novembro 20, 2012

DOMINGO À NOITE

Canja de Galinha

A canja de Galinha está sempre associada ao domingo à noite em que não apetece cozinhar muito, mas em que era preciso alimentar as crianças até elas enjoarem este prato. Ou então quando estamos engripados e sem muita fome e apetece algo que aconchegue, como quando uma amiga me visitou e com muito carinho me trouxe uma canjinha como presente. Para quem gosta, principalmente de Inverno esta sopa é um conforto.

Não esqueço a primeira vez que a canja me impressionou. Foi no Alentejo em casa de uma tia, feita com uma galinha caseira e servida numa terrina de loiça branca aromatizada com uma folha de hortelã do seu jardim.

                  Canja de galinha para o corpo e para a alma
Ingredientes


  • 1 galinha do campo com ovos
  • 1 cebola grande
  • Água e sal
  • Hortelã

Preparação

Coze-se a galinha com água, sal e a cebola inteira. Para ser mais rápido, numa panela de pressão. O tempo de cozedura depende do tamanho da galinha, leva cerca de 1h.

Quando a galinha estiver cozida, retira-se e desfia-se. Reserva-se.

À água de cozedura junta-se o arroz a gosto. Coze aproximadamente 10m. No fim junta-se a galinha desfiada e os ovinhos.

Serve-se num prato de sopa com uma folha de hortelã.

Lou

novembro 18, 2012

ELIPSE

Elipse

Um Vinho do Douro para uma noite memorável, ELIPSE . Encontro de amigos e colegas Arquitectos no Pátio da  ESBAL acompanhado pelo cenário mágico de balões suspensos do Nuno Antunes em 2011.

                           UM BOM VINHO, EM BOA COMPANHIA

Lou

novembro 16, 2012

YO SONO L` AMORE


Director: Luca Guadagnino
Writers: Barbara Alberti (screenplay), Ivan Cotroneo (screenplay), 3 more credits »
Stars: Tilda Swinton, Flavio Parenti, Edoardo Gabbriellini 


Lou

novembro 12, 2012

MERCADO DE ALMOÇAGEME





Mercado de Almoçageme


O mercado de rua de Almoçageme no pé da Serra de Sintra ainda tem pequenos produtores locais.

Espinafres, abóboras, castanhas, marmelos, flores ….

PRODUTOS DA ESTAÇÃO

Levados para casa depois de um passeio pelos tons de Outono da Serra, para serem cozinhados durante a semana e voltar pelo sabor a esse lugar.

Lou

novembro 10, 2012

BISCOITOS DO BEIRAL








Biscoitos simples

A Maria andou no Beiral. E o Beiral ficou na sua boa memória desde a Isabel Sousa Dias, passando pela Ana Patrícia, pela Gabriela e de modo transversal pela Lídia e ainda pela Felicidade. O Beiral não é só uma escola, é um modo de estar, um convicção forte de como ensinar a crescer bem.

Lá, os meninos perdem-se no jardim da areia, nos recantos da árvore grande, a espreitar o lago das rãs e principalmente perdem-se no atelier de pintura da Zé Vieira. Sem limitações, no Natal o presépio surge em formas de barro que vão muito além das clássicas figuras. Entre o sagrado e o profano, a vaca e o burro convivem em perfeita harmonia com o dinossauro, a girafa, animais fantásticos, o Menino Jesus, a Nossa Senhora e o São José.

Todo o espaço do ginásio é dedicado à exposição dos trabalhos que eles se deliciam a mostrar aos pais! (Aquele fui eu que fiz…)

No dia 9 de Novembro houve um encontro de ex-alunos, e a Zé Vieira foi fazer digi-tinta a pedido dos seus meninos agora já com 14, 15, 19….anos. Foi uma festa!

No dia seguinte a Maria pediu para fazermos os biscoitos do BEIRAL.

Fica aqui a receita como homenagem a uma grande escola e à Mitza, sua fundadora. Eu acrescentei umas pedrinhas de sal à massa e uns bocadinhos de chocolate para parecerem bombons.

Ingredientes

1 Kg farinha
500 gr manteiga
330 grs. açúcar
raspa de 1 limão
2  ovos
umas pedrinhas de sal
A nova escola da Maria, ao contrário do anterior palacete do séc. XVIII em Monsanto, é um conjunto de edifícios contemporâneos com um pátio rectangular central.

O único comentário da Maria no primeiro dia de escola foi:

- Não gosto, mãe, não tem sítios onde nos esconder!

…………………….

Ana

DO LARANJAL



  



                                                                                     Gelatina de Laranja
As laranjas estão agora sumarentas e doces e os dias de Sol estão excelentes para as apanhar nas laranjeiras verdes salpicadas de tons de laranja.
Chegar a casa, parti-las em 2, espremê-las e ao seu sumo doce juntar pura e simplesmente folhas de gelatina branca derretidas em água morna, levar ao frigorífico e esperar que solidifique.
  • 6 laranjas doces
  • 6 folhas de gelatina branca
Lou

novembro 09, 2012

BROAS DA ALBINA



Broas de mel

Após a chegada definitiva do Outuno, decidi fazer estas broinhas para acompanhar o Chá da Alice da Lu. A Albina, de Santarém, ensinou-nos a comer estas fantásticas broas típicas do Ribatejo e que, mesmo com o passar dos tempos, nos foram sempre chegando à casa de Lisboa. Esta receita foi  ligeiramente modificada pela adição das nozes.

Ingredientes


  • 0,5 l azeite (eu usei 250 ml de azeite + 250 ml óleo)
  • 1l água
  • 0,5 kg açúcar amarelo
  • 250 g mel
  • 30 g erva doce moída
  • 10 g canela em pó
  • 1 c. Café sal fino
  • 100 g miolo de noz picado grosseiramente
  • 1 kg farinha sem fermento
  • Num tacho largo e baixo coloquei o azeite, a água, o açúcar, o mel, a erva doce, a canela, o sal e o miolo de noz. Deixei levantar fervura e adicionei de uma só vez a farinha, do mesmo modo como se fazem os rissóis.


Agora era preciso algum músculo para mexer bem com uma colher de pau. Depois de bem misturada, fui mexendo sempre durante uns 5 minutos ao lume para enxugar um pouco a massa.

Deitei de seguida a massa sobre a mesa de trabalho (não é preciso olear primeiro) e deixei arrefecer só um pouco, coberta com papel filme, para não formar crosta.

Formei bolinhas que  achatei com as mãos, e com a faca desenhei um xadrez por cima.

Foram ao forno médio10 a 15 minutos para secarem mais um pouco, após o que   polvilhei com açúcar, quando estavam ainda quentes.

Foram feitas no Dia de Todos os Santos. A minha mãe iria adorar!

Ana

novembro 08, 2012

UM CHÁ PARA ALICE



Esta história começa com o próprio autor, Lewis Carroll, o matemático que gostava de enigmas e prestidigitação, que em 1862 embarcou numa viagem pelo Tamisa com uma amiga chamada Alice. Não sabemos se terão beneficiado de salão de chá flutuante, mas das histórias contadas a bordo, fantásticas como a luz ao fundo de uma toca de coelho, sairia um manuscrito. Ao conto não faltaram desenhos, pelo que de Carroll se pode dizer que é o primeiro entre inúmeros ilustradores que celebraram a figura central do seu clássico em imagens.

“Um Chá para Alice”, patente desde dia 1 no edifício sede da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, reúne uma centena de originais de alguns dos melhores ilustradores contemporâneos, sendo os desenhos mais antigos editados na década de 70. São 21 autores de 15 países que apresentam na sala de exposições temporárias o seu olhar sobre o país maravilhoso de Alice, com especial destaque para o emblemático episódio do chá do Chapeleiro Louco e da Lebre de Março.


Lou

novembro 04, 2012

Bagos de Romã
Xarope de Romã

Uma tarde chuvosa de Inverno e com muita paciência à mistura, abrir as romãs e separar as bagas…para preparar o xarope enquanto a aguardente da Boa não chega.

Ingredientes

1Kg bagas de romã
750g açucar branco

Preparação

Colocar as bagas e o açucar num tacho e deixar ferver em lume brando durante 30m.

Coar, para separar as graínhas do liquído e deixar arrefecer.

Pode-se beber simples com uma pedra de gelo, ou com água ou ainda juntar  aguardente para fazer o licor.

Lou

novembro 03, 2012

A ROMANZEIRA

A apanha das romãs




Antes da Romã..as flores

Desde a Flor em Maio até à Colheita das Romãs em Outubro a Romanzeira evolui com toda a sua beleza salpicada de tons laranja.

Xaropes e Licores estão prontos a iniciar, para beber todo o ano.

Lou

novembro 01, 2012

BIFES DE ATUM COM CARDAMOMO

Atum Fresco


Bifes de Atum com Cardamomo

Têm que vir comer o Bife de Atum com cardamomo!

Sei lá porquê, mas bife de atum não nos apetecia, parecia que não era carne nem peixe.

Com tanta insistência lá fomos a casa dos Armandos comer o tão falado bife. Esta receita, ou uma semelhante, é a que os meus amigos costumam comer no Verão em Lagos no restaurante A Comidinha, um restaurante a visitar, com uma cozinha tradicional e um dono a conhecer, pelas suas caraterísticas especiais.

Vivendo perto de Setúbal, o sábado de manhã do A. é dedicado às compras no mercado, de onde vieram estes bifes frescos, suculentos e com uma carne bem vermelha.

Depois de ver todo o processo de confecção e de nos deliciarmos, mudámos de opinião e….

 Amo estes Bifes de Atum!

  • 1 bife de atum por pessoa com 1 ½ dedo no mínimo
  • Flor de sal
  • Sumo de lima
  • Sementes de cardamomo


Temperam-se os bifes com flor de sal e sumo de lima, no mínimo 1h.

Num almofariz moem-se as sementes de cardamomo grosseiramente.

Aquece-se bem a chapa eléctrica ou uma chapa para grelhar no fogão a gás.

Grelham-se os bifes apenas para tostar por fora e deixar a carne rosada no interior, ou seja cerca de 2m de cada lado.

Depois dos bifes grelhados, empratam-se e colocam-se as sementes por cima.

Acompanha com uma salada à escolha.

Bom apetite!

Lou  

LICOR DE ROMÃ

Licor de Romã

 “Os licores nasceram em França,  durante o último período do reinado de Luís XIV. Conta Brillant-Savarin,  na sua famosa  FISIOLOGIA DO GOSTO,  que aquele monarca sofria às vezes de fraqueza e dessa dificuldade de viver,  que amiúde se manifesta depois dos sessenta anos. Para lhe darem bebidas estimulantes – a que segundo o dizer da época chamavam poções cordiais-,  se misturavam aguardente e açúcar com essências aromáticas.
Daí nasceu a arte do licorista.
                                                   in O Livro de Pantagruel, de Bertha –Rosa Limpo
De frutos, flores ou ervas aromáticas cada um pode criar o seu , ao seu paladar.
Tangerina,  Limão, Romã, Amora, Tamarilho, Poejo…..
Adoçam o final das refeições com os amigos, simples ou com uma pedra de gelo.
  • 1L de Xarope de romã
  • ½ L de aguardente
  • ½ L de água fervida fria
Mistura-se tudo e deitam-se em garrafas previamente lavadas com água a ferver.
Agita-se bem e está pronto a consumir.

E a oferecer aos amigos..


Lou

outubro 28, 2012

QUE BOM, PATANISCAS


  
Pataniscas de bacalhau
É o que se houve em casa quando há pataniscas.
Bacalhau cozido com todos num dia, e no outro as sobras para pataniscas.
É sempre assim, as pataniscas são feitas com o bacalhau que sobrou.
As genuínas são com o bacalhau cru, mas eu prefiro assim.
                         E com pouco, se faz muito!
  • 1 posta de bacalhau cru ou cozido
  • 2 ovos
  • 1 cebola pequena
  • 1 dente de alho
  • 1 CS farinha
  • água fria
  • salsa 
  • sal qb
  • pimenta qb
  • noz moscada qb
Desfia-se bem o bacalhau.
Faz-se o polme com a farinha, â qual se acrescenta a salsa, o alho e a cebola bem picadinha e a água bem fria até formar um pasta homógenea.
Junta-se o bacalhau e tempera-se com noz moscada, pimenta e uma pedrinha de sal.
Numa frigideira larga coloca-se óleo e aquece-se bem.
Vão-se deitando colheradas do polme e espalmando.
Frita bem de um lado e do outro.
Escorre-se bem em papel de cozinha.
Lou

outubro 27, 2012

DOCE DE ABÓBORA




                                                                           O Melhor doce de Abóbora
O melhor doce de Abóbora é o da Margarida R.S.
 Artista na pintura e na cozinha. 
Ligeiramente ácido da raspa da laranja e com um toque de canela.
Perfeito!
Lou

outubro 26, 2012

ABÓBORA NO FORNO



                                                                 Abóbora no forno
Este é o mês delas.
  • tiras ou quadrados de abóbora
  • sal
  • pimenta
  • alecrim
  • azeite
Tempera-se a abóbora com todos o ingredientes e leva-se ao forno a 180º até dourar.
Acompanha pratos de carne.
Lou

outubro 23, 2012

SOPINHA EVERYDAY


Creme de Abóbora com Hortelã

Um dia quando uma grande amiga teve que tomar uma grande decisão na sua vida sobre uma opção profissional dificil, eu disse-lhe “Olha, toma lá essa decisão, porque a sopa nunca te vai faltar!”. Ela nunca mais esqueceu esta história.
Hoje, perante todas as medidas que os que decidem por nós tomaram sobre as nossas vidas nos próximos tempos, eu lembrei-me da história da sopa e continuo a dizer e a pensar: A sopa nunca irá faltar .
O toque final no creme, da hortelã foi sugerido pela J. e marca a diferença. 
  • 1 Lt de água
  • 2 batatas grandes
  • 1 cebola ou 1 alho francês
  • 1 dente de alho
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 250 gr abóbora
  • sal
  • hortelã
Partem-se os legumes todos em pequenos bocados.
Entretanto tenho água a ferver na chaleira eléctrica e cubro os legumes com a água quente, que cozem cerca de 20m.
Depois de cozidos, junta-se o sal, o azeite e umas folhas de hortelã.
Tritura-se emulsionando e vai-se acrescentando mais água fervida até à consistência desejada.
Serve-se com uma folha de hortelã.
Lou

outubro 22, 2012

SEGREDO, SEGREDO, SÓ SE FOR..


Bacalhau com massa e feijão

Durante os trabalhos de feitura dos moldes das pegadas que antecederam a abertura dos túneis de Carenque, íamos almoçar num muito modesto establecimento da zona, meio-café, meio restaurante , onde se comia um saboroso bacalhau com massa de cotovelo e feijão-frade,….Simples e bom, este prato popular no tempo barato do “fiel amigo”ficou associado ao estudo e à luta pela salvaguarda da importante jazida com pegadas de dinossário do Pego Longo….
O dono da casa estava ao balcão e servia às mesas e a mulher, que cozinhava, dava-lhe uma ajuda, trazendo ela mesma as travessas aos clientes com os quais gostava de tagarelar, quebrando assim a solidão da cozinha escura ao fundo da sala.
Que coisa boa – achei por bem elogiá-la, dirigindo-me ao marido, a servir-me café- Parabéns à cozinheira. Uma delicia este bacalhau.
Não tinha ainda terminado a bica, francamente má, diga-se, já a dona Aurora ali estava à minha frente, limpando as mãos ao avental.
-   Quer dizer que gostaram?
-   Muito mesmo. Parabéns. Tem é de me dizer o segredo.
- Não tem segredo nenhum - garantiu, feliz -, faço um esturgido bem temperado com azeite, muita cebola, alho, louro, pimentão doce uns cravinhos e duas malaguetas. Às vezes ponho tomate,  outras vezes não. Hoje não pus, gosto mais dele assim.  A seguir, meto-lhe o bacalhau já sem as espinhas maiores e cortadas aos bocados. Não lhe tiro a pele que aí é que está o gosto. Deito-lhe o feijão, que já tinha cozido à parte, e no fim a massa. Depois é só ter cuidado para não deixar secar. Vou vendo e deito umas lagriminhas da água de cozer o feijão e pronto.
Segredo, segredo …só se for…
-Só se for o gosto com que mexo em tudo o que é da cozinha.
Lou