenoura e reservei noutra taça.
Na hora de servir, espalhei as fatias de beterraba na travessa bonita da R. e, por cima, as rodelinhas de cenoura.
Temperei com a vinagreta e o melaço de romã.
Abri a caixinha da burrata, deitei fora o líquido e, cuidadosamente, abria-a sobre o carpaccio, espalhando as sementes de girassol e a raspa de laranja por cima, e terminando com um fiozinho de azeite.
Nota: Como alternativa, podem adicionar-se cominhos previamente torrados na frigideira e reduzidos a pó. Nesse caso, substitui-se o melaço de romã por uns fios de mel.
Foi um excelente dia que terminou com um digestivo chá de alecrim comprado na feira de Estremoz!
E, no meio de tanta festa, ainda conseguimos um cantinho só para nós, onde as ‘Entrelinhas’ receberam um novo membro (bem-vinda T.) e escolhemos o livro para a próxima partilha em casa da M.
Obrigada querida R., dia enorme, do qual saí de coração cheio! (e não só J)
Ana