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fevereiro 06, 2014

BOLACHINHAS DE AVEIA

  Oat fields, Claude Monet


Bolachinhas de aveia

A Maria já está farta das constantes arrufadas, queques e pães de Deus que leva para os lanches da escola. Assim, fui pesquisar umas bolachas na net. Descobri esta do Simon Rimmer, um dos cozinheiros  que escreve para a BBC.
A receita é muito mais complexa do que a que eu fiz. Sobre as bolachas, ele ainda põe um creme de caramelo (fudge) e chocolate branco derretido. Só as bolachas são ricas o suficiente para levar como snack.

Ingredientes
  • 225 gr de farinha com fermento
  • 200 gr de açúcar demerara
  • 225 grs de flocos de aveia
  • 225 grs de manteiga derretida
  • 50 gr de golden syrup
  • 1/2 c de chá de bicaborato de sódio misturado com 1 c chá de água quente
Liguei o forno a 180º.
Misturei todos os secos numa tigela, abri um buraco no meio e deitei a manteiga derretida misturada com o golden syrup e o bicarbonato de sódio diluído em água. Misturei bem todos os ingredientes e, com a ajuda das mãos um pouco oleadas, fiz umas bolinhas com uns 3 cm de diâmetro.
Coloquei-as sobre uma folha de papel à prova de gordura (greaseproof paper), com uma boa distancia entre elas, achatei-as com um garfo e cozinhei-as durante 15 min, até estarem douradas.
Arrefeceram sobre uma rede e foram de seguida para mesa do lanche.

Como sempre, gosto mais das bolachas frias do que mornas. A Maria gostou muito e acha-as compulsivas. Sente-se a aveia e o mel. São tão doces que não as imagino com mais nada por cima!

Ana

fevereiro 02, 2014

CARAMEL

                     
                            
Directed by: Nadine Labaki
Music by Khaled Mouzanar
Release dates: May 20, 2007 (Cannes)
August 9, 2007 (Lebanon)

The title Caramel refers to an epilation method that consists of heating sugar, water and lemon juice. Labaki also symbolically implies the "idea of sweet and salt, sweet and sour" and showcases that everyday relations can sometimes be sticky but ultimately the sisterhood shared between the central female characters prevails.


Trufas de caramelo envolvidas em cacau

Ainda a pensar no caramelo das bolachas, aventurei-me pelo mundo do açúcar e fui de volta para o fogão para fazer os caramelos, ou o doce de leite como lhe chamam os brasileiros. A distinção entre o brasileiro e o português é salutar e desejável, mas qualquer dia também vem aí algum outro acordo em que também temos de adoptar os mesmos significados passando a ir ao café pedir um café fresquinho acabado de passar, em vez de uma bica em chávena quente.
Mas isso são outras guerras!
A minha, não de menor dimensão, centrava-se na execução de um bom caramelo. Como gosto do rigor da doçaria, fiquei um pouco irritada por não ter nem a mão nem um candy thermometer à altura desta batalha.

Ingredientes
  • 300 ml de leite meio-gordo
  • 380 ml de açúcar branco
  • 100 grs de manteiga sem sal
  • 1 c chá de extrato de baunilha                 
Primeiro coloquei uma folha de papel anti-aderente numa forma quadrada com 18 cm. Como não tinha, usei uma que serve para fazer o bolo inglês.

Em seguida, derreti todos os ingredientes, à excepção da baunilha e levei a ferver durante 20 min sem nunca parar de mexer. Aos 120º retirei do calor e juntei a baunilha. Deixei arrefecer uns 5 min e deitei na forma. A receita dizia que os caramelos não devem ir ao frio.

Ficaram um pouco moles, pelo que os voltei a colocar ao lume. Após alguns minutos voltei a deitar a massa no tabuleiro e deixei arrefecer. Mesmo assim, ainda não ficaram com a consistência desejada. Transformei os em bolinhas, envolvi-os em cacau para salvar a receita e o sabor está muito bom e igual aos caramelos da vaquinha que eu comia em criança, quadradinhos embrulhados em prata dourada.

A receita está correcta, o meu termómetro é que não estava à altura e deve ter-me atraiçoado.
No próximo sábado vou comprar um termómetro de doces bom e voltar ao fogão. A luta continua!
Vou dando notícias!

Ana

janeiro 26, 2014

MILLE-FEUILLES RICHE FOR A DINNER-PARTY

Dinner-party, Botero


Mil folhas de mascarpone e café com coulis de laranja

Uma festa, esta sobremesa! para além de bonita é leve e requintada,  perfeita para um jantar com amigos e a acompanhar o café. Aprendi nas minhas aulas de cozinha da Cozinhomania, quando acabava de trabalhar ainda com tempo para atravessar a cidade e partilhar  com as outras alunas um lanche tardio, antes do regresso a casa.

Ingredientes
  • Uma embalagem de massa folhada de compra (eu uso a redonda)
  • 500 grs de mascarpone
  • 450 grs de natas para bater
  • 5 laranjas grandes
  • 1 chávena de café forte
  • 200 grs de icing sugar das quais 50 grs são para polvilhar
Fazer um café forte e deixar arrefecer. Na batedeira desfazer um pouco o queijo. Batem-se de seguida as natas com açúcar  (150 grs) até formar chantilly, junta-se com cuidado o queijo e o café. Guardar no frigorífico.
Em forno pré-aquecido à temperatura indicada na embalagem, colocar a rodela de massa folhada até estar crescida. Depois, é só deixar arrefecer, abrir ao meio e reservar.

Para o coulis:

  • 2 laranjas
  • 2 limões
  • 500 grs de açúcar
  • 100 grs de água
  • 50 grs de licor de laranja (eu usei o Grand Marnier)

Picar fino a casca de uma laranja sem a parte branca. Obter 30 cl de sumo de laranja e 5 cl do sumo do limão e reservar.
Fazer um caramelo dourado com o açúcar e a água. Parar a cozedura juntanto os sucos e o álcool. No fim, juntar a casca da laranja picada. Se estiver muito líquido, deixar o lume um pouco mais até ter a consistência de xarope.

Na hora de ir para a mesa, proceder à montagem do bolo. Não se deve montar antes para a massa folhada se manter estaladiça, o que contrasta com a cremosidade do recheio.
Colocar uma rodela de massa folhada num prato, rechear com o creme, tapar com a outra rodela e polvilhar com icing sugar.
Servir com uma tacinha do molho à parte.

É um dos meus bolos preferidos!

Ana

janeiro 01, 2014

FIM DE ANO, INÍCIO DE ANO


Peixe ao vapor

Foi um fim de ano muito agradável, como sempre é quando se fica no monte da Ana. As várias refeições sucedem-se em contínuo num nunca acabar de iguarias trazidas por todos os amigos e oferecidas pelos donos da casa! Eu levei o arroz doce mas também houve as tangerinas em calda da Rocio, o crumble de maçã da Francisca, o caril de gambas da Ana, etc, alternadas pelos nostálgicos acordes do Zé que nos fizeram cantar até as 3h da manhã. Que mais se pode querer?

Dito isto, agora há que jejuar um pouco e refrear o desejo de açúcar a que habituámos o corpo!

Tendo trazido de Milão um peixe cozido ao vapor (parece estranho mas é verdade) e não conseguindo comer mais nada hoje, amanhã vai ser o meu jantar, temperado com sumo de limão e acompanhado de bróculos e cenouras cozidas. Muito pouco criativo mas bom para retomar alguma ordem no estômago.

Depois, só uma fatia de ananás!

Ana

dezembro 30, 2013

ARROZ DOCE ESPECIAL DE NATAL




Arroz Doce

Passei o Natal em Milão com as minhas filhas. Tendo que levar uma sobremesa para o jantar, a F. pediu-me para fazer arroz doce. Nunca tinha feito antes, por absurdo que pareça!
Tendo experimentado, com grande sucesso, a fazer arroz de tomate com arroz próprio para risotto, na altura usei Arborio, repeti a façanha desta vez com Vialone Nano.

Segui esta receita como base, reduzindo um pouco o açúcar e utilizando manteiga sem sal e leite gordo fresco, e só digo que ficou muito bom. E ainda dá para aproveitar as claras para se fazer uns suspiros ou um bolo de Prata.

Ingredientes

  • 250 gr de arroz Vialone Nano
  • 450 gr de açúcar (pode levar só 400 grs)
  • 6 gemas de ovo
  • 3 cascas de limão sem a parte branca
  • 2 paus de canela
  • 50 gr de manteiga sem sal
  • 0,5 l de água
  • 1 chávena de chá de leite gordo
  • 1500 ml de leite gordo
  • Sal q.b.
  • Canela em pó q.b.

Numa panela alta levei a água ao lume a ferver. Quando começou a levantar fervura deitei o arroz. 
Temperei com sal e deixei cozer até a água evaporar.

De seguida, juntei a manteiga, as cascas de limão, os paus de canela e o leite. 
Dei uma volta com a colher de pau e deixei cozer durante 30 minutos em lume brando sem tampa. Fui mexendo de vez em quando para não pegar no fundo.
Passado os 30 minutos acrescentei o açúcar. 
Deixei ferver mais um pouco até atingir uma consistência cremosa - para aferir melhor, tirei um pouco e deitei num pratinho frio.

Dissolvi então as gemas com a chávena de leite. Fui acrescentando colherinhas do líquido quente às gemas e mexendo rápido e, só depois, juntei as gemas ao arroz, voltando a mexer rápido para não talhar as gemas. Logo que iniciou fervura, apaguei o lume. Retirei o pau de canela e coloquei de imediato no recipiente que foi à mesa. Nós pusemos em duas taças, dado que ia ser servido numa mesa para oito pessoas. Só depois de frio, polvilhei com canela. 
Fiz uns desenhos típicos do Minho, para juntar um pouco de História de Portugal, dado que estávamos a servir um doce a uma família italiana. A F. encarregou-se das explicações dado que eu não falo nada de italiano (mas percebo quase tudo, já não é mau).

O dono da casa não gostava de canela, pelo que uma das taças foi servida sem a dita por cima.
Gostou, repetiu e disse que sabia a castanhas……….
Pensei para comigo mas não disse (deve ter sido dos paus de canela que levou na confecção!)

A repetir amanhã para a Passagem do Ano!

Um bom Ano 2014 para todos, principalmente para nós portugueses, que bem precisamos!
Auguri!

Ana

novembro 24, 2013

18 COMIDAS

18 Comidas



  • Direção: Jorge Coira
  • Elenco: Luis TosarFederico Pérez ReyVíctor FábregasEsperanza Pedreño,Gael Nodar FernándezMario ZorrillaJosé María Pérez GarcíaMaría del Carmen Pereira PenaPedro AlonsoNuncy Valcárcel
  • Ano: 2010
  • Duração: 107 min
  • País: Espanha, Argentina

Quantas histórias podem acontecer durante uma refeição, um jantar, um almoço? 24 personagens, 6 histórias, 18 refeições que nos permitem participar em alguns desses momentos.

Ana



novembro 23, 2013

ALMOÇO DE SÁBADO DE OUTONO: PENNE, BERINGELA E REQUEIJÃO NO FORNO

OUTONO
Tarde pintada
Por não sei que pintor. 
Nunca vi tanta cor 
Tão colorida! 
Se é de morte ou de vida, 
Não é comigo. 
Eu, simplesmente, digo 
Que há fantasia 
Neste dia, 
Que o mundo me parece 
Vestido por ciganas adivinhas, 
E que gosto de o ver, e me apetece 
Ter folhas, como as vinhas. 

Miguel Torga
Do livro: Diário X, s/editora, 1966, Coimbra
 Penne, beringela e requeijão no forno

Comecei por pensar numa salada. Tinha uma beringela, um requeijão e comecei a imaginar o que fazer. 
Depois olhei pela varanda e o dia estava escuro, chovia, uma coisinha light era tudo menos o que me iria confortar.
Peguei numa tarteira de ir ao forno e à mesa e comecei a dar forma à minha "salada" de outono.

Ingredientes
  • massa penne
  • 1 requeijão
  • tomatada
  • folhas de mangericão
  • beringela
  • sal e pimenta
  • azeite
  • azeitonas pretas
  • molho branco
  • parmesão
Cozi um mão cheia de massa penne e reservei guardando um pouco da água de cozer.
Cortei a beringela em cubos, passei-a por um pouco de azeite em lume alto e também reservei.
Aqueci um pouco da tomatada que já tinha feito, juntei a beringela, umas folhas de mangericão, umas azeitonas pretas sem caroço e deixei a fervilhar uns 15 minutos ao lume.
Envolvi a massa neste preparado com um pouco da água de cozer a massa (1/2 copo), verifiquei os temperos e deixei aquecer para envolver todos os ingredientes. A esta hora o cheirinho já ocupava toda a cozinha.
Depois de barrar a tarteira com um pouco de azeite, deitei tudo lá para dentro. Espalhei o requeijão cortado aos bocadinhos por cima, cobri com um béchamel e polvilhei com parmesão ralado na hora.

Na hora de servir, liguei o forno a 180º e deixei aquecer e tostar por cima.

Que  belo prato de outono! acompanhei com uma salada de alfaces temperada com azeite e limão! Afinal sempre fiz uma salada.

Ana

SNACK DE BATATA DOCE



Batata doce no forno

Ainda no mercadinho biológico comprei a batata doce.
O gato dorme no sofá, aqueci a casa, preparei um chá e fui para a cozinha fazer esta simplicidade de receita.

Corta-se a batata doce com casca em rodelas com a largura de um dedo, depois de bem lavada em água corrente.
Coloca-se num pyrex, barram-se as fatias com azeite de ambos os lados, salpica-se com um pouco de sal grosso e forno com elas a 180º durante uma 1/2 hora.
A meio do processo, deve-se virá-las.
Quando se espetar bem o garfo, estão prontas.

São boas quentes, mornas, ou frias. Eu levo-as para o escritório e como a meio da manhã antes de uma aula de acqua-bike de 1 hora.
Boa fonte de carbohidratos sem colesterol!

Ana

DOCE DE RUIBARBO COM LARANJA E CANELA




Doce de ruibarbo com laranja e canela

Finalmente encontrei ruibarbo em Lisboa no mercadinho biológico do Campo Grande! Sei que também havia por vezes no Corte Inglês mas nunca encontrei.
Após esse passeio ao mercadinho onde comprei broa de centeio, cenouras, alhos, etc, vim para casa toda contente já a festejar o doce que ia fazer.

Encontrei esta receita do Jamie Oliver, à qual acrescentei a canela.

Ingredientes
  • 4 paus de ruibarbo (750 grs)
  • sumo e raspa de 1 laranja
  • 100 gr de açúcar branco
  • 2 pedacinhos de gengibre fresco cortado finamente
  • canela em pó para polvilhar
  • 2 c água
Corta-se o ruibarbo depois de lavado, em pedacinhos e coloca-se na panela juntamente com o sumo e raspa da laranja, o gengibre fresco e o açúcar. Logo que ferve, baixa-se o lume e fica assim
 a fervilhar por 5 min.
O ruibarbo é muito duro mas amolece num instante.
Depois deixa-se arrefecer. Durante esse tempo o ruibarbo vai absorver todo o líquido.
Vai ao frigorífico.

Misturei então 250 ml de yogurt grego natural com 1 c sopa de açucar branco e as sementes de um pau de baunilha que a minha filha me tinha trazido da Tanzânia.

Na ora da montagem, deitei numa taça, polvilhei com canela e cobri com umas boas colheradas do yogurt.

É muito bom, sente-se muito o sabor da laranja e da canela e o yogurt de baunilha é essencial para acalmar a acidez do ruibarbo e da laranja. Numa versão menos light um creme de mascarpone e/ou natas batidas também liga lindamente.

Óptima sobremesa para rematar um almoço pesado ou acompanhar com uns scones nesta tarde tristonha!

Ana.

novembro 10, 2013

CROQUETES DE VITELÃO COM PICKLES DE MANGA


Croquetes com pickles de manga

Tenho andado muito arredada não da cozinha mas da parte da escrita. 
Cheia de trabalho, não me sobram tempos livres para dedicar a este diário, que infelizmente às vezes nem semanário é!

Esta semana, quando fui ao supermercado, vi uma carne de vitelão (não sei bem o que quer dizer, vitelo é um bicho pequeno, vitelão será um vitelinho gordo?) muito bonita e lembrei-me do quanto gosto de croquetes e há quanto tempo não fazia.  A ajudar, a memória da Maria ter gostado muito de uns croquetes comprados (não por mim) numa pastelaria...

Entusiasmada com a ideia, trouxe 1 kl de carne depois de ter tido uma explicação sanitária do Sr. do talho em como não podia picar um chouriço juntamente com a carne. Nem sabia que havia alergias graves ao chouriço e que a máquina não podia ficar com restos deste enchido…no talho de Caminha até perguntam se não queremos picar um pouco juntamente com a carne!

Comecei então a preparar os meus croquetes.

twist à receita foi dado no início, quando barrei a carne com uma colher de sobremesa de Mango Pickle Hot, uma pasta feita de manga, sal, óleo, feno-grego, mostarda, pimenta vermelha em pó e açafrão-da-índia.

Dei então uma selagem na carne com um pouco de azeite. Depois baixei o lume e estufei a carne na companhia de 1 cebola, 1 molho de salsa, 2 tomates, 1 dente de alho, duas cenouras, um golo de vinho branco, 1 fl de louro, sal e pimenta qb e um pouco de manteiga. 

O twist dos croquetes foi dado na  de uma colher de sobremesa de Mango Pickle Hot, uma pasta feita de manga, sal, óleo, feno-grego, mostarda, pimenta vermelha em pó e açafrão-da-índia.

Passados uns 30 min de cozedura, deixei arrefecer, retirei as gorduras que a carne ainda tinha e passei a carne no 1.2.3. Passei o molho pelo mix depois de ter retirado a fl de louro, e voltei a juntar carne.
Em vez de fazer um béchamel, fiz como a minha avó fazia e levei tudo ao lume novamente, juntando 4 c sopa de farinha em chuva, 1 copo de leite e mais um pouco de manteiga. Misturei em lume baixo durante uns 5 min e no fim atirei com uma mão cheia de queijo gruyère em tirinhas (melhor seria um parmesão ralado na hora, mas era o que tinha).

Estava pronta a massa.  Bastante mole, deitei-a no pyrex rectangular, deixei arrefecer com película por cima para não ganhar crosta e foi ao frigorífico.

Só no dia seguinte iria moldar os cilindrozinhos.
Ainda desconfiada com o sabor que iriam ter, preparei 3 pratos com, respectivamente, farinha, ovo e pão ralado. 
Comecei a pôr colher do preparado primeiro na farinha, seguindo-se o ovo e por fim o pão ralado, e a moldar os croquetes. A pasta estava muito mole, pelo que a sua estadia no frio ajudou bastante.

Fritei-os em óleo quente, enxuguei em papel de cozinha e acompanhei de uma salada de tomate, e arroz de alho.

A Maria gostou muito, achando um pouco picantes (talvez a colher de Mango Pickle tenha sido demais, mas ficaram bons, principalmente com uma textura extremamente cremosa).

Para um sabor mais tradicional trocar o pickle de manga por um chouriço ou desfazer uma alheira e juntar à carne.

Ana




SOLO ITALIA TIRAMISU



MUCCHE DI LOMBARDIA

Mascarpone é um queijo típico da zona norte de Itália, da Lombardia. Gordo e cremoso, este é um dos doces mais conhecidos de Itália.
Pelos anos da Constança, a Io fez a sua versão que estava muito boa e que aqui junto a receita. 

Ingredientes
  • 500 gr de mascarpone
  • 1 cafeteira de café forte
  • 2 c sopa de rum
  • 150 gr açúcar em pó
  • 3 ovos
  • 2 pacotes de palitos La Reine.
Bater as gemas com o açúcar. Juntar o queijo e 1 c sopa de rum e continuar a bater.
Bater as claras em castelo e juntar ao preparado..
Misturar o café com 1 c sopa de rum. Mergulhar os palitos no líquido (não deixar amolecer muito) e colocar na base do recipiente em que vai servir. Por cima colocar uma camada de creme.
Repetir a operação terminando com o creme e deixar esfriar no frigorífico durante algumas horas.

Na hora de servir polvilhar com um bom cacau em pó.

Deve servir-se frio.

Ana

setembro 12, 2013

CERVEIRA MEDIEVAL



Tarte de leite condensado e coco

Acabadinha de chegar a Cerveira para mais um sábado de feira de trapos, seguida de almoço na feira medieval e um salto à Bienal, conheci esta senhora com banca montada no Centro Histórico e uma apetitosa tarte de leite condensado por encetar.
Provei ainda quentinha, gostei muito e com pouco à vontade mas muita vontade pedi a receita que me foi imediata e gentilmente concedida e que aqui transmitido à confiança, sem ainda a ter experimentado.

Ingredientes
4 ovos
1 lata de leite condensado
1 yogurt de coco
1 pacotinho de açúcar baunilhado (~7 grs)
1 pacote de 200 grs de coco ralado
1 embalagem de massa folhada

Ligar o forno a 180º.
Estender a massa folhada e forrar uma tarteira com fundo falso e previamente untada.
Misturar todos os ingredientes e deitar na forma.
Vai a cozer durante uma meia hora.

Duvido que na Idade Média houvesse leite condensado, mas não sendo um bolo de época, estávamos numa festa onde os bolos fazem sentido e era muito bom.

Como perdi o papelinho onde estava escrita a receita, estou a escrevê-la de cor. Espero não ter falhado em nada!

Ana.

ODA AL LIMÓN



Oda al limón

De aquellos azahares
desatados
por la luz de la luna,
de aquel
olor de amor
exasperado,
hundido en la fragancia,
salió
del limonero el amarillo,
desde su planetario
bajaron a la tierra los limones.

Tierna mercadería!
Se llenaron las costas,
los mercados,
de luz, de oro
silvestre,
y abrimos
dos mitades
de milagro,
ácido congelado
que corría
desde los hemisferios
de una estrella,
y el licor más profundo
de la naturaleza,
intransferible, vivo,
irreductible,
nació de la frescura
del limón,
de su casa fragante,
de su ácida, secreta simetría.
En el limón cortaron
los cuchillos
una pequeña
catedral,
el ábside escondido
abrió a la luz los ácidos vitrales
y en gotas
resbalaron los topacios,
los altares,
la fresca arquitectura.


*Excerto do poema Oda al limón de Pablo Neruda

Gelado de limão

A minha prima Maria Eduarda fazia este gelado de limão, que é bom e pode comer-se sem esperar que vá directo para as ancas. De sabor simples, óptimo para saborear neste verão que nunca mais acaba.

Ingredientes
  • 1 lata de leite evaporado
  • 4 c sopa de açúcar
  • sumo e raspa de 1 limão grande biológico
Deixei a lata de leite evaporado no frigorífico de véspera juntamente com a taça e as varas para bater. Este passo é  é essencial para a execução do gelado.
No dia seguinte, bati o leite durante uns 2 min à velocidade máxima. É incrível como ganha a consistência de natas rapidamente, aumentando de volume.
Juntei o açúcar e o limão e bati novamente outros 2 min. E já está! Isto nem receita quase se pode chamar de tão simples que é.

Eu coloquei em tacinhas que levei ao congelador. Devido a ser um gelado de leite, não é necessário bater a meio do processo de congelação.

A mousse de limão com leite condensado tem um sabor mais profundo e encorpado. Mas este é leve, não pesando nem na consciência!

Ana

setembro 11, 2013

LEITE DE CREME BIO





Leite de Creme

Dona Rosa, Dona Rosa, a sua filha chegou!

Pois é, chegou a minha filha! e apesar de estarmos em Setembro há árvores em flor e está um sol lindo!
Para festejar quis para fazer um doce. A minha idéia levava muitas natas e mascarpone e a F. pediu antes um gelado de limão, mais leve.
Depois de muito procurar pela receita que tinha da minha prima que, ao contrário das outras, não leva leite condensado, encontrei-a bem escondida num livrinho antigo. Infelizmente percebi que um dos ingredientes tinha que estar 24 horas no frigorífico e tive que escolher uma alternativa, sem farinha porque esta tem uma relação difícil com a F.

Lembrei-me dum leite de creme muito bom que tinha aprendido a fazer nas aulas do Carlos Brás Lopes, mas quando fui ver a receita levava natas…..

Fiz então uma sem natas, muito simples:

Ingredientes
  • 12 gemas de ovos biológicos
  • 200 grs de açúcar
  • 2 cascas de limão biológico (só o vidrado)
  • 1.5l de leite (usei meio-gordo)
  • 3 c sopa de amido de milho (Maizena)
Bati com a batedeira as gemas com o açúcar até estarem fofas e brilhantes.
Juntei a maizena e continuei a bater.
No fim atirei lá para dentro as cascas de limão e juntei o leite.

Cozi durante uns 40 min em banho-maria, mexendo sempre e com cuidado para a tijela com o leite de creme não tocar na água a ferver.

Depois distribuí através de um passador de rede por 10 ramekins, que coloquei no frigorífico a arrefecer.

À hora do jantar e quando já estiverem frios, vou deitar um pouco de açúcar granulado por cima e caramelizar. Com o caramelo feito na hora fica bem melhor, não só pelo contraste das texturas como das temperaturas.
Como não tenho o maçarico, vai à moda antiga com a pá própria para o efeito. A minha filha também gosta mais assim!

Amanhã continuo o post com os comentários.
Espero que esteja boa e ela não ache com muito açúcar!
...................................................................................................................................................................
gostou, não achou muito doce, a mais pequenina também gostou, receita a repetir!

Ana

setembro 01, 2013

CHOCOLATE E MAIS CHOCOLATE

Praça de Caminha


Chiffon de chocolate com cobertura de chocolate e natas

Moledo e Caminha entre outras coisas incluem sempre um ou vários pneus (copo com água das pedras bem geladinha com uma grossa rodela de limão - o dito pneu!) servidos pelo Tomás na praça central de Caminha e um bolo feito nos dias cinzentos. Como este ano o sol não nos deu descanso, perdemos uma tarde de praia, mas o bolo não!

Inspirada talvez na nova chocolateria Flor de Cacau que abriu em Caminha, fui para casa já com o cestinho com os ovos e o chocolate (o resto já tinha) e preparada para uma tarde sem banhos.

Este bolo foi feito com base nos ingredientes do Cinco Quartos de Laranja, tendo acrescentado a cobertura à receita original, de modo a torná-la ainda mais rica em chocolate.

Ingredientes
  • 6 ovos
  • 2 chávenas de açúcar
  • 2 chávenas de farinha com fermento
  • 1 colher de chá de fermento
  • 1 chávena de óleo1 chávena de chocolate em pó (usei Pantagruel)
  • 1 copo de água a ferver

Cobertura
  • 1 tablette de 200 grs de chocolate  min 70% (usei Lindt)
  • 1 pacote de natas para bater
Bati os ovos com o açúcar. Juntei o óleo, o chocolate em pó e a farinha com o fermento. No fim adicionei o copo de água.

Untei, enfarinhei e forrei o fundo de uma forma redonda com ~23 cm e deitei a massa que foi ao forno uns 45 min.
Eu gosto dele pouco cozido e quando espetei  o palito e este saiu um pouco húmido, retirei-o do forno.

Esperei 2 min e desenformei-o para uma rede para arrefecer.

Depois de frio, derreti em banho-maria muito lento um pacote de natas e uma tablette de chocolate de 200 grs. Deixei também esfriar um pouco, mexendo sempre e cobri o bolo.

A Maria que gosta de criar tradições, já disse que este passa a ser um clássico de Moledo. 

Acompanhado de natas batidas e framboesas só pode melhorar!

Ana

agosto 17, 2013

SALADA DE VERÃO Nº3 - TOMATE, RÚCULA E FETA

Meo sleeping



Salada de tomate, rúcula e feta

Enquanto as folhas ainda se agarram às árvores e os tons fortes do verão tardam em cair, vou comendo uma salada fresca com os produtos do jardim da Paulinha que mos veio entregar à porta: rúcula e tomate.
Assim e com pouco mais!

Ingredientes
  • rúcula sem tratamento
  • tomate sem tratamento
  • queijo feta
  • azeite e vinagre balsâmico bem denso para cortar o adstringente da rúcula.
Dolce Far Niente num domingo na minha varandinha, onde só se houve o barulho do combóio muito de vez em quando, o gato e a Maria dormem e a Filipa trabalha!

Ana.

agosto 16, 2013

SALADAS DE VERÃO Nº2 - SALMÃO FUMADO E REQUEIJÃO


Salada de salmão fumado e requeijão vestida com vinagreta de mostarda de Dijon

A minha filha Maria lançou-me um desafio e pediu-me para, durante esta semana, fazer jantares só de saladas. Está calor e, como ela diz, apetece algo fresquinho, para além do bikini depois ficar melhor!

Assim, aqui vai a minha primeira aposta, depois de testada e alterada do que pretendi que fosse a original: Salada de salmão fumado e requeijão

Ingredientes
  • 1 embalagem pequena de Salmão fumado
  • 1 Requeijão sem ser de Seia, para não ser tão gordo
  • Mistura de alfaces
  • 1 mão de azeitonas pretas cortadas aos pedacinhos
  • 1 Pêra abacate
  • 2 ovos biológicos cozidos
  • 2 mãos cheias de cogumelos
  • sementes de sésamo tostadas em azeite
  • 12 alcaparras
  • funcho fresco
Vinagreta
  • 4 c sopa de azeite
  • 1 c sopa de sumo de limão
  • 1 c chá de mostarda
  • sal e pimenta qb
Comecei por laminar os cogumelos e salteá-los em azeite durante uns minutinhos. Reservei.
Cozi os ovos 10 min em água com sal.
Cortei as alfaces em juliana e o queijo em em pequenos troços.

Para melhorar a apresentação, envolvi os ingredientes separadamente na vinagreta e depois montei a salada com os ingredientes bem identificados. Cada artista saberá a imagem que quer dar.
Não gosto daquelas saladas em que não se percebe o que lá está dentro, tal é a profusão de ingredientes mergulhados no molho ou na maionese.

Tinha guardado num frasco um pacote de sementes de sésamo torradas durante uns minutos numa c sopa de azeite (receita da Teresinha e que são boas mesmo comidas à colher; têm um sabor entre as amêndoas e os amendoins).

No fim salpiquei a salada com as sementes e as hastes do funcho!


Ana

agosto 15, 2013

SALADA DE VERÃO Nº1 - SALMÃO E CAMARÃO



Salada quente de salmão e camarão salteados com legumes na wok

Já me apetecia um peixinho, mas a Maria que come tudo, agora refila!
Assim, juntei-lhe uns amigos à volta e, como era uma salada, foi todo. 

Ingredientes para 3
  • ½ Alho francês
  • Azeite qb
  • 2 Lombos de salmão
  • Espargos verdes frescos
  • 2 mãos cheias de Folhas de espinafres
  • ½ Courgette
  • 1 c sopa de mistura de especiarias
  • 15 Camarões cozidos
Vinagreta
  • Sal e pimenta qb
  • Sumo de limão
  • 1 c sopa de natas de soja
Primeiro preparei os ingredientes.
Comecei por cortar o lombo de salmão em cubos médios e tirei a pele, a cabeça, o rabo e o veio escuro aos camarões.
De seguida lavei bem o alho francês e a courgette e cortei-os em rodelas fininhas.
Lavei os espargos e parti-os à mão, aproveitando um terço da parte superior. Estes espargos eram fininhos, apanhados à beira da estrada no Alentejo. 
Lavei as folhas de espinafre e reservei.

Esperei que a minha filha estivesse despachada e, na hora de ir para a mesa, aqueci um pouco de azeite na wok e deitei o alho francês, deixando a refogar por uns minutos.
De seguida coloquei os lombinhos de salmão e deixei cozinhar uns minutos (poucos).
Acrecentei os espargos partidos, as folhas de espinafre, as rodelas de courgette, temperei com a mistura de especiarias e ficou em lume lento a ganhar cor e os sucos dos diversos legumes a misturarem-se com as especiarias.
No fim, juntei os camarões cozidos, provei e corrigi o tempero com sal, pimenta, um pouco de sumo de limão e as natas.
A Maria nem mencionou a palavra peixe! E gostou muito desta salada acompanhada de outra de tomate só com uma vinagreta normal de azeite, balsâmico e sal na proporção de 3 para 1.

O resto, amanhã, vai ser o meu almocinho!

Ana

julho 10, 2013

O PATO...QUIM QUIM QUIM





Magret de Pato

Por incrível que pareça nunca tinha feito este prato muito simples e muito bom.
Em vez de comprar os peitos de pato, a senhora do talho aconselhou-me a comprar o pato todo, que saía mais barato e ainda podia aproveitar o resto para fazer um arroz de pato, e foi o que fiz.

Chegada a casa, congelei o restante pato e tratei assim os magrets.

Ingredientes
  • 2 magrets de pato
  • sumo de 1 laranja grande
  • sal e pimenta
  • azeite
  • 1 c sobremesa açúcar
  • 1 c sobremesa mel
Dei uns golpes em cruz na pele, temperei o pato com o sumo de laranja, sal e pimenta e deixei assim durante a tarde. Não esquecer não deitar fora o líquido da marinada.
À hora do jantar, aqueci o azeite, retirei o pato da marinada e tostei 5 min de cada lado, primeiro do lado da pele de modo a que ficasse crocante e vertesse alguma gordura para a frigideira. 

Para quem gostar da carne em sangue, o pato está cozinhado. Mas para mim, não!

Tendo aquecido previamente o forno a 160º, retirei o pato da frigideira e coloquei-o num pyrex com uma borrifadela de azeite para não pegar com a pele virada para cima durante uns 20 min ou até o pato já estar com uma cor menos avermelhada.

Mal o pato estava pronto, retirei do forno e cobri com uma folha de alumínio num local quente, para a carne descansar 5 min antes de se cortar.

Enquanto isto, juntei a marinada, o mel e o açúcar aos sucos de gordura da frigideira, deixei levantar fervura e, mal o pato estava pronto, cortei-o em fatias, coloquei nos pratos e verti o molho por cima.

Acompanhei com arroz branco solto e umas rodelas de laranja.

A maria que nunca tinha comido, adorou!

Receita a repetir, embora eu duvide que volte a fazer a mesma. Não gosto de repetições e há outras formas de fazer o magret que quero ainda experimentar!

Ana