fevereiro 10, 2021

BOLO DE MAÇÃ, AVEIA E ESPECIARIAS



Bolo de maçã, aveia e especiarias

A receita original chama-se Apple Oat Quick Bread e é da Laura Davidson, com quem troquei emails e é uma simpatia.
Como não tinha em casa todos os ingredientes da receita original, adaptei e ficou muito bom. Não lhe chamaria pão mas sim bolo porque é doce quanto baste. 'Quick' também não, porque ainda demora algum tempo, embora seja muito fácil de fazer.

É húmido e com um sabor fresco derivado à adição do puré de maçã e da maçã em pedaços, tem o toque de especiarias que lhe dá priofundidade e que me faz lembrar os bolos ingleses, o crunch das nozes em contraponto ao macio da maçã é fantástico, perfeito para acompanhar um chá. Quem lhe quiser adicionar uma colher de sopa de natas batidas por cima, ainda o torna mais rico, mas eu não precisei disso.

Tal como diz a Laura Davidson, é muito melhor nos dias seguintes.
Todos os dias a seguir ao almoço como uma fatia. Com o café, sabe mesmo bem!

Ingredientes

  • 1 1/4 farinha trigo integral
  • 1/2 chav flocos de aveia triturados
  • 1 c chá fermento para bolos
  • 1/2 c chá sal fino
  • 1 1/2 c chá canela em pó
  • 1/4 c chá noz moscada em pó
  • uma pitada de cravinho (não coloquei porque não tinha)
  • 2/3 chav açúcar castanho escuro (usei açúcar de coco)
  • 2 ovos grandes (usei bio)
  • 1/3 chav óleo de abacate (usei óleo de uva)
  • 1/2 chav 'apple sauce' (fiz um puré de maçã com maçãs reinetas e um pau de canela, só com um pouquinho de água no fundo para não pegar)
  • 1/2 c chá extracto de baunilha
  • Raspa de 1/2 limão bio
  • 1 maçã grande Pink Lady partida em pedaços de 1 cm e sem a casca. Envolvi os pedaços num pouco de sumo de limão, enquanto esperava para não escurecer)
  • 1/3 chav nozes torradas em partidas em pedaços grandes (para torrar foi só colocar uns minutos ao lume numa frigideira anti-aderente e ir dando umas voltas)
  • 1 c sopa açúcar turbinado (usei açúcar demerara) para salpicar o bolo no final.

Comecei por colocar todos ingredientes em cima da bancada. Na véspera tinha torrado as nozes e feito o puré de maçã.
Oleei com manteiga derretida uma forma tipo bolo inglês com 23cmx13cm, forrei o fundo e os lados maiores com papel vegetal de cozinha, voltei a olear  e enfarinhei. O papel vegetal vai ajudar o bolo a sair na perfeição. Reservei.
Pré-aqueci o forno a 176º sobre um tabuleiro de grelha na posição central do forno.

Misturei os secos numa tijela média (sem o açúcar: só os 7 primeiros ingredientes). Reservei.
Noutra tijela maior, bati os ovos com o açúcar com a ajuda de uma vara de arames durante 1 min.
Juntei os restantes 4 ingredientes (o óleo, o puré de maçã, a baunilha e a raspa de limão) e bati até estar macio.
Juntei os secos, que estavam reservados, a esta mistura.
Envolvi os pedacinhos de maçã e as nozes previamente envolvidas num pouco de farinha (isto evita que fiquem todas no fundo do bolo).
Alisei por cima com o salazar, bati com a forma na bancada umas 5 vezes para retirar o ar ao bolo, Salpiquei com o açúcar demerara generosamente (vai-lhe dar uma camada crocante) e coloquei  no forno.

A receita diz que demora 40-50 min. A minha demorou quase 40 min. Quando espetei o palito já estava bom, depende do forno de cada um.

Coloquei a arrefecer ainda dentro da forma uns 10 min sobre uma grelha, fora do forno.
Depois foi só desenformar, deixar arrefecer completamente, embrulhar em papel de cozinha coberto com papel de alumínio, colocar dentro de um recipiente com tampa,  guardar à temperatura ambiente e esperar pelo dia seguinte.
Deve cortar-se com a ajuda de uma faca de serrilha para não esbroar.

A Laura aconselha a colocar uma folha de papel de cozinha por cima para ir absorvendo a humidade que o bolo vai deitando.

Fica delicioso. Fiz antes de ontem e cada dia que passa, está melhor!

Ana

fevereiro 08, 2021

PÃEZINHOS DE REQUEIJÃO



Pãezinhos de requeijão

As fotografias não fazem juz ao que este pão é bom. Para quem gosta da textura dos pães de leite húmidos, densos, cheios de miolo maravilhoso, este pão é a receita ideal. Não é doce como o pão de leite, o que me agrada bastante. É simples de executar para uma aprendiz como eu e não fica a levedar de um dia para o outro. No mesmo dia, podemos ter este pãozinho para o lanche. A receita foi retirada das Receitas que Amo do Wesley.

Ingredientes

  • 10 grs de fermento seco de padeiro
  • 3 c sopa de açúcar branco
  • 2 c sopa de leite em pó
  • 1 c chá sal
  • 1 chav leite tépido (240 ml). Se o leite estiver quente, mata o fermento
  • 36 grs requeijão desfeito com um grafo, com textura de creme
  • 36 grs manteiga derretida
  • 1 ovo
  • 1 gema
  • 600 grs de farinha de trigo sem fermento

Numa tijela misturam-se todos os ingredientes secos.
De seguida, acrescenta-se o leite tépido e mexe-se.
Juntam-se à massa, o requeijão, a manteiga derretida (após ter arrefecido um pouco para não cozer os ovos), o ovo e a gema e mistura-se tudo bem novamente.
Agora, vai-se envolvendo a farinha peneirada aos poucos. Tudo depende da consistência da massa que não deve ficar nem muito mole, de modo a não se conseguir formar uma bola, nem muito dura.

Chegou a vez de se amassar sobre a bancada da cozinha onde se salpicou um pouco de farinha para não colar. Com a palma da mão, junto ao pulso, vá esticando a massa de cá para lá e depois dobra e roda 90º.
Repete o processo por uns 10 min. 

No final, forma uma bola com a dobra para baixo, arrasta na bancada e roda sem a levantar da bancada, para criar tensão na bola, oleia uma taça grande com um pouco de óleo ou azeite, tapa a taça com película anti-aderente e cobre com um pano. Reserva num local onde não hajam correntes de ar, pode ser dentro do MW.

Veja o video original que ajuda muito. Siga as quantidades em colheres porque em grs, há uma referência que está errada.

Fica a levedar mais ou menos 1 hora, dependendo da temperatura ambiente, até a massa duplicar de volume. Se a casa estiver a 21º, esse tempo deve ser suficiente. Como a minha casa está mais fria, demorou mais 1/2 hora.

Quando a massa estiver levedada, carrega-se na massa com a ponta dos dedos para retirar o ar, coloca-se sobre a bancada, dá-se mais umas voltas à massa e forma-se uma bolacha gorda e achatada com a dobra para baixo, que se divide em 8 partes iguais.

Este utensílio dá muito jeito para quem faz pão, quer seja para arrastar a bola na bancada para lhe dar tensão, ou para ajudar a amssar qdo está muito pegajosa, quer seja para a cortar rapidamente de um só golpe.

Pega-se em cada uma dessas partes e, esticam-se com os dedos e depois com o rolo da massa, e formam-se rectângulos pequeninos 15 cm x 10 cm aproximadamente, que se enrolam tipo torta no sentido longitudinal.

Esses rolinhos vão sendo colocados num tabuleiro de forno, coberto de papel vegetal de cozinha, com algum espaço entre eles e com a dobra para baixo. Ficam novamente a descansar e levedar mais ou menos 1/2 hora, dependendo da temperatura ambiente, até a massa crescer. Se  a casa estiver a 21º, esse tempo deve ser suficiente. Como a minha casa está mais fria, demorou mais 15 min.

Enquanto levedam, é altura de pré-aquecer o forno a 180º ou ventilado a 160º.

Agora pincela-se com gema de ovo, dá-se um golpe rápido e superficial ao meio longitudinalmente com uma lâmina ou uma faca de serrilha, para o pão depois abrir nessa zona e ficar mais bonito.

Vai ao forno pré-aquecido por uns 35 min. O teste para verificar se os pãezinhos estão bem cozidos, é levantar um e bater com os nós dos dedos na base do pão. Deve ouvir-se um som oco.

Cá em casa foi um sucesso.
Embrulhados em papel de alúminio, podem guardar-se no congelador. Torrados com manteiga ou doce, são espectaculares. Melhor emais densos do que os pãezinhos de leite!

Agora que comecei a fazer pão semanalmente, não quero outra coisa!

Ana

fevereiro 07, 2021

NOODLES DE FRANGO COM COGUMELOS

 Noodles de frango com cogumelos

O ano não começou bem. Com episódios de urgência em hospital e dores que nunca mais acabam, com epidemia sem fim à vista...mesmo assim, sinto-me uma afortunada. Vivo na Europa, tenho trabalho e hospitais onde posso ir, alguma família e apoio de amigos. Muita gente está a passar um péssimo bocado, mesmo na Europa, com empresas a falir e sem ter como ganhar dinheiro. Já para não falar dos países em guerra, Áfricas, etc.

A precisar de fazer refeições e podendo-me mexer muito pouco, fiz uns noodles de frango muito fáceis, económicos e saborosos. Aqui vai a receita:

Ingredientes para 4 pessoas

  • 2 Colheres de sopa de azeite
  • 1 colher de sopa de óleo de sésamo
  • Noodles
  • 4 peitos de frango marinada no dia anterior em sumo de limão
  • 1 cebola
  • 1 cenoura grande
  • 1 pacote de espinafres
  • Uma mão cheia de cogumelos frescos laminados
  • Sal e pimenta
  • Sumo de meio limão para terminar o prato
  • Molho de soja light qb
  • 1 c sopa de coentros frescos picados
  • 6 passas demolhadas em vinho do Porto
  • Uma mão de frutos secos à escolha, tostados primeiro numa frigideira anti-aderente, previamente aquecida (cajus, amêndoas, o que houver em casa)

Comecei por picar a cebola na Bimby e reservei (pode utilizar um processador normal).
De seguida piquei também a cenoura e reservei noutra tigelinha.
Piquei os cogumelos grosseiramente com uma faca e coloquei numa 3ª tijela.
Cozi os noodles em água a ferver sem sal por 4 min e reservei, guardando um meio copo da água da cozedura.
Piquei os coentros frescos e reservei.

Na hora de almoçar, aqueci as gorduras na wok, nas quais refoguei a cebola, amolecendo-a e não deixando fritar.
De seguida, deitei a cenoura e deixei a cozer com tampa uns 3 min em lume médio, vigiando.
Após esse tempo, deitei a carne partida em dedos finos, dei umas voltas, tapei a wok e ficou a cozer uns 10 min.
Juntei então os espinafres e os cogumelos, tapei e deixei mais uns 3 min.
No final, envolvi os noodles e temperei com o molho de soja, um pouco de sumo de limão, os frutos secos, as passas e polvilhei com os coentros.

Fica uma delícia.

Pode juntar courgetes, abóbora, beringela, floretes de bróculos, tudo em cubinhos pequenos.

É óptimo para aproveitar restos de legumes...

Ana

PATANISCAS DE BACALHAU

 


Pataniscas de bacalhau

Back to basics. tinha uma posta de bacalhau cozido e, em vez de fazer uns pastéis, apeteceu-me antes umas pataniscas que, normalmente se fazem com bacalhau crú. Mas resultou muito bem. Estive a pesquisar receitas e acabei por retirar o que achei de melhor de cada uma delas e fiz as minhas pataniscas. Esta quantidade dá para umas 20 unidades.

Ingredientes

  • 200 grs bacalhau cozido ou uma posta pequena
  • 5 pés de salsa
  • 75 grs cebola ou 1 cebola pequena
  • 2 dentes alho pequenos
  • 2 ovos
  • 175 grs de farinha
  • sal e pimenta q.b.
  • Azeite q.b.
  • 150 grs a 300 grs de água de cozer o bacalhau.

Cozer o bacalhau
Pode cozer de forma tradicional mas eu fiz na Bimby.
Coloquei no copo 800 grs de água junto com um fio de azeite e a Varoma com o bacalhau (aproveitei para cozer várias postas de bacalhau ao mesmo tempo) - 25 min/ Temp Varoma/ Vel 1. Retirei o bacalhau e reservei. Reservei tb a água de cozedura.
Se fizer com o bacalhau crú, omita este passo. Desfaça-o em lascas e, antes de colocar o bacalhau no polme, deixe-o uns 15 min a marinar num pouco de leite e sumo de limão para as pataniscas ficarem mais macias.

Desfiar o bacalhau
Pode colocar num pano limpo e esfregar ou na Bimby 2 seg/  Função inversa/ vel 4. Repetir se necessário. Reservar.

Picar a cebola, a salsa e o alho
Com a faca ou na Bimby 5 seg/ Vel 5. Reservar.

Fazer o polme
Misturar a cebola, a salsa, o alho, os ovos, a farinha, 150 grs da água de cozer o bacalhau e um pouco de sal e pimenta numa tijela ou, na Bimby, 2 min/ Vel 5. Como a água do bacalhau ficou um pouco salgada, não adicionei o sal e, no final, os sabores ficaram equilibrados.  Se ficar muito grosso, ir juntando mais água de cozer o bacalhau. 

No final,  envolver  o bacalhau no polme 15 seg/ Vel 3.

Costumam-se fritar em bastante óleo quente, mas experimentei de uma forma mais saudável e ficaram muito boas.

Numa frigideira anti-aderente, deitei 1 c sopa de azeite e deixei aquecer. Para 3 pataniscas, verti 3 colheres de sopa do polme de bacalhau na  frigideira, espalhei um pouco com a colher, ficando com uma espessura de 0,5 cm e, quando as pataniscas estavam tostadinhas, virei-as para fritar do outro lado. Repeti o processo colocando 3 pataniscas de cada vez e dexei-as sobre papel de cozinha para absorver um pouco a gordura. Se tiver que fritar muitas pataniscas, vá acrescentando uma colher de sopa de azeite ao fundo da frigideira, à medida que seja necessário.

Para uma versão mais tipo bolinho de bacalhau, frite colheradas do polme numa fritadeira ou numa frigideira funda com óleo. Parecem sonhos. Prefiro a primeira versão de umas pataniscas fininhas, crocantes por fora, e macias por dentro.

Ana

fevereiro 03, 2021

SOPA DE LEGUMES E SUMO DE LARANJA, SALPICADA COM AVELÃS TORRADAS

 

Sopa de legumes e sumo de laranja, salpicada com avelãs torradas
 
Já não me lembro onde vi esta receita. Atraiu-me pela sua simplicidade e pelos ingredientes.
O pimento e o sumo de laranja dão-lhe um sabor diferente e fresco. As avelãs torradas ficam muito bem dando-lhe mais profundidade.
Gostei muito. A repetir.
 
Ingredientes
  • 2 batatas-doce laranja grandes
  • 3 ou 4 cenouras
  • 1 cháv de abóbora em cubos
  • 1 pimento laranja ao qual foram retiradas as sementes
  • 2 cebolas grandes
  • 2 dentes de alho
  • azeite qb
  • sal qb
  • sumo de 1 laranja
  • avelãs torradas e picadas

Lavar os legumes, cortar em cubos e  levar a cozer num tacho ao lume com um pouco de água.

Quando os legumes estiverem cozidos, triturar e juntar o sal, o azeite e o sumo de laranja.

Entretanto, colocar as avelãs numa frigideira anti-aderente em lume médio, sem gordura, por uns minutos, para se poder depois retirar a pele. Ir mexendo. No final, colocar as avelãs sobre um pano, formar uma trouxa fechada e esfregar as avelãs umas de encontro às outras para a pele sair. Também se pode fazer no forno. Também há à  venda avelãs já torradas. Depois é só partir grosseiramente com uma faca.

Quando a sopa estiver pronta, colocar em tijelas individuais, salpicar com as avelãs torradas moídas, um fio de azeite e servir. Para ficar mais bonito pode cortar-se um pouco de cebolinho por cima.

Inverno, confinamento, casa, sopas quentinhas, tudo bate certo!

Ana

janeiro 31, 2021

PIZZA COM MASSA ALTA E FOFA


Pizza com massa alta e fofa

Dentro do período de confinamento e já conseguindo andar um pouco graças a um tratamento homeopático, fui para a cozinha, local onde me sinto bem, e onde posso exercitar as minhas experiências culinárias.

A Maria está em exames e queixava-se, a brincar, de que os colegas estavam todos a comer pizza e ela...nada! 

Foi o que quis ouvir, para poder ter um pretexto para fazer uma pizza com massa alta e fofa que é a preferida da Maria (eu prefiro com  massa fininha e crocante). Experimentei a fazer a receita do Livro Base da Bimby e foi um sucesso. Até eu comi 3 quadrados! Fica fantástica. 

Os ingredientes do recheio que aqui coloco foram adaptados e os que tinha em casa.

Ingredientes

Para a massa

  • 220 g água da torneira à temperatura ambiente
  • 1 c. chá de açúcar
  • 8 grs fermento de padeiro seco (usei Fermipan)
  • 400 g farinha tipo 65
  • 30 g azeite, mais q.b. p/ untar
  • 1 c. chá de sal fino

Para o recheio

  • 300 g queijo mozarela fresco cortado em pedacinhos
  • 2 fatias de queijo  tipo flamengo cortado em tirinhas
  • 4 fatias de fiambre de perú cortado em tirinhas
  • Sal q.b.
  • 400 g tomate maduro partido em pedaços (não tirei a pele, só as sementes)
  • 4 c. sopa de azeite
  • 10-15 folhas de manjericão ou orégãos frescos, cortadas em pedaços  (usei orégãos)

Comecei pela massa e segui religiosamente a receita.
No copo coloquei a água, o açúcar e o fermento e misturei 20 seg/vel2.
De seguida, juntei a farinha, o azeite, e o sal e amassei na velocidade Espiga, durante 2 min.

Retirei a massa do copo e amassei com as mãos por 15 seg, formei uma bola e coloquei numa taça previamente untada com azeite, a qual tapei com película. A taça foi deixada a levedar dentro do MW para que não fosse sujeita a alterações de temperatura, mas podem colocar noutro local, desde que não haja correntes de ar. Como estamos em Janeiro e está frio, demorou a duplicar de volume 1h30. Se estivéssemos no verão, talvez demorasse só 1h00, que é o que diz a receita. É ir vigiando passado uma hora.

Enquanto a massa levedava:
1. Coloquei uma folha de papel vegetal sobre um tabuleiro de ir ao forno com 30 cm x 40 cm e reservei;
2. 10 min antes da massa estar pronta, liguei o forno a 220º e puz um tacho com 2 lts de água a aquecer ao lume;
3. Também na mesma altura, parti a bola de mozzarela aos bocadinhos e deixei a escorrer num passador de rede para retirar o excesso de líquido que possa ter;
4. Envolvi também as folhas de orégãos nas 2 c sopa de azeite.

Depois da massa estar bem levedada, retirei da taça e coloquei no tabuleiro que já tinha forrado com o vegetal. Com os dedos fui espalhando a massa no papel vegetal. Espalhei por cima o tomate, os queijos e o fiambre. Temperei com sal e 2 c sopa de azeite.

Agora, foi a altura da pizza ir para o forno:
Como o meu forno é a gás  e o calor vem só de baixo, coloquei a pizza no nível mais alto do forno;  assente no fundo do forno, um tabuleiro com os 2 lts de água quente para que a massa da pizza não ficasse dura. A massa ficou no forno 30 min. A receita diz 20 min, mas difere muito de forno para forno.

Passado este tempo, retirei o tabuleiro do forno, coloqeui por cima o azeite com aas folhas de orégãos e voltou novamente ao forno, agora na prateleira do meio, mas uns 10 min (a receita refere 5 min). 

Passado esse tempo, liguei um pouco o grill para ficar mais bem tostadinho por cima.

Ficou uma delícia!

O comentário da Maria, que levou umas fatias para o quarto porque estava em e-reunião, recebi-o por sms:

Pois é, cozinhar é bom, mas cozinhar para mais pessoas, família ou amigos, sabe muito melhor!

Eu que não gosto muito de massa alta na pizza, fiquei rendida. É mesmo muito boa!
Para o recheio, podem juntar cogumelos, azeitonas, ou colocar outros ingredientes como restos de frango assado, ananás, maçã, etc.

Ana.

janeiro 03, 2021

PIZZA CROCANTE DE MOZZARELA FRESCA SOBRE BASE DE COUVE-FLOR


antes de ir para o forno


saída do forno

Pizza crocante de mozzarela fresca sobre base de couve-flor 

Gosto muito de pizza, da napolitana, da siciliana, massa alta e fofa, massa estaladiça, da mais simples só com tomate e queijo, da de figos e presunto, etc, etc, etc.

Hoje decidi experimentar trocar a base da pizza feita com farinha de trigo por outra que lhe faça juz e que não engorde tanto. Fui pesquisar várias receitas e acabei com esta, que propunha uma série de variantes, o que me permitiu usar os ingredientes que tinha, sem sair de casa.

Vou colocar aqui só a experiência que fiz. Na receita original refere alternativas como o fermento em vez da linhaça, outros tipos de farinha com a de amêndoa, de trigo, aveia ou sorgo/milo.

Ingredientes: pizza média para 2 pessoas

Massa:

  • 800 grs de floretes de couve-flor
  • 1,5 c sopa de sementes de linhaça moídas (uso a integral castanha escura moída em casa) diluídas em 1/4 chávena de água
  • 1/3 chávena farinha de espelta
  • 1 c chá de orégãos secos
  • 1/4 c chá alho em pó
  • 1/2 c chá sal

Recheio

  • 5/6 c. sopa tomatada (azeite, alho, tomate em pedaços, s. e p., folhas de mangericão fresco)
  • 1/2 - 1 chávena queijo mozzarela em fios
  • 1 mozzarela fresca
  • 6 azeitonas pretas descaroçadas
  • Folhas mangericão ou alecrim

Preparação da massa
Comecei por misturar a linhaça com a água numa tacinha e reservei no frigorífico onde deve ficar no mínimo 1 hora Ficou 2 horas.
Numa tijela grande misturei os secos.
De seguida fui tratar da couve-flor. Desmanchei-a em floretes  reservando 800 grs para a pizza. O que sobrou vai servir para uma sopa.
Na Bimby, cozi ao vapor a couve-flor (assim não fica com tanta água e mantém mais o seu sabor), colocando 1/5 lt de água no copo ao qual juntei 1 c chá de sal; deitei os floretes no recipiente da varoma, tapei-a e deixei a cozinhar 25 min/ Varoma/ Vel.1. Quando já estava morna, embrulhei a couve-flor num pano limpo e espremi bem até não deitar nenhum líquido. Esta operação é essencial para a massa ficar seca e consistente. Retirei a massa do pano, embrulhei em película aderente e reservei no frigorífico, enquanto esperava mais um pouco que a linhaça inchasse na água e a absorvesse. * Antes de misturar a papa de linhaça na couve-flor, escorri-a um pouco porque ainda tinha um bocadinho de água.

De seguida, com a mão, misturei bem a couve-flor com a papa de linhaça e os secos, amassando um pouco. Fiz uma bola que envolvi em película aderente, e achatei formando uma bolacha. Reservei no frigorífico até à hora do jantar.

Tomatada
Para o recheio preparei uma tomatada, fazendo um refogado com 1 cebola e 1 dente de alho picados e amolecidos em lume brando em 3 c sopa de azeite quente.  De seguida, deitei sobre o refogado um pacote de 400 grs de tomate em pedaços, um pouco de sal e pimenta, umas 4 folhas de mangericão fresco e deixei a cozinhar em lume brando com tacho tapado por uns 15 min. Reservei sem triturar. A pizza iria ter um ar rústico pelo que preferi assim.

Esticar e cozer da massa:
3/4 de hora antes do jantar, acendi o forno a 230º por uns 15 min (ou até o forno atingir essa temperatura).

Tirei a massa da pizza do frigorífico, descartei a película em que estava envolvida e, com o rolo da massa, estiquei-a sobre uma folha de silicone própria para o forno,  até ter aproximadamente 5 mm de espessura. fica mais ou menos com 30 cm de diâmetro. Mantendo a folha de silicone por baixo, transferi a massa para o tabuleiro do forno e lá ficou 25 min, a dourar, na prateleira central do forno. Ter cuidado para não queimar por baixo.

Topping
Passado esse tempo, retirei o tabuleiro do forno e cobri a base da pizza primeiro com um pouco de tomatada, sobre esta o queijo em fio, e, por cima, a mozzarela fresca partida grosseiramente com os dedos, as azeitonas e as folhas de mangericão (só tinha alecrim e foi o que puz). As combinações deste recheio são infinitas: cogumelos, restos de perú ou frango assados, ananás, espinafres, figos, presunto, outros queijos, etc.etc. Foi novamente ao forno 8 min. 

Descansou 5 min já cá fora enquanto um creme de coentros muito quentinho nos preparava o estômago para o que aí vinha.

A massa foi aprovada: estava crocante e tinha consistência suficiente para se poder comer à mão sem se desmanchar.

Além disso ficou muito gulosa como se quer uma pizza e foi a quantidade perfeita para duas pessoas que não jantem como se não houvesse amanhã. 

A repetir.

Tips: Ter a tomatada, várias bases de couve-flor feitas e o queijo mozzarela em fios, congelados. Assim, caso nesse dia não haja tempo ou paciência para fazer o jantar, já está tudo pré-preparado e cozinhado, sendo só preciso descongelar, cobrir com uM toppping à escolha e colocar no forno.

Ana

dezembro 31, 2020

EXTRATO DE BAUNILHA

Extrato de baunilha

Uso muito o extrato de baunilha em variadas receitas, às vezes até quando já passou um pouco do prazo e nunca morri por causa disso. Acho que perde uma pouco do sabor, that's all!

Como o que tinha já estava no fim, resolvi então fazer eu, porque sim, porque cada vez mais prefiro tudo home-made, porque sai mais barato, porque gosto de experimentar coisas novas.

Depois de pesquisar um pouco na internet, não muito até porque a receita é muito simples, fui comprar a vagem de baunilha (que me dá sempre murros no estômago pelo preço que custa); tinha em casa um resto de Smirnoff, Deus sabe lá de quando porque não me lembro de ter comprado vodka, e foi só juntar os dois ingredientes num frasco esterilizado e guardar na despensa no escurinho.

Agora é SÓ aguardar. Para quem não gosta de esperar, o SÓ torna-se gigante, mas é o preço a pagar para obter um produto que só vai melhorando com o tempo.

Ingredientes

  • 180 ml vodka (de qualidade (usei Smirnoff)
  • 2 vagens de baunilha
  • 1 frasco de vidro esterilizado

Abri as vagens de baunilha com uma faquinha bem afiada e cortei-as ao meio transversalmente para caberem no frasco que não era muito alto e ficarem totalmente submersas no líquido. Mantive as sementes agarradas às vagens. 

Deitei o álcool no frasco, juntei as vagens de baunilha e fechei bem.

Etiquetei com a data e guardei na despensa no escuro. Agora é só ir agitando ocasionalmente e assistir à maturação e escurecimento do líquido.

Segundo quem já preparou o extrato, ele atinge o ponto passados uns 4-6 meses, mas pode usar-se após 2 meses.

Vou ter de esperar.........

Tips: Há quem  prepare o extrato de baunilha numa versão não alcoólica com glicerina comestível mas, como já tinha o vodka em casa e li que o álcool extrai mais rapidamente o sabor da baunilha, não hesitei.

Usei a etiqueta que a Clara de Sousa 'oferece' em formato pdf no seu blog.

Ana

dezembro 28, 2020

SOPA DE TOMATE E ABÓBORA MANTEIGA ASSADOS

Sopa de tomate e abóbora assados

Mais uma sopa reconfortante nestas noites frias! e se a minha casa é fria!

Esta receita adaptada do blog Cinco Quartos de Laranja da Isabel Zibaia Rafael, já a fiz duas vezes.
É muito boa bem quente, com uma colher de natas ou iogurte natural por cima e salpicada de cebolinho fresco picado ou pinhões torrados.

Ingredientes

  • 600 g de tomate bem maduro e limpo de peles e sementes (eu fiz com pele e sementes, só partidos ao meio)
  • 300 g de abóbora manteiga (abri ao meio longitudinalmente e retirei as sementes, mantive a pele)
  • 3 colheres de sopa de azeite extra virgem (1 c. para assar os legumes)
  •  Sal e pimenta-preta q.b. para assar os legumes
  • 1 cebola
  • 1 dente de alho
  • 500 ml de caldo de legumes caseiro
  • 1 c chá de açúcar (a receita original não refere)
  • 1/2 c chá Za'atar
  • 1 c chá açúcar

Tinha comprado vários legumes que puz a assar em forno a 200º, durante 3/4 a 1 hora aproximadamente, cortados de forma rústica e envolvidos em azeite, sal, pimenta e za'atar (mistura de especiarias que lembram os sabores do Médio Oriente). Entre eles, estavam os desta receita. Fui virando os legumes a meio do assado.

Numa panela fiz um refogado com 2 c sopa de azeite, a cebola e o alho picados. Quando a cebola estava translúcida e macia,  juntei o tomate e a abóbora assados, o açúcar, o caldo de legumes caseiro e levei ao lume por 20 min. No final, juntei o restante azeite (usei um pouco do azeite que tinha de uns tomates secos guardados em frasco) e não juntei sal. Só verifiquei do tempero, visto que os legumes já tinham sido assados com sal e o caldo de legumes também é salgado.

Servi com uma colher de sobremesa de iogurte por cima e o cebolinho picados.

 Uma delícia! 

Ana

dezembro 25, 2020

PANQUECA DE MIRTILOS COM TOPPING DE MEL OU NATAS BATIDAS - BRUNCH DE NATAL

Panqueca de mirtilos com topping de mel ou natas

É dia 25 de Dezembro, dia de Natal, tempo calmo, em casa, em que posso dedicar-me a preparar um brunch no qual o rei foi uma panqueca de mirtilos feita no forno.

Ingredientes

  • 1,5 chav farinha de trigo sem fermento
  • 1/2 chav farinha de espelta
  • 2 c. sopa açúcar granulado
  • 2 c. chá fermento em pó
  • 1 c. chá bicarbonato de sódio
  • 1 c. chá flor de sal kosher
  • 2 c. sopa manteiga sem sal (derretida e levemente esfriada)
  • 2 chav leitelho
  • 2 ovos grandes bi
  • 1 limão médio (sumo e raspa
  • 2 c. chá extrato de baunilh
  • 1,5 chá mirtilo
  • 1/4 chav água
  • Açúcar em pó, mel ou natas levemente batidas com açúcar como topping 
  • Óleo em spray ou manteiga para untar a forma 
  • Papel manteiga

Pré-aqueça o forno a 218ºC.
Unte uma forma de 33cm*46cm com spray de cozinha, forrar o fundo e os lados da forma com papel manteiga e voltar a untar por cima do papel.
Numa tigela média, misture aos secos: as farinhas, o açúcar, o fermento, o bicarbonato e o sal.
Noutra tigela misture os húmidos: a manteiga, o leitelho, os ovos, o sumo e a raspa do limão, a baunilha e a chávena de água, até incorporar bem.
Adicione os ingredientes húmidos aos secos e misture sem bater demais. Se ficarem alguns grumos não tem importância.
Envolva agora os mirtilos.
Despeje a massa na forma, espalhando uniformemente. Bata algumas vezes a forma na bancada para retirar o ar e assentar a massa.
Leve ao forno
durante cerca de 15 minutos, rodando a forma a meio da cozedura.
Deixe arrefecer durante 5 minutos dentro da forma.
Desenforme, virando de uma vez única a forma sobre uma tábua e corte em 16 quadrados.
Fica óptimo com açúcar em pó, mel ou natas batidas com um pouco de açúcar por cima.

Tip:
Se não conseguir comprar leitelho também chamado de buttermilk (o soro que fica quando se batem natas o tempo suficiente para estas se transformarem em manteiga, separando-se o soro da parte sólida), adicione uma colher de sopa  de sumo de limão a uma chav de leite à temperatura ambiente e deixe coalhar, mais ou menos 10 min.

Ana

BOMBONS RECHEADOS DE MORANGO, COCO E LIMA

Feliz Natal!!!!
A todos os povos, Feliz Natal!
Um Feliz Natal com menos julgamentos, mais alegria
e mais aceitação do que nos diferencia e, sobretudo, mais centrado no essencial, que é o Amor! 
 
Só o Amor nos faz sair de nós próprios e abrir ao outro, só o Amor perdoa,
só o Amor nos aproxima!



Bombons recheados de Morango, Coco e Lima

Assisti ao programa da Filipa Gomes no 24 Kitchen no qual apresentava estes bombons que me lembraram os Bounty que eu gosto muito. Decidi fazer para o Natal e resultaram muito bem. Fiz por partes e preparei o recheio com uns dias de antecedência. Tinha morangos desidratados que faço todos os anos com o desidratador, na altura em que aparecem, mais ou menos em Março. Quantidades adaptadas.

Recheio

  • 60 gr morangos desidratados secos
  • 100 gr côco ralado seco
  • 50 gr côco ralado fresco (comprei um pacote de coco fresco em cubos que ralei no processador)
  • 60 ml leite de côco
  • Raspa de 1 lima
  • Sumo de 1/2  lima
  • 8 c sopa geleia de agave (a receita dizia xarope mas, só encontrei geleia que funcionou muito bem)

Cobertura

  • 125 g manteiga de cacau
  • 7 c sopa geleia de agave (a receita original diz xarope de agave)
  • 7 c sopa bom cacau em pó

Comecei por forrar uma forma de bolo inglês com película aderente.

No processador triturei os morangos desidratados, deixando em granulado grosso. Juntei os restantes ingredientes e deitei esta mistura na forma, calcando bem. Cobri com a película aderente e coloquei no congelador de um dia para o outro. Pode ficar no mínimo 1/2 hora.

No dia de Natal, em banho-maria e lume baixinho derreti a manteiga de cacao. Este processo é muito rápido. Adicionei em seguida a geleia de agave e o cacau, misturando bem. Retirei do banho-maria e deixei arrefecer, tendo o cuidado de ir verificando a consistência, para o líquido não se transformar num creme grosso e de cor opaca.

quando a cobertura estava no ponto, retirei o recheio do congelador, retirei a película aderente e cortei, sobre uma tábua, rectângulos mais ou menos com 3 cm * 1,5 cm.

Fui mergulhando os bombons, um a um, no chocolate, com a ajuda de um garfo, que fui deixando a solidificar sobre papel vegetal próprio para bolos (vende-se em qq supermerdo, em rolo, ao pé da pelicula aderente).

Fui repetindo a operação e, desta segunda vez, salpicando o chocolate com os morangos desidratados, enquanto ainda não estavam secos, para que pudessem aderir bem à cobertura.

Guardei no frigorífico e formos tirando um a um, dois a dois...estes bombons são viciantes e não levam açúcar!!!!!!!

Enfim, é Natal, why not?

Ana

TRONCO DE NATAL SALGADO COM MOLHO DE TOMATE

Tronco de Natal salgado com molho de tomate

O que fazer para o jantar da consoada? 

A M. pediu para não fazer o perú e pareceu-me que também não lhe me apetecia o tradicional bacalhau cozido com couves. 

Quando voltei a conversar sobre o tema, estava tão stressada com os trabalhos da faculdade, que disse para eu fazer o que achasse melhor! Assim, decidi-me por esta torta da Cátia Guarmon que vi no 24Kitchen. 

Tem a forma do tradicional tronco de Natal que, nesta versão, não é doce e serve de prato principal.

Fiz o recheio com antecedência, para não sobrecarregar o dia de Natal, e congelei.

Quanto à cobertura, coloquei por cima uma tomatada grossa! No meu caso, foi só abrir um frasco da passata que tinha guardado, deixar evaporar um pouco, porque estava muito líquida, e that's it!

A cobertura original é com grão, ficando com as cores acastanhadas de um tronco, mas optei por esta versão menos pesada, embora o tronco fique mais encarnado :) As cores são de Natal, anyway!

Ingredientes

Para a torta

  • 6 gemas
  • 6 claras
  • 80 gr farinha peneirada
  • 1 c chá de fermento em pó
  • 1 c café de flor de sal

Para o recheio

  • 6 c sopa azeite
  • 1 cebola grande picada
  • 4 dentes alho picados
  • 300 g bacalhau cozinhado e desfiado
  • 3 c sopa coentros picada
  • 2 c sopa farinha sem fermento
  • 200 ml leite meio gordo
  • sal, pimenta e noz moscada q.b.

 Para a cobertura de tomate (como alternativa)

  • 400 gr tomate de lata
  • 4 tomates chucha maduros
  • 1 dentes de alho
  • 1 cebola grande
  • 50 ml azeite
  • 5 fls manjericão fresco
  • sal e pimenta q.b.

Para a cobertura de grão (receita original)

  • 300 gr grão cozido (escorrido)
  • 150g queijo fresco creme
  • 2 dentes de alho
  • 1 c sobremesa de paprica fumada
  • 1 c chá curcuma
  • 50 ml azeite
  • sal e pimenta q.b.
  • sumo de ½ limão

Para a torta

1. Pré-aqueça o forno a 180°C.
2. Unte um tabuleiro de tortas forrado com papel vegetal com spray de óleo. Tenho um de 22 cm*34 cm medido por dentro que deu perfeitamente.
3. Misture a farinha com 1 colher de chá de fermento.
4. Numa taça, desfaça as 6 gemas.
5. Bata as 6 claras em castelo com uma pitada de sal.
6. Junte as claras às gemas alternadamente com a farinha, envolvendo suavemente com uma vara de arames.
7. Coza durante 10 a 15 minutos.
8. Retire do forno e desenforme sobre um pano, retire o papel vegetal e enrole com a ajuda do pano, mantendo tapado até arrefecer.

Para o recheio

1. Num tacho aqueça 6 colheres de sopa de azeite e refogue 1 cebola grande picada e 4 dentes de alho picados e deixe cozinhar até alourar. Junte 300g de bacalhau cozinhado e desfiado, 3 colheres de sopa de coentros picados e envolva tudo em lume brando durante 5 minutos.
2. Adicione, aos poucos, 2 colheres de farinha intercalado com 200ml de leite. Cozinhe tudo em lume brando até obter um preparado homogéneo e espesso.
3. Junte noz moscada, sal e pimenta a gosto. Reserve.

Para a cobertura de tomate

Faça um refogado com o azeite quente onde deita a cebola e o alho picados. depois junte os tomates, o sal e a pimenta e as folhas de manjericão. Deixe fervilhar em lume baixinho durante 20 min. no final, passei a tomatada no processador para ficar em creme. como estava um pouco líquida, deixei a fervilhar o creme mis uns 10 min, vigiando para não pegar ao fundo do tacho. Não convém que fique muito líquido para não escorrer do tronco.

Para a cobertura de grão

1. Num liquidificador adicione 300 gr de grão cozido, 150 gr de queijo fresco creme, 2 dentes de alho, 1 colher de sobremesa de paprika fumada, 1 colher de chá de curcuma, 50 ml de azeite, sumo de ½ limão, coentros (raminho), 12 tomates cereja, sal e pimenta a gosto.
2. Triture tudo até obter um preparado homogéneo e reserve.

Montagem do tronco

1. Desenrole a massa, com cuidado, recheie com o preparado de bacalhau e volte a enrolar.

2. Corte um canto do rolo, na diagonal, posicione em ao lado da torta.

3. Coloque num tabuleiro forrado com papel vegetal, sobre o tabuleiro do forno.

4. Cubra com o creme de grão ou a tomatada e faça riscos com um garfo para lhe dar um ar mais realista. Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC, durante 10 minutos.Há que ter cuidado porque queima facilmente por baixo. aconselho um forno com ventilação.

5. Enfeite com coentros e tomate cereja no caso da cobertura de grão ou com folhas de manjericão e tomates cereja de várias cores para a tomatada.

6. Salpicar na hora de servir com parmesão ralado! Parece neve!

Coloquei o resto da tomatada numa molheira para se poder adicionar a gosto, servi com uma couve portuguesa cozida e passada por azeite aromatizado com um dente de alho. Também pode acompanhar com uma salada verde.

Um bom vinho tinto é essencial!

Para a sobremesa, não resisti às rabanadas da Maria de Lurdes Modesto. 

Queria ter feito os sonhos de requeijão do João Pedro Diniz, mas não encontrei a receita :(

Para a minha filha M. que não gosta muito dos doces de Natal (que eu adoro!!!!!), o bolo de chocolate de sempre acompanhado de framboesas frescas e chantilly.  Engraçado foi que este ano já gostou muito das rabanadas!

Este ano, somos só duas, porque o tempo não está para brincadeiras, não vá o bicho tocar à porta! 

Saudades inacreditáveis da minha filha F.

Ana