maio 13, 2013

À MESA COM PEDRO GADANHO


Londres, um jantar na cave da AA e a comemoração do  lançamento de uma nova colecção de livros dedicados a novas formas experimentais de escrita sobre arquitetura e urbanismo "BEYOUND".
O editor, Pedro Gadanho, Liam Young, Sam Jacob e os organizadores Emanuel de Sousa e Inês Dantas...ler mais em

Garrafas de água sobre a mesa, e visível apenas um copo de vinho tinto, junto ao arquiteto português, Pedro Gadanho, actual  curador de Arquitectura Contemporânea no MoMA, professor e escritor...ler mais em

Uma reunião  à volta da mesa, um copo de vinho....e a inspiração a soltar-se, à boa maneira portuguesa.

Pedro Gadanho (Beyond editor), Sam Jacob, Liam Young and Colin Fournier; photo by Kirk Wooller
via Archinet

Não sei qual seria a qualidade do vinho, mas para uma noite temática de arquitetura sugeria um vinho do Douro Elipse Classic 2009, ano de lançamento da "BEYOUND"

Elipse Classic 2009

Cor rubi profundo. Aromas de frutos vermelhos maduros, quase compotados com agradáveis notas balsâmicas. Na boca apresenta-se com taninos firmes mas bem envolvidos no conjunto, boa estrutura e acidez. Final longo...ler mais em


Lou

maio 12, 2013

UNOS PICAN OUTROS NO

Herbón, Padrón, Galicia



Pementos de Herbón

Pronto, estão 25º, estamos a meio de Maio, os dias já estão maiores, vem aí o melhor  mês do ano e começam a apetecer as entradinhas e o vinho branco a acompanhar o sol. Para a semana já vão estar outra vez 17º, por isso vou aproveitar hoje para saborear esta óptima entrada de que eu gosto tanto.

Oriundos de Espanha, de Herbón, Padrón, na Galicia, (verifiquei na etiqueta da embalagem), nenhum destes tímidos pimentos picaran
Comidos com expectativa e acompanhados de um vinho branco seco e uns amigos, esta é uma das minhas entradas preferidas.

Ingredientes
200 gr de Pimentos padrón 
3 c sopa de azeite 

Aquecer 2 c sopa de azeite na frigideira. Deitar os pimentos e, em lume médio, ir voltando até estarem mirradinhos e tostadinhos mas não queimados. No fim, e já no prato, temperar com o sal grosso.

Hoc hic misterium fidei firmiter profitemur

*traduzido do latim, significa: "Eis aqui o mistério da fé que com firmeza professamos".


Era o lema do antigo Reino da Galiza.

Ana

A PÊRA ABACATE E O CAMARÃO CASARAM-SE E OS CHERRIES FORAM À FESTA!



Coroa de pêra abacate e camarões frescos 

Ainda a propósito do mercado de Alvalade, não resisti a comprar uns camarões frescos, a preços muito diferentes do camarão congelado ou já cozido, mas que justificaram o custo.

Assim, o almoço de sábado foram uns pimentos padrón de entrada, uma clássica salada de camarões com pêra abacate e umas nêsperas de sobremesa.

Ingredientes
  • uma dúzia de camarões frescos
  • 1 pêra abacate em gomos
  • 1 alface frisada em juliana
  • maionese fait à maison com ketchup
  • 8 tomates cherry
Cozedura dos camarões
Em água a ferver com bastante sal (1 lt água, 10 gr de sal) deitei os camarões e deixei cozinhar 3 minutos. Entretanto deitei água gelada acidulada com um gomo grande limão numa taça e, mal passaram os 3 min, escorri os camarões e deitei-os na água fria para não ficarem moles.  Depois foi só descascar e reservar.

Maionese cor de rosa
1 ovo orgânico à temperatura ambiente
1 c chá de mostarda de Dijon
2 dl azeite e/ou óleo (eu usei óleo)
sumo de limão (a gosto)
sal e pimenta
1 c sopa de ketchup
1 c sopa de whisky

Num copo deitei todos os ingredientes (menos o ketchup e o whisky) à mesma temperatura.
Assentei a varinha mágica no fundo e emulsionei durante um minuto. Misturei no fim o ketchup e o whisky e depois foi só ir ao frigorífico pelo menos 15 minutos.
Esta quantidade é demasiada para a salada. 
Pode dividir-se a quantidade da maionese a meio e juntar metade do ketchup e do whisky.
Com  a outra metade, juntar uns pickles de pepino, salsa e ovo cozido picados, alcaparras, 1 filete de anchovas, sumo e raspas de limão e fica-se com um molho tártaro para acompanhar uma boa posta de pescada cozida.

Montagem
Fiz uma cama de alface (escolhi as folhas de dentro mais estaladiças e reservei as restantes para a sopa), por cima coloquei a maionese, os tomatinhos, a pêra abacate e os camarões. Casamento perfeito!

Ana

VIENS MA COCOTTE!




Oeufs en cocotte

Cocotte é uma caçarola baixa, embora o termo seja utilizado em múltiplos sentidos.
Quem não tiver tempo para preparar o jantar, este é um clássico que resulta muito bem quer em cocottes individuais quer feito num pyrex grande, mas assim não tem tanta graça. As crianças adoram!

Numa cocotte ou num ramequim barrado com azeite, empilhar por esta ordem:
  • 1  pouco de fiambre cortado muito fininho 
  • queijo ementhal ou gruyère ralado
  • 1 ovo
  • 1 colher sobremesa de natas à volta da gema
  • salsa picada
  • sal e pimenta
  • parmesão ralado por cima
Tão simples como isso.
Vai ao forno a 180º por 10 minutos. Sucesso garantido!

Acompanha com uma salada fresquinha de tomate temperada com uma vinagreta e óregãos.

Ana

DESPOJOS DO DIA

Bruscheta com legumes gratinados e galinha

Uma fatia de pão de centeio, galinha assada, legumes gratinados..e os restos do "Poulet au citron et au romarin"

O nome da receita foi inspirado no filme " Despojos do Dia"


O Filme

Despojos do Dia
The Remains of the Day -1993

Um mordomo e os seus sacrifícios de lealdade..

De James Ivory com Anthony Hopkins e Emma Thompson


Lou

maio 07, 2013

LE DÎNER SUR L´HERBE I - Le Menu



Pode um quadro inspirar um menu, ou um menu inspirar um quadro?

Ambas são verdadeiras !

Um jantar de amigos de uma comunidade "sui generis", uma casa e um jardim com Atmosfera, uma noite de Maio doce, um desejo de estarmos juntos em volta da mesa, a rir e a provar as iguarias gourmet que cada um cozinhou e a inspiração do nosso "criativo" ALSM a idealizar e a criar a parte gráfica do menu.

"Le déjeuner sur l'herbe", um quadro do pintor impressionista Édouard Manet de 1887, que à época teve grandes criticas negativas, foi o mote inspirador do nosso

LE DÎNER SUR L'HERBE

Gourmandises...asiatiques, françaises, marrocaines et portuguesas, com legumes da horta e vinhos portugueses, à luz de velas e com um som de fundo de Bach.

E voilá...Le Ménu Manet

Lou

LE DÎNER SUR L´HERBE II - Pot Pourris Japonais Asiatique




Pot-Pourri Japonais Asiatique 
Chef ASLM

O nosso "criativo" por ter "cozinhado" a parte gráfica e o tema do menu, apresentou uma entrada
Japonaise Asiatique "achetée".

Lou

LE DÎNER SUR L´HERBE III - Pãezinhos


Pãezinhos
Chef PNC




Lou

LE DÎNER SUR L´HERBE IV - Folhado de camembert gratinado em compota de frutos...



Folhado de camembert gratinado em compota de frutos silvestres e morangos fatiados
Chef FMG




Ingredientes
  • 1 queijo Camembert
  • 1 embalagem de massa folhada com aproximadamente 40 cm de diâmetro
  • Compota de frutos silvestres a gosto
  • Morangos a gosto
  • 1 ovo
  • 1 isqueiro ( opcional ) no fim vão descobrir o porquê


Preparação

1  – Cortar e retirar um dos topos do queijo;
2  – Estender a massa folhada  mantendo o papel vegetal que acompanha o rolo embalado, garantindo que a massa não se cole à superfície de trabalho.
3  – Colocar o queijo ( com a parte que abriu voltada para cima) no centro da massa folhada estendida.
4  – Cobrir o queijo com a compota ( quantidade ao gosto). A receita aconselha 4 colheres de sopa.
5  – Depois de fatiar os morangos, colocá-los sobre a compota (quantidade a gosto), cobrindo-a totalmente.




6  – Fechar a massa folhada, pressionando levemente as pontas sobrepostas, selando à pincelada as juntas criadas com gema de ovo batida.
7  – No final, para garantir que o queijo ao fundir não transborde por zonas mal isoladas, pincele integralmente a superfície do folhado com a restante gema de ovo.
8  – Leve ao forno a 200º durante aprox. 30 min, até verificar que a massa folhada já está cozinhada na totalidade, com um fantástico aspecto douradinho.



9  – Antes de servir deixar repousar cerca de 15 minutos.
10 – opcional – Se tiver um(a) amigo(a) ou familiar por perto, e para abrilhantar a festa, pode pedir-lhe que pegue fogo ao papel vegetal, garantindo uma versão incendiária e festiva da receita (private joke)

Nota: - Esta receita pode certamente ter múltiplas versões, criadas há data da confecção, de acordo com a criatividade do executante.  Para isso basta substituir a compota e a fruta de revestimento do queijo, por outros ingredientes ao seu gosto, desde que reconheça a sua compatibilidade ao nível dos sabores.
FMG                                                                                                   
  
*o forno quase que ia pegando fogo devido a um desastre de um outro chef... mas isso é outra história!
Salvaram-se os folhadinhos, thank God!

Lou

LE DÎNER SUR L´HERBE V- Saladaminhahorta

A apanhar os legumes na horta

Saladaminhahorta
Chef Ana Calheiros Soalheiro



A Paulinha e a Ana foram as anfitriãs deste memorável jantar.
Para além de tão bem nos receber (e isso implicou uma chegada ao trabalho da Paula pelas 11h da manhã para ter tudo pronto à noite...), a Ana presenteou-nos com uma entrada super!

Ingredientes
  • Alface francesa
  • Alface roxa
  • Ovo cozido
  • Salmão fumado
  • Camarões salteados em azeite
  • Rúcula selvagem
  • Tomate laminado
  • Tomate cherrie
  • 1 Chalota laminada mito fininha
Vinagreta
  • 4 c sopa Azeite extra virgem
  • 1 c sopa Vinagre Balsâmico
  • 1 c chá Mostarda de Dijon
  • 2 c sopa de Coentros frescos picados
  • 1 Chalota picada muito fininha
  • Sal e pimenta
A salada estava mesmo muito boa, o tempero e a apresentação impecáveis, devido não só aos legumes frescos acabados de apanhar da horta, mas também às virtudes culinárias e artísticas da Ana. Esta menina, para além de artista, consegue criar uns pratos óptimos a partir de um frigorífico quase vazio.

Ana

LE DÎNER SUR L'HERBE VI - Rillettes de cordeiro em redução de nêsperas...



Rillettes de cordeiro em redução de nêsperas, uvas, canela e mel sobre molho de yogurt e pão nan
Chef Ana

Andei à procura de uma receita que utilizasse nêsperas - estamos na época delas - em imensos sites e livros. Não me apetecia fazer um doce nem um bolo. Assim, descobri uma receita do Nigel Slater, dei-lhe um twist, substituí os alperces pelas  nêsperas, compensei a acidez com o leite de coco e resultou numa entrada agri-doce mesmo muito boa!
As rillettes são uma forma de preparação da carne, inicialmente de porco. A carne é cozida em lume lento na gordura até quase se desfazer, ficando como que um pâté óptimo para barrar em tostas. 



Rillettes
Ingredientes
  • 1 kg de cordeiro
  • 2 c chá curcuma em pó
  • 2 c chá canela em pó
  • 2 c chá cominhos em pó
  • 2 c chá massa de pimentão em pó
  • 4 c sopa azeite
  • 3 cebolas picadas grosseiramente
  • 4 dentes de alho picados grosseiramente
  • 4 c sopa azeite
  • 2 c sopa mel
  • 1 lata de tomate pelado com 400 grs
  • 1/2 chávena de uvas brancas sem graínha
  • 3 chávenas de caldo de carne
  • 6 nêsperas descascadas e sem caroço aos pedaços
  • sal e pimenta preta qb
  • 1 c sopa leite de coco
  • 1 chávena de coentros frescos
  • 1/2 chávena de hortelã fresca
  • amêndoas laminadas e torradas
Molho de yogurt
Misturar 1 yogurt grego, 1 dente de alho bem picadinho, salsa picada e reaspas de limão.

Preparação

Ontem deixei marinar o bicho em metade das especiarias, esfregando bem por todos os lados.
Hoje coloquei  uma caçarola de ir ao lume e ao forno com o azeite e selei bem a carne até estar bem douradinha.  Retirei a carne e reservei.
Juntei a cebola, os alhos e as restantes especiarias à gordura deixada pela selagem e deixei a cebola envolver-se até ganhar cor, sem queimar.
De seguida deitei o caldo de carne, o mel, o tomate, as uvas, as nêsperas, deixei levantar fervura e nesta caminha de aromas deitei novamente o cordeiro. Temperei com muito pouco sal e pimenta, cobri com uma tampa (se não tiver, cubra com papel de alumínio) e foi ao forno baixinho a 150º durante 2,5 h.
Fui virando a carne por 2 vezes a meio da cozedura.

No final, já a cozinha está com um aroma incrível e a carne desfaz-se e está completamente solta do osso. Retirei a carne e deixei a descansar coberta e em sítio quente 15 min.

Reduzi o molho novamente ao lume, até obter um molho espesso e denso.
Já fora do lume, juntei então o leite de coco e as folhas de hortelã e coentros rasgadas à mão e envolvi bem.




Como sugiro que se sirva:
Uma taça com as rilletes quentes salpicadas com folhinhas de coentros para enfeitar, outra com o molho de yogurt frio, outra com as amêndoas e uma cesta com blinis ou pão nan quentinho.

Depois é só pedir um prato e montar sobre o pão, primeiro as rilletes, por cima o yogurt e no fim as amêndoas.



Ontem foi uma das entradas do jantar em casa da Teresinha! A Paulinha fez o pão Nan!
Com tantos pratos bons que havia, a minha entrada pecou por estar já um pouco fria...e tem que ser servida quente!

Ana.

LE DÎNER SUR L´HERBE VII - Poulet au citron, lavande et romarin


Poulet au citron, lavande et romarin
Chef Lou

Quando me disseram que o tema era baseado no quadro do Manet, "O almoço sobre a relva" ou "Le déjeuner sur l'herbe", lembrei-me de criar um quadro inspirado nos campos do Alentejo na Primavera,  com cheiro a lavandas e rosmaninho e salpicados aqui e ali do vermelho das papoilas, do amarelo dos malmequer, do lilás do rosmaninho e do branco das estevas.

Isto poderia ter sido verdadeiro de início,  mas não. Só foi verdade depois de ver as fotografias, isso sim foi a sensação que tive.
A verdade pura simples, foi que em segundos tive que dar um menu de um prato principal para a elaboração gráfica do menu, porque já havia entradas, sobremesas e borrego, restava-me carne, e sei lá, lembrei-me de uma receita básica de "dona de casa" dos anos 60, "frango à maricas" e dar-lhe glamour e a falar francês.
Esta sim é que é a verdadeira versão!

Ingredientes

GALINHA
  • 1 galinha do campo
  • 1 limão
PASTA PARA BARRAR
  • 1 colher sopa de margarina vegetal
  • 1 colher sopa mostarda
  • 1 colher sopa Achar de Manga (indiano)
  • 4 dentes de alho
  • Sal qb
LEGUMES GRATINADOS
  • 500 gr de cogumelos silvestres
  • 500 gr tomate cereja de cacho
  • 500 gr abóbora
  • 500 gr cenouras
  • 500 gr cebola roxa com casca
  • 2 limões
  • 3 cabeças de alho com casca
  • sal qb
  • azeite qb
O PERFUME
  • 1 ramo de alecrim ( do jardim)
  • 1 ramo de rosmaninho do campo (Beira)

 Preparação
Aquece-se o forno a 250º.
Num tabuleiro grande, colocam-se todos os legumes cortados grosseiramente, incluindo as cabeças de alho cortadas ao meio e os limões cortados aos gomos.
Temperam-se com sal e azeite a gosto e salpicam-se de alho muito picadinho.
Barra-se a galinha por dentro e por fora com uma pasta feita com todos os ingredientes triturando na 123, ou na Bimby.
Coloca-se o limão picado com um garfo dentro da galinha, onde primeiro foi introduzido um ramo de alecrim, para, durante a cozedura, ir libertando os sucos.
E termina-se colocando a galinha no centro da "planície" e perfumando com o resto do alecrim e rosmaninho.
Vai ao forno a 200º durante aproximadamente 1h 30m. Mas dependendo dos fornos é bom ir olhando até a galinha e os legumes estarem suficientemente dourados.


CEBOLA ROXA CONFITADA




Acompanhou com cebola roxa confitada e...

Ingredientes

  • 2 Cebolas roxas
  • 1 CS de açucar mascavado
  • 1Cc demel de rosmaninho
  • 1 CS margarina vegetal
  • Água qb


Preparação

Numa frigideira  anti-aderente coloca-se a margarina a derreter um pouco e acrescenta-se a cebola cortada em rodelas muito finas.
Deixa-se alourar a cebola.
Junta-se o açúcar mascavado e coze um pouco.
Acrescenta-se o mel e coze mais um pouco até formar uma espécie de compota.
Durante a cozedura vai-se sempre acrescentando uma colherzinhas de água, para não secar.
No fim aromatiza-se com um pau de canela.
Acompanha carnes.



COUSCOUS



Couscous aromatizado com azeite e alecrim


 Servido numa Tagine, como em Marrocos


Ingredientes
  • 500 gr de sémola de trigo
  • 1 CS azeite
  • Sal qb
  • Água  qb
  • Alecrim
Preparação

Coloca-se a sémola numa travessa, acrescenta-se o azeite, o sal, o alecrim e a água fervida até cobrir.
Mexe-se bem com o garfo.
Cobre-se com uma folha de película ou alumínio.
Ao fim de 5 min está pronto, para acompanhar pratos ou para misturar em saladas.

Um prato com o Sol do Sul

DESPOJOS DO DIA ANTERIOR


Bruscheta com legumes gratinados e galinha

E o almoço do dia seguinte, com as sobras...os despojos do dia anterior
Lou

LE DÎNER SUR L'HERBE VIII - Petit-Grand Gateaux com arandos vermelhos...

Bolo de Chocolate da Teresinha

Petit-Grand Gateaux com arandos vermelhos marinados em Vinho do Porto
Chef TRC

E eu a julgar que o meu bolo de chocolate era bom!
Ainda a propósito do jantar da Paula, este bolo que a Teresinha levou é uma versão diferente do meu bolo de chocolate, mas bem melhor do que o meu. 
Com menos farinha e curiosamente mais alto,  o sabor acidulado dos arandos e do vinho do Porto dá-lhe um sabor exquisite.
Aqui vai a receita tal como me foi transmitida.

Bolo de chocolate - petit gateaux

6 ovos (claras para bater)+gemas para misturar com o açúcar
200g açúcar
250g manteiga sem sal
250g chocolate com 70% de cacau da Lintz
50g farinha com fermento
(claras em castelo no fim)
Forno 200 graus 15 a 20 min (fica líquido no interior)

30 m fica um pouco + sólido mas ainda pastoso no interior (o de ontem teve 30m).
A velha forma tem 245mm ø. Quanto aos arandos, estiveram cerca de 2h, em vinho do Porto "kopke-Tawny-selected Port".
Boa experiência e degustem!
Bjs
TC


Aqui está como eu depois a repeti, com sucesso:
- Misturar no MW o chocolate partido com a manteiga (eu usei o NESTLÉ semi-amargo)
Bater as claras em castelo e reservar;
- Bater bem as gemas com o açúcar;

- Envolver a papa de chocolate e manteiga;
- Envolver a farinha peneirada;
- Envolver as claras em castelo;

Colocar a mistura na forma com fundo amovível (eu usei a minha de 22.5cm de diametro) previamente  forrada com papel vegetal, barrada e enfarinhada.
Foi a forno previamente aquecido a 190º/200º, 15 min.
Depois de frio, polvilhar com muito açúcar em pó até obter uma camada branca.

Comprei umas framboesas congeladas, acrescentei a olho, mas ou menos metade da quantidade das framboesas de açúcar branco, e sumo de meio-lmão, e deixei em lume baixo durante uns 15 min. A compota de framboesa tem uma acidez que contrasta muito bem com o doce do bolo. 

É um bolo lindo e óptimo!

Dica: Experimentem a fazer tudo igual mas sem adicionar a farinha. Vai directa para o frigorífico e fica uma fantástica mousse de chocolate, que pode ser servida com os arandos e uma colher de natas batidas com pouco açúcar!


Ana.

LE DÎNER SUR L´HERBE IX - Outras...


São outras cenas, por detrás das câmaras, atrás nos bastidores..
O pôr a mesa, o forno que queima.., o folhado de camembert a arder, a comida que cai, o empratar...o abrir o vinho para respirar, o sorbet do dia anterior para limpar o palato, o trinchar pelo "ortopedista"... a confusão e o stress no início e o fim descontraído a recriar a cena do "Le dînner sur l'herbe" em versão masculina (devido à escuridão, as fotos não estão editáveis).





Porque um Jantar é o Antes, o Durante e o Depois
Lou

maio 04, 2013

TRINCA-TRINCAS



Trinca-trincas

A Lorraine Pascal fez uns chupa-chupas que eu experimentei a fazer e resultou muito bem. Bem, só são chupas na forma, porque são antes de se trincar! Doces, muito doces, mas que a minha filha M. não resistiu.
Só de ouvir a combinação bolachas Oreo, Nutella e chocolate branco, comentou:
- Ó meu Deus, melhor não deve haver, quero isto para todas as minhas festas de anos!

Ingredientes
2 pacotes de bolachas Oreo
1 chocolate branco de 200 grs.
2 c sopa de creme de chocolate (Nutella)
gravilha de chocolate ou outras bolinhas para a decoração
25 pauzinhos de plástico próprios para chupa-chupas
1 rectângulo de espuma (compram-se nas floristas)

No processador, triturar as bolachas com a Nutella. Ajustar as proporções de Nutella, caso fique ainda com a massa pouco consistente e a soltar-se.

Formar 25 bolinhas do tamanho dos chupas que há à venda, e colocar no frigorífico um pouco a secar, enquanto o chocolate branco derrete em Banho-Maria. Quanto mais barato for, melhor derrete! Cuidado para não deixar a água do banho-maria tocar no fundo da taça que contém o chocolate.

Retiram-se os trincas do frio, mergulha-se a ponta dos pauzinhos no chocolate branco e espetam-se nas bolas - o chocolate vai ser a cola dos pauzinhos aos trincas.
Vai novamente 15-20 min ao frigorífico. Mergulham-se então as bolinhas no chocolate branco e logo de seguida na gravilha de chocolate ou na bolinhas prateadas, etc.

Espetam-se os trincas na espuma (como se fazem com as flores) e vai um pouco ao frio para prender.

São mesmo para crianças ou pessoas muito gulosas, como é o meu caso!

Ana

maio 02, 2013

TÁBUAS DE MADEIRA



Pensava eu, que as tábuas de madeira em restaurantes, por culpa da ASAE já tinham sido abolidas.Quando para meu espanto, num programa da RTP1, Portugal em Direto, vejo uma reportagem
sobre tábuas de madeira "made in portugal" para o "chef" inglês Jamie Olivier. Espanto total!
Em Pernes, uma pequena vila perto de Santarém, uma micro empresa  Gradirripas brilha lá fora na mesa !

Photos via Boas Notícias

Boa Notícia e Boa Ideia de servir Comida    

Lou                            

maio 01, 2013

BOLO DE CHOCOLATE

Bolo de Chocolate 
O Bolo de Chocolate da Ana, sim esta Ana, foi-me dada a receita por ti há alguns anos, e ficou para mim sendo o Bolo da Ana. Nos últimos tempos é a J. que o faz, por isso passa para os outros a ser o Bolo de Chocolate da Joana.
Queria fazer o bolo, mas vi que não tinha farinha e lembrei-me de experimentar a farinha maizena, numa dose de 50% da farinha de trigo.
Resultou, e agradou à minha Gluten Free

Ingredientes
  • 200 chocolate p/ culinária preto de boa qualidade
  • 200 manteiga sem sal
  • 200 açúcar
  • 4 ovos biológicos
  • 50 gr farinha maizena

Preparação


A receita original pode ser lida em...

Lou

abril 30, 2013

CLAUDIA ROHEN NA COZINHA

Claudia Rohen na sua cozinha
Claudia Rohen , escritora de livros de cozinha e antropologista, nasceu no Cairo e vive em Inglaterra.
Autora de vários livros de cozinha sobre comida do Médio Oriente e também de comida espanhola, teve um programa no canal BBC FOOD

Melokhia" é a sua sopa egipcia..
Some years ago, Claudia Roden was walking down a hall in an apartment house in North London, on her way to a friend's, when she smelled a soup that reminded her of home...

Ler mais em..



Fotos via desconhecida
Lou


abril 29, 2013

BOLACHINHAS DE AVELÃ


34 Bolachinhas de avelã

Hoje quase não saí da cozinha e preparar tudo o que comprei ontem no mercado de Alvalade!
Cozi grelos para acompanhar a alheira caseira (pelo menos foi com este nome que ma venderam) de Ponte de Lima; fiz umas favas à Portuguesa com umas favinhas que a senhora do mercado estava a descascar e a embalar na hora, e aprendi um truque para o molho das favas não ficar muito líquido com a D. Fernanda que conheci no mercado (ver receita de favas); cozi uma pescada óptima para o almoço, que acompanhei com batata nova cozida, bróculos cozidos e abóbora-manteiga assada no forno com sal, azeite umas hastes de alecrim.
E ainda tive tempo para fazer uma tarte de amêndoa que devia ao PP e umas bolachinhas de avelã para o nosso lanche tardio. 

Com o mudar da hora, são 19:50 e ainda está sol, o Jean Ferrat canta o Aimer à perdre la raison ao fundo. Hoje é um dia bom!

É das bolachinhas que venho falar hoje:
Tinha comprado farinha de avelã à espera de uma idéia para a utilizar.

Ingredientes

100 g de manteiga sem sal à temperatura ambiente
140 g de açúcar branco
1/2 c café de sal fino
150 g de farinha de trigo sem fermento
1 colher de chá de fermento
120 gr de farinha de avelã
1 ovo
Pré aquecer o forno a 200º C.
Bater  manteiga com o açúcar e o sal.
Juntar as farinhas com o fermento e misturar com os dedos até obter uma textura de crumble, como se fosse pão ralado.
No fim adicionar o ovo à temperatura ambiente e bater.
Pôr a massa dentro de papel filme e no congelador por 15 min, enquanto aquece o forno a 200º.
Estender a massa muito fininha entre dois rectângulos de papel film. Cortar, com a ajuda de um pequeno copo ou um aro metálico, rodelinhas de massa e, com a ajuda de uma espátula, colocar no tabuleiro de forno espaçadas por igual (o tabuleiro leva 15 unidades).
Passado 5 min de cozedura, como não tenho forno ventilado, virei-as e ficaram a cozer mais 5 min do outro lado.
Deixar arrefecer sobre uma grade e guardar numa caixa de folha para não amolecerem. Quanto mais fininhas, mais estaladiças!
Acompanhei as bolachinhas com um chá de maçã. Estes dois sabores casam muito bem.
Se formos para um pouco mais de sofisticação, é experimentar pôr por cima de uma bolacha um pouco de chantilly, umas framboesas, mais uma bolacha, chantilly e terminar com framboesas. Uma delicia!
Que óptimo fim de tarde!
Ana