dezembro 23, 2020

PUDIM ÓPTIMO DE IOGURTE COM GELATINA

Pudim de iogurte com gelatina

A Paulinha que trabalha no meu atelier falou-me de uma sobremesa light, que é tão simples quanto isto.

Basta misturar iogurte com gelatina e fica pronto.

Nem mais! Como lá em casa estamos sempre com a preocupação de não ultrapassarmos o peso devido, experimentei e fica óptima, sem nos preocuparmo-nos com as calorias a mais.

Ingredientes

  • 4 iogurtes naturais (escorrer o liquido)
  • 1 gelatina light do sabor à escolha (gosto da de ananás)
  • 500 ml agua para derreter a gelatina + 400 ml (- 100 do que diz na embalagem)

Fazer a gelatina seguindo as instruções do pacote. Quando estiver já tépida, mas ainda líquida, misturar bem os iogurtes com a vara de arames e colocar a solidificar no frigorífico. Ponho em potinhos pequenos para servir em doses individuais e, em vez de fruta, como um a seguir ao almoço seguido de um café e 5  amêndoas com pele :) !

Já experimentei a fazer com gelatina normal e fica exageradamente doce. 

Incomoda-me os ingredientes pouco saudáveis que tem a gelatina. Por isso, ando à procura ainda de uma que seja mais saudável. Vou ao Go Natural ou Celeiro este fim de semana a ver o que encontro.

Só tentei desenfomar para a fotografia, mas não saiu muito bem!

Ana

dezembro 20, 2020

ESPARGUETE COM LEGUMES ASSADOS E MOZZARELA FRESCA


Esparguete com legumes assados e mozzarela fresca

Esta receita adaptada de As minhas receitas ficou como uma das favoritas cá de casa. É muito boa e pode ter-se o recheio já feito e congelado. Na hora, é só descongelar e aquecer, envolver na massa acabada de fazer e cobrir com os pedaços de mozzarela fresca. Em 15 min, temos o jantar pronto

Ingredientes

  • 200g de esparguete
  • 1 beringela
  • 1 cebola média
  • 4 dentes de alho
  • 1 tomate grande assado
  • 30 ml azeite + um pouco para colocar sobre os legumes que vão a assar.
  • 1 raminho de tomilho fresco, só as folhas
  • sal e pimenta q.b.
  • 1 mozarella fresca (a receita colocava como alternativa a burrata)

Para o molho

Para não gastar forno só com 1 beringela e 1 tomate, faço a quantidade a triplicar e congelo. Normalmente, aproveito também para, em simultâneo, assar batatas doces e maçãs.

 

Cortam-se as beringelas ao meio longitudinalmente e dá-se uns golpes na polpa. Partem-se os tomates ao meio. Colocam-se os legumes num tabuleiro de forno, temperados com um fio de azeite, sal, pimenta, e umas folhinhas de tomilho fresco.  Vão a assar em forno médio previamente aquecido durante cerca de 1 hora ou até a beringela estar completamente macia, ao espetar um garfo. Os tomates assam mais rápido, pelo que, passados uns 20 min, se devem retirar. Reserva-se este molho, após ter-se cortado o tomate em cubos pequenos, retirado a polpa à beringela e, com uma faca, cortado também em bocadinhos.


Entretanto, aquece-se o azeite num tacho, pica-se a cebola, laminam-se os dentes de alho e faz-se um refogado leve.  Envolvem-se de seguida os legemes assados no refogado e rectifica-se o sal. Deixa-se arrefecer e, nesta altura, pode congelar-se em doses para se utilizar quando necessário. 

 

Esparguete

Na hora de servir, coze-se o esparguete em água abundante com sal  e, assim que estiver al dente, escorre-se, reservando meio copo da água da cozedura.

 

Envolve-se o molho na massa e, se for preciso, junta-se um pouquinho da água de cozer o espargute.


Servi em taças, pondo por cima a mozzarela em pedacinhos fria, que derrete um pouco em contacto com o quente da massa.


Acho que qualquer criança come esta massa muito saborosa e rica em legumes.

 

Para a fotografia, esqueci-me de colocar a mozzarela em pedaços. É o que faz as pressas! :)


Ana.

dezembro 15, 2020

SALMONBURGERS COM ABACATE


Salmonburgers

Adaptei esta receita da Isabel Zibaia e ficou muito boa. Os burgers comprei no Continente na área dos congelados, mas para a próxima vou fazer com lombos de salmão selvagem. Caro, pois é, mas é salmão com todas as propriedades de um peixe que nada livremente comendo o que o mar oferece e que lhe dá aquela cor rosa clarinha fantástica, sem corantes artificiais.

Ingredientes

  • 4 salmonburgers congelados ou 4 lombos de salmão selvagem
  • 1/2 c chá especiarias para temperar peixe que tb contém aneto (a receita diz aneto seco, mas não encontrei)
  • 1/2 c chá alho em pó
  • 1 c sopa azeite (dá para o tempero e para a frigideira)
  • 1 abacate pequeno ou 1/2 abacate
  • sumo de limão
  • 1 c sopa maionese light (a receita diz 3 colheres de maionese normal)
  • s e p qb
  • 4 fatias de pão tostado (a receita refere pães de hamburger)
  • 1 dente de alho para colocar nas tostas)
  • 8 fls de alface

Temperei o salmão com sal, pimenta, alho em pó, aneto e um fiozinho de azeite.
Aqueci bem uma  frigideira anti-aderente com uma c sobremesa de azeite e deixei a tostar 1 min de cada lado em lume forte. Depois cobri com uma tampa de deixei cozinhar 5 min de cada lado.

Entretanto, preparei o molho de abacate e lavei e separei as folhas de alface.

Creme de abacate
Esmaguei um abacate pequeno com um garfo, ao qual fui dentando o sumo de limão para o abacate não oxidar e ficar escuro. Juntei 1 c sopa de maionese light e temperei com sal e pimenta

Tostei as fatias de pão alentejano (pão de cabeça) no forno, que barrei antes com um dente de alho.

Por cima, coloquei uma folha de alface, o salmão e o creme de abacate.

Para quem não quis comer o pão, foi só embrulhar o salmão na alface. Ficou uma sandwich muito saudável e gulosa.

Ana

ESTUFADO DE COELHO MUITO GULOSO

Estufado de coelho muito guloso

Há muito tempo que um jantar não me sabia tão bem.

O coelho é uma carne branca muito saudável, com pouca gordura e barata. Lá em casa, a filha não come carne de mamíferos, por isso fiz só para mim e valeu a pena. 

Este estufado de coelho com legumes (receita retirada do site do Pingo Doce) é mesmo muito bom. Não sei quem está por trás das receitas do PD, mas ainda não fiz nenhuma que não resultasse bem, e eu não sou paga para dizer isto! :)

Nesta altura do ano ainda sabe melhor, embora o inverno ainda não tenha chegado. É o Outono a puxar pelos estufados, empadões, marmelos e maçãs assadas, castanhas, pãozinho quente, etc.

Esta quantidade dá para 6 pessoas que comam bem.

Ingredientes

  • 1 c. chá sal para a marinada + 1 c. chá sal para o estufado
  • 1 c. sopa pimentão-doce
  • 1/2 c alho em pó
  • 1 c. sopa mostarda
  • 1 dl cerveja branca
  • 1 coelho cortado em pedaços pequenos
  • 2 c. sopa azeite
  • 100 g cebola picada
  • 100 g talo de aipo em rodelas com 0,5 cm de espessura
  • 2 folhas de louro
  • 1 courgette bio com pele em cubos
  • 300 g abóbora butternut squash sem pele, em cubos
  • 100 g polpa de tomate + 1 c chá de orégãos secos + 1 c chá mangericão seco (a receita original usa a polpa de tomate que já se vende com orégãos e mangericão)
  • 1 frasco de grão cozido
  • 300 g de fatias de pão saloio (usei o de Rio Maior que se vende no Lidl e que podemos fatiar na máquina do supermercado)
  • Folhas de mangericão fresco

Numa tigela grande preparei uma marinada com 1 colher de chá de sal, o pimentão-doce, o alho em pó, a mostarda e a cerveja, na qual deitei os pedaços de coelho em pedaços, misturando muito bem.
Coloquei no frigorífico a ganhar sabor de um dia para  o outro.

No dia seguinte, aqueci o azeite num tacho alto (porque espirra para fora). Escorri os pedaços de coelho da marinada e selei-os (fritei-os) por todos os lados, em lume forte, até alourarem.

Juntei ao coelho, a cebola, o aipo, a courgette e a abóbora em cubos, o louro, e temperei com o restante sal.

Misturei a polpa de tomate, os orégãos e o mangericão secos, ao líquido da marinada e deitei sobre o coelho e os legumes, envolvendo bem.

Juntei o grão bem escorrido e passado por água e cozinhei com o tacho tapado em lume baixo durante cerca de 30 minutos, mexendo de vez em quando.

Quando estava pronto, desliguei o lume e fui torrar o pão. Enquanto este torrava,  juntei algumas folhas frescas de manjericão ao coelho e foi só colocar o preparado num prato de sopa, ladeado pelas fatias fininhas de pão torrado. 

É delicioso! hoje foi novamente o meu almoço! Gosto de separar a carne dos ossos e juntar novamente ao estufado. Assim, posso jantar numa bowl, só com um garfo e enrolada numa mantinha a ver um filme.

Hygge food, como lhe chamariam os dinamarqueses! para mim que sou portuguesa, digo que é uma jantar muiiiito aconchegante!

Hei-de experimentar a substituir o grão por outra leguminosa cozida, por exemplo, o feijão branco, lentilhas verdes ou mesmo os chícharos, que nunca cozinhei.

Ana

dezembro 13, 2020

SOPA DE CENOURAS E MAÇÃS VERMELHAS

 Sopa de cenouras e maçãs vermelhas

Nas minhas deambulações por Alcácer, descobri uma lojinha de coisas em 2ª mão, cuja receita reverte na totalidade para uma associação de protecção de animais abandonados, a Focinhos.

E foi aí que descobri este livrão tipo lista telefónica chamado Comer Melhor para Viver Melhor das Selecções do Reader's Digest.

Como em Alcácer não tenho forno (not yet), tenho feito imensas sopas e pratos simples de fogão ou estufados, QUE ADORO!

Esta sopa cativou-me logo pela mistura de legumes com fruta. A receita referia cenouras brancas. Como não tinha nem as arranjava por aqui, usei cenouras laranja. 

Fica uma sopa adocicada, muito gulosa!

Ingredientes

  • 500 grs cenouras brancas ou, se não encontrar, cenouras de cor laranja
  • 1 cebola média
  • 3 c sopa azeite
  • 200 maçãs vermelhas + uma para o topping
  • 1/2 c chá noz moscada
  • 1 l caldo de legumes caseiro
  • 2,5 dl leite meio-gordo
  • sal e pimenta preta moída na altura (pouco sal por causa do caldo de legumes)
  • raminhos de salsa para enfeitar

Piquei a cebola e levei a refogar em 2,5 c azeite quente, até ficar macia e transparente. Enquanto a cebola refogava, descasquei as cenouras e as maçãs, às quais retirei também os caroços, e piquei grosseiramente.

Juntei a noz moscada, as cenouras, a maçã e o caldo e deixei a cozer em lume baixo durante 20 min. 

Enquanto a sopa cozia, laminei a maçã que tinha reservado para o topping e caramelizei em 1/2  colher de sopa de azeite. Reservei.

Depois de ter arrefecida a sopa, juntei o leite e bati tudo com o processador (ou a varinha mágica). 

Na hora de servir, reaqueci  e servi com as lâminas de maçã por cima e umas folhinhas de salsa.

Não omitir a maçã do topping! o contraste quente da sopa com o frio da maçã é o must desta sopa.

Como diz na receita original de 1992, esta sopa é rica em fibras, pobre em colesterol e baixa em calorias.

Muito boa!

Hei-de experimentar a fazer com maçã reineta e juntar um pouco de gengibre fresco ralado.

Ana

novembro 16, 2020

TUNABURGERS

 Tunaburgers

Vi esta receita no site do Pingo doce e como a M. não come carne de vaca e gosta de hamburgers, experimentei-a, adaptando um pouco e juntando a batata doce que já tinha assado previamente em maior quantidade, para servir como snack a meio da manhã, sopas,, saladas, etc.

Ingredientes para 8 tunaburgers

  • 385 g atum natural em conserva
  • 50 g aveia moída (receita original diz miolo de pão esfarelado)
  • 1 batata doce assada
  • 2 c. sopa salsa picada
  • 1 chalota picada
  • 1 ovo bio
  • 2 c. sopa pimento vermelho picado
  •  1 c. chá mostarda
  • Sumo e raspa de 1/2 limão2 c. chá sal
  • qb pimenta-preta

Escorri o atum e reservei a água da conserva.
Juntei-lhe todos os outros ingredientes e verifiquei a sua consistência. Se ficarem muito maciços, ir juntando aos poucos a água reservada até obter a consistência do tunaburger. Eu acrescentei aproximadamente uma colher de sopa d líquido.
Depois foi só moldar os tunaburgers e firtar numa frigideira anti-aderente em duas colheres de sopa de azeite.

São muito simples de fazer e ficam muito bons acompanhados de um arroz de cenoura e uma salada de mistura de alface, espinafres e agriões. A fotografia só foi tirada da 2ª vez que os fiz, acompanhado de um resto que tinha de esparguete e umas cenouras cozidas.

Estes tunaburgers permitem ser feitos com várias misturas alterantivas, podendo substituir-se o pimento por cenoura ralada ou por beringela ou courgette assada e esmagada, a aveia por sementes de linhaça moída, a batata doce por abóbora assada, etc.  Claro que o sabor e a textura vão alterar-se mas cada um depois acrescenta mais um pouco de líquido ou ingredientes sólidos para atingir a consistência pretendida.

Ana

outubro 13, 2020

PETINGAS VESTIDAS PARA A FESTA

 

                                    Petingas a marinar

Sardinhas vestidas para a festa

Passei um fim de semana em casa de uns amigos no Algarve. No dia em que regressámos a Lisboa, fomos ao mercado de São Brás de Alportel, onde estavam à venda estas maravihosas petingas escaladas e sem espinha, prontas para me acompanharem na viagem de regresso e preparar um petisco.

Afinal, em vez de entrada, preparei um almoço.

Adaptei uma receita do Pingo Doce e ficaram espectaculares!  Para acompanhar, fiz um arroz de pimentos muito malandro.

Ingredientes

  • 12 sardinhas pequenas (petingas)
  • 0,5 c. sopa azeite
  • 2 dentes de alho
  • 1/2 c. sopa sal marinho
  • 1 folha de louro
  • Sumo de 1 limão
  • 2 ovos bio
  • salsa fresca picada
  • pimenta preta moída
  • 125 g farinha de trigo 
  • 50 ml vinho branco
  • 50 ml água
  • 500 ml óleo para fritar

Arroz de pimentos

  • 2 c. sopa azeite
  • 100 g cebola
  • 2 dentes de alho
  • 100 g tomate maduro
  • 100 g pimento verde
  • 150 g pimento vermelho
  • 50 ml vinho branco
  • 200 g arroz carolino
  • sal e pime
  • salsa picada

Marinei as sardinhas com azeite, alho picado, metade do sal, a folha de louro partida, o sumo de um limão, e deixei no frigorífico de um dia para o outro (também pode ficar só uma hora).

Após terem estado horas a ganhar sabor, comecei a fazer o polme.  Bati os ovos, aos quais juntei a salsa bem picada e a pimenta, o restante sal, a farinha, o vinho branco e a água até formar um creme com a consistência de um béchamel. Deixei este polme a sossegar uma meia hora no frigorífico.

Depois, foi só escorrer as sardinhas da marinada, passá-las pelo polme e fritá-las no óleo bem quente.

Para preparar o arroz, deixei aquecer o azeite num tacho, ao qual juntei a cebola picada e passados uns minutos o alho picado. Quando ambos estavam alourados mas não fritos,  juntei o tomate em cubinhos, os pimentos em juliana e ficou a refogar mais um pouco. Refresquei com o vinho branco e juntei o arroz. 

Deu mais umas voltinhas no tacho e, no final, cobri com água quente (o dobro da quantidade do arroz), temperei com o sal e pimenta e deixei cozinhar em lume brando e tacho tapado, mexendo de vez em quando. Ainda com um pouco de líquido, mas com o arroz já cozido, desliguei o lume e deixei a apurar tapado mais uns minutos.

As sardinhas foram engalanadas à mesa, com uns gomos de limão por companhia, e um arroz caldoso polvilhado com salsa picadinha! uma delícia!

Ana.

outubro 09, 2020

BOLO DE BANANA COM IOGURTE E NOZES

 

Bolo de banana com iogurte e nozes
 
Mais um bolo de banana! Já não sei quantos fiz e ficam sempre bons!
Sempre que tenho bananas muito maduras, lá vou eu experimentar uma receita nova.
Este foi retirado da Sally Baking Addiction e é o seu preferido.

Ingredientes

  • 2 chav farinha sem fermento (250 g)
  • 1 c chá bicabornato de soda
  • 1/4 c chá sal fino
  • 1/2 c chá canela em pó
  • 1/2 chav (115 g) de manteiga sem sal à temperatura ambiente
  • 3/4 chav (150 g) açúcar escuro ou açúcar de coco (usei mascavado)
  • 2 ovos grandes bio à temepratura ambiente
  • 1/3 chav (80 g) de iogurte grego
  • 2 cháv bananas muito maduras esmagadas (~ 4 bananas grandes: medi depois de triturar a banana na Bimby)
  • 1 c chá extracto de baunilha
  • 3/4 chav (100 g) nozes (tb pode usar pecans ou avelãs tostadas e sem pele: já se vendem assim)

Comecei por ligar o forno a 180ºC. 

Depois, untei e enfarinhei uma forma de bolo ingês . Usei uma de silicone.

Misturei os secos (farinha, bicabornato de sódio, sal e canela: nao deixar tocar o fermento com o sal, não gostam um do outro) com as nozes cortadas de forma grosseira (queremos sentir os pedaços)  e reservei.

Bati a banana com a ajuda da Bimby até obter 2 chávenas.

Com o batedor de claras, misturei o açúcar com a manteiga em alta velocidade até obter um creme branco - uns 2 minutos.

Em velocidade média, juntei os ovos um a um, sempre batendo. Juntei o iogurte, a papa de banana e a baunilha e continuei a bater.

Baixei a batedeira para velocidade baixa, mudei a peça que bate claras para o gancho das massas e, colher a colher, envolvi os secos. Não mexer demais para nao ficar uma messa dura depois de cozer. Pode ficar com alguns grumos.

Coloquei a massa na forma e cozi por 60-65 minutos. Ir espetando um palito após 40 min de cozedura para ver se sai seco. Nunca abrir o forno antes deste tempo. Após 30 minutos de cozedura, verificar pelo vidro do forno se a cobertura está a queimar. Se já estiver a ficar tostada, cobrir com papel de alúminio e continuar a cozer.

Quando pronto, retirei do forno e deixei arrefecer completamente dentro da forma e sobre uma grelha, para o ar circular por baixo.

O bolo aguenta-se bem 2 dias à temperatura ambiente, 1 semana no frigorífico ou 1 mês no congelador. 

Este bolo é melhor se comido no dia seguinte.

A receita diz para se fazer um creme para barrar por cima, mas, por mim, prefiro mesmo assim, simples.

Também se pode formatar o bolo em queques. Nesse caso, o tempo de cozedura diminui para uns 5 minutos a 220ºC + 15 minutos a 177°C. 

Vou experimentar fazer este bolo, substituindo a banana por abóbora assada, retirando a baunilha e juntando uma pitada de cravinho em pó.
 

Óptima opção para um lanche ou para o pequeno-almoço!

A minha filha M. gostou e quando soube que havia mais congelado, disse:
- Não me devia ter dito isso! :) temptation!

Ana

Tips:

  • Pré-aquecer sempre o forno;
  • As nozes devem ser sempre envolvidos na farinha para não ficarem todas no fundo;
  • Os ingredientes devem estar sempre todos à temperatura ambiente.

outubro 05, 2020

SALSICHAS DE PERÚ ENROLADAS EM COUVE LOMBARDA COM ARROZ AO VAPOR + sopa de couve lombarda


Salsichas de perú enroladas em couve lombarda com arroz ao vapor

Esta receita foi ajustada da da Clara de sousa e ficou muito boa. Substituí as salsichas de porco (mais saborosas) por salsichas de perú, porque a M. não come mamíferos e, mesmo assim, ficou óptima.

 Ingredientes

  • 8 salsichas de perú frescas
  • 16 folhas de couve-lombarda
  • 50 ml de azeite
  • 1 cebola, picada
  • 2 dentes de alho, picados
  • 1 cenoura, em rodelas
  • 1 folha de louro
  • 100 ml de vinho branco
  • 1 lata (400 g) de tomate triturado 
  • Sal, pimenta e noz-moscada, q.b. 
  • Água a ferver q.b. 
  • 200 grs de arroz Basmati (uso umas embalagens cartonadas da Caçarola) + 1 c chá de sal grosso + 30 ml de azeite + 800 grs de água)

Num tacho grande com água com sal a ferver, cozi por 10 min as folhas separadas de uma couve lombarda, depois de lavadas e de lhe retirar o calo.

Deixei arrefecer as folhas num prato e reservei a água da cozedura para a sopa.

Enquanto a couve cozia, piquei a cebola e o alho. Num tacho deitei o azeite e, quando estava quente, deitei a cebola. Passados uns 3 min, juntei o alho picadinho, a cenoura às rodelas fininhas e a folha de louro, e passado uns dois minutos, o vinho branco. Ficou mais um minuto a deixar evaporar o álcool e, nessa altura, juntei a polpa de tomate e temperei com o sal, pimenta e noz moscada.  Deixei a apurar uns 5 min em lume brando e tacho tapado.

Entretanto, já as folhas de couve tinham arrefecido. Com uma faca afiada, retirei ainda um pouco do caule mais grosso das folhas, para se poderem dobrar melhor. Reservei os pequeninos caules junto ao caldo da cozedura.

Estendi duas folhas ligeiramente sobrepostas e embrulhei uma salsicha, tendo o cuidado de primeiro  dobrar os topos para dentro cobrindo a salsicha e só depois enrolar. Deitei os embrulhinhos num prato com a costura para baixo.

Depois, foi só colocá-los sobre a tomatada ao lado uns dos outros, tapar com água quente e deixar a cozinhar e envolver os sabores uns 45 min. No final, como o molho ficou um pouco líquido, retirei os rolinhos de couve com salsicha para um prato e deixei o molho evaporar por uns minutos, o qual verti cobre as salschas.

Servi sobre um basmati cozinhado ao vapor na bimby. Mas fica igual se cozinhado em banho-maria sobre uma panela com 800 grs de água a ferver com 30 ml de azeite e 1 c chá de sal durante uns 17 min. Enquanto coze, por duas vezes, ir dando uma volta ao arroz.

Com puré de batata ou couscous também fica muito bom. 

Sopa de couve lombarda

Da couve crua e os pequenos caules que sobraram, juntei ao caldo da cozedura, juntamente com 4 cenouras bio, 1 cebola, 1 dente de alho e um pequenino molho de salsa e  deixei a cozinhar em lume lento durante uns 25 min. No final, juntei uma colher de sopa de azeite, 1 c chá de sal e um pouco de pimenta e bati. 

Uns croutons por cima e um pouco de cebolinho picado para dar cor e, para além de bonita, ficou deliciosa ...desperdício zero.

Ana

outubro 01, 2020

BOWL DE QUINOA COM LEGUMES SALTEADOS AZEITE

 

Bowl de Quinoa com Legumes Salteados em Azeite

Mal entro em casa depois de um dia de trabalho, sigo para a cozinha. ainda é de dia (enquanto não chega o inverno) e aproveito os restos e luz para deitar mãos a receitas que me apetece experimentar.

Desta vez foi esta mistura de legumes envolvida em quinoa cozida, receita da Isabel Rafael.

A quinoa não tem praticamente sabor mas absorve o ue lhe for adicionado e é uma alterantiva saudável ao trigo.

Ingredientes para 3 bowls

200 g de quinoa branca cozida (a receita original dizia maias, mas achei esta quantidade certa)
1 cenoura
1 curgete
1 cabeça de brócolos pequena (só os florets)
1/2 cebola picada
2 dentes de alho
2 tomates chucha
50 ml de azeite
1 lata grande de atum em água
Sal e pimenta-preta q.b.
2 ovos cozidos
salsa picada por cima (não coloquei porque não tinha)

Comecei por tratar da quinoa. Passeia-a com um passador de rede várias vezes por água, e cozia durante 10 min no dobro de água e sem sal.

Em água com sal, cozi os ovos 10 min e, mal estavam prontos, descasquei-os e imediato sob água corrente.

Enquanto a quinoa cozinhava, aqueci o azeite numa frigideira ao lume,  Juntei a cebola primeiro uns 5 min, juntei o alho picadinho e deixei a refogar até a cebola estar translúcida e com cuidado para não queimar o alhoo. 

Em seguida, envolvi a cenoura em cubinhos e fixcou a cozinhar mais um pouco. Juntou-se a curgete também cortada em cubinhos e os florets dos brócolos cortados ao meio. Mais uns 5 min e foi a vez do tomate aos pedacinhos entrar na festa.

Temperei com sal e pimenta e deixe em lume brando a apurar até espetar um garfo na cenoura e nos pés dos brúclos e e este entrar sem dificuldade. 

Entretanto, já a quinoa e os ovos estavam cozidos. Abri a lata de atum, e deixei escorrer a água.

Agora foi só proceder à montagem. Envolvi a quinoa nos legumes e coloquei por cima o atum e os ovos fatiados.

Esta mistura é muito versátil, como a Isabel diz, pode substituir-se oa quinoa por couscous. Sem a quinoa, dá um óptimo recheio de pastéis.

A minha filha M. gostou muito. Mandou sms a dizer:

Ana.

setembro 23, 2020

EMPADA DE FRANGO

 

 Empada de Frango

Finalmente comprei uma panela de cozedura lenta!!!
Após ter feito, como sempre, várias pesquisas na internet, já tinha decidido comprar uma xpto, quando, numa ida ao Aldi, vi esta que estava em promoção. Decidi logo comprar e contrariar a minha tendência de  análises 'SWAT' antes de qualquer  decisão! :)

É oval e com dimensão para um frango inteiro grande. Básica, tem três botões: um para manter a temperatura, outro para cozinhar em 3 horas e um terceiro para cozinha em 6 horas. A única coisa a respeitar é não encher em demasia, mantendo os conteúdos a 3 cm do topo e assegurar que 300 ml de líquido (vinho, água, molho de tomate, etc)  são sempre adicionados.

Não segui nenhuma receita e decidi estufar um frango do campo com cebolas, cenouras, courgettes, sal e pimenta...aqui vai a receita.

 Ingredientes

  • 1 frango do campo sem os míudos
  • 1 caldo de galinha caseiro (faço os meus na Bimby)
  • 3 cenouras às rodelas grossas
  • 1 courgette às rodelas grossas
  • 1 maçã descascada partida em oito gomos (usei Pink Lady mas pode ser Granny Smith)
  • 1 folha de louro
  • 1 copo de vinho branco
  • Sal e pimenta
  • 3 c sopa de azeite
  • 1 c sopa de banha
  • 1 limão com casca inteiro e picado com um garfo 
  • massa quebrada (faço a receita da Bimby, mas pode comprar já feita em qualquer supermercado)

Comecei por barrar o frango com um caldo de galinha e a banha.
De seguida, coloquei o limão furado com o garfo dentro do frango e deitei-o na panela. 

Adicionei  os restantes ingredientes em torno do frango, temperando de sal só os legumes porque o caldo de legumes já é salgado.

Liguei o botão para 6h de cozedura e fui à minha vida. Após as 6 horas, desliguei a panela e deixei arrefecer o estufado lá dentro.

Fica extraordinário. O osso despega-se da carne e consegue-se partir com um garfo.

O frango do campo (que é maior que os tristes dos aviários) deu para 4 receitas diferentes:

1. EMPADA
Fiz a massa da empada com esta receita de massa quebrada da Bimby. Depois envolvi em papel filme, achatei tipo bolacha grande e coloquei no frigorífico durante mais ou menos 1/2 hora (pode ficar mais tempo). 

Enquanto preparava a massa para colocar na forma, pré-aqueci o forno a 180º durante uns 15 min. Esstendi com um rolo da massa com a ajuda de um mínimo de farinha para a massa não pegar ao rolo e forrei uma forma própria para o forno. Verti o recheio e cobri com outra parte da massa. Pincelei com uma gema de ovo e foi para o forno uma 1/2 hora até a massa estar cozida e dourada.

2. FRANGO ESTUFADO COM PURÉ DE BATATA
Aproveitei o peito e acompanhei com puré de batata e uma salada de espinafres.

3. FUSILI COM FRANGO DESFIADO
Desfiei a perna, que é menos seca, misturei o molho do estufado e no final, envolvi  na massa previamente cozida à parte. Ralei um pouco de parmesão por cima e servi bem quente.

4. RISOTTO DE FRANGO
Técnica do risotto habitual, cujo líquido que se vai juntando para a cozedura é uma mistura de água com o molho do frango. No final, envolve-se o frango desfiado.

Quando fui fotografar a empada, a minha filha M. já tinha comido metade :)

Ana

SOPA DE MELÃO E IOGURTE


 Sopa de melão e yogurt

Descobri esta receita no site do Pingo Doce e, por ser rápida de fazer e me parecer boa, decidi experimentar. Adaptei as quantidades.

Tem havido melão bom e, assim, comprei um com casca de carvalho que me pareceu estar no ponto. Os entendidos dizem que o melão está maduro com pressionado nos topos cede ligeiramente, cheira a melão e pesa mais, comparativamente com outros do mesmo tamanho (quanto mais maduro mais pesa). Não sei, mas segui estas instruções e o melão era bom.

Ingredientes

  • 1 kg polpa de melão que esteja bem maduro
  • 120 grs iogurte grego natural
  • 1 c. café sal
  • 1 c sobremesa vinho do Porto
  • 4 fatias finas de presunto (usei peito de frango fumado pq a minha filha M. não come porco)
  • qb pimenta preta
  • qb mangericão picado ou hortelã (usei mangericão)
  • qb pinhões tostados

Comece por saltear as fatias de presunto numa frigideira antiaderente, sem acrescentar qualquer gordura e até ficar crocante. Deixe a escorrer em papel absorvente.

Abra o melão ao meio, retire a casca e as pevides e parta em pedaços. Coloque na bimby (ou liquidificador) a processar.

Junte o iogurte, o sal e o vinho do Porto e bata bem a mistura. Reserve numa taça no frigorífico.

Na hora de servir, coloque a sopa bem fria em taças individuais e, por cima, o presunto cortado em bocadinhos, juntamente com a hortelã  ou o mangericão picados e os pinhões tostados.

Se for servir numa taça grande, coloque 3 tacinhas com o presunto, o mangericão/ hoertelã e os pinhões à parte, para cada um se poder servir.

Ana

CORVINA NO FORNO

1.
2.

 
Corvina no forno

Recebi esta corvina no dia em que foi pescada pelo Sebastião, tal como se vê na 1ª imagem. Tinha 2.300 kg e era um belíssimo exemplar.

Aí, foi o desafio de a escamar, retirar as vísceras e de a partir em 3, porque não cabia no forno.

Com grande dose de curiosidade (nunca comi um peixe apanhado no próprio dia) e gulodice, preparei logo o rabo para o jantar, assado no forno de uma forma simples.

Coloquei o bicho num pyrex ao qual juntei um pouco de sal, pimenta, meio copo de vinho branco, duas folhas de louro, alho laminado e azeite.

E aí foi ele para o forno durante uma 1/2 hora, porque ainda era grandinho,  enquanto preparei um arroz basmati que cozinhei ao vapor na Bimby.

Estava uma delícia e o mérito aqui vem da frescura do peixe! 

Deu para três refeições, uma das quais acompanhei com batata, cenoura e feijão verde cozidos e a outra numa salada fria de peixe com maionese.

No dia seguinte, fiz uma tomatada na qual envolvi o peixe, cozi umas batatas que cortei em rodelas grossas e foi o meu almoço.

 
Sobrando molho, pode também, e em alternativa, fazer um risotto de peixe. Tem tudo para ficar bom.

Ana.

setembro 10, 2020

SALADA DE ABRÓTEA COM MAIONESE CASEIRA

 

 Salada de abrótea com maionese caseira

O Sebastião G., sobrinho de uma amiga, gosta de ir para o mar! 

e apanha peixes, percebes, santolas e polvos!

Tem a enorme vantagem de fazer entregas em casa, sem custo adicional, no dia ou no dia seguinte ao da 'pescaria', a preços muito simpáticos e diferentes dos que se encontram no mercado.

Desta vez, entregou-me uma abrótea, peixe do género da pescada,  muito boa cozida simplesmente ou mascarada numa salada fria com legumes e maionese.

Numa refeição servi o peixe cozido e noutra fiz esta salada! sem grande história, mas que, devido à frescura dos ingredientes ficou óptima!

Ingredientes

  • Cenoura cozida às rodelas
  • Feijão verde cozido e partido em pedaços
  • Peixe cozido 
  • Maionese  caseira 

Numa tijela, envolver todos os ingredientes com a maionese e servir fria.

Entretanto, segui esta receita de maionese caseira feita na Bimby que resultou muito bem, sem stresses...desde que os ingredientes estejam todos à mesma temperatura ambiente.

TIP: faça esta salada fria acrescentando camarão cozido, ovo cozido e ervilhas para um resultado mais rico.

Ana

MAIONESE FEITA EM CASA

Maionese feita em casa

Não dá para acreditar mas nunca tinha feito maionese. Por preguiça, porque não controlava o resultado, sei lá, nunca tinha feito.

Como tenho a Bimby (não tenho varinha mágica em Lisboa), segui este processo e resultou bem à primeira.

Ingredientes

  • 1 ovo (uso sempre biológico)
  • sal fino e pimenta qb
  • 1 c sopa sumo de limão ou vinagre de vinho branco
  • 150 grs óleo + 150 grs azeite virgem extra suave ou 300 grs de óleo
Uma das regras de ouro para que a maionese não talhe é ter todos os ingredientes à temperatura ambiente.

Assim, após ter tirado o ovo e o limão do frigorífico com antecedência, coloquei o ovo, o sal, a pimenta e o sumo de limão/vinagre (usei limão) na Bimby e bati durante 10 seg. na Vel. 5.

Depois, com a tampa colocada e com o copo medida da Bimby cheio de água até meio para fazer peso, liguei na Vel 5 durante aproximadamente 1,50 min e, ao mesmo tempo, fui vertendo o óleo aos poucos para dentro do copo para emulsionar o ovo.

Usei óleo de amêndoim.

E pronto, temos maionese caseira em poucos minutos.

Esta maionese tem um prazo de validade reduzido por ser feita em casa, devendo ser guardada no frigorífico e consumida em 3 dias.

Ana.

setembro 05, 2020

SALADA DE MELANCIA E FETA

Salada de Melancia e feta

Esta salada, receita da minha amiga Margarida F., é prato recorrente de todas as primaveras/ verões e um sucesso entre os amigos.
 
Serve como refeição principal e ninguém acredita que não leva nenhum tempero. A cremosidade e o salgado do queijo e das azeitonas aliados à frescura e doce da melancia são o casamento perfeito, dando-lhe as sementes de girassol uma textura adicional.

Ingredientes
  • 1 melancia sem sementes
  • 2 embalagens de queijo Feta
  • 1/2 chávena de pipas (sementes de girassol) sem sal (eu substituo por pevides ou nozes)
  • 1/2 chávena de azeitonas pretas sem caroço
  • Folhas de mangericão para enfeitar
Cortar a melancia e o queijo em cubos pequenos.
 
Juntar as azeitonas e as pevides/ nozes/ pipas.
 
Colocar tudo numa taça e reservar no frigorífico.
 
Na hora de servir, enfeitar com umas folhas de manjericão.
 
Não leva qualquer tempero.
 
Pode ser uma entrada, mas aqui o grupo das meninas gosta como prato principal!
 
Ana

CROQUETES DE CARNE

Croquetes de carne

Croquetes são dos meus pratos  preferidos, assim como os rissóis.  A memória vem dos que a minha mãe fazia, com as sobras de carne estufada (normalmente ganso redondo) na panela de pressão, que servia com batatas fritas, outra das minhas boas lembranças de criança.

Olhando para outras receitas, experimentei estes da Clara de Sousa e o resultado é muito bom.  A mistura das várias carnes e o chouriço apuram-lhe o sabor.

Ingredientes

  • 2 cebolas
  • 4 dentes de alho grandes
  • 2 folhas de louro
  • 1 colher chá de cravinho em pó (ou 5 cravos de cabecinha)
  •  azeite q.b.
  • 1200 g carne de vaca (chambão bem limpo e cortado em pedaços grandes)
  • 600 g carne de porco (de bifanas) cortada em pedaços grandes
  • 600 g de entremeada com couratoem pedaços grandes
  • 125 grs de chouriço pequeno em rodelas e sem a pele
  • sal, pimenta e noz moscada q.b.
  • água q.b.
  • 200 ml de vinho branco
  • pimenta, noz moscada e sal q.b.

Molho Béchamel

  • 100 g de manteiga (a minha mãe usava margarina)
  • 150 g de farinha de trigo 
  • Caldo da cozedura da carne

Panar e fritar

  • Ovo batido
  • Pão ralado com salsa (há à venda os pacotinhos com esta mistura)

Na panela de pressão, faz-se um refogado com a cebola e os alhos picados, a folha de louro, o cravinho moído e o azeite.

Junta-se a carne e o chouriço e selam-se durante uns minutos, dando a volta para corarem todas por igual.  De seguida temperam-se de sal, pimenta e noz moscada, envolvendo bem. 

Junta-se o vinho e a água até quase cobrir a carne e cozinha durante 40 min (depois do pipo começar a rodar, baixa-se o lume para que deite só vapor). Tempo terminado, desliga-se o lume e, depois de já não sair vapor do pipo, abre-se a panela de pressão e retiram-se as carnes bem escorridas para uma taça, até arrefecerem. Limpam-se de gorduras e colocam-se num processador. Eu usei a Bimby e piquei até a carne ficar desfiada mas não moída. Reservei. 

 Fui agora tratar do molho: Descartei a folha de louro e, na Bimby (ou varinha mágica), triturei o líquido. Dá aproximadamente 1 lt. 

 Para fazer o molho béchamel, segui a receita da bimby mas com as quantidades indicadas. Também se pode fazer de forma tradicional,  derretendo a manteiga na panela em que cozeu a carne sem deixar queimar e de seguida juntar a farinha de uma só vez. Ir mexendo sempre enquanto a farinha coze até absorver a manteiga e depois, aos poucos, juntar o molho reservado, mexendo sempre muito bem para não criar grumos (se criar grumos triturar com a varinha mágica). Deixar ferver um pouco para engrossar bem e retirar do lume. 

Envolvi a carne desfiada ao béchamel ainda quente, deixe arrefecer e guardei no frigorífico tapadao com palpel film para não ganhar crosta.  Fiz a massa dos croquetes de véspera. Importante moldar os croquetes  só depois da massa estar fria no frigorífico.

 No dia seguinte, foi a tarefa de moldar os croquetes em bolinhas ou em cilindors. continuo a preferir as formas cilíndricas, apesar de darem um pouco mais de trabalho.

Fui retirando bolinhas de carne com a colher de gelado para ficarem todas do mesmo tamanho, que colquei sobre a bancada da cozinha, ligeiramente enfarinhadada. Com as mãos oleadas, formei bolinhas que depois, com ajuda da farinha, transformei em cilindros brancos.

Passei os croquetes por ovo batido e pão ralado e fui alinhando-os num tupperware com um pouco de pão ralado no fundo para congelarem sem pegarem ao fundo. após congelados, podem guardar-se num saquinho de plástico que ocupa menos espaço.

Retirei uns quantos para o almoço e fritei-os em óleo quente (190º), após o que os deixei a escorrer em papel de rolo de cozinha.

Quis reproduzir o almoço que a mãe me dava quando vinha a casa almoçar em miúda, no intervalo das aulas, enquanto via a série do Mister Ed, o cavalo que fala! e, assim, em vez de salada, acompanhei com um simples arroz de manteiga que decorei com umas azeitonas pretas por cima. 

Cada garfada envolve-se nas memórias de uma infância verdadeiramente feliz! Só agora percebo o quanto!

Ana

setembro 02, 2020

BOLO INVISÍVEL DE MAÇÃ E CANELA

 Bolo invisível de maçã e canela

Abriu a Feira do Livro e, alegremente, fui deambular pelos stands, matando as saudades, com calma e muito calor. 

Um dos livros que me prendeu a atenção foi este chamado Bolos Invisíveis, da Presença, com várias receitas que têm como tema comum a fruta ou os legumes e a técnica apresentada: uma massa fina de clafoutis e muitos frutos ou legumes laminados finamente.

Decidi experimentar o de maçã e canela e, mal cortei uma fatia, lembrei-me da Bebinka, sobremesa indo-portuguesa também construída em camadas e não muito doce (pelo menos é o que guardo na memória do Cantinho da Paz).

Ingredientes 

  • 1,5 kg maçã pesada com casca (usei umas maçãs vermelhas de Alcobaça, mas para a próxima quero  fazer com maçã Granny Smith, aumentando um pouco o açúcar por causa da acidez)
  • 3 ovos
  • 80 grs + 20 grs de açúcar mascavado
  • 50 grs manteiga meio sal derretida
  • 120 grs farinha com fermento
  • 1 c café canela
  • 150 ml leite gordo (não tinha, usei meio gordo)

Comecei por acender o forno a 180º e untar uma forma redonda de fundo falso com 23 cm de diâmetro, que forrei com papel vegetal, voltei a untar e enfarinhar.

Derreti a manteiga numa tacinha no MW e reservei, deixando arrefecer.

Bati os ovos com os 80 grs de açúcar, aos quais juntei aos poucos a manteiga, a canela e a farinha, misturando bem. No final fui deitando aos poucos o leite.

De seguida, descasquei as maçãs (uso o descascador de cenouras), retirei o centro com o descaroçador  e fui colocando-as num pouco de água com sal grosso a cobrir, para não escurecerem. 

Com a mandolina (a minha é metálica, era da minha avó e não tem protector de dedos) fui laminando as maçãs para uma taça. Este é o processo que dá mais trabalho e requer maior atenção, para não se ficar sem dedos.

Incorporei a massa do bolo na maçã e, com as mãos, coloquei a mistura na forma, com algum cuidado para as lâminas de maçã ficarem esticadinhas e não enroladas. 

Polvilhei com as restantes 20 grs de açúcar, e coloquei no forno durante 50 min, começando a vigiar passados 30 min. 

É importante deixar arrefecer antes de desenformar. 

Fica um bolo muito agradável e pouco doce, mas quem quiser pode aumentar o açúcar da massa para 100 grs. Eu gostei dele assim e aguenta-se bem 1 semana no frigorífico.

Ana