agosto 07, 2012

O QUE FAZER..


Corvina no forno com algas e berbigão

Amigos para jantar, pouco apetite para cozinhar, uma passagem rápida pelo supermercado e a descoberta de um novo peixe de aquacultura Corvina, no forno para ser mais prático e um pouco de sabor mesmo a mar com alga e berbigão.
Receita para 8 pessoas
  • 1 corvina com 2,5 Kg
  • 1 Kg de berbigão
  • 1 alga noori
  • 1,5 Kg de batata pequena para assar
  • 1 cebola
  • 2 dentes de alho
  • Azeite qb
  • Vinho branco para refrescar
  • Sal marinho a gosto
  • Salsa
  • Tiras de alho francês
Num tabuleiro grande coloca-se azeite a cobrir ligeiramente o fundo.Segue-se cebola cortada às rodelas finas, berbigão, o peixe coberto pela alga e por tiras de alho francês. Na barriga coloca-se um ramo de salsa e tempera-se de sal.
Acrescentam-se as batatas que foram préviamente cozidas 5min.
Picam-se os 2 dentes de alho sobre as batatas e regam-se com um pouco de azeite.
Vai ao forno durante aproximadamente 1,5 h a 180º. Durante a cozedura vai-se refrescando com a água do berbigão e um pouco de vinho branco.
Serviu-se acompanhado de um vinho verde gelado dum produtor caseiro da zona de Amarante.
Lou

agosto 06, 2012

VENDEDORES DE CAPILÉ


CAPILÉ
Nos dias ainda quentes uma bebida a saber a passado, ao tempo dos ardinas e vendedores de xarope de capilé de Lisboa
  • 1 chavená de café
  •  1 Lt de água mineral
  •  1 limão ( casca )
  •  Açucar amarelo ( a gosto)
  •  Pedras de gelo
Num jarro de vidro coloca-se o café frio, a água gelada e o açúcar que se vai misturando até atingir o gosto (muito ou pouco açucarado). No fim acrescentam-se pedras de gelo e a casca de limão.
Bebe-se gelado
Lou

agosto 05, 2012

MANJAR DO FÓFÓ

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Manjar de Coco com Calda de Ameixa

A Sofia já há muito que me vinha abrindo o apetite com um doce que ela comia no Fofó (Clube Futebol Benfica), enquanto o filho treinava futebol.
Feito pela Lena, uma cozinheira brasileira que explora o bar, ela descrevia-o como uma delicia, cremoso…suave…com um toque a coco…com uma calda de ameixa…
Para um dia especial, não resisti a fazer esta sobremesa. Queria sentir essa delicia.
Sem a receita e após pesquisa no Mundo da Net, lá descobrimos uma receita que parecia semelhante.
Não sei se é a mesma, mas ficou delicioso, e agradou a todos.
Para os que quiserem provar o original, a Lena faz por encomenda.
Doce
  • 1 litro de leite meio gordo
  • 1 lata de leite condensado pequena
  • 1 lata de leite de coco
  • 1 pacote de natas de 200 ml
  • 1 chávena de chá de maizena          
Bata com a varinha mágica o leite, o leite condensado, o leite de coco, as natas e a maizena.
Leve tudo ao lume num tacho.
Deixe cozinhar, mexendo sempre até engrossar.
Coloque o creme numa forma de anel molhada (neste caso coloquei numa forma de silicone) com água e um pouco de óleo.
Leve ao frigorifico até ficar bem firme, no mínimo 1h.
Calda de ameixa
  • 1 chávena de chá de açúcar
  • 2 chávena de chá de água
  • 200 gr de ameixas pretas secas desencaroçadas
Coloque o açúcar num tacho e leve ao lume até caramelizar.
Em seguida, acrescenta-se a água quente até dissover o caramelo.
Acrescenta-se as ameixas e deixa-se  ferver durante  15 minutos ou até formar uma calda
Deixa-se arrefecer.
Desenforma-se o manjar já frio e cobre-se com a calda, também fria.
                                            Delicioso!
Lou.

VERÃO DE COR DE LIMÃO


                                                                                   Mousse de Limão
Uma sobremesa para um dia quente com um sabor ligeiramente amargo… a limão.
  • 2 limões médios em sumo
  • 1 lata leite condensado
  • 1 pacote de natas
  • 5 bolachas maria raladas
  • 3 folhas de gelatina
Junta-se o sumo dos limões, o leite condensado, as natas e a gelatina demolhada e bate-se numa batedeira durante 1m à velocidade máxima.
Coloca-se numa taça e no fim cobre-se com a bolacha ralada e umas raspas da casca de limão.
Vai o frigorifico até atingir consistência.
Lou

julho 28, 2012

PILIM


                                                                                           Pilim Frito

Não, não é dinheiro (Pilim) mas o carapau pilim ou jaquinzinhos, carapaus muito pequenos, às vezes proibida a sua venda, mas muito saborosos fritos, passados primeiro por farinha de milho para os tornar mais crocantes, depois de lavados e secos num pano.
A acompanhar nestes primeiros dias de sol com uma salada mediterrânea ou com um arroz de coentros.
Lou

julho 26, 2012

DA IRACEMA



Rissóis de Atum da D.Iracema

Era para ter nascido no Brasil, mas a vida trocou as voltas e veio nascer a Portugal, mas o nome ficou da praia de Iracema aonde era para ter vindo ao Mundo há mais de 80 anos.Os seus rissóis de atum começaram por deliciar filhos e netos e hoje são desejados também pelos amigos da família em almoços de Domingo e festas.
A receita já é antiga como prova a folha de agenda de 1959 aonde foi escrita.
Com sabor a atum, cremosos e com um toque de picante e em forma de lua em quarto minguante, a sua receita tem andado de mão em mão na geração dos mais novos.
A minha homenagem aos rissóis da D.Iracema, quentinhos que me deliciam sempre .
Massa
  • 1 ½ chávena de água
  • 1 colher de manteiga não muito cheia
  • 1 bocadinho de sal
Póe-se a ferver.
Quando ferver deita-se de uma vez só 1 chávena e meia de farinha.
Mexe-se logo com o cabo de uma colher até secar no fundo do tacho.
Faz-se uma bola.
Estende-se com o rolo pedaços de massa,
Creme
  • ½ chávena de leite
  • ½ chávena de água
  • 1 colher de manteiga (cheia)
  • 1 ½ colher de chá de farinha
  • Um pouco de sal
  • Salsa picada
  • 1 gema de ovo
  • Atum
 Mexe-se tudo e vai ao fogo.
Depois do creme feito mistura-se o atum.
Lou

julho 25, 2012

CENOURAS DE VERÃO

Cenouras à Algarvia

Comi a primeira vez estas cenouras como acompanhamento no Algarve, depois voltei a comer no Alentejo. Acho-as deliciosas como acompanhamento, na época de calor para pratos de carne ou peixe, frescas e bem envinagradas e com sabor a alho.


  • cenouras
  • alho
  • sal
  • azeite
  • vinagre
  • oregãos
  • Escolhem-se cenouras finas


Cozem-se até ficarem tenras e de seguida quando arrefecerem, laminam-se bem finas.

Temperam-se com azeite, alho picado muito fino, vinagre e por fim oregãos.

Levam-se ao frigorifico até à hora de  servir.

Lou

julho 20, 2012

ALMOFADINHAS DE MOZAMBIQUE

Malangatana, O beijo, 1971-1975 


 Almofadinhas de Camarão

Há anos que estou para fazer estas delícias de camarão, receita moçambicana que saíu no Diário de Notícias e foi publicada no Coisas Boas. O jantar de Natal em casa da minha tia sempre tinha, feitas pela D. Idalina que partiu sem deixar o segredo. 
O meu receio foi sempre o de não conseguir fazer o béchamel no ponto certo e estes bolinhos se desfazerem ao fritar. Receio infundado! Fritam muito bem e, para mim, são melhores que rissóis de camarão porque muito mais leves.
Comprei uns camarões do tamanho de um dedo que cozi, fritei com a casca e as cabeças  - que fui esmagando à medida que iam fritando para acentuar o sabor - num pouco de azeite e parti aos bocadinhos. Guardei 1/2 copo da água de cozer os camarões.
De seguida fiz um béchamel grosso:                                                               
Derreti a manteiga, juntei a farinha e mexi até parecerem migalhas. Deixei cozer 1 minuto e juntei o leite frio, a água de cozer os camarões e o molho reduzido da fritura, mexendo sempre com a vara de arames. Desfiz as gemas de ovos numa tacinha e adicionei ao creme muito rapidamente para nao cozer os ovos. Por fim juntei o queijo ralado, o sal e a pimenta e a salsa picadinha. Este creme deve ficar muito grosso. Coloca-se o creme num pirex untado de manteiga e vai ao frigorífico.
No dia seguinte vão-se tirando colheradas que, com a mão, se ajeitam em bolinhos achatados do tamanho de almôndegas e se passam por pão ralado, ovo e pão ralado.
  • 200 gr. de camarão
  • 30 gr. de manteiga
  • 50 gr. de farinha
  • 1/2 litro de leite
  • sal, pimenta e noz moscada
  • 2 gemas de ovos
  • 25 gr. queijo ralado
  • 2 colheres de sopa de salsa picada
A receita original só passa uma vez por pão ralado mas eu por cautela passei duas vezes para aumentar a consistência. Para a próxima vez vou experimentar não partir os camarões e panar só uma vez com farinha de milho.
Para honrar a origem devia ter sido feita com camarões de Moçambique, mas não havia. Fica para a próxima!
* para o J. e P. que estão em Maputo neste momento.
Ana

A ROMÃ

Romã
A Romã proveniente da Romanzeira terá tido origem segundo os Russos no centro do Próximo Oriente.
Associada á Paixão e á Fecundidade os Gregos consideravam-na como o símbolo do Amor e da Fecundidade.
A romã foi consagrada à Deusa Afrodite.
Há quem por tradição guarde uma para comer na época natalicia.
Em doce, geleia, licor e saladas delicia-nos.
Lou

                                                                                                    Romã


A Romã proveniente da Romanzeira terá tido origem segundo os Russos no centro do Próximo Oriente.
Associada à Paixão e à Fecundidade, os Gregos consideravam-na como o símbolo do Amor e da Fecundidade.
A romã foi consagrada à Deusa Afrodite.
Há quem por tradição guarde uma para comer na época natalicia.
Em doce, geleia, licor e saladas delicia-nos.
Lou

julho 16, 2012

CHOCO FRITO




                                                                                            Choco Frito
O Choco Frito faz parte da gastronomia da zona de Setúbal ou das zonas costeiras.
Pode-se fritar de muitas maneiras. Simplesmente no óleo, com polme, só com farinha ou então com farinha de milho como a receita que apresento. Mas o segredo da qualidade do prato está na frescura do choco e no tempero.
  • 1 choco fresco partido às tiras finas
  • 1 limão em sumo
  • alho
  • sal
  • farinha de milho
  • óleo de fritura
Tempera-se o choco com alguma antecedência com o alho picado, sal e sumo de limão .
Limpa-se num pano para secar e de seguida passa-se por farinha de milho e frita-se em óleo bem quente em pequenas quantidades para não cozer, mas ficar estaladiço.
Lou

julho 15, 2012

UVAS

Vendedora de uvas em Lisboa


A Uva provêm das videiras, fruta de Verão, pode-se comer crua, em sumo , em doce , em geleia ou fermentada bebida em vinho…..há várias espécies….várias cores, vários tamanhos, vários sabores….



Uvas no Vale da Torre 


Lou

julho 14, 2012

PÉROLAS PRECIOSAS


                                                                                              Pérolas Rosa
Há Pérolas Preciosas brancas para colares e brincos
Há Pérolas Preciosas Rosa para comer …as de lagosta
Estava um dia de sol em que apetecia sair de casa e comer Frutos do Mar.
Rumámos até ao Oeste, à Lourinhã, ao Restaurante de um antigo pescador junto ao mar.
Depois da lagosta comida e cheia de ovas, apeteceu-me trazer para casa as pérolas, pérolas rosa a saber a mar para saborear em pasta sobre um pão tostado.
E se sobrar, coloca-se embrulhada em película para comer mais tarde quando apetecer recordar este momento. 
  • Ovas de Lagosta
  • Manteiga dos Açores meio-sal
  • Fatias de pão de Rio Maior tostadas
Deixa-se a manteiga amolecer um pouco fora do frigorífico e em seguida mistura-se suavemente com as ovas, envolvendo.
Tostam-se as fatias de pão ligeiramente e barram-se com esta mistura.
 A acompanhar um Vinho Verde Rosé Touriga Nacional DOC Terras do Minho 
Lou

julho 11, 2012

UM TOQUE DE VERDE


 Ovos Verdes

    Adoro ovos verdes com um sem atum, em festas para petiscar....foi o que aconteceu!
  • 6 ovos
  • 1 lata de atum (opção)
  • 2 colheres sopa de maionese
  • 1 raminho de salsa picada
  • 1 ovo batido
  • sal q.b
  • pimenta q.b.
  • óleo q.b.
  • farinha q.b
  • pão ralado q.b.
Coloque os ovos num tacho em água fria , deixe ferver e coza-os durante 10m.
Passe-os por água fria e descasque.
Parta ao meio no sentido do comprimento.
Retire as gemas, para uma taça e acrescente, o sal, a maionese, a salsa picada, o atum e o toque de vinagre.
Rechei as metades e molde bem.
Passe por farinha,o ovo batido e de seguida por pão ralado.
Frita-se em óleo bem quente.

Lou

julho 08, 2012

APRICOT SWEETNESS

      Cathleen Rehfeld
  - Apricots on a neutral background, 2009, oil on paper - unframed
Doce de Alperce

A Maria trouxe cá para casa uns pequeninos alperces de Santarém. Como eram muitos e ir-se-iam estragar certamente,  fiz este doce ao qual acrescentei a canela.

Eu gosto muito, acompanhando com tostas, requeijão e avelãs, mas a Maria acha muito doce preferindo um quadradinho de chocolate. Um dia destes vou-me aventurar na Sacher-torte, juntando os dois sabores.

Ingredientes

  • 2,750 grs alperces pesados com os caroços

  • 600 ml água

  • sumo de 1 limão

  • 20 corações dos caroços dos alperces.

  • 2 paus de canela

  • 2,750 açúcar aquecido


Partir os alperces ao meio e retirar os caroços. Partir vinte caroços e guardar os corações. Deixar estes em água a ferver durante 1 min., passa-los para uma tijela com água fria e pelar  como se fossem amêndoas. Reservar.

Pôr todos os ingredientes numa panela, à excepção do açúcar e levar a ferver. Depois baixar o lume e deixar a borbulhar durante ½ hora até a pele e a polpa da fruta estarem macios. A misturar deve então ter reduzido para 1/3.

Juntar o açúcar aquecido e misturar até este se ter dissolvido completamente. 

Aumentar o calor e deixar ferver sem mexer durante 10 a 15 min (104ºF). Eu cstumo experimentar também, colocando uma colher do doce nm pratinho, deixando arrefecer e verificando se está no ponto desejado.

Retirar então a espuma que se formou à superfície com uma colher metálica, os corações

Pôr o doce em jarros esterilizados. Deixar uma margem muito pequena, selar e etiquetar.

Aquecer o açúcar

Colocar o açúcar num pirex baixo e largo no forno à temperatura mínima durante 15min. Os frascos esterilizados podem também secar, indo ao forno ao mesmo tempo. O açúcar aquecido dissolve-se muito mais rapidamente no doce.

Os doces para ganharem consistência e durarem mais tempo necessitam de pectina e acidez, conferidos respectivamente pelos corações dos caroços e pelo limão. 

Ana