julho 21, 2020

EMPADAS DE GALINHA

Empadas de galinha

Verdade seja dita que, sem ser uma Chef, tudo o que vejo e experimento a fazer do blog de cozinha da Clara de Sousa fica bom.

Segui o seu conselho e fiz uma massa do José Avillez, preparada com banha, porque tinha ido a Montemor-o-Novo e numa pequena mercearia comprei uma banha de porco muito boa.

Ingredientes para a massa
  • 500 g de farinha T55 com fermento (farinha para bolos)
  • 200 g de banha de porco
  • 1 colher de chá de sal fino
  • 275 ml de leite
  • farinha extra para polvilhar
Desta vez apeteceu-me amassar à mão, mas também se pode fazer no processador.

Coloquei a farinha, a banha e o sal numa taça de vidro e com a ponta dos dedos esfarelei tudo, até a banha se incorporar bem na farinha.

Fui deitando o leite aos poucos e amassando. Se necessário, junte mais um pouco de farinha ou leite, consoante fica mais ou menos seca.

Passei a massa para a bancada de pedra e amassei mais um pouco. Quando estava macia, achatei-a de modo a ficar em forma de uma bolacha grande, embrulhei em papel film e deixei a descansar no frigorífico. Também se pode congelar e utilizar quando der jeito.

Ingredientes para o recheio

  • 1 cebola
  • 2 dentes de alho
  • 1 cenoura
  • 50 gr. pimento vermelho
  • 50 g azeite
  • 50 gr. bacon aos pedacinhos (usei bacon de frango)
  • 1 frango, partido
 em pedaços pequenos (de preferência do campo)
  • 100 g vinho branco

  • 50 gr. polpa de tomate
  • 1 fl de louro
  • 1 caldo de galinha
 (uso sempre caseiro)
  • sal e pimenta
  • banha para untar as formas
  • 2 colheres de sopa de maisena dissolvidas num poco de água morna
  • salsa picada
  • 1 gema de ovo
  • 1 ovo p/ pincelar
No copo da Bimby piquei a cebola, o alho, a cenoura e o pimento - 5seg / vel 5.
Juntei o azeite e o bacon, e deixei a refogar -  5min / varoma / vel 1.

Juntei o frango, o vinho, a polpa de tomate, o louro e o caldo de galinha. Temperei com sal e pimenta e programei 25 min / 100ºC / Colher inversa/ Vel. Colher.
Entretanto, untei as formas com banha.
Quando terminou o tempo de cozedura, retirei o frango e a folha de louro.
No copo, acrescentei a farinha maisena diluída na água e programe 5 min / 90ºC / vel. 3.
Enquanto isso, desfiei o frango.
Rectifiquei os temperos e juntei a salsa picada, programando mais 2 min / 90ºC /vel 3, ao mesmo tempo que ia deitando a gema batida pelo bocal da tampa.

Juntei o frango desfiado e programei 30 seg / vel 2. Deixei arrefecer completamente.

A Maria disse que estas foram as melhores empadas que fiz. Também gostei!

Dá para 25 empadas ou 2 empadas grandes.

Ana

julho 18, 2020

SALADA FRIA DE SALMÃO GRELHADO



Salada fria de salmão grelhado

Vi esta salada no blog da Isabel Zibaia Rafael que me pareceu boa e me apeteceu experimentat.
A Isabel acompanha a salada com o salmão grelhado. Eu preferi misturar tudo e temperar a salada unicamente com o molho de iogurte.
Como éramos só duas fiz menos quantidade, mas mesmo assim dava para 3 pessoas. Tem umas ligeiras variantes, mas na essência, é igual.

Ingredientes para 3 pessoas:
  • 1 lombo de salmão fresco com 400 grs e com a pele num dos lados
  • Sumo de limão
  • Ramos de aneto
  • Pimenta preta em pó
  • 125 g de massinha em forma de bagos
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 1 tomate médio coração-de-boi
  • 1/2 pepino
  • 1/2 pimento encarnado (a receita original diz amarelo)
  • 3 rabanetes
  • 1 cebola roxa
Molho
  • 1 yogurte grego
  • 1/2 colher de chá de sumo de limão
  • 1 pitada de aneto seco (não encontrei à venda, e substituí por raminhos de anto frescos)
  • 1/2 dente de alho espremido
  • sal e pimenta
Comecei por deixar uma hora antes o salmão a marinar no frigorífico num pouco de sumo de limão, uns raminhos de aneto e pimenta.

Enquanto o salmão ganhava sabor, cozi os bagos de massa, de acordo com as instruções do pacote, em água a ferver com sal. Quando estava cozida, coloquei na travessa onde ia servir, misturada com a c. de sopa de azeite.

De seguida, retirei as sementes ao tomate, cortei-o em cubinhos e adicionei à massa.

Juntei a cebola picada, o pimento, o pepino e os rabanetes, tudo cortado em  bocadinhos.

Enquanto cortava os legumes, grelhei o salmão, temperado agora também com sal.grosso. Coloquei uma frigideira grande ao lume com umas 2 c sopa de azeite a aquecer, no qual deitei o salmão com a pele para baixo e tapei a frigideira para que cozesse todo por igual. O salmão não deve cozer de mais porque fica seco. No final, separei-o da pele que ficou colada à frigideira, deixei arrefecer um pouco, desfiz em lascas e juntei à salada de massa e legumes. Acrecentei uns raminhos de aneto partidos.

Para o molho, misturei numa tacinha o iogurte com o sumo de limão, o dente de alho espremido, sal e pimenta e os ramos de aneto picados, e reservei no frigorífico.

Depois, foi só servir a salada com o molho de iogurte.

Ainda sobrou uma dose, que vai ser o meu jantar.
Desta vez, vou acrescentar umas azeitonas verdes britadas que comprei em Alcácer e de que gosto muito.

Ana

julho 12, 2020

GELADO DE FRAMBOESA

 
Gelado de framboesa

O meu gosto por gelados foi variando ao longo do tempo.

Quando era pequena tremia de nervos para ver qual o bonequinho que me saia nos OLÁS ou RAJÁS ou se, por um acaso de sorte, recebia o brinde de um boneco do tamanho de uma mão, como me aconteceu uma vez na Colecção Ele e Ela da Rajá:
"Quando encontrar no pauzinho do seu gelado a palavra "Brinde", troque-o imediatamente no vendedor por um boneco SUPER-GIGANTE".

Prazeres simples que correspondiam a uma alegria imensa!

Agora, contam-se pelos dedos das mãos os gelados industriais que como. Gosto muito do Gulato (no Possanco), do Santini ou da Grom, quando estou na rua, mas prefiro fazê-los em casa, pela mesma razão de sempre:
sei o que estou a comer!

Hoje que estava muito calor, fiz um gelado de framboesa,  que resultou muito bem. A receita original da Bimby era com morangos, mas como não havia, troquei por framboesas.

Ingredientes
  • 200 grs açúcar em pó
  • 800 grs framboesas congeladas
  • 1 limão descascado (sem a pele branca) e sem caroços
  • 200 grs de natas frescas frias
  • 1 clara de ovo
  • 1 lata de leite evaporado (previamente congelado em cuvetes de gelo)
Coloca-se na Bimby ou num processador o açúcar e reduz-se a pó, 15 seg/ vel.9.

Juntam-se as framboesas, o limão, as natas, a clara e dão-se uns golpes de turbo.

Juntam-se os cubos de leite evaporado e programa-se 2 min/ Vel 9. 
 
Fiz um coulis de framboesa  rapidamente com 500 grs de framboesas, 300 grs de açúcar e sumo de meio limão pequeno. Coloquei tudo num tachinho que levei ao lume a fervilhar durante 20 min e that's it!

Cobri o gelado com o coulis ainda morninho e servi de imediato.

Tip:
Fazer com qualquer outra fruta, desde que cortada aos pedaços e congelada previamente:
amoras, manga, morangos, pêssegos, ananás, etc.

Ana

julho 08, 2020

BOLO DE LARANJA COM CLARAS



Bolo de laranja com claras

Este é um bolo com sucesso garantido. Cá em casa gostamos muito!
É óptimo para aproveitar claras, o que não foi o meu caso, que comprei um frasco já só com claras!
Fica com uma densidade maior do que o pão de ló, e é mais húmido, o que me agrada.

Ingredientes
  • 125 g Manteiga à temperatura ambiente (pode ser Matinal light)
  • 250 g Açúcar
  • 200 g Farinha sem fermento
  • 2 c chá Fermento
  • Sumo e raspa 1 Laranja
  • Claras: 8 unidades ou ~ 35 grs *8 claras = 280 grs
Após ter colocado todos os igredientes sobre a mesa, comecei por untar e enfarinhar uma forma redonda com 23 cm de diâmetro.

Liguei o forno a 180º, e comecei a fazer a massa.

Numa batedeira com a pá, coloquei a manteiga com o açúcar, e bati até obter uma pasta esbranquiçada.

De seguida, fui juntando aos poucos a farinha misturada com o fermento, o sumo e a raspa da laranja. Quando está bem misturado, reservei.

Bati as claras em castelo firme com uma pitadinha de sal e envolvi no preparado anterior, sem bater e com a ajuda do rapa.

Foi ao forno cerca de 35 min. Depois é ir vendo: espeta-se um palito. Se este sair seco, bolo está pronto.

Tira-se do forno, deixa-se arrefecer uns 5 min dentro da forma e depois desenforma-se sobre uma grelha até arrefecer por completo.

Vale a pena mesmo! Com um chá é um clássico, mas cá em casa comemos a seguir ao almoço... e sempre que íamos à cozinha! A tentação é grande.

Ana

julho 04, 2020

SALADA RICA DE GRÃO


Salada rica de grão

Vejo tantas receitas em blogs, livros, sites, que já não sei onde vi esta. Achei que podia ficar boa e anotei os ingredientes num papel, que prendi com um íman no frigorífico. Hoje foi dia em que me apeteceu ter um bom almoço mas que não desse muito trabalho, porque cheguei a casa já perto da 1H00 e, assim, testei esta mistura de ingredientes.

Ingredientes
  • 200 grs de grão cozido (utilizei um frasco de vidro do Continente) - descartar o líquido
  • 200 grs de camarão congelado sem casca, temperados com alho, sal e pimenta e cozinhados em duas colheres de sopa de azeite
  • 100 grs de tomate cereja partido ao meio
  • 1 pera abacate partida em tiras e regado com sumo de limão para não escurecer
  • 100 grs de morangos fatiados
  • 1 cebola roxa pequena partida em tirinhas muito fininhas

Vinagreta
  • 50 ml de azeite
  • 15 ml vinagre de vinho tinto
  • 1/2 chá mostarda de dijon
  • 1 c sopa de salsa picada
  • pimenta branca moída
Misturei todos os ingredientes, reguei com parte da vinagreta que ainda sobrou e foi só colocar na mesa.

Os morangos são essenciais: refrescam a salada e cortam o doce do grão e dos camarões.


Muito bom! a repetir!

Ana

RISSOIS DE CAMARÃO DA MINHA MÃE

Rissóis de camarão da minha mãe

Em casa da minha mãe, uns dos meus pratos de eleição eram os rissóis de camarão com arroz de manteiga e azeitonas por cima.

Ainda agora as minhas papilas gustativas reagem, ao pensar nesses maravilhosos rissóis quentinhos que a minha mãe fazia com a ajuda da Sra. Emília, porteira do prédio, e que ia lá a casa ajudar a moldar. Podiam ser memórias deturpadas e romantizadas pelo tempo, mas não. Experimentei fazer a mesma receita e são de facto muito bons.

A minha mãe sempre trabalhou fora e por isso as horas do dia corriam iguais às minhas. No entanto, por características de personalidade e também pela época em que viveu, o uso que fazia do tempo livre era mais dentro de casa do que fora, para além de não haver esta loucura de solicitações exteriores e que, se não tivermos atenção, nos enchem a vida de coisa nenhuma.

Não gostava especialmente de cozinhar e muito menos do trabalho de casa, a que nunca teve de se dedicar. Mas tudo o que cozinhava era bom, por ser perfeccionista (ela dizia ‘perfeitinha’) e dedicada.

As saudades (e os arrependimentos) agora são mais do que muitas, e vejo-me a ser igual em tantas coisas...talvez por isso me sinta mais perto, quando faço os pratos que acompanharam a óptima infância que tive!

Ingredientes para 30 rissóis

Para a massa:

  • 1 chav. leite
  • 1 chav.  água
  • 2 c sopa de margarina
  • 1 casca de limão bio (só a parte amarela)
  • sal q.b.
  • 2 chav. farinha sem fermento

Para o recheio:

  • 2 c sopa de cebola picada 
  • 2 c sopa de manteiga
  • 2 c sopa de farinha sem fermento
  • 1/4 chav. líquido de cozer os camarões
  • 1/4 chav. leite
  • 1 c sopa polpa de tomate
  • 20 camarões com casca
  • 1 c sopa de salsa picada 
  • 2 gemas (uso ovos bio)
  • pimenta e noz moscada 
  • Pingos de limão

Para a fritura:

  • 2 ovos (uso bio)
  • pão ralado
  • óleo

1ª parte: Cozer os camarões - pode fazer-se de véspera

Cozem-se os camarões em água com sal, só mesmo a cobrir os camarões. Retiram-se passados uns 3 min a partir do momento em que começa a fervura, descascam-se  e reservam-se. As cascas e as cabeças juntam-se à água de cozer os camarões,  pisam-se bem para extrair os sucos com o auxílio de uma escumadeira, e vai a reduzir um pouco — não muito, porque senão fica salgada. Filtra-se o líquido por um passador de rede e reserva-se.  O líquido que sobra serve para fazer um risotto de camarão. Guardam-se separadamente os camarões cozidos e o líquido da sua cozedura no frigorífico.

2ª parte: Fazer a massa
Para a massa, leva-se um tacho ao lume com o leite e a água, a margarina, a casca de limão e o sal. Logo que levanta fervura, retira-se o tacho do lume,
rejeita-se a casca do limão e deita-se a farinha de uma só vez. Mexe-se com uma colher de pau e leva-se de novo a lume baixo, mexendo sempre. Deixa-se cozer a massa até formar bola e aparecer no fundo do tacho uma película escura - uns 3 min.  Retira-se do lume e sobre a pedra da mesa trabalha-se a massa até arrefecer. Envolve-se em película transparente já em forma achatada de resctângulo e deixa-se descansar uns 20 min. A receita da massa de rissóis do livro base da Bimby é muito boa também se substituirmos metade da água por leite.

3ª parte: Fazer o recheio
Pica-se a cebola e aloura-se na manteiga. Polvilha-se com a farinha, deixa-se cozer um pouco sem alourar e deita-se a polpa de tomate, e o leite e o líquido de cozer os camarões alternadamente. Vai -se mexendo ao lume até obter um creme grossinho. Retira-se o creme do lume, deixa-se arrefecer um pouco e juntam-se alguns camarões picados, a salsa e as gemas. Tempera-se com pimenta, noz-moscada e  umas gotas de limão. Deixa-se arrefecer. Não leva sal porque contém o líquido de cozer os camarões que já é salgado. Deve-se, no entanto, provar.

4ª parte: Montagem e fritura
Estende-se a massa em forma de rectângulo numa espessura fina e dispõem-se montinhos espaçados do recheio escolhido em metade da massa. Os camarões são agora colocados sobre cada montinho de recheio, garantindo que cada rissol leva um camarão. Dobra-se a massa e corta-se em meia-lua, com um copo
(fiz com copo com diametro de 8 cm) ou com um corta-massas.
Passam-se os rissóis por ovo batido e pão ralado.
Fritam-se em óleo bem quente, para não rebentarem.

De uma forma clássica, acompanham-se com arroz de tomate ou arroz de grelos e uma salada verde.
Em minha casa eram servidos com arroz de manteiga. No final, punha sempre umas azeitonas sobre o arroz. Era e é um dos meus pratos preferidos!

Tips:

A massa pode ser feita com manteiga, mas é mais fácil de trabalhar se for com margarina.

Os rissóis podem congelar-se antes da fritura.


Ana

junho 19, 2020

ESPETADINHAS DE FRANGO COM MOLHO TZATZIKI



Espetadinhas de frango com molho tzatziki
O calor vai aumentar, apetecendo-me mais uns petiscos e menos comida de tacho. Assim, aproveitei para fazer umas espetadinhas de frango com este molho grego de iogurte e pepino.

Ficam muito saborosas e o molho faz toda a diferença, cortando o doce do pimento e dando-lhe uma frescura óptima.

Ingredientes para 10 espetadas grandes
  • 780 grs frango do campo cortado em cubos
  • 2 pimentos vermelhos grandes cortados em bocados
  • 1 cebola roxa grande cortada em gomos
  • 3 courgettes pequenas às rodelas não muito finas
Marinada
  • 1/4 chav Azeite marinada + 2 c sopa para os vegetais + para pincelar as espetadas
  • 3 c sopa sumo de limão
  • 1 c sopa vinagre de vinho tinto
  • 3 dentes alho picadinho
  • 2,5 c chá orégãos secos
  • 1,5 c chá mangericão seco
  • 0,5 c chá tomilho seco
  • 0,5 chá coentros picados
  • Sal e pimenta q.b.
Molho Tzatziki
  • 1 chav yogurte grego natural espesso
  • 280 grs pepino sem casca nem sementes e ralado
  • 1,5 c sopa raminhos de aneto fresco picados
  • 1 dente alho ralado
  • 1 c sopa azeite
  • 1 c sopa sumo de limão
  • Sal ou flor de sal e pimenta
Colocar o frango na marinada, misturada previamente, dentro dum saco de plástico no frigorífico 45 min a 2 horas.

Temperar os vegetais com as 2 c sopa de azeite, 0,5 c chá órégãos, 0,5 c chá mangericão e sal.

Meia hora antes de grelhar as espetadas, colocar os espetos de madeira de molho, para que não queimem.

Aquecer o grelhador, formar as espetadas alternando o frango com a cebola, o pimento e a courgette e pincelar com um pouco de azeite. Como quis fazer espetadas pequeninas, parti os paus ao meio e deu para 20 espetadas.

Colocar as espetadas no grelhador e ir rodando até estar grelhadas, uns 10 min.

Para o molho tzatziki, pelar o pepino se não for biológico, remover as sementes, cortar aos bocadinhos e colocar num processador. Drenar o excesso de líquido que se formou. Juntar ao yogurt os restantes ingredientes e colocar no frio até à hora de servir.

Depois , é só colocar numa travessa e acompanhar com o molho de yogurte e arroz solto se preferir uma refeição com mais substância.

Ana

maio 24, 2020

SALADA DE MASSA E FAVAS



Salada de massa e favas
A seguir à entradinha de pepino, fiz uma salada de massa e favas que ficou muito boa. Continuo entusiasmada com as saladas da Robyn Martin.

Tinha umas favas para fazer à portuguesa, mas como era muito mais pesado para este calor, aproveitei para as incluir numa salada. Parece estranha a combinação da massa com as favas, mas o que é verdade é que resulta bem.

Ingredientes
  • 250 de macarrão integral cozido conforme instruções do pacote
  • 1 c sopa de azeite
  • 2 chávenas de favas cozidas 5 min em água e sal e às quais retirei a pele
  • 6 fatias de presunto (como não tinha usei umas tiras de bacon de perú que fritei sem gordura numa frigideira anti-aderente, primeiro, mas fica melhor com o presunto).
  • 1 c sopa de salva fresca picada (tb pode usar 1 c chá da mesma, mas seca.
  • Molho de vinagreta a gosto
  • Lascas de parmesão
  • azeitonas pretas
Depois de cozida a massa, envolvi-a no azeite enquanto quente e reservei na taça que ia servir.
Depois, foi só adicionar os restantes ingredientes e colocar por cima as lascas de parmesão e as azeitonas.

No almoço do dia seguinte, ainda estava  muito boa.

Ana

SALADA DE PEPINO

Salada de pepino
Desta vez como entrada, fiz uma saladinha de pepino com molho de iogurte. A receita é também da Robyn Martin e remonta a 1998.

Ingredientes
  • 1 pepino biológico (para se poder manter a casca)
  • 1 dente de aho picado
  • sumo de limão
  • 1/2 chav iogurte natural sem açúcar
  • 1 c sopa rama de funcho picada ou 1 c chá funcho seco
  • Sal e pimenta preta
Lavei bem o pepino, abri-o ao meio no sentido longitudinal e retirai a sementes com a ajuda de uma colher.
Depois foi só fatiá-lo com uma mandolina e reservar.

Fiz o molho de iogurte com o funcho e o alho, temperei com o sal e a pimenta e uns pingos de limão e envolvi no pepino.

That's it!

Simples, pouco calórico e refrescante, para este dia de Maio, com muito calor e em casa!

Ana

maio 22, 2020

LOAF DE ABÓBORA, COURGETTE E NOZES PARA UM PIC-NIC

imagem da receita original

Loaf de abóbora, courgette e nozes para um pic-nic
 
Estamos em tempos de pic-nic! boa solução para nos encontrarmos, mantendo as distâncias regulamentares  (covid time).

Percorrendo os meus livros e revistas antigas, vi uma receita de pão de abóbora  muito simples e que me apeteceu logo experimentar para levar para o pic-nic de domingo.

Tinha assado uns legumes para o almoço, que incluia abóbora e courgette, entre outros, e que aproveitei para fazer este pão ou, melhor dizendo, este bolo para pic-nic ou chá - tem mais a consistência de um bolo húmido.

Esta receita é adaptada da original da Robyn Martin em 1998 (Pumpkin Bread), e ficou tão boa, que decidi publicar.

Ingredientes
  • 3/4 cháv açúcar amarelo (a receita original leva uma chávena de açúcar branco)
  • 1 c chá de sal
  • 1/2 c chá noz moscada ralada
  • 1/2 c chá canela em pó
  • 1 1/2 chav farinha T55
  • 1 1/2 c chá fermento em pó
  • 1/2 chávena de óleo de girassol
  • 2 ovos biológicos
  • 1/2 chav água
  • 1/2 chav butternut squash (abóbora em forma de pera) assada reduzida a puré
  • 1/2 chav courgette assada reduzida a puré (a receita original não leva courgette, só 1 chav de abóbora cozida)
  • 1/2 chav nozes pecan cortadas grosseiramente mais 4 inteiras para pôr por cima
  • 1 c sobremesa compota de abóbora(opcional)
* Os legumes tinham sido assados no forno com um pouco de sal e pimenta, azeite, tomilho e alecrim para acompanhar um frango.

Misturei a farinha com o fermento, o acúcar, o sal e as especiarias e reservei.
Numa tijela à parte misturei os purés de legumes com o óleo, a água e os ovos um a um.
No final, envolvi as nozes pecan num pouco de farinha e misturei na massa.

Foi ao forno pré-aquecido a 180º durante uma hora aproximadamente. Espetar um palito, se sair seco, está cozido. Deixei arrefecer uns 5 min dentro da forma e, depois de desenformar, arrefeceu totalmente sobre grelha.
Quando frio, pincelei com  compota de abóbora ligeiramente aquecida e diluida numa colherinha de café de água. Só quando estiver completamente frio se deve cortar.

O cheirinho da canela e da noz moscada juntamente com a abóbora enche logo a casa mal o bolo começa a ficar cozido.
Fica uma delícia com manteiga ou com umas natas batidas, acompanhado de um chá ou mesmo sem nada! muito guloso! As nozes dão-lhe um crunch fantástico! não omitir.

A minha filha M., que ia sair, pediu uma fatia que levou à pressa para o quarto, onde foi acabar de se arranjar.
Voltou, passados uns minutos, à cozinha:
-  a sério, mãe? deixe-me tirar mais uma...e eu que estou em dieta...

Eu também, que estou a tentar controlar os açúcares, comi 3 fatias barradas com manteiga magra, magra não sei bem para quê! enfim... serve para descansar a consciência, mais nada!

Partilhei logo com a minha filha F. que vive em Londres e que também gosta muito de cozinhar!

Ana

maio 13, 2020

SALADA DE POLVO DE VINAGRETA


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 



Salada de Polvo de Vinagreta
Com o que sobrou do polvo cozido do arroz de polvo, juntei-lhe um pouco de cebola roxa picada, uns cubinhos de pimento vermelho e tomate maduro, uma boa porção de coentros picados incluindo o caule, azeite, vinagre, sal e pimenta.

Não tem história, mas é uma óptima entrada que eu trtansformei em almoço juntando 2 ovos cozidos picados.
 
Ana

maio 12, 2020

PASSATA


Passata
A minha amiga Lou, co-bloguer aqui no Everyroot, fez uma passata com pasteurização caseira, que me ficou na memória. A passata é a polpa de tomate cozida, sem a pele, sementes, conservantes ou temperos. É um óptimo meio de conservar o tomate sem ocupar espaço no frigorífico.
Ontem fui fazer o mesmo.
Não sei como a Lou fez, mas aqui vai a minha proposta.

Ingredientes
  • 2 kg Tomate maduro 
  • 10 tomates-cereja
  • Folhas de mangericão para aromatizar
O tomate tem que ser de boa qualidade e maduro.
Se for tomate chucha, cortar o tomate na vertical e retirar as sementes; eu fiz com tomate de cacho, ao qual misturei uns tomates-cereja para aumentar o sabor. Retirei as graínhas cortando ao meio na horizontal e depois em quatro.

Coloquei o tomate numa panela e deixei o tomate a cozinhar durante uma meia hora em lume baixo, indo calcando com uma escumadeira.
De seguida, passei por um passe-vite (que reteve a pele do tomate) e algumas graínhas que tinham ficado e, como ficou muito líquido, levei um pouco mais de tempo ao lume a apurar. Se for com tomate chucha, vai produzir-se menos líquido.

Enquanto isso, esterilizei uns frascos de vidro com tampa metálica num tacho com água fervente durante uns 15 min. Retirei-os frascos e as tampas e deixei a secar com a boca virada para baixo sobre um pano limpo. Podem também ir ao forno a 100º a secar.

De seguida, coloquei umas folhinas de mangericão no fundo de cada frasco, verti por cima o sumo de tomate obtido, deixando uns 2 cm de espaço em cima.

Para fazer a pasteurização caseira e conseguir conservá-los durante um ano fora do frigorífico, coloquei os frascos bem fechados numa panela alta, com um pano por baixo e outro na vertical a separar os frascos para que nao batam uns nos outros, cobri com água e deixei a ferver meia hora (a água deve cobrir dois dedos acima dos frascos; ir vigiando e, se for necessário, juntar mais água quente).
Após esse tempo, ficaram a arrefecer dentro da panela. Quando frios, é só secar os frascos e guardá-los na despensa.

Esta passata pode utilizar-se em pizzas, wraps, para fazer tomatada juntando a uma refogado de azeite, etc.

Hoje vai sobre umas tortilhas com um pouco de pera abacate e mozzarela fresca por cima!
Ana

MARMELADA COM MARMELOS DE DURRÃES


Marmelada com marmelos de Durrães

Gosto muito do Minho, da sua gente, da paisagem, das praias, dos viras, das feiras e dos amigos que lá tenho.
No ano passado em Agosto, fui, como sempre, convidada a passar o dia em casa do meu amigo ZN. Depois de um pic-nic no rio, fomos até à quinta, onde pude apanhar marmelos fantásticos, que tombavam das árvores, a chamar por nós. Deu para encher vários sacos e mete-me dó cada um que cai e não se aproveita, mas é mesmo assim! Ainda em Moledo, fiz uma marmelada que levei para outro jantar de amigos (receita da Bimby)  e ainda deu para a MB trazer para Lisboa. Já de regresso, dei conta dos restantes marmelos, transformando-os em várias tijelas de marmelada.

Em Lisboa, segui uma receita de marmelada da Maria de Lourdes Modesto intitulada Marmelada Vermelha à Minha Moda.
A minha, vermelha não ficou, (a da Bimby fica), até é bem amarelinha, mas garanto que é muito boa. 
Assim, usei 5 marmelos de pele lisinha, lavei-os, escovei-os bem para retirar a penugem e coloquei em lume baixo com 3 copos de água, a cozer durante uns bons três quartos de hora.
Depois de verificar que estavam bem cozidos e macios, descasquei-os, retirei o coração, passei pelo passe-vite e pesei o puré de marmelo.
Coloquei o mesmo peso de açúcar junto com a água de cozer os marmelos (depois de coada numa mousseline fina) ao lume até atingir os 115ºC. De seguida, juntei o puré de marmelo e deixei ao lume, mexendo ocasionalmente até fazer ponto de estrada – mais ou menos 15 min ou, ao passar a colher de pau, o doce forma uma estrada num fundo.
Deitei em tacinhas de barro, recortei umas rodelas de papel vegetal que embebi em Turkish Raki - uma espécie de aguardente turca anisada que tinha lá em casa à falta de aguardente portuguesa -, e vedei o doce. Dá para 9 taças daquelas que se compram para fazer tigeladas.
A receita diz para esperarmos 2 meses antes de consumir, mas a Maria provou logo e não quis esperar.
Já  só há 8 taças!
Vou guardar algumas para a Filipa, quando vier no Natal!
  • 1kl marmelos depois de cozidos e desfeitos em puré
  • 1kl açúcar
  • 2,5 dl água de cozer os marmelos
Zé, este ano se for (nem quero pensar que não vou...),levo-te uma destas tijelas!

Ana

NB:  a receita da Bimby também é óptima e dá muito menos trabalho!

ESPARGUETE COM CAMARÃO RÁPIDO E SIMPLES


Esparguete com camarão rápido e simples
Indo à rua poucas vezes, mais porque me irrita toda a logística necessária de máscara, luvas, não toca, lava, põe o gel, tira os sapatos quando entra em casa, etc, vou usando ao máximo tudo o que tenho, adaptando os ingredientes, modificando receitas, etc.
Assim, fiz uma muito simples massa com uns camarões que tinha congelado.

Cozi a massa com água e sal de acordo com as indicações do pacote e reservei um meio copinho da água de cozedura.

Enquanto a massa cozia, aqueci um pouco de azeite numa frigideira, laminei dois alhos que deixei a ganhar uma corzinha sem deixar queimar e de seguida deitei lá para dentro os camarões descongelados que previamente parti ao meio no sentido do comprimento, retirei a tripa preta (aos que tinham), sequei em papel de cozinha e temperei com um pouco de sal e pimenta.

Acrecentei um golo de vinho branco e passado uns 3 minutos estavam prontos! Foi só verter sobre a massa quente e escorrida à qual juntei um pouquinho da água de cozedura. Salpiquei com uns coentros picados e voilà!

Um jantarinho rápido, simples e muito bom!
Desapareceu num ápice, acompanhado do mesmo vinho branco!
Ana

ARROZ DE POLVO



Arroz de polvo
Apetecia-me um risotto, mas não queria continuar o processo de engorda invernal, acentuado pela vida caseira que tenho tido desde Março. Assim, fiz um arroz de polvo muito sedutor.

Depois de arranjado pela peixeira e congelado, cozi o polvo num caldo aromático feito com uma cenoura, uma cebola, um alho francês, todos em pedaços, uma folha de louro, um ramo de salsa, sal e pimenta, durante uns 40 min (o tempo vai depender do tamanho do polvo), em lume baixinho e o tacho tapado (ou na panela de pressão uma meia hora) Deixei arrefecer, reservei a água da cozedura e cortei o polvo às rodelinhas. A água que se coloca na cozedura deve cobrir o polvo, não mais. No final, se houver muito líquido pode ficar ao lume a reduzir para concentrar o sabor.

Noutro tacho, aqueci umas três colheres de sopa de tomatada, que já tinha feito com um refogado de cebola, alho e azeite, ao qual juntei uns tomates e umas folhas de mangericão e orégãos frescos, sal e pimenta.

Depois, deitei umas 200 grs de  arroz (queria carolino mas como não tinha usei arroz para risotto). Deixei uns minutos ao lume mexndo sempre para não se pegar ao fundo, juntei meio copinho de vinho branco, mexi mais um pouco até não se ver o líquido e o álcool evaporar, e fui juntando a água quente de cozer o polvo (que temperei com sal), aos poucos e à medida que ia sendo absorvida pelo arroz.

Quando o arroz estava cozido mas al onda, não espapaçado, juntei uns coentros picados e parte do pouco do polvo às rodelinhas, que tinha reservado. Deixei o arroz sossegado em tacho tapado uns minutos, após os quais servi com uns pingos de limão.

Estava muito guloso e sem as calorias de um risotto, a ver se não saio desconfinamento só com grua, pela janela! Ao restante polvo, fiz um polvo de vinagreta, que a M. comeu ao lanche, sem pão, directo da tigelinha!

Ana

maio 10, 2020

RISOTTO BIANCO


Risotto bianco
Sempre que penso em fazer uma receita de uma determinada região ou país, gosto de pesquisar o que alguns bons cozinheiros daí originários propõem.
Assim, vi este video do Gennaro Contaldo que explica como fazer o risotto branco.
Fica de facto fantástico! a repetir!

Ingredientes
  • 1 cebola grande picada
  • 2 alhos picados
  • 4 paus de aipo picados
  • 2 c sopa de azeite
  • 70 grs de manteiga (eu usei 40 grs)
  • 1 c sopa de manteiga para o refogado
  • 70 cl de vinho branco seco (ou dry white vermouth ou dry martini), eu optei pelo vinho branco
  • 1,1 lt de caldo de galinha ou vegetal (usei de galinha feito em casa)
  • 400 grs arroz para risotto (Arbóreo ou Vialone Nano, por exemplo)
  • 115 grs de parmesão ralado na hora
Aqueci o azeite e a colher de sopa de manteiga num tacho, juntei o alho, a cebola e o aipo e deixei refogar em lume baixo durante uns 15 min em tacho tapado (fui mexendo e vigiando).
De seguida, juntei o arroz e aumentei o lume um pouco, mexendo sempre.
Juntei o vinho e continuei a mexer até o arroz ter absorvido todo o vinho.
Deitei um pouco de sal e fui adicionando, concha a concha, o caldo quente. À medida que o arroz ia aborvendo o caldo, deitava outra concha de caldo, e mexia mais um pouco.
Este processo demora uns 10 min.
Quando o arroz estava cozido al dente, retirei do lume, juntei a manteiga e o parmesão e dei-lhe outra volta com a colher de pau.
Deixei descansar com o tacho tapado 2 min. 
* Não omita este último passo.

Com o que sobrou do risotto, e já a pensar nisso quando optei por esta quantidade de arroz, fiz uns arancini romani ou supplì, depois conto como foi!

Nesta tarde de confinamento chovia, ventava  e eu satisfeita na cozinha, como sempre acontece quando os dias me dão plena justificação para ficar em casa!

Ana

MELANZANE PARMIGIANA

Melanzane Parmigiana
 
Este prato italiano de camadas de beringela, mozzarela e parmesão no forno fica fantástico.
É simples e cheio de vitaminas!
Ingredientes
  • 2 beringelas
  • 1 cebola
  • 1 alho
  • 3 ramos de orégãos frescos
  • 1 ramo com uns 5 pés de mangericão
  • 3 c sopa azeite
  • Sal e pimenta
  • 1 pacote de tomate aos bocados com 400 grs
  • 1 golo de vinho branco
  • parmesão ralado na hora
  • 3 c sopa pão ralado 
  • 1 Mozzarela fresca

Cortam-se as beringelas longitudinalmente em fatias de 1 cm de espessura, salpicam-se com um pouco de sal grosso e deixam-se a suar no sal uma meia hora, após a qual de passam por água, secam-se em papel de cozinha e grelham-se em frigideira anti-aderente ou sob o grill do forno. Reservam-se.

Coloca-se o azeite a aquecer num tacho, no qual se faz um refogado com a cebola e o alho picados.
Depois da cebola alourada, junta-se o tomate, e os orégãos picados e deixa-se cozinhar em lume brando com o tacho tapado uns 15 min.
Deita-se então um golo de vinho branco (é bom que possa ser um vinho de qualiade mediana ou aquele que vai acompanhar a refeição), o sal, a pimenta e o ramo de mangericão picado. Fica mais uns 5 minutos  e reserva-se.

Montagem
Num pyrex ou recipiente que vá ao forno com uns 30 cm*20 cm, coloca-se por ordem:
1º: tomatada
2º: parmesão ralado por cima
3ª: beringelas ligeiramente sobrepostas
4º: tomatada
5º: parmesão ralado por cima
6ª: beringelas ligeiramente sobrepostas
7º: tomatada
8º: parmesão ralado por cima
9º pão ralado
10º Mozzarela fresca aos bocados
No final, finaliza-se com um pouco de azeite por cima
Vai ao forno a 190º durante meia hora.
Na hora de servir, rala-se um pouco de parmesão por cima.

Fica um almoço muito guloso e cheio de sabor!

Ana