julho 18, 2013

A PASTELARIA

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A PASTELARIA
Mário Cesariny

Afinal o que importa não é a literatura nem a crítica de arte nem a câmara escura 

Afinal o que
importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio 

Afinal o que
importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante 

Afinal o que
importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício
Não
é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola 

Que afinal
o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come 

Que afinal
o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo! 

Que afinal
o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora!
– rir de tudo
No riso admirável
de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra 


Exposição Real-Surreal 


Lou

julho 10, 2013

O PATO...QUIM QUIM QUIM





Magret de Pato

Por incrível que pareça nunca tinha feito este prato muito simples e muito bom.
Em vez de comprar os peitos de pato, a senhora do talho aconselhou-me a comprar o pato todo, que saía mais barato e ainda podia aproveitar o resto para fazer um arroz de pato, e foi o que fiz.

Chegada a casa, congelei o restante pato e tratei assim os magrets.

Ingredientes
  • 2 magrets de pato
  • sumo de 1 laranja grande
  • sal e pimenta
  • azeite
  • 1 c sobremesa açúcar
  • 1 c sobremesa mel
Dei uns golpes em cruz na pele, temperei o pato com o sumo de laranja, sal e pimenta e deixei assim durante a tarde. Não esquecer não deitar fora o líquido da marinada.
À hora do jantar, aqueci o azeite, retirei o pato da marinada e tostei 5 min de cada lado, primeiro do lado da pele de modo a que ficasse crocante e vertesse alguma gordura para a frigideira. 

Para quem gostar da carne em sangue, o pato está cozinhado. Mas para mim, não!

Tendo aquecido previamente o forno a 160º, retirei o pato da frigideira e coloquei-o num pyrex com uma borrifadela de azeite para não pegar com a pele virada para cima durante uns 20 min ou até o pato já estar com uma cor menos avermelhada.

Mal o pato estava pronto, retirei do forno e cobri com uma folha de alumínio num local quente, para a carne descansar 5 min antes de se cortar.

Enquanto isto, juntei a marinada, o mel e o açúcar aos sucos de gordura da frigideira, deixei levantar fervura e, mal o pato estava pronto, cortei-o em fatias, coloquei nos pratos e verti o molho por cima.

Acompanhei com arroz branco solto e umas rodelas de laranja.

A maria que nunca tinha comido, adorou!

Receita a repetir, embora eu duvide que volte a fazer a mesma. Não gosto de repetições e há outras formas de fazer o magret que quero ainda experimentar!

Ana

julho 08, 2013

BOLA NOVA


Caricatura do Arqº Carlos Worm
 Está calor, apetece ir à praia da Costa da Caparica e comer um dos bolos na praia como os do "BOLA NOVA" dos meados do séc XX.

Lou

junho 27, 2013

NA COZINHA DE TC+ZPC=1



CASA Z, E-1O27, M52, são casas de Criativos, aonde impera o Design, a criatividade e o Bom Gosto.


TC+ZPC=1, é a casa à qual  eu resolvi designar por este nome, por ter as características das outras, além de ser de 2 almas gémeas representadas pela escultura do ZPC de 2 árvores que se interlaçam numa árvore única.
Não gosto de Fazer Nada!
Adoro séries da TV. Já viram a "Era uma vez?"
Agora ando no Espanhol!

Para quem Não Gosta de fazer Nada e estender-se no Sofá, a sua criatividade trabalha por ele.
E foi assim que um dia...


"Sabem o que aconteceu no outro dia?
Comecei a fazer a mousse de chocolate da Bimby, com o que tinha no frigorífico  e não é que no fim reparei que só tinha aproveitado umas claras e que não tinha colocado gemas, e que ficou Deliciosa!"


Esta é a interpretação da sua receita, que por lapso ficou sem gemas e Ótima

Mousse de Chocolate ZPC
  • 200 gr de chocolate com 70% cacau (100gr LINDT)
  • 100 gr manteiga
  • 100 gr açúcar branco
  • 4 claras
Montam-se as claras em castelo.
Adiciona-se o açúcar, bate-se um pouco e reserva-se.
Junta-se o chocolate liquido derretido com a manteiga no micro-ondas ás claras em castelo e envolve-se suavemente de modo a não tirar o ar das claras.
Vai ao frigorífico até ao momento de servir.
Serve-se acompanhado de cerejas e de compota de cerejas, visto ser "Temp de Cerises"
Lou.

junho 23, 2013

COM UM TOQUE DE FRESCURA

Bavaroise de pêssego e iogurte
Há dias de calor em que apetece um doce rápido e fresco.
Abre-se o frigorífico, vê-se uns iogurtes gregos açucarados, na despensa uma lata de pêssegos em calda trazida ao engano a pensar que era de manga e umas folhas de gelatina...eis uma sobremesa pouco calórica, com a frescura da fruta acidulada com vidrado de limão a lembrar as bavaroises.

Ingredientes

  • 1 lata de pêsssego em calda das grandes
  • 4 iogurtes gregos açucarados
  • 10 folhas pequenas de gelatina transparente 
  • Vidrado de limão qb


Preparação

Coloca-se a gelatina partida aos bocados coberta de águafria até amolecer.
Junta-se mais um pouco de água e leva-se ao microondas 1 s até dissolver.
Reserva-se até arrefecer um pouco.
Num copo misturador junta-se os iogurtes, a polpa e a gelatina já derretida.
Tritura-se tudo.
Junta-se meia polpa de pêssego partida em pequenos bocados e o vidrado de limão.
Vai ao frigorífico até solidificar.
Decora-se com umas tiras de manga e cerejas.

Lou

junho 05, 2013

DE PARIS COM AMOR


Mamã de onde vêm os bebés?
         De Paris, numa cegonha, meu amor!

Era assim que antigamente se respondia aos mais pequenos à pergunta da origem dos bebés.

Mas de Paris ou de outra parte do Mundo, o que gostamos mesmo que nos tragam são produtos gastronómicos.
Partir através dos sabores para outras paragens

Numa mala de porão num avião, escondidas entre roupas e acessórios, vieram umas Conquille St Jacques, mais conhecidas entre nós por Vieiras, fresquíssimas, devoradas no dia seguinte, como presente de amor.

Mamã de onde vieram estas conchas?
De Paris, de avião, meu amor!


Conquillhe St Jacques Gratinadas
  • Conquillhe St Jacques
  • Manteiga qb
  • Farinha qb
  • Sal marinho qb
  • Mostarda de Dijon qb
  • Sumo de limão qb
  • Pimenta preta moída a gosto
Abrem-se as conchas e retira-se todo o interior. Numa frigideira anti-aderente, coloca-se manteiga, aquece-se até derreter e doura-se ligeiramente as vieiras. Tempera-se com sal, pimenta e mostarda. Reserva-se.
Entretanto faz-se um molho branco, um pouco espesso, no qual se acrescentou o líquido de dourar as vieiras. Tempera-se de sal, sumo de limão, mostarda e pimenta a gosto, não muito temperado, de modo a sentir-se a frescura a mar.
Monta-se  então o prato. Divide-se as vieiras pelas conchas e enche-se com o molho branco.
Rala-se um pouco de queijo a gosto por cima e vai ao forno a gratinar a 200º.

Servem-se acompanhadas de uma boa salada verde, num dia fresco de Verão ao som d´une  chanson française.

Lou

junho 03, 2013

SOPA DE PEIXE-GALO


Sopa de peixe-galo

Mais uma vez fui ao meu programa preferido do sábado de manhã: ir às compras ao mercado de Alvalade! 
Depois de ter cuscado as várias bancas de peixe, decidi-me por umas sardinhas (as primeiras do ano), uma mão cheia de camarão fresco só para uma entradita e um peixe-galo para fazer em filetes. Logo a peixeira me avisou que ia dar para pouco e ia sair caro, dado que o bichinho tem uma grande cabeça...que era melhor para fritar em postas, que rendia mais... mesmo assim disse que queria e pedi que me arranjasse em filetes!
Fiquei então com dois lombos, uma cabeça e uma espinha de peixe por 18€. Ufa! ia ter que render bem aquele peixinho!
Cheguei a casa e comecei a preparar os camarões.
Pus uma panela com água com bastante sal a ferver, deitei para lá os camarões e deixei cozinhar em fervura baixa por uns 2/3 minutos.
Tendo pré-preparada uma tijela com cubos de gelo e meio limão, salvei os camarões da água e mergulhei-os na água gelada para não ficarem moles. guardei a aguinha de cozer já a pensar na minha sopa de peixe.

Atirei-me então ao peixe-galo.
Reservei os filetes de peixe, peguei na cabeça e na espinha e introduzi na água de cozer os camarões (aproximadamente 2 l), só com uns grãos de pimenta, dado que a água já estava salgada.
Deixei cozer por uns 10 min e apaguei o lume.

Entretanto fiz um refogado com uma cebola roxa muito bem picadinha, um ramo de salsa, umas 3 c sopa de azeite e 2 alhos esmagados. Deixei cozer a cebola em lume baixinho e em tacho tapado por uns minutos e depois juntei dois tomates pelados e em cubinhos, uma folha de louro, a água de cozer o peixe (passei-a primeiro por um passador para ir mais limpinha) e um copo de vinho branco (usei o que ia beber, um JP).

Ficou assim a apurar e a reduzir durante uma meia hora, durante a qual retirei o pouco da carne que a cabeça do peixe tinha e cozi umas massinhas à parte para juntar no final.
Deixei arrefecer, passei tudo pelo mix, juntei as massinhas e o peixe (pouco), e servi salpicado com um pouco de salsa fresca.

Que bem que me soube acompanhada de uma fatia de pão alentejano torrado!

Ana

maio 31, 2013

À MESA COM ZUMTHOR


A Cozinha de Peter Zumthor
Há cozinhas que nos inspiram e a da Casa Z do arquiteto Peter Zumthor, na pequena vila de  Haldenstein  perto de Coira nos Alpes Suiços, tem a Atmosfera perfeita, como se estivéssemos no meio da natureza e nada nos separasse dela e pudéssemos acompanhar os ciclos das estações com as suas variantes de cor.

Que cozinhar nela? Que prato para Peter?

Seguindo a sua sensibilidade arquitetónica, da pureza das linhas, da sensibilidade aos materiais e à luz, à Atmosfera do lugar…

Apreciador de ténis, charutos jazz e margaritas…
Talvez preparar algo ligeiro para ser degustado no seu escritório em Haldenstein, que funciona ao lado da sua casa. Ler mais em..

E depois ouvir o concerto de Jazz nas Termas de Vals (projeto da sua autoria) do compositor e trompetista de Jazz Martin Dahanukar e do seu quarteto e sentirmo-nos transportados para aquela Atmosfera mágica. Ler mais em…

Imagem via Pinterest
Trifle de Sanduiche

Ingredientes
  • Pão em baguete
  • Fatias finas de queijo suíço Gruyère
  • Rúcula
  • Fatias finas de salpicão de porco preto
Preparação

O trifle geralmente é em bolo e em camadas sobrepostas mas, pesquisando no mundo virtual da Net, encontrei esta imagem, sim, desta vez não cozinhei..mas achei que esta sanduíche feita com o queijo nacional, o Gruyère e com um salpicão de preferência comprado numa das muitas lojas de emigrantes portugueses na Suiça e embrulhada em papel reciclado...



Poderia acompanhar uma Marguerita e um charuto embalado pelo som de Jazz num intervalo para almoço no escritório de Peter Zumthor.


Enquanto eu recostada em almofadas me deleito a ler o seu livro...ATMOSFERAS e a comer também umas das trifles sanduíches.

Lou

maio 30, 2013

TRIFFLE DE VALE DE MACEIRA



Triffle de pêssegos

Adoro triffles, ou melhor dizendo esta espécie de bolo em várias camadas, muito fácil de fazer e que resulta na consistência leve de uma sobremesa.
Fazia-o deste modo a Leia, senhora que trabalhava na casa do meu amigo DJ.
Lembro-me de o comer às tantas da manhã - depois de uma noite de matraquilhos e música no Solar da Paz -, na mesa da cozinha, em conversa demorada e lenta, acompanhada do cheiro dos pêssegos do pomar da casa e do despertar preguiçoso do sol.

Ingredientes
  • Leite de creme
  • 1 Pão de ló 
  • Pêssegos sumarentos
  • licor de pêssego caseiro 
Montagem
Numa tijela de vidro (fica mais bonito) colocam-se, em camadas e por esta ordem:
pão de ló em fatias muito fininhas a cobrir o fundo
pinceladas de licor de pêssego no pão-de-ló
leite de creme suficiente para cobrir o bolo
e por fim uma camada de pêssegos em gomos finos.
Esta operação repete-se várias vezes até chegar ao cimo da taça. A última camada deve ser de pêssegos e pode ser novamente pincelada mas com um pouco de compota de pêssego diluída em água.
Vai ao frigorífico para esfriar e é melhor comido no dia seguinte para que os sabores se fundam.
Deve congelar-se o pão de ló primeiro para que se consiga cortar em fatias finas.

A Leia fazia esta receita com os pêssegos da quinta e sem o licor!

Repeti a receita recentemente, fazendo-a a preceito com leite de creme e o pão de ló feitos em casa. 
Introduzi o licor que lhe dá alguma profundidade.
Para quem provou, achou muito bom e estava de facto bom, mas, para mim, o sabor mudou irremediavelmente. É outro bolo! É escusado voltarmos às memórias do passado.

Ana

maio 27, 2013

O OVO OU A GALINHA

Design with Food by EIGA
Quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha?
A eterna dúvida. Do que não há dúvida é que os ovos são uma refeição de emergência, quando não há mais nada no frigorífico ou no congelador; uns ovos mexidos, estrelados, escalfados ou em omelete são sempre um ótimo recurso de última hora e um conforto.

Ovos mexidos com toque de caril
  • 2 ovos/ pessoa ( de preferência biológicos)
  • 1 colher de leite/ ovo
  • Flor de sal qb
  • Pó de caril qb
  • Azeite qb
Bater os ovos ligeiramente com o leite e o pó de caril.
Aquecer o azeite numa frigideira anti-aderente.
Acrescentar os ovos e ir sempre mexendo com um garfo de madeira, até à consistência desejada.
No fim, acrescentar umas pedrinhas de flor de sal.

Lou

maio 26, 2013

TARTE TATIN DE BANANA



Tarte tatin de banana

É verdade, aqui vai mais uma receita para aproveitamento de bananas muito maduras. É a terceira e esta tarte é muito rica em sabor e ingredientes e para quem gosta de doces mesmo doces. 
Não é conventual, mas as freiras não lhe virariam as costas!

Ingredientes
  • 2 bananas muito maduras
  • açúcar amarelo para cobrir o fundo da tarteira
  • 185 gr de manteiga sem sal
  • 3 ovos
  • 1 c sopa de mel 
  • 1 chávena de amêndoa sem pele e moída na hora
  • 1/3 de chávena de farinha com fermento
Depois de ter aquecido o forno a 180º,  barrei uma forma de 23 cm com fundo falso, recortei um círculo de papel vegetal, cobri o fundo e voltei a barrar a base.
Cobri o fundo com uma camada leve de açúcar amarelo, recortei rodelas de banana com 0,5 cm de espessura e forrei o fundo. Se se colocar as rodelas certinhas fica mais bonito, dado que a base é o que vai ficar por cima no final.
Bati então a manteiga com o açúcar, juntei os ovos um a um, o mel, continuei a bater e no fim envolvi as duas farinhas (a de amêndoa e a de trigo).
No meu forno ficou 30 min mas pode levar um pouco mais.
Deixei primeiro arrefecer, virei, retirei o papel e servi com uma colher de gelado de nata.

A receita original da Mafalda Pinto Leite, tem algumas diferenças, referindo farinha de arroz em vez de farinha de trigo, enre outras. É melhor para quem é alérgico ao glúten ou para crianças, dado que é mais digestiva. Como não tinha, usei a de trigo e resultou bem. Fiquei cheia de vontade de a fazer com pêra.

Ana.

TARTE FRANGIPANE






Tarte de amêndoa e morangos 

O Mattew (Matt) Moran é um chef australiano dono do conhecido Aria entre outros, em Sydney.

Continuando com o tema dos morangos, aventurei-me a fazer a sua tarte frangipane, tendo só colocado morangos em substituição dos variados frutos silvestres (era o que tinha em casa, para além do elevado preço que custam os frutos silvestres em Portugal).

Frangipane é um creme  feito com ovos e amêndoas e manteiga, utilizado em múltiplos recheios.

Ingredientes
Massa quebrada
  • 375 farinha sem fermento
  • 50 gr de açúcar em pó
  • 200 gr de manteiga sem sal
  • 1 ovo biológico
Frangipane
  • 125 gr manteiga partida em cubinhos
  • 125 gr de açúcar em pó
  • 2 ovos
  • 1 gema de ovo
  • 125 gr de farinha de amêndoa
  • 25 ml de rum
Pré-aqueci o forno a 180º e barrei e enfarinhei uma forma de fundo falso de 18 cm de diâmetro.

Para a massa, ou se mistura tudo menos o ovo num food processor (que eu não tenho e quero muito ter!), ou à mão, rapidamente, até obter uma consistência de migalhas de pão. No fim, junta-se o ovo e volta-se a misturar (ou a carregar no botão da máquina) até obter uma bola de massa. Deixa-se então descansar no frigorífico durante 1 hora embrulhada em film.

Comecei então a tratar do recheio de amêndoa.
Bati a manteiga com a açúcar até se apresentar uma mistura branca e macia. Juntei os ovos e a gema de ovo um a um, a farinha de amêndoa e por fim o rum.
Retirei então a massa da base do frigorífico, estendi e forrei uma tarteira. Pincelei esta base com um pouco da compota que tinha já preparada e verti o frangipane.

Coloquei os moranguitos com cuidado, pressionando um pouco no frangipane - tentei escolher os de dimensões semelhantes  - e foi ao forno durante  durante 30 min até obter uma superfície dourada. Os morangos afundam praticamente no frangipane.

Fica muito melhor depois de fria. Pincela-se com a compota de morango e serve-se acompanhada de mais morangos ou frutos silvestres frescos e uma bola de natas batidas.

Eu adoro massapão e a tarte fica com um travo a amêndoa fantástico.

Muito boa!

Ana

maio 22, 2013

HISTERIA DE MORANGOS




Morangos, gelado de yogurt de morango e coulis de morango

Ontem de manhã, fiz um dos meus programas preferidos. fui ao mercado de Alvalade!
Levantei-me cedo, deixei a minha menina a dormir, e armada com dois sacos grandes, lá fui eu comprar o que queria e o que nem tinha pensado ainda.
Para além dos óptimos peixes, frutas, legumes, ... há a banca da Fátima e do marido em que eu me perco.
De origem indiana, tem produtos que em geral não se encontram cá: ruibarbo, pastinaca, etc. O que é pena é serem tão caros!
-  Vêm da Holanda, diz o senhor!  e de Londres. Na Beira Alta dão pastinaca a comer aos animais, nós temos que importá-la, eles não estão organizados para nos trazer aqui a Lisboa...

Enfim, pelo vistos o mal deste país é falta de organização, embora os nossos dirigentes pareçam ter vidas bem organizadas... mas isso é outra história.

Voltando à sobremesa de hoje, comprei 2 kl de morangos, que escolhi uma a um, a 99 cts/ kg. Fiquei feliz e decidi fazer uma sobremesa em que o principal e quase único convidado fosse o morango.

Há tempos que pensei que os cremosos yogurts do Lidl dariam um óptimo gelado de morango. Fui para casa e experimentei.

Gelado de morango
1 yogurt de 1000 mg de morango do Lidl
0,5 Kg morangos
2 c sopa de açúcar amarelo
2 claras em castelo
pingos de limão

Bati os primeiros ingredientes na liquidificadora, envolvi as claras batidas em castelo com uns pingos de sumo de limão e pus a congelar. Quem não tem máquina de fazer iogurts deve, de 1/2 em 1/2 hora e até o gelado solidificar, ir mexendo bem, para  dissolver os cristais de gelo.

Coulis de morango
Fiz um coulis de morango tal como está descrito na minha anterior receita.
Experimentei uma alternativa, misturando a metade da receita 1/2 chávena de amêndoas trituradas no 1.2.3.
Esta versão ficou com um sabor mais denso. A Maria preferiu a receita original.

Montagem em taças individuais
Parti morangos frescos aos pedacinhos, coloquei por cima uma bola de gelado e como topping final o coulis de morango. Fica bonito enfeitado com uma folhinha de hortelã, que eu não tinha.
Devido ao coulis, esta sobremesa leva-nos à memória do gelado da Conchanata, na Av da Igreja, onde eu ia em pequena. É um gelado light, mas nem parece que não leva natas. Como todos os gelados de yogurt fica sempre um pouco com cristais de gelo!

Ana

REVUELTO DE ESPÁRRAGOS TRIGUEROS



Ovos mexidos com espargos bravos 

Estes espargos são diferentes dos que se compram no supermercado, ainda que também verdes. Estes encontram-se na beira da estrada no Alentejo ou em Espanha, presumo que no campo pela mesma latitude, dado que a paisagem se assemelha e não faz separações fronteiriças.

Ofereceram-me um belo molho de espargos com os quais fiz uma salada e estes ovos mexidos à espanhola.
Muitas receitas há, com presunto, com chouriço, misturando os ovos sem os bater primeiro. etc.
Aqui vai a que eu fiz e que e que resultou bem.

Ingredientes
  • Um molho de espargos bravos
  • 4 ovos biológicos
  • 1 dente de alho
  • azeite qb
  • sal e pimenta
  • 1 c sopa de natas
Atados com um elástico, cozi-os na vertical com as pontas para cima num tacho com água e sal. As pontas são frágeis e só o vapor as coze.

De seguida, parti-os em pequeninos troços, deitando fora a parte do espargo onde a faca já não entra, normalmente a uns 5 cm da base. Se forem muito fininhos, aproveitam-se todos. Reservei.

Aqueci um pouco de azeite na frigideira, deitei um dente de alho descascado e esmagado, deixei envolver o sabor no azeite e refoguei os espargos.

Enquanto lá estavam, parti os ovos, temperei com sal e pimenta e bati ligeiramente com um garfo.

Juntei os ovos e fui mexendo com um garfo de pau. A meio da coagulação, juntei as natas, mexi mais um pouco e verti a restante gemada. Tudo isto demora uns 2 min.

Foi só fazer uma salada de tomate para acompanhar. As natas tornam-nos macios. Também se podia ter juntado 2 c sopa de leite aos ovos. Faz o mesmo efeito mas dá menos sabor.

Ana.

maio 20, 2013

MILAGRE DA QUÍMICA





Mousse de chocolate sem pecado

Não, não fui eu que inventei! Não tenho conhecimentos nem de física nem de química suficientes para isso, mas tenho pena, porque esta mousse é fantástica e só leva chocolate e água. 
Não dá para acreditar mas é verdade.

Hervé This é um físico e químico francês que trabalha para o Instituto Nacional de la Recherche Agronomique em Paris, tendo como principal área de pesquisa científica a gastronomia molecular e centrando o seu trabalho na procura de mecanismos de fenómenos que ocorrem durante as transformações culinárias.

Assim, inventou esta mousse de chocolate que se pode comer sem se achar que se está a cometer uma luxúria reflectida na sombra da areia na praia.

Depois de comer uma taça, ainda a transformei em trufas, óptimas acompanhantes de uma chávena de café.

Ingredientes
  • 200 grs ou 2 tablettes de chocolate preto com 70º de cacau (eu usei Lindt)
  • 150 grs de água
Colocar uma taça sobre outra com cubos de gelo.

Partir o chocolate em pedaços e pôr  num tacho com a água.
Ligar o lume baixinho e deixar derreter o chocolate mexendo sempre com uma espátula. Isto demora segundos.

Transferir a mistura de imediato para a taça e começar a mexer vigorosamente com uma vara de arames durante uns 5 min. Aí, é bom que tenhamos algum ginásio porque o músculo do braço recente-se!

A minha filha Maria deu-me uma ajuda.  Qunado começa a ficar com consistência de mousse parar logo e transferir para as taças.
Cobrir com natas batidas ou com um coulis de laranja ou morango, podem acrescentar-se pinhões ou amêndoas torradas, ou o que se quiser!

Está pronta a comer! 
Esta  receita dedico-a à minha filha Filipa, que vai gostar muito!

Dicas: Se tiver batido demais, de modo a que a mistura se tenha tornado granulada, significa que a espuma se transformou numa emulsão. Nesse caso, simplesmente derreta a mistura e bata novamente.

Ana




maio 18, 2013

GOOD FOOD FROM PORTUGAL

Photo Via Fundação Calouste Gulbenkian

António Sena da Silva (1926-2001)
Cartaz publicitário Good Food from Portugal, 1958.
Premiado pelo Fundo de Fomento de Exportação. Serigrafia. 59 x 85,5 cm.

EXPOSIÇÃO SENA DA SILVA – UMA ANTOLOGIA FOTOGRÁFICA
Cordoaria Nacional, Lisboa


Lou

maio 17, 2013

THE AFTERNOON SNACK


Taça de yogurt, nêsperas e sementes de sésamo

Numa tarde de trabalho, a meio da semana, quando chove lá fora apesar da Primavera ter dito que tinha chegado, fui buscar um lanche reconfortante e que não me tirasse a fome para a minha 3ª salada do desafio desta semana, esta ainda por cima ia ser vigorosa.

Assim, numa tijela deitei umas 3 c sopa de yogurt de baunilha (eu compro uns grandes de 1L do Lidl, muito cremosos, e vou-me servindo), 3 nêsperas, e por cima 1 c sopa de sementes de sésamo torradas.

É muito bom, e perde-se a tentação para as eventuais bolachinhas que nos possam vir à cabeça!

Estou adicted das sementes de sésamo. Feitas assim, sabem a um misto de amendoim e amêndoa, dando textura e sabor!

São irresistíveis e obrigatórias.

Ana

maio 16, 2013

4 SALADAS DE VERÃO - ATUM E FEIJÃO FRADE


Salada de atum com feijão frade

Aqui vai a 2ª salada: atum, feijão frade...para 3 pessoas

Ingredientes
  • 2 chávenas de feijão frade cozido
  • 2 latas de atum em azeite
  • 2 tomates
  • 2 ovos
  • 1/2 chávena de cebola roxa
  • 1 c sopa de salsa e coentros picados
  • vinagreta com 3 de azeite, 1 de vinagre balsâmico, sal e pimenta

Na véspera pus os feijões de molho durante a noite. No dia seguinte, escorri a água e deixei-os a cozer na panela de pressão com água, sal, uma folha de louro, uma cebola  um golo de azeite durante 30 min.

Comecei então com a minha salada.
Tirei a pele aos tomates, dando-lhes primeiro um leve golpe na pele e deitando-os 20 seg em água a ferver (eu conto até 20 e já está). A pele sai logo e para mim faz grande diferença ser com pele ou sem.
cortei-os em tirinhas finas e coloquei no prato. 
De seguida, piquei as cebolas muito mas muito picadinhas e montei no prato.
Por cima foram o atum depois de devidamente escorrido do azeite e o feijão.
Cozi então por 10 min o ovo, cortei em rodelas - mal, como se pode ver, porque ainda estava quente e eu tinha pressa de ir jantar -, e completei a festa.

No final, reguei com um pouco de azeite.

Dica: Envolvi todos os ingredientes, menos o atum e o ovo, individualmente num pouco da vinagreta e só depois montei na travessa.

Ana