abril 26, 2012

AMÊNDOAS EM TARTE

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Créditos da imagem: Constança de Castro
Tarte de amêndoa
A Lou  aqui postou a sua tarte de amêndoa que é muito semelhante à minha.
Se qualquer modoaqui vai esta feita com margarinaesse ingrediente maldito, e que Constança tão bem fez para delícia de alguns eleitos!
Ingredientes
Base
  • 100 gr margarina em pomada
  • 200 gr farinha sem fermento
  • ovo
  • colher de chá de vinagre
Recheio
  • 200 gr margarina
  • 200 gr açúcar
  • 200 gr amêndoa laminada
  • 10 c sopa de leite
Base: Numa taça misturar a margarina com a farinha até formar uma espécie de pãoralado grossoFazer uma cova no meio e colocar o ovo desfeito com o vinagre. Irmisturando tudo aos poucos até formar uma bola. Amassar um pouco e pôr nofrigorífico durante 1 hora embrulhada em papel filme para não secar.
Meia hora antes da massa estar pronta para sair do frioaquecer o forno a 180º.
Quando a massa  está prontaestende-se com a ajuda de um tempo enfarinhado e umrolo de cozinha e coloca-se na tarteira (anti-aderente, 20 cm, com fundo amovível eoleada com margarina). Pica-se o fundo com um garfo e vai a cozer até estar lourinha(aproximadamente 15-30min, dependendo do forno).
Nessa altura começa-se a fazer o recheio.
Colocam-se todos os ingredientes num tacho de base espessa e vai-se sempre mexendoaté se conseguir fazer uma estrada com a colher de pau. Atenção, não deixar engrossarmuito porque ainda vai ao forno. Este processo demora mais ou menos 15 min.
Retirar a massa do forno, encher com o recheio e voltar a colocar no fornoaproximadamente 30 min ou até a amêndoa estar lourinha.
Dicas :
Eu costumo fazer 2 quantidades de massa e congelar uma delas. Fica igual e depois é só fazer o recheio.
Para transportar a massa para a tarteira pode enrolá-la no rolo e depois desembrulhá-la sobre a tarteira.
Muito boa!
Ana

abril 25, 2012

ALFAZEMA

Açucar aromatizado com Alfazema

Os campos da Provença na Primavera enchem-se do colorido e dos aromas das flores de alfazema, mas em Portugal  também, e na Beira na  Zona do Tejo Internacional os campos revestem-se também destas maravilhosas flores naturais.

Fazer um passeio nos campos, colher algumas flores e aromatizar ….açucar.

Dentro de um açucareiro, colocar um pequeno saco de musselina com algumas flores secas.

Serve para aromatizar chás ou bolinhos.

Lou

abril 22, 2012

BOLO DE REQUEIJÃO À MODA DE VIANA DO ALENTEJO E MAÇÃS ASSADAS

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 Bolo de requeijão e maçãs assadas

Está um dia de vendaval! Cá em casa dormiu-se pouco. O Yuri saltava por cima das camas nervoso com o vento, as portas e o telheiro que não paravam de bater. Viver num 10º andar não ajuda. Alerta vermelho em quase todo o país!
Dito isto, que óptimo pretexto para não sair de casa  e ir para a cozinha.
Depois de um creme de alho francês quentinho, mas que não merece especial referência, puz-me a fazer maçãs assadas a pedido da Maria.
MAÇÃS ASSADAS
3 maçãs reinetas grandes com um pau de canela no lugar do caroço, uma colher de sobremesa de açúcar amarelo sobe cada uma e regadas com um pouco de água e vinho do porto, aí foram elas todas engalanadas para o forno. Antes primeiro, dei um golpe horizontal na casca a toda a volta, para que os líquidos se misturem melhor. Vou regando de quando em vez e é só deixar arrefecer um pouco. Cá em casa comem-se mornas.
Tendo a Maria satisfeita, fui fazer o que já tinha em mente: um bolo de requeijão.
BOLO DE REQUEIJÃO
Já experimentei várias receitas de bolo com requeijão e gosto de todas. Mas para experimentar uma diferente, segui a receita do bolo de Requeijão à Moda de Viana do Alentejo do Chefe António Nobre, talvez já com recordações do fim de ano em Reguengos. Substituí a margarina por manteiga sem sal, acrescentei uma colher de chá de fermento em pó à farinha e reduzi o açúcar em 10 gr.
Ingredientes
  • 250 gr requeijão (não usei o de Seia, mas sim um normal)
  • 150 gr farinha sem fermento
  • 190 gr açúcar
  • 50 gr manteiga
  • 4 ovos
  • raspa de 1 limão
  • 1 c. chá canela em pó.
Passei o requeijão por um passador de rede com a ajuda do maço do pilão. Poupa-se tempo com a ajuda deste utensílio. Bati os ovos com o açúcar, juntei a canela, a manteiga derretida, a raspa do limão e o requeijão. Bati mais um pouco e no fim envolvi a farinha peneirada em chuva com o fermento. Foi ao forno a 160º durante 40 minutos, em forma redonda com buraco, revestida  a papel vegetal oleado e enfarinhado.
Ficou muito fofo e com um leve travo a limão. Excelente para acompanhar uma chávena de chá num dia como hoje.
Ana

abril 13, 2012

RAIA ALHADA

Raia Alhada

Em quanto decorre o Festival do Peixe em Lisboa, cheio de desafios inovadores de combinação de sabores de peixe e marisco, lembrei-me do sabor genuino de um prato de peixe, pelo qual à partida não tinha expectativa e que se revelou uma autêntica surpresa.

A Raia Alhada servida num tacho à mesa , numa noite de Verão em Cabanas de Tavira no restaurante da Noélia e Jerónimo.

Quando a tampa do tacho se destapou, todos os aromas se libertaram e o palador  aguçou-se.

Amanhã é dia de mercado e vou tentar encontrar uma raia tão fresca como aquela da fotograia comprada no mercado da Costa Nova, perto de Aveiro.

4 postas de raia
1 colher de sopa de farinha de trigo  
1 folha de louro
4 dentes de alho  
Azeite
Coentros
Fatias de pão alentejano
Vinagre
Tempere o peixe com sal .
Leva-se um tacho ao lume com o azeite e os dentes de alho pisados, deixa-se fritar levemente em lume médio e quando estiverem louros mas não queimados, junta-se a farinha e mexe-se bem.

Adiciona-s a água quente em fio mexendo continuamente.
Junta-se depois a folha de louro os coentros picados.
Tempera-se de sal e junta-se as postas de peixe.

Quando estiver cozido o que leva cerca de 20 minutos, rectificam-se os temperos e junta-se uma colher de vinagre .

 Serve-se acompanhado de fatias de pão alentejano ou em alternativa cozem-se umas batatas juntamente com a raia.

Lou

abril 12, 2012

LET ME TAKE YOU DOWN CAUSE I´M GOING TO


Gelado de natas com cobertura de morangos

Com a Primavera finalmente chegaram os morangos. Os meus preferidos são os mais pequenos, encarnados, madurinhos. A minha filha Filipa descobriu uns óptimos quando passeávamos hoje de manhã. Mal aparecem, lembro-me logo da cozinheira da Câmara que costumava fazer este óptimo gelado de natas e me cedeu a receita. A vantagem dos gelados é que não necessitam de ser feitos no próprio dia. Para servir, é só retirar do congelador e pôr no frigorífico uma hora antes.
 Gelado  
  •  5 claras à temperatura ambiente
  •  4 colheres de sopa de açúcar
  •  2 pacotes des natas frescas
Faz-se um merengue batendo bem as claras em castelo com uma pitadinha de sal. Quando estiverem firmes, juntam-se 4 colheres de açúcar e continua-se a bater mais uns 5 minutos. Por fim, envolvem-se as natas com cuidado.  Passa-se uma forma redonda com furo por água, deita-se aí o gelado, Cobre-se com película aderente e vai ao congelador, de preferência de um dia para o outro.
*Para as claras ficarem bem batidas devem estar sempre à temperatura ambiente e deve ir-se aumentando a velocidade da batedeira aos poucos para ir entrando o ar.
 Coulis de morango
  • ½ kl de morangos
  •  250 grs de açúcar
  •  sumo de ¼ de limao
Num tacho fervem em lume baixo durante 20 minutos os morangos cortados aos bocados com o açúcar e o sumo de limão. Deixa-se arrefecer. De seguida, passa-se o doce pela varinha mágica.
Desenforma-se, mergulhando a base e os lados da forma por água quente rapidamente para o gelado descolar.
Vira-se sobre um prato e cobre-se com o coulis por cima.
Enfeita-se com morangos frescos e folhinhas de hortelã.

* em especial  para o psl.
Ana

ENTRADA ou SAÍDA


                                                                                    Queijo da Soalheira
Queijo de ovelha e cabra da  SOALHEIRA, Fundão
Lou

abril 10, 2012

DE PEQUENINO SE TORCE O PEPINO





                                                                                           Bolo de Iogurte
O Afonso é o nosso Litle Chef. Habituado desde sempre a acompanhar a mãe na cozinha, o Bolo de Iogurte pela sua simplicidade é o seu preferido para oferecer às visitas.A  receita é a do Pantagruel, com algumas substituições introduzidas pela mãe para o tornar mais saudável, como seja a substituição do açécar branco por amarelo e o óleo por azeite. Delicioso morno acompanhado por um sumo natural de laranja.
  • 1 iogurte natural
  • 3 medidas de iogurte de açúcar amarelo
  • 5 ovos
  • 1 medida de iogurte de azeite
  • 4 medidas de farinha mal cheias
  • 1 colher de chá de fermento em pó
Bate-se o açúcar com o iogurte, vão-se juntando as gemas uma a uma, o azeite e continua-se a bater.
Em seguida, acrescenta-se a farinha misturada com o fermento.
Bate-se as claras em castelo e  envolve-se na mistura anterior.
Vai a forno quente a 180º em forma untada com manteiga  polvilhada com farinha.
Come-se morno acompanhado por sumo de laranja natural.
Lou

abril 08, 2012

PUDIM DE PÃO LÁ DE CASA


Pudim de pão

Toda a gente lá de casa gostava deste pudim feito pela minha mãe.
O pudim de pão.
Sempre que havia pão a mais, aí vinha ele, pesado, aveludado e doce. Comia-se frio e era tentação passar pelo frigorífico para roubar uma colherada.
Ingredientes
  • Miolo de um pão branco
  • ½ l de leite meio gordo
  • 200 gr. açúcar
  • 4 ovos
  • Caramelo feito com 150 gr. de açúcar
Numa forma com tampa,  própria para pudins, deito o açúcar juntamente com umas três c. de sopa de água e levo ao lume sem mexer.
Quando começa a ficar líquido e louro, inclino a forma e com uma colher espalho o caramelo pelos lados e pelo centro. Reservo e começo a fazer o pudim.
Com uma faca retiro a côdea ao pão, desfaço o miolo em bocados e junto ao leite a ferver. Mexo para dissolver bem o pão e junto o açúcar.
Fora do lume desfaço os ovos com um garfo,  juntando-lhes primeiro uma colherada da mistura do leite, mexendo depressa e depois os ovos em fio, ao leite, para não talhar.
Agora é só verter na forma, tapar e pôr na panela de pressão com água até meio da forma.
Logo que começa o apito a rodar, deixa-se cozer 20 min.
Depois de arrefecer, desenforma-se para um prato que suporte um pouco de molho e vai ao frigorífico.
É delicioso.
Ana

AGNUS QUI OCCISUS EST AB ORIGINE MUNDI


 Josefa de Óbidos, Cordeiro Pascal, c.1660-1670, Óleo sobre tela, 88 x 116 cm, Museu Regional de Évora        
                                                                                        Cordeiro Pascal
Decidi ir comprar um cordeiro para fazer para o jantar. Não tem novidades este cordeiro. Essencial mesmo é escolher uma peça de carne fresca e tenra. Fiz uma pasta com sal grosso e os dentes de alho descascados de meia cabeça de alho e barrei o animal. Ficou assim a marinar com um copo de vinho branco durante a tarde. Normalmente tempero com a mesma qualidade de vinho com que sirvo à mesa.
Uma hora e meia antes do jantar, coloquei-o no forno a 180º regado com um pouco de azeite. Durante esse tempo estive de namoro com o bichinho, virando e regando até estar tostado por fora e macio por dentro. A meio da assadura, juntei umas batatas previamente cozidas durante 10 min., as quais também fui regando com o molho que se formava. Cozi uns bróculos, e fomos para a mesa.
Comemos bem e, depois de ter explicado à Maria a razão pela qual se come cordeiro na Páscoa, passámos para o tema dos ovos de chocolate, mas isso fica para a próxima receita. 
Ana

abril 07, 2012

MERCADO DE SETÚBAL









Alcorrazes, sarguetas, massacotes, espadarte, atum, choco, safio, cação.. ostras do sado, mariscos… legumes e outros. 
Lou

TAÇA DE IOGURTE COM FRUTAS




                                                                         Taça de iogurte com frutas
Lou

abril 04, 2012

ESPARGOS BRAVOS

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 Espargos  Bravos mexidos com ovos
Não resisti no mercado a comprar vários molhos de espargos bravos, amargos, que não se comparam em nada com os comprados no supermercado e criado em estufa.
Estes nascem no campo, nas espargueiras, normalmente debaixo dos sobreiros e só quem tem muito “olho” é que os descobre.
Lá em casa, fazem-se com pão, mas desta vez a pedido, foi com ovos mexidos.O resto dos molhos congelei, para se irem comendo…
  • 1 molho de espargos bravos (200gr)
  • 3 dentes de alho
  • sal qb
  • azeite qb
  • 6 ovos
  • coentros a gosto
Cortam-se as pontas dos espargos, deixando apenas a parte tenra (sensivelmente metade do espargo).
Escaldam-se, colocando-os com sal em água fria e deixar ferver por 10m.
Mexer os ovos, temperar com sal e reservar.
Numa frigideira, colocar o azeite, os alhos picados e os espargos já cozidos e partidos em bocadinhos .
Estufar um pouco, acrescentar os coentros picadinhos e envolver com os ovos, deixando-os húmidos.
Servir acompanhado por fatias de bom pão alentejano.
Neste caso foi Pão do Escoural     
                                
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   Simplesmente Alentejano
Lou.

abril 03, 2012

PÃO FRESCO

Pão Fresco
Em Lisboa (Entrecampos) ainda há distribuição de Pão fresco à porta como antigamente…desde há 40 anos sempre com as mesmas cestas de verga .
Lou

Pão Fresco
Em Lisboa (Entrecampos) ainda há distribuição de Pão fresco à porta como antigamente…desde há 40 anos sempre com as mesmas cestas de verga .
Lou

abril 02, 2012

LEMON, LEMON CURD, LEMON PUDDING

Mike Schultz- Cat and Lemon, 5.5 x 7”, Oil on Rives BFK Paper, 2010

Pudim de limão


De todos os pudins que conheço, o pudim flan parece-me o mais desinteressante de todos.

Assim dito, e tendo experimentado várias receitas de outros pudins, venho propor aqui este, muito bom, do Jamie Oliver.

As meninas gostaram tanto, que triplicaram e não sobrou uma migalha.

Não há nenhum mérito meu mas do Jamie Oliver e dos limões da Lurdes. No entanto, vale a pena ficar o registo, que me ajuda a repetir a receita.

Ingredientes

  • 55 gr. manteiga
  • 115 gr. açúcar
  • raspa e sumo de um limão biológico
  • 2 ovos grandes do campo ou biológicos
  • 55 gr. de farinha com fermento
  • 285 ml de leite
Preparação

Pre-aquecer o forno  a 200º.

Bater a manteiga com o açúcar e a raspa de limão. Juntar as gemas e a farinha, bater mais um pouco, juntar o leite e, no fim, juntar o sumo de limao e misturar bem.

Bater as claras em castelo numa taça à parte e envolver na mistura anterior.

Colocar tudo numa tarteira de vidro de pyrex e levar ao forno sobre um tabuleiro com água até 1/3 dos lados da tarteira durante 45 min.

O resultado é mesmo bom, sabe muito a limão e fica com textura de pudim por baixo e esponjoso e dourado por cima.

Ana

EM ABRIL HÁ FUNGOS


                                                                                    Tubras envoltas em ovos

Tubras, Túbaras, cilarcas (Interior e Baixo Alentejo), criadilhas (Beira Baixa)…
São fungos silvestres subterrâneos que nascem junto de carvalhos e castanheiros e só quem conhece os campos e a forma como a terra abre junto deles, os descobre, por isso são raras.
Começam a nascer em Janeiro e Fevereiro e a sua época vai até Abril. Muitas ou poucas, depende da quantidade de chuva e sol . 
Eu chamo-lhes às minhas Trufas Brancas Portuguesas, não confundir com as trufas brancas italianas de Alba as melhores e as mais caras ou as Trufas Negras Francesas.
Foi ao passear até Azeitão que as descobri à venda à beira da estrada.
Passear pode ser sempre um motivo para comprar os produtos de época e deliciarmo-nos mais tarde ou nos restaurantes da região ou em festivais de Tortulhos e Criadilhas.
Há quem as prefira estufadas com feijão ou com cebola e chouriço, eu prefiro-as simples, só com azeite, alho e ovos, e aromatizadas no fim com uma erva do jardim. 
Receita para 4 pessoas
  • 400 gr de tubras
  • 6 ovos
  • 2 dentes de alho
  • Azeite q.b.
  • Sal q.b.
  • Água q.b. 
Coloca-se o azeite a cobrir ligeiramente o tacho e aquece-se.
Picam-se os alhos e acrescentam-se também as tubras laminadas muito finas.
Estufa-se durante 15 min. em lume brando. Quando começar a secar, acrescenta-se um pouco de água.
No fim envolvem-se nos ovos batidos e secam-se até à consistência desejada.
Por cima coloca-se um ramo de manjerona do jardim.    
Lou

abril 01, 2012

TUBRAS COM OVOS


Estas tubras vieram do Alentejo dadas por um amigo, feitas com ovos como a receita anterior das criadilhas, fizeram a delicia de todos os que as comemos a celebrar esta época Primaveril.



Escovaram-se muito bem para tirar a terra e de seguida lavam-se e descascaram-se.


Foram depois cortadas em pedaços...


E refogaram-se em azeite e alho, juntando-se depois os ovos batidos a envolver.
Lou