fevereiro 05, 2013

WHOOPIE PIES

    



Woopie Pies

A história das Woopie Pies remonta a Pennsylvania e à comunidade Amish.
Com o resto da massa dos bolos, as mães preparavam estes bolinhos para as crianças levarem para a escola. Quando os viam, estas rejubilavam ao bom estilo Americano, gritando Whoopie!!!!!!!!!
 A receita que aqui apresento não é feita com o recheio original, o Marshmallow Fluff, que no fundo se trata de um merengue esponjoso. A este recheio, juntei morangos frescos laminados, que cortaram e refrescaram o doce do creme.
Massa
Secos:
  • 1/4 chávena de cacau sem acúcar
  • 2 chávenas de farinha com fermento
  • 1 colher de chá de fermento
  • 1 colher de chá de bicabornato de sódio
  • 1 colher de chá de sal 
  • ½ chávena de manteiga sem sal amolecida em pomada
  • 1 chávena de acúcar demerara
  • 1 ovo                 
  • 1 chávena de leite
  • 1 colher de chá de extrato de baunilha
Retirei a prateleira do forno onde foram cozer as pies e pré-aqueci o forno a 180º. A prateleira deve estar fria quando os bolinhos são colocados.
Juntei os secos numa tijela.
Numa batedeira, misturei a manteiga com o acúcar e o ovo.
Num copo dissolvi a baunilha no leite.
Agora, misturei os secos alternadamente com o leite na mistura de manteiga com acúcar.
Numa colher de gelado deitei bolas na forma. Eu não unto porque uso umas folhas de papel anti-aderente do tamanho da placa do forno.
No meio forno ficaram 10 minutos.
Deixei arrefecer numa grelha.
Recheio
  • 250 g de queijo crème Philadelphia
  • 100 ml de natas frescas batidas
  • 50 g de açúcar em pó
  • morangos q.b.
 Bati as natas com a acúcar e no fim envolvi o queijo–creme.
Montagem
Coloquei o creme sobre a parte lisa de um dos bolinhos, espalhei os morangos por cima e uni a outro bolinho, previamente barrado também com creme.  
Ficaram com aproximadamente 8cm de diâmetro.
Para a próxima vez tento fazê-los mais pequenos. Gosto do tamanho do macarrons, que se comem de uma vez só. Talvez comprando o tabuleiro adequado…
Ana

fevereiro 04, 2013

DEHYDRATOR




Barritas energéticas

A minha filha Filipa no Natal ofereceu-me um desidratador.
Para além de eu gostar de electrodomésticos, este fez o meu especial prazer.

A desidratação é um modo de conservação dos alimentos e, para mim, que vou deixando por vezes apodrecer bananas e peras, dá muito jeito, no mínimo, para fazer uns snacks que me acalmam a fome a meio do dia de trabalho.
No outro dia experimentei deitar uma mão desta fruta seca numa taça com yogurte grego, deixei hidratar um pouco e ficou um lanche muito bom com texturas crocantes e cremosas.

Cortam-se os frutos em lâminas finas – eu deixo ficar a casca -, colocam-se nos tabuleiros e ficam a secar entre 6 a 18 h a 55º. Eu deixo durante a noite e, no dia seguinte, é só encher um saco e levar para o atelier. Já experimentei com kiwis, maçãs, peras, bananas e tangerinas.

Hoje experimentei a fazer barritas de cereais.
Com menos recursos somos mais criativos e, sendo assim, passei a levar as refeições para o atelier. Ao príncipio reagi mas agora até gosto – come-se melhor e ainda dá tempo para fazer montes de coisas durante a hora do almoço.
Usei estes ingredientes mas também dá para se fazer outras misturas. Hei-de experimentar outras combinações como a banana fresca em substituição das sultanas ou mesmo os frutos já desidratados e moídos em misturado com o muesli. O equilíbrio entre os secos e os húmidos deve ser sempre alcançado, de modo a conseguir-se uma pasta, e é uma questão de se ir experimentando à medida que se vão pondo os ingredientes no processador.

Ingredientes
  • 2 tâmaras sem caroço
  • 1/2 copo de sultanas
  • 1 pitada de sal
  • 1 maçã grande
  • 2 copos de muesli
  • 1 colher de sopa de mel


Passar os ingredientes no processador ou no 1.2.3., estender a massa com a ajuda de um rolo e deixar a secar durante 10 horas no desidratador a 55º.

Amanhã já vou ter lanchinho reforçado a meio da manhã.
Ana 

ARTE E COMIDA

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                                 Graça Morais na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva
                           
Lou

fevereiro 03, 2013

LARANJAS E AINDA INVERNO!


                                         Blinis de requeijão com coulis de laranja
Chamar blinis é um abuso! O que estarão a pensar as pequenas panquecas russas…
Destas só têm a forma e o tamanho. Podiam chamar-se luas-cheias de requeijão, ou outra coisa qualquer, mas enfim, vamos ao que interessa.
 As laranjas estão no seu melhor. Sumarentas, pesadas, óptimas para se comer à mão, aos pedaços. Não me importo do cheiro que fica, até gosto.
 Sendo assim, pus umas laranjas e um requeijão de Seia na mesa da cozinha e e decidi fazer uma panquecas diferentes das que habitualmente faço para o pequeno almoço de sábado - ainda por cima está um dia lindo de sol o que contribui para a boa disposição da minha filha Maria. 
  •  400 grs. de requeijão de Seia
  • 1/2 c. de leite meio gordo
  • 1/2 c. de farinha sem fermento
  • 2 ovos grandes de galinha do campo
  • 1 c. chá de fermento
  • 2 c. sopa de acúcar
  • 1 pitada de sal
  • raspa de 2 laranjas
 Misturei tudo menos as claras que acrescentei no fim, batidas em espuma e depois da mistura estar 1/2 hora a descansar no frio.
 Enquanto aguardava fiz o Coulis de Laranja.
 2 laranjas – 30 cl de sumo + a raspa de 1 laranja
2 limões – 5 cl de sumo
50 grs de açúcar
100 grs de água
50 grs de Grand Marnier
 Piquei fininho a casca da laranja, sem a parte branca, que tirei com a ajuda do descascador de cenouras e espremi os citrinos.
Fiz um caramelo  dourado com o açúcar e a água, cujo ponto parei ao juntar os sumos e o licor de laranja. Como não tinha Grand Marnier usei Cointreau. Levei ao lume a reduzir um pouco e no fim juntei a raspa da laranja.
 Estava na hora de fazer as panquecas. Não, não era meio-dia! A receita é muito rápida de fazer do que de escrever.
 Aqueci uma frigideira anti-aderente sem qualquer gordura e fui colocando colheres de sopa de massa. A seguir baixei o lume e deixei cozer ~15 segundos de cada lado. Mal os pequenos círculos de massa (8cm~) apareçam com pequenos furinhos como os que as pulgas fazem na areia, já estão prontos para virar.
 Agora é só comer! Nem me consegui sentar porque a minha filha ia-me sempre pedindo mais uma, mais uma…
Dá mais ou menos para 20 blinis, ou seja para duas pessoas gulosas como nós e que não estejam a fazer dieta.
Esta receita é para a minha prima Teresa que não come pão!
Ana

fevereiro 02, 2013

SAFIO OU CONGRO


 Caldeirada de Safio

Caldeiradas há muitas, mas a de Safio sempre me acompanhou nas várias Estações do ano em casa dos meus Pais e na minha.
Em tempos chamavam-lhe Safio, hoje é Congro. Mas para mim sempre será Safio.
Na ida ao Mercado escolher as postas abertas, são as que têm menos espinhas e pedir para cortar com mais ou menos 3 dedos de largura.
Cozinhá-las no própria dia ou congelá-las para mais tarde, o sabor não se perde desde que o peixe seja fresco
Receita para 4 pessoas
  • 4 postas de safio da parte aberta
  • Fígado de peixe ( facultativo)
  • 4 batatas médias cortadas ás rodelas grossas
  • 1 cebola
  • 2 dentes de alho
  • Azeite q.b.
  • Água qb
  • 1 colher de sobremesa de pimentão doce em pó
  • 1 ramo de poejos
Coloca-se o azeite a cobrir ligeiramente o tacho
Corta-se a cebola em rodelas finas e os alhos.
De seguida colocam-se em camadas o tomate descascado em rodelas finais seguido das batatas em rodelas grossas.
Por fim colocam-se as postas de safio e os fígados. Acrescenta-se sal a gosto, o pimentão doce e água a cobrir ligeiramente as batatas.
Coze em lume brando aproximadamente meia hora.
A 5 m do final aromatiza-se o caldo com um ramo de poejos do jardim.
Há quem prefira substituir a água por vinho branco e acrescente ainda pimento verde aos cubinhos. Mas eu prefiro o sabor da frescura do peixe do mercado.
Come-se simples ou em cama de sopas de Pão Alentejano ( da Fermentopão ou Martinlongo)
Lou

janeiro 23, 2013

MURRAYA KOENIGII - CARIL DE FRANGO

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Caril à FMG

O meu amigo Fernando faz um caril muito bom.
As suas aptidões culinárias são conhecidas e reconhecidas pelos amigos e fundamentadas nos cursos e na mão que tem para os temperos oriundos de África e Índia.
Feita a introdução, aqui vai a sua receita de caril, apurada de outras e aprovada por todos.
Marinada para ao frango
  • Sumo de 1 limão, sal, 5 alhos picados e 2 c. sopa de caril.
Caril
  • Azeite a preencher o fundo da panela   
  •  6 cravinhos                                   
  • 3 anis estrelado                          
  • 2 paus de canela                           
  • Uma mão cheia de folhas de caril                       
  • 1 cabeça de alho picado ou a gosto
  • 1 cebola grande picada  ou a gosto
  • 2 maçãs reinetas raladas
  • 1 tomate muito maduro esmagado s/ pele                                    
  • 2 colheres de chá de pasta de gengibre
  • 2 c. sopa de caril (meio picante)
  • 1 cálice de vinho branco
  • 2  frangos cortados em bocados pequenos
  • 1 colher de chá de Garam Massala                      
  • 1 lata pequena de leite de côco                         
  • 2 a 3 colheres de sopa de côco ralado    
  • folhas de coentros                      
Arroz
  • 4 chávenas de arroz
  • 6 sementes de cardamomo abertas ao meio
  • 1 limão                               
O Caril
Tempera-se o frango com 2 horas de antecedência com o sumo de limão, sal, alho e o pó de caril, envolvendo todo o frango.
Numa panela larga e baixa, aquece-se o azeite.
Quando o azeite estiver bem quente frita-se o cravinho, o anis estrelado e o pau de canela. Quando se começam a sentir os aromas exóticos desses produtos, juntam-se as folhas de caril até amolecerem.
Imediatamente a seguir, junta-se o alho picado, a cebola picada, a maçã ralada, o tomate, a pasta de gengibre e deixa-se refogar em lume brando até o azeite vir à superfície desligado do refogado, introduzindo então as 2 colheres de sopa de caril e um pouco de vinho branco.
Deita-se então o frango, deixando cozinhar em lume muito brando até estar tenrinho, aproximadamente 2 horas.
Quando o frango estiver cozinhado e se o molho estiver muito grosso, pode-se juntar caldo de galinha até se chegar à quantidade de molho necessária.
Para terminar, junta-se o Garam Massala, o leite de coco e o coco ralado, deixa-se cozinhar mais 10 minutos e, antes de servir, adicionam-se uma grande quantidade de folhas de coentros.
O Arroz
Numa panela grande, ferve-se muita água em lume alto.
Quando a água fervilhar deita-se as sementes de Cardamomo, o sumo de 1 limão e introduz-se então o arroz basmati (de preferência perfumado) até estar cozido “al dente“.
Quando cozido, o arroz é escorrido e está pronto a servir. Não é necessário adicionar sal porque o limão introduz-lhe a salinidade.
Na passagem de ano de 2011, o caril de gambas veio para a mesa. A ocasião requeria um ingrediente mais sofisticado do que o frango. E foi de comer e chorar por mais.
No meu caso de chorar mesmo e fungar, porque ainda sou uma aprendiz nestas artes do picante.
Ana

janeiro 20, 2013

25 FRAMBOESAS


Bosque com tons de vermelho
Há dias que têm que ficar memoráveis, pelo seu significado e pela comida.
Era um dia duplamente significativo e, para tal, fiz um  bolo que juntasse 3 sobremesas numa só e que permitisse numa só fatia juntar todos os sabores; asuavidade da Chifon de chocolate, a cremosidade da mousse, a acidez do chantilly e otoque vermelho frutado das framboesas.
A inspiração veio de um bolo, A Floresta Negra, mas as várias camadas são de sobremesas que habitualmente faço em separado, e que neste caso foram montadas umas sobre as outras.
Chiffon de chocolate (A receita é do Pantagruel)
  • 8 ovos
  • 2 chávenas de açúcar
  • 1/2 chávena de óleo
  • 2 chávenas de farinha
  • 3 colheres de sopa de chocolate em pó
  • 1 colher de chá de fermento
Neste caso fiz receita e meia. Numa forma fiz uma receita e noutra fiz 1/2 receita.
Batem-se as claras em castelo e reservam-se. Batem-se as gemas com o açúcar. Junta-se o óleo e bate-se até fazer bolhinhas.
Junta-se a farinha, alternando com o chocolate. No fim, envolvem-se as claras em castelo.
Vai ao forno aquecido a 180º em forma forrada com papel vegetal. Deixa-se arrefecer e corta-se ao meio.
Mousse de chocolate
A receita foi a do Post de Janeiro
Chantilly
A receita foi a do Post de Janeiro
Cobertura de chocolate.
Juntei a meia tablete de chocolate um pouco de leite e levei ao lume até derreter.
Montagem
Monta-se pela ordem desejada, neste caso foi:
Bolo+ Mousse+Bolo+Chantilly+Bolo+Molho de chocolate e as framboesas.
Acompanhou com  coulis de morango.
Lou.

janeiro 15, 2013

LA VACHE QUI RI

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Sopa de courgettes e queijo 

Convidada para jantar em casa de uma amiga, comi uma sopa muito boa, tendo logo pedido a receita. A Aninhas disse-me que vinha de casa da mãe e que era muito simples de fazer. Levava só courgettes, queijo e natas.


Com o pouco tempo que temos, é sempre de ter na manga, ou melhor, no computador, ajgumas dicas para uma entrada rápida, boa e bonita.
Ingredientes para 8 pessoas
  • 6 courgettes
  • 6 triângulos de queijo mole La Vache Qui Ri
  • 1 pacotes de natas frescas
  • pimenta preta
  • cebolinho para enfeitar.
Cozem-se as courgettes em água com sal só a cobrir.
No final, retira-se um pouco da água que ainda ficou e reserva-se.
Juntam-se os queijos e as natas, tritura-se no copo do 123 e serve-se em pequenas chávenas com um pouco do cebolinho picado por cima.
Não tinha pimenta mas eu juntaria um pouco ao creme.
Se for necessário, junta-se a água reservada até se conseguir a consistência desejada.
Para mim, pode servir-se um creme mais espesso se for muito quente ou um caldo mais leve se for frio. Mas, nesta altura, prefiro mesmo uma sopa quente.
Estava óptima e a festa também!
Parabéns e obrigada à Aninhas e à Tia Carminho pela óptima receita.
Ana