janeiro 31, 2021

PIZZA COM MASSA ALTA E FOFA


Pizza com massa alta e fofa

Dentro do período de confinamento e já conseguindo andar um pouco graças a um tratamento homeopático, fui para a cozinha, local onde me sinto bem, e onde posso exercitar as minhas experiências culinárias.

A Maria está em exames e queixava-se, a brincar, de que os colegas estavam todos a comer pizza e ela...nada! 

Foi o que quis ouvir, para poder ter um pretexto para fazer uma pizza com massa alta e fofa que é a preferida da Maria (eu prefiro com  massa fininha e crocante). Experimentei a fazer a receita do Livro Base da Bimby e foi um sucesso. Até eu comi 3 quadrados! Fica fantástica. 

Os ingredientes do recheio que aqui coloco foram adaptados e os que tinha em casa.

Ingredientes

Para a massa

  • 220 g água da torneira à temperatura ambiente
  • 1 c. chá de açúcar
  • 8 grs fermento de padeiro seco (usei Fermipan)
  • 400 g farinha tipo 65
  • 30 g azeite, mais q.b. p/ untar
  • 1 c. chá de sal fino

Para o recheio

  • 300 g queijo mozarela fresco cortado em pedacinhos
  • 2 fatias de queijo  tipo flamengo cortado em tirinhas
  • 4 fatias de fiambre de perú cortado em tirinhas
  • Sal q.b.
  • 400 g tomate maduro partido em pedaços (não tirei a pele, só as sementes)
  • 4 c. sopa de azeite
  • 10-15 folhas de manjericão ou orégãos frescos, cortadas em pedaços  (usei orégãos)

Comecei pela massa e segui religiosamente a receita.
No copo coloquei a água, o açúcar e o fermento e misturei 20 seg/vel2.
De seguida, juntei a farinha, o azeite, e o sal e amassei na velocidade Espiga, durante 2 min.

Retirei a massa do copo e amassei com as mãos por 15 seg, formei uma bola e coloquei numa taça previamente untada com azeite, a qual tapei com película. A taça foi deixada a levedar dentro do MW para que não fosse sujeita a alterações de temperatura, mas podem colocar noutro local, desde que não haja correntes de ar. Como estamos em Janeiro e está frio, demorou a duplicar de volume 1h30. Se estivéssemos no verão, talvez demorasse só 1h00, que é o que diz a receita. É ir vigiando passado uma hora.

Enquanto a massa levedava:
1. Coloquei uma folha de papel vegetal sobre um tabuleiro de ir ao forno com 30 cm x 40 cm e reservei;
2. 10 min antes da massa estar pronta, liguei o forno a 220º e puz um tacho com 2 lts de água a aquecer ao lume;
3. Também na mesma altura, parti a bola de mozzarela aos bocadinhos e deixei a escorrer num passador de rede para retirar o excesso de líquido que possa ter;
4. Envolvi também as folhas de orégãos nas 2 c sopa de azeite.

Depois da massa estar bem levedada, retirei da taça e coloquei no tabuleiro que já tinha forrado com o vegetal. Com os dedos fui espalhando a massa no papel vegetal. Espalhei por cima o tomate, os queijos e o fiambre. Temperei com sal e 2 c sopa de azeite.

Agora, foi a altura da pizza ir para o forno:
Como o meu forno é a gás  e o calor vem só de baixo, coloquei a pizza no nível mais alto do forno;  assente no fundo do forno, um tabuleiro com os 2 lts de água quente para que a massa da pizza não ficasse dura. A massa ficou no forno 30 min. A receita diz 20 min, mas difere muito de forno para forno.

Passado este tempo, retirei o tabuleiro do forno, coloqeui por cima o azeite com aas folhas de orégãos e voltou novamente ao forno, agora na prateleira do meio, mas uns 10 min (a receita refere 5 min). 

Passado esse tempo, liguei um pouco o grill para ficar mais bem tostadinho por cima.

Ficou uma delícia!

O comentário da Maria, que levou umas fatias para o quarto porque estava em e-reunião, recebi-o por sms:

Pois é, cozinhar é bom, mas cozinhar para mais pessoas, família ou amigos, sabe muito melhor!

Eu que não gosto muito de massa alta na pizza, fiquei rendida. É mesmo muito boa!
Para o recheio, podem juntar cogumelos, azeitonas, ou colocar outros ingredientes como restos de frango assado, ananás, maçã, etc.

Ana.

janeiro 03, 2021

PIZZA CROCANTE DE MOZZARELA FRESCA SOBRE BASE DE COUVE-FLOR


antes de ir para o forno


saída do forno

Pizza crocante de mozzarela fresca sobre base de couve-flor 

Gosto muito de pizza, da napolitana, da siciliana, massa alta e fofa, massa estaladiça, da mais simples só com tomate e queijo, da de figos e presunto, etc, etc, etc.

Hoje decidi experimentar trocar a base da pizza feita com farinha de trigo por outra que lhe faça juz e que não engorde tanto. Fui pesquisar várias receitas e acabei com esta, que propunha uma série de variantes, o que me permitiu usar os ingredientes que tinha, sem sair de casa.

Vou colocar aqui só a experiência que fiz. Na receita original refere alternativas como o fermento em vez da linhaça, outros tipos de farinha com a de amêndoa, de trigo, aveia ou sorgo/milo.

Ingredientes: pizza média para 2 pessoas

Massa:

  • 800 grs de floretes de couve-flor
  • 1,5 c sopa de sementes de linhaça moídas (uso a integral castanha escura moída em casa) diluídas em 1/4 chávena de água
  • 1/3 chávena farinha de espelta
  • 1 c chá de orégãos secos
  • 1/4 c chá alho em pó
  • 1/2 c chá sal

Recheio

  • 5/6 c. sopa tomatada (azeite, alho, tomate em pedaços, s. e p., folhas de mangericão fresco)
  • 1/2 - 1 chávena queijo mozzarela em fios
  • 1 mozzarela fresca
  • 6 azeitonas pretas descaroçadas
  • Folhas mangericão ou alecrim

Preparação da massa
Comecei por misturar a linhaça com a água numa tacinha e reservei no frigorífico onde deve ficar no mínimo 1 hora Ficou 2 horas.
Numa tijela grande misturei os secos.
De seguida fui tratar da couve-flor. Desmanchei-a em floretes  reservando 800 grs para a pizza. O que sobrou vai servir para uma sopa.
Na Bimby, cozi ao vapor a couve-flor (assim não fica com tanta água e mantém mais o seu sabor), colocando 1/5 lt de água no copo ao qual juntei 1 c chá de sal; deitei os floretes no recipiente da varoma, tapei-a e deixei a cozinhar 25 min/ Varoma/ Vel.1. Quando já estava morna, embrulhei a couve-flor num pano limpo e espremi bem até não deitar nenhum líquido. Esta operação é essencial para a massa ficar seca e consistente. Retirei a massa do pano, embrulhei em película aderente e reservei no frigorífico, enquanto esperava mais um pouco que a linhaça inchasse na água e a absorvesse. * Antes de misturar a papa de linhaça na couve-flor, escorri-a um pouco porque ainda tinha um bocadinho de água.

De seguida, com a mão, misturei bem a couve-flor com a papa de linhaça e os secos, amassando um pouco. Fiz uma bola que envolvi em película aderente, e achatei formando uma bolacha. Reservei no frigorífico até à hora do jantar.

Tomatada
Para o recheio preparei uma tomatada, fazendo um refogado com 1 cebola e 1 dente de alho picados e amolecidos em lume brando em 3 c sopa de azeite quente.  De seguida, deitei sobre o refogado um pacote de 400 grs de tomate em pedaços, um pouco de sal e pimenta, umas 4 folhas de mangericão fresco e deixei a cozinhar em lume brando com tacho tapado por uns 15 min. Reservei sem triturar. A pizza iria ter um ar rústico pelo que preferi assim.

Esticar e cozer da massa:
3/4 de hora antes do jantar, acendi o forno a 230º por uns 15 min (ou até o forno atingir essa temperatura).

Tirei a massa da pizza do frigorífico, descartei a película em que estava envolvida e, com o rolo da massa, estiquei-a sobre uma folha de silicone própria para o forno,  até ter aproximadamente 5 mm de espessura. fica mais ou menos com 30 cm de diâmetro. Mantendo a folha de silicone por baixo, transferi a massa para o tabuleiro do forno e lá ficou 25 min, a dourar, na prateleira central do forno. Ter cuidado para não queimar por baixo.

Topping
Passado esse tempo, retirei o tabuleiro do forno e cobri a base da pizza primeiro com um pouco de tomatada, sobre esta o queijo em fio, e, por cima, a mozzarela fresca partida grosseiramente com os dedos, as azeitonas e as folhas de mangericão (só tinha alecrim e foi o que puz). As combinações deste recheio são infinitas: cogumelos, restos de perú ou frango assados, ananás, espinafres, figos, presunto, outros queijos, etc.etc. Foi novamente ao forno 8 min. 

Descansou 5 min já cá fora enquanto um creme de coentros muito quentinho nos preparava o estômago para o que aí vinha.

A massa foi aprovada: estava crocante e tinha consistência suficiente para se poder comer à mão sem se desmanchar.

Além disso ficou muito gulosa como se quer uma pizza e foi a quantidade perfeita para duas pessoas que não jantem como se não houvesse amanhã. 

A repetir.

Tips: Ter a tomatada, várias bases de couve-flor feitas e o queijo mozzarela em fios, congelados. Assim, caso nesse dia não haja tempo ou paciência para fazer o jantar, já está tudo pré-preparado e cozinhado, sendo só preciso descongelar, cobrir com uM toppping à escolha e colocar no forno.

Ana

dezembro 31, 2020

EXTRATO DE BAUNILHA

Extrato de baunilha

Uso muito o extrato de baunilha em variadas receitas, às vezes até quando já passou um pouco do prazo e nunca morri por causa disso. Acho que perde uma pouco do sabor, that's all!

Como o que tinha já estava no fim, resolvi então fazer eu, porque sim, porque cada vez mais prefiro tudo home-made, porque sai mais barato, porque gosto de experimentar coisas novas.

Depois de pesquisar um pouco na internet, não muito até porque a receita é muito simples, fui comprar a vagem de baunilha (que me dá sempre murros no estômago pelo preço que custa); tinha em casa um resto de Smirnoff, Deus sabe lá de quando porque não me lembro de ter comprado vodka, e foi só juntar os dois ingredientes num frasco esterilizado e guardar na despensa no escurinho.

Agora é SÓ aguardar. Para quem não gosta de esperar, o SÓ torna-se gigante, mas é o preço a pagar para obter um produto que só vai melhorando com o tempo.

Ingredientes

  • 180 ml vodka (de qualidade (usei Smirnoff)
  • 2 vagens de baunilha
  • 1 frasco de vidro esterilizado

Abri as vagens de baunilha com uma faquinha bem afiada e cortei-as ao meio transversalmente para caberem no frasco que não era muito alto e ficarem totalmente submersas no líquido. Mantive as sementes agarradas às vagens. 

Deitei o álcool no frasco, juntei as vagens de baunilha e fechei bem.

Etiquetei com a data e guardei na despensa no escuro. Agora é só ir agitando ocasionalmente e assistir à maturação e escurecimento do líquido.

Segundo quem já preparou o extrato, ele atinge o ponto passados uns 4-6 meses, mas pode usar-se após 2 meses.

Vou ter de esperar.........

Tips: Há quem  prepare o extrato de baunilha numa versão não alcoólica com glicerina comestível mas, como já tinha o vodka em casa e li que o álcool extrai mais rapidamente o sabor da baunilha, não hesitei.

Usei a etiqueta que a Clara de Sousa 'oferece' em formato pdf no seu blog.

Ana

dezembro 28, 2020

SOPA DE TOMATE E ABÓBORA MANTEIGA ASSADOS

Sopa de tomate e abóbora assados

Mais uma sopa reconfortante nestas noites frias! e se a minha casa é fria!

Esta receita adaptada do blog Cinco Quartos de Laranja da Isabel Zibaia Rafael, já a fiz duas vezes.
É muito boa bem quente, com uma colher de natas ou iogurte natural por cima e salpicada de cebolinho fresco picado ou pinhões torrados.

Ingredientes

  • 600 g de tomate bem maduro e limpo de peles e sementes (eu fiz com pele e sementes, só partidos ao meio)
  • 300 g de abóbora manteiga (abri ao meio longitudinalmente e retirei as sementes, mantive a pele)
  • 3 colheres de sopa de azeite extra virgem (1 c. para assar os legumes)
  •  Sal e pimenta-preta q.b. para assar os legumes
  • 1 cebola
  • 1 dente de alho
  • 500 ml de caldo de legumes caseiro
  • 1 c chá de açúcar (a receita original não refere)
  • 1/2 c chá Za'atar
  • 1 c chá açúcar

Tinha comprado vários legumes que puz a assar em forno a 200º, durante 3/4 a 1 hora aproximadamente, cortados de forma rústica e envolvidos em azeite, sal, pimenta e za'atar (mistura de especiarias que lembram os sabores do Médio Oriente). Entre eles, estavam os desta receita. Fui virando os legumes a meio do assado.

Numa panela fiz um refogado com 2 c sopa de azeite, a cebola e o alho picados. Quando a cebola estava translúcida e macia,  juntei o tomate e a abóbora assados, o açúcar, o caldo de legumes caseiro e levei ao lume por 20 min. No final, juntei o restante azeite (usei um pouco do azeite que tinha de uns tomates secos guardados em frasco) e não juntei sal. Só verifiquei do tempero, visto que os legumes já tinham sido assados com sal e o caldo de legumes também é salgado.

Servi com uma colher de sobremesa de iogurte por cima e o cebolinho picados.

 Uma delícia! 

Ana

dezembro 25, 2020

PANQUECA DE MIRTILOS COM TOPPING DE MEL OU NATAS BATIDAS - BRUNCH DE NATAL

Panqueca de mirtilos com topping de mel ou natas

É dia 25 de Dezembro, dia de Natal, tempo calmo, em casa, em que posso dedicar-me a preparar um brunch no qual o rei foi uma panqueca de mirtilos feita no forno.

Ingredientes

  • 1,5 chav farinha de trigo sem fermento
  • 1/2 chav farinha de espelta
  • 2 c. sopa açúcar granulado
  • 2 c. chá fermento em pó
  • 1 c. chá bicarbonato de sódio
  • 1 c. chá flor de sal kosher
  • 2 c. sopa manteiga sem sal (derretida e levemente esfriada)
  • 2 chav leitelho
  • 2 ovos grandes bi
  • 1 limão médio (sumo e raspa
  • 2 c. chá extrato de baunilh
  • 1,5 chá mirtilo
  • 1/4 chav água
  • Açúcar em pó, mel ou natas levemente batidas com açúcar como topping 
  • Óleo em spray ou manteiga para untar a forma 
  • Papel manteiga

Pré-aqueça o forno a 218ºC.
Unte uma forma de 33cm*46cm com spray de cozinha, forrar o fundo e os lados da forma com papel manteiga e voltar a untar por cima do papel.
Numa tigela média, misture aos secos: as farinhas, o açúcar, o fermento, o bicarbonato e o sal.
Noutra tigela misture os húmidos: a manteiga, o leitelho, os ovos, o sumo e a raspa do limão, a baunilha e a chávena de água, até incorporar bem.
Adicione os ingredientes húmidos aos secos e misture sem bater demais. Se ficarem alguns grumos não tem importância.
Envolva agora os mirtilos.
Despeje a massa na forma, espalhando uniformemente. Bata algumas vezes a forma na bancada para retirar o ar e assentar a massa.
Leve ao forno
durante cerca de 15 minutos, rodando a forma a meio da cozedura.
Deixe arrefecer durante 5 minutos dentro da forma.
Desenforme, virando de uma vez única a forma sobre uma tábua e corte em 16 quadrados.
Fica óptimo com açúcar em pó, mel ou natas batidas com um pouco de açúcar por cima.

Tip:
Se não conseguir comprar leitelho também chamado de buttermilk (o soro que fica quando se batem natas o tempo suficiente para estas se transformarem em manteiga, separando-se o soro da parte sólida), adicione uma colher de sopa  de sumo de limão a uma chav de leite à temperatura ambiente e deixe coalhar, mais ou menos 10 min.

Ana

BOMBONS RECHEADOS DE MORANGO, COCO E LIMA

Feliz Natal!!!!
A todos os povos, Feliz Natal!
Um Feliz Natal com menos julgamentos, mais alegria
e mais aceitação do que nos diferencia e, sobretudo, mais centrado no essencial, que é o Amor! 
 
Só o Amor nos faz sair de nós próprios e abrir ao outro, só o Amor perdoa,
só o Amor nos aproxima!



Bombons recheados de Morango, Coco e Lima

Assisti ao programa da Filipa Gomes no 24 Kitchen no qual apresentava estes bombons que me lembraram os Bounty que eu gosto muito. Decidi fazer para o Natal e resultaram muito bem. Fiz por partes e preparei o recheio com uns dias de antecedência. Tinha morangos desidratados que faço todos os anos com o desidratador, na altura em que aparecem, mais ou menos em Março. Quantidades adaptadas.

Recheio

  • 60 gr morangos desidratados secos
  • 100 gr côco ralado seco
  • 50 gr côco ralado fresco (comprei um pacote de coco fresco em cubos que ralei no processador)
  • 60 ml leite de côco
  • Raspa de 1 lima
  • Sumo de 1/2  lima
  • 8 c sopa geleia de agave (a receita dizia xarope mas, só encontrei geleia que funcionou muito bem)

Cobertura

  • 125 g manteiga de cacau
  • 7 c sopa geleia de agave (a receita original diz xarope de agave)
  • 7 c sopa bom cacau em pó

Comecei por forrar uma forma de bolo inglês com película aderente.

No processador triturei os morangos desidratados, deixando em granulado grosso. Juntei os restantes ingredientes e deitei esta mistura na forma, calcando bem. Cobri com a película aderente e coloquei no congelador de um dia para o outro. Pode ficar no mínimo 1/2 hora.

No dia de Natal, em banho-maria e lume baixinho derreti a manteiga de cacao. Este processo é muito rápido. Adicionei em seguida a geleia de agave e o cacau, misturando bem. Retirei do banho-maria e deixei arrefecer, tendo o cuidado de ir verificando a consistência, para o líquido não se transformar num creme grosso e de cor opaca.

quando a cobertura estava no ponto, retirei o recheio do congelador, retirei a película aderente e cortei, sobre uma tábua, rectângulos mais ou menos com 3 cm * 1,5 cm.

Fui mergulhando os bombons, um a um, no chocolate, com a ajuda de um garfo, que fui deixando a solidificar sobre papel vegetal próprio para bolos (vende-se em qq supermerdo, em rolo, ao pé da pelicula aderente).

Fui repetindo a operação e, desta segunda vez, salpicando o chocolate com os morangos desidratados, enquanto ainda não estavam secos, para que pudessem aderir bem à cobertura.

Guardei no frigorífico e formos tirando um a um, dois a dois...estes bombons são viciantes e não levam açúcar!!!!!!!

Enfim, é Natal, why not?

Ana

TRONCO DE NATAL SALGADO COM MOLHO DE TOMATE

Tronco de Natal salgado com molho de tomate

O que fazer para o jantar da consoada? 

A M. pediu para não fazer o perú e pareceu-me que também não lhe me apetecia o tradicional bacalhau cozido com couves. 

Quando voltei a conversar sobre o tema, estava tão stressada com os trabalhos da faculdade, que disse para eu fazer o que achasse melhor! Assim, decidi-me por esta torta da Cátia Guarmon que vi no 24Kitchen. 

Tem a forma do tradicional tronco de Natal que, nesta versão, não é doce e serve de prato principal.

Fiz o recheio com antecedência, para não sobrecarregar o dia de Natal, e congelei.

Quanto à cobertura, coloquei por cima uma tomatada grossa! No meu caso, foi só abrir um frasco da passata que tinha guardado, deixar evaporar um pouco, porque estava muito líquida, e that's it!

A cobertura original é com grão, ficando com as cores acastanhadas de um tronco, mas optei por esta versão menos pesada, embora o tronco fique mais encarnado :) As cores são de Natal, anyway!

Ingredientes

Para a torta

  • 6 gemas
  • 6 claras
  • 80 gr farinha peneirada
  • 1 c chá de fermento em pó
  • 1 c café de flor de sal

Para o recheio

  • 6 c sopa azeite
  • 1 cebola grande picada
  • 4 dentes alho picados
  • 300 g bacalhau cozinhado e desfiado
  • 3 c sopa coentros picada
  • 2 c sopa farinha sem fermento
  • 200 ml leite meio gordo
  • sal, pimenta e noz moscada q.b.

 Para a cobertura de tomate (como alternativa)

  • 400 gr tomate de lata
  • 4 tomates chucha maduros
  • 1 dentes de alho
  • 1 cebola grande
  • 50 ml azeite
  • 5 fls manjericão fresco
  • sal e pimenta q.b.

Para a cobertura de grão (receita original)

  • 300 gr grão cozido (escorrido)
  • 150g queijo fresco creme
  • 2 dentes de alho
  • 1 c sobremesa de paprica fumada
  • 1 c chá curcuma
  • 50 ml azeite
  • sal e pimenta q.b.
  • sumo de ½ limão

Para a torta

1. Pré-aqueça o forno a 180°C.
2. Unte um tabuleiro de tortas forrado com papel vegetal com spray de óleo. Tenho um de 22 cm*34 cm medido por dentro que deu perfeitamente.
3. Misture a farinha com 1 colher de chá de fermento.
4. Numa taça, desfaça as 6 gemas.
5. Bata as 6 claras em castelo com uma pitada de sal.
6. Junte as claras às gemas alternadamente com a farinha, envolvendo suavemente com uma vara de arames.
7. Coza durante 10 a 15 minutos.
8. Retire do forno e desenforme sobre um pano, retire o papel vegetal e enrole com a ajuda do pano, mantendo tapado até arrefecer.

Para o recheio

1. Num tacho aqueça 6 colheres de sopa de azeite e refogue 1 cebola grande picada e 4 dentes de alho picados e deixe cozinhar até alourar. Junte 300g de bacalhau cozinhado e desfiado, 3 colheres de sopa de coentros picados e envolva tudo em lume brando durante 5 minutos.
2. Adicione, aos poucos, 2 colheres de farinha intercalado com 200ml de leite. Cozinhe tudo em lume brando até obter um preparado homogéneo e espesso.
3. Junte noz moscada, sal e pimenta a gosto. Reserve.

Para a cobertura de tomate

Faça um refogado com o azeite quente onde deita a cebola e o alho picados. depois junte os tomates, o sal e a pimenta e as folhas de manjericão. Deixe fervilhar em lume baixinho durante 20 min. no final, passei a tomatada no processador para ficar em creme. como estava um pouco líquida, deixei a fervilhar o creme mis uns 10 min, vigiando para não pegar ao fundo do tacho. Não convém que fique muito líquido para não escorrer do tronco.

Para a cobertura de grão

1. Num liquidificador adicione 300 gr de grão cozido, 150 gr de queijo fresco creme, 2 dentes de alho, 1 colher de sobremesa de paprika fumada, 1 colher de chá de curcuma, 50 ml de azeite, sumo de ½ limão, coentros (raminho), 12 tomates cereja, sal e pimenta a gosto.
2. Triture tudo até obter um preparado homogéneo e reserve.

Montagem do tronco

1. Desenrole a massa, com cuidado, recheie com o preparado de bacalhau e volte a enrolar.

2. Corte um canto do rolo, na diagonal, posicione em ao lado da torta.

3. Coloque num tabuleiro forrado com papel vegetal, sobre o tabuleiro do forno.

4. Cubra com o creme de grão ou a tomatada e faça riscos com um garfo para lhe dar um ar mais realista. Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC, durante 10 minutos.Há que ter cuidado porque queima facilmente por baixo. aconselho um forno com ventilação.

5. Enfeite com coentros e tomate cereja no caso da cobertura de grão ou com folhas de manjericão e tomates cereja de várias cores para a tomatada.

6. Salpicar na hora de servir com parmesão ralado! Parece neve!

Coloquei o resto da tomatada numa molheira para se poder adicionar a gosto, servi com uma couve portuguesa cozida e passada por azeite aromatizado com um dente de alho. Também pode acompanhar com uma salada verde.

Um bom vinho tinto é essencial!

Para a sobremesa, não resisti às rabanadas da Maria de Lurdes Modesto. 

Queria ter feito os sonhos de requeijão do João Pedro Diniz, mas não encontrei a receita :(

Para a minha filha M. que não gosta muito dos doces de Natal (que eu adoro!!!!!), o bolo de chocolate de sempre acompanhado de framboesas frescas e chantilly.  Engraçado foi que este ano já gostou muito das rabanadas!

Este ano, somos só duas, porque o tempo não está para brincadeiras, não vá o bicho tocar à porta! 

Saudades inacreditáveis da minha filha F.

Ana

 

dezembro 23, 2020

PUDIM ÓPTIMO DE IOGURTE COM GELATINA

Pudim de iogurte com gelatina

A Paulinha que trabalha no meu atelier falou-me de uma sobremesa light, que é tão simples quanto isto.

Basta misturar iogurte com gelatina e fica pronto.

Nem mais! Como lá em casa estamos sempre com a preocupação de não ultrapassarmos o peso devido, experimentei e fica óptima, sem nos preocuparmo-nos com as calorias a mais.

Ingredientes

  • 4 iogurtes naturais (escorrer o liquido)
  • 1 gelatina light do sabor à escolha (gosto da de ananás)
  • 500 ml agua para derreter a gelatina + 400 ml (- 100 do que diz na embalagem)

Fazer a gelatina seguindo as instruções do pacote. Quando estiver já tépida, mas ainda líquida, misturar bem os iogurtes com a vara de arames e colocar a solidificar no frigorífico. Ponho em potinhos pequenos para servir em doses individuais e, em vez de fruta, como um a seguir ao almoço seguido de um café e 5  amêndoas com pele :) !

Já experimentei a fazer com gelatina normal e fica exageradamente doce. 

Incomoda-me os ingredientes pouco saudáveis que tem a gelatina. Por isso, ando à procura ainda de uma que seja mais saudável. Vou ao Go Natural ou Celeiro este fim de semana a ver o que encontro.

Só tentei desenfomar para a fotografia, mas não saiu muito bem!

Ana

dezembro 20, 2020

ESPARGUETE COM LEGUMES ASSADOS E MOZZARELA FRESCA


Esparguete com legumes assados e mozzarela fresca

Esta receita adaptada de As minhas receitas ficou como uma das favoritas cá de casa. É muito boa e pode ter-se o recheio já feito e congelado. Na hora, é só descongelar e aquecer, envolver na massa acabada de fazer e cobrir com os pedaços de mozzarela fresca. Em 15 min, temos o jantar pronto

Ingredientes

  • 200g de esparguete
  • 1 beringela
  • 1 cebola média
  • 4 dentes de alho
  • 1 tomate grande assado
  • 30 ml azeite + um pouco para colocar sobre os legumes que vão a assar.
  • 1 raminho de tomilho fresco, só as folhas
  • sal e pimenta q.b.
  • 1 mozarella fresca (a receita colocava como alternativa a burrata)

Para o molho

Para não gastar forno só com 1 beringela e 1 tomate, faço a quantidade a triplicar e congelo. Normalmente, aproveito também para, em simultâneo, assar batatas doces e maçãs.

 

Cortam-se as beringelas ao meio longitudinalmente e dá-se uns golpes na polpa. Partem-se os tomates ao meio. Colocam-se os legumes num tabuleiro de forno, temperados com um fio de azeite, sal, pimenta, e umas folhinhas de tomilho fresco.  Vão a assar em forno médio previamente aquecido durante cerca de 1 hora ou até a beringela estar completamente macia, ao espetar um garfo. Os tomates assam mais rápido, pelo que, passados uns 20 min, se devem retirar. Reserva-se este molho, após ter-se cortado o tomate em cubos pequenos, retirado a polpa à beringela e, com uma faca, cortado também em bocadinhos.


Entretanto, aquece-se o azeite num tacho, pica-se a cebola, laminam-se os dentes de alho e faz-se um refogado leve.  Envolvem-se de seguida os legemes assados no refogado e rectifica-se o sal. Deixa-se arrefecer e, nesta altura, pode congelar-se em doses para se utilizar quando necessário. 

 

Esparguete

Na hora de servir, coze-se o esparguete em água abundante com sal  e, assim que estiver al dente, escorre-se, reservando meio copo da água da cozedura.

 

Envolve-se o molho na massa e, se for preciso, junta-se um pouquinho da água de cozer o espargute.


Servi em taças, pondo por cima a mozzarela em pedacinhos fria, que derrete um pouco em contacto com o quente da massa.


Acho que qualquer criança come esta massa muito saborosa e rica em legumes.

 

Para a fotografia, esqueci-me de colocar a mozzarela em pedaços. É o que faz as pressas! :)


Ana.

dezembro 15, 2020

SALMONBURGERS COM ABACATE


Salmonburgers

Adaptei esta receita da Isabel Zibaia e ficou muito boa. Os burgers comprei no Continente na área dos congelados, mas para a próxima vou fazer com lombos de salmão selvagem. Caro, pois é, mas é salmão com todas as propriedades de um peixe que nada livremente comendo o que o mar oferece e que lhe dá aquela cor rosa clarinha fantástica, sem corantes artificiais.

Ingredientes

  • 4 salmonburgers congelados ou 4 lombos de salmão selvagem
  • 1/2 c chá especiarias para temperar peixe que tb contém aneto (a receita diz aneto seco, mas não encontrei)
  • 1/2 c chá alho em pó
  • 1 c sopa azeite (dá para o tempero e para a frigideira)
  • 1 abacate pequeno ou 1/2 abacate
  • sumo de limão
  • 1 c sopa maionese light (a receita diz 3 colheres de maionese normal)
  • s e p qb
  • 4 fatias de pão tostado (a receita refere pães de hamburger)
  • 1 dente de alho para colocar nas tostas)
  • 8 fls de alface

Temperei o salmão com sal, pimenta, alho em pó, aneto e um fiozinho de azeite.
Aqueci bem uma  frigideira anti-aderente com uma c sobremesa de azeite e deixei a tostar 1 min de cada lado em lume forte. Depois cobri com uma tampa de deixei cozinhar 5 min de cada lado.

Entretanto, preparei o molho de abacate e lavei e separei as folhas de alface.

Creme de abacate
Esmaguei um abacate pequeno com um garfo, ao qual fui dentando o sumo de limão para o abacate não oxidar e ficar escuro. Juntei 1 c sopa de maionese light e temperei com sal e pimenta

Tostei as fatias de pão alentejano (pão de cabeça) no forno, que barrei antes com um dente de alho.

Por cima, coloquei uma folha de alface, o salmão e o creme de abacate.

Para quem não quis comer o pão, foi só embrulhar o salmão na alface. Ficou uma sandwich muito saudável e gulosa.

Ana

ESTUFADO DE COELHO MUITO GULOSO

Estufado de coelho muito guloso

Há muito tempo que um jantar não me sabia tão bem.

O coelho é uma carne branca muito saudável, com pouca gordura e barata. Lá em casa, a filha não come carne de mamíferos, por isso fiz só para mim e valeu a pena. 

Este estufado de coelho com legumes (receita retirada do site do Pingo Doce) é mesmo muito bom. Não sei quem está por trás das receitas do PD, mas ainda não fiz nenhuma que não resultasse bem, e eu não sou paga para dizer isto! :)

Nesta altura do ano ainda sabe melhor, embora o inverno ainda não tenha chegado. É o Outono a puxar pelos estufados, empadões, marmelos e maçãs assadas, castanhas, pãozinho quente, etc.

Esta quantidade dá para 6 pessoas que comam bem.

Ingredientes

  • 1 c. chá sal para a marinada + 1 c. chá sal para o estufado
  • 1 c. sopa pimentão-doce
  • 1/2 c alho em pó
  • 1 c. sopa mostarda
  • 1 dl cerveja branca
  • 1 coelho cortado em pedaços pequenos
  • 2 c. sopa azeite
  • 100 g cebola picada
  • 100 g talo de aipo em rodelas com 0,5 cm de espessura
  • 2 folhas de louro
  • 1 courgette bio com pele em cubos
  • 300 g abóbora butternut squash sem pele, em cubos
  • 100 g polpa de tomate + 1 c chá de orégãos secos + 1 c chá mangericão seco (a receita original usa a polpa de tomate que já se vende com orégãos e mangericão)
  • 1 frasco de grão cozido
  • 300 g de fatias de pão saloio (usei o de Rio Maior que se vende no Lidl e que podemos fatiar na máquina do supermercado)
  • Folhas de mangericão fresco

Numa tigela grande preparei uma marinada com 1 colher de chá de sal, o pimentão-doce, o alho em pó, a mostarda e a cerveja, na qual deitei os pedaços de coelho em pedaços, misturando muito bem.
Coloquei no frigorífico a ganhar sabor de um dia para  o outro.

No dia seguinte, aqueci o azeite num tacho alto (porque espirra para fora). Escorri os pedaços de coelho da marinada e selei-os (fritei-os) por todos os lados, em lume forte, até alourarem.

Juntei ao coelho, a cebola, o aipo, a courgette e a abóbora em cubos, o louro, e temperei com o restante sal.

Misturei a polpa de tomate, os orégãos e o mangericão secos, ao líquido da marinada e deitei sobre o coelho e os legumes, envolvendo bem.

Juntei o grão bem escorrido e passado por água e cozinhei com o tacho tapado em lume baixo durante cerca de 30 minutos, mexendo de vez em quando.

Quando estava pronto, desliguei o lume e fui torrar o pão. Enquanto este torrava,  juntei algumas folhas frescas de manjericão ao coelho e foi só colocar o preparado num prato de sopa, ladeado pelas fatias fininhas de pão torrado. 

É delicioso! hoje foi novamente o meu almoço! Gosto de separar a carne dos ossos e juntar novamente ao estufado. Assim, posso jantar numa bowl, só com um garfo e enrolada numa mantinha a ver um filme.

Hygge food, como lhe chamariam os dinamarqueses! para mim que sou portuguesa, digo que é uma jantar muiiiito aconchegante!

Hei-de experimentar a substituir o grão por outra leguminosa cozida, por exemplo, o feijão branco, lentilhas verdes ou mesmo os chícharos, que nunca cozinhei.

Ana